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A publicar brevemente

por João Távora, em 29.03.16

Lisboetas.jpg

Não, a maioria dos habitantes de Lisboa não são lisboetas. Até podem gostar da cidade um bocadinho como sua, mas não são de cá: têm as raízes noutras paragens, sempre idílicas, que cultivam em visitas periódicas e donde chegam como se viessem do paraíso. Eu sou uma ave rara, um lisboeta dos quatro costados, e talvez por isso venho sentindo um apelo interior para uma tentativa de análise desta espécie de português a que pertenço - diga-se, com orgulho. É esse o propósito duma crónica que estou a escrever, que espero seja uma digna homenagem às minhas raízes – por circunstâncias da minha vida quase sempre calcadas debaixo dos meus pés. 

 

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13 comentários

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De Pedro a 29.03.2016 às 11:00

Eu não sei o que é para si um “lisboeta”. A maioria dos habitantes de Lisboa já aí nasceu. Um lisboeta dos quatro costados será um que descende dos habitantes de Lisboa quando o Afonso Henriques a conquistou aos mouros? O João Távora qualifica-se?

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De João Távora a 29.03.2016 às 11:53

Até aos meus oito bisavós é tudo gente de Lisboa. Tenho as raízes fortemente implantadas em Lisboa que é uma coisa rara, se é que me faço entender.  
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De Pedro a 29.03.2016 às 12:20

Eu apenas queria perceber qual o seu critério para dizer: "a maioria dos habitantes de Lisboa não são lisboetas"
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De João Távora a 29.03.2016 às 12:29

Para efeitos do artigo que estou a preparar, só considero lisboetas aqueles filhos de pais lisboetas, ou que já não possuam "terra" (raízes)  para onde ir nas festas ou férias. É discutível, mas foi aquele que achei mais adequado. 
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De Anónimo a 29.03.2016 às 16:47

Confuso. A maior parte dos lisboetas já são filhos de quem nasceu em Lisboa, e a maior parte também já não vai à “terra” dos seus avós ou bisavós. Mesmo pelo seu critério estreito, a maior parta dos habitantes de Lisboa são “lisboetas”.

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De PiErre a 29.03.2016 às 11:40

Eu cá tamém xou de Lesboa...
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De ali kath a 29.03.2016 às 12:29

sou alentejano, mas o menos possível: nasci junto ao Tejo e à raia.
depois de estudar, trabalhar e passar parte da reforma em paises civilizados, regressei ao que Cavaleiro de Oliveira designava por 
'fremosa estrevaria'
reino de Pangloss para funcionários públicos, sovietes, entaertainer e monhé 'qué flô'
fui recentemente à Basílica da Estrela e os turistas não puderam subir ao terraço por ser fim de semana.   em Campo dÓrique uma pastelaria passou a hamburger house.  
vai ser um lindo enterro 
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De Anónimo a 29.03.2016 às 16:31

"em Campo dÓrique uma pastelaria passou a hamburger house"



Isso, de facto, é um indício sério do fim do mundo! Não se subir ao terraço da basílica ao fim de semana, também. Ó ignomínia, ó infelicidade!.... O Kierkegaard, em comparação com o “ali kath” era um optimista alucinado ;) 
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De Anónimo a 31.03.2016 às 14:55

Comentário apagado.
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De Anónimo a 31.03.2016 às 23:27

É o fim da civilização ocidental e coiso e tal. 
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De susana a 29.03.2016 às 17:35

Concordo com o João Távora.
Muitos habitantes de Lisboa têm as suas origens por todo o país.
Há uns anos lanchava com o Nicolau Breyner e uma amiga comum.
Eu disse que ia à terra passar o fim-de-semana.
Ele comentou: "Que sorte! É tão bom ter uma terra para onde fugir! Aqui esta triste [a nossa companhia] é tão lisboeta que não se pode dar a este luxo de encher o peito como nós e dizer «EU VOU À TERRA!!!»"
:)
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De Luis a 30.03.2016 às 20:15

Ora viva, senhor João! Eu já tinha percebido que o senhor era um lisboeta de "souche". Basta o senhor abrir a boca e ouvi-lo dizer "feixe a porta", "joalhos", "coalho", para que não me restem dúvidas que o senhor é um verdadeiro alfacinha. Parabéns!
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De José Diogo Dias-Costa a 30.03.2016 às 21:33

Há lisboetas e há os alfacinhas que sendo ambos naturais de Lisboa não são a mesma coisa. Os alfacinhas são os naturais dos chamados bairros populares como os de Alfama, Mouraria, Castelo, etc. Os lisboetas são todos os outros nascidos em Lisboa. Quando alguém se refere a um Alfacinha sabe que se está a referir a pessoas desses bairros mais antigos. Eles próprios se intitulam Alfacinhas. Lisboetas são todos nascidos em Lisboa. Lisboetas com três, quatro ou mais gerações devem ser muito poucos! Eu sou de Lisboa mas não sou Alfacinha. 



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De Pedro a 31.03.2016 às 11:07

Meu caro, a maioria dos habitantes dos tais bairros populares são nascidos ou filhos e netos de nascidos em concelhos do interior, sobretudo das beiras. Vá à vetusta Casa do Concelho da Pampilhosa da Serra, por exemplo, e outras semelhantes, e pergunte. Desde os castiços tasqueiros, às velhinhas à janela, entre sardinheiras e mangericos. Os ainda nascidos na terrinha, ainda têm alguma ligação sentimental à sua aldeia de origem, mas os seus filhos e netos geralmente já não ligam. 
Isto de ser alfacinha ou não alfacinha tem muito que se lhe diga. Só para dizer que nem tudo o que parece é.

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