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A opção por Carlos Moedas

por Vasco Mina, em 24.09.21

Estamos a viver tempos de hegemonia socialista que a todos sufoca. Ainda esta semana tivemos António Costa em tudo o que foram arruadas, comícios e jantares.  Nunca um PM, em eleições autárquicas, se tinha envolvido tanto e, pior, a fazer promessas para o dia seguinte ao acto eleitoral. Mais inacreditável ainda a dar lições de responsabilidade à GALP naquele jeito socialista de “quem se mete com o PS, leva!”

As eleições autárquicas são, como a própria designação o indica, locais. Em cada concelho apresentam-se as várias candidaturas (partidárias e independentes) e cada uma com propostas para a gestão camarária do concelho respetivo. Mas as eleições em Lisboa têm projeção também a nível nacional e a eventual vitória de Medina será um forte contributo para vitória nacional de António Costa. Teremos, no Domingo próximo, uma forte disputa entre dois candidatos: Fernando Medina e Carlos Moedas. O primeiro é produto da máquina partidária socialista que chegou a Presidente da CML por decisão do seu “mandante” (conforme comentário recente de José Sócrates); Medina nunca esteve fora da política e a sua gestão municipal é bem reveladora dos interesses socialistas instalados com muitas promessas e pouca obra feita (veja-se o caso das casas de renda acessível). O segundo teve um longo percurso profissional fora da política, com mérito reconhecido nacional e internacionalmente. Ou seja, com capacidade de gestão e liderança de equipas. Só isto bastaria para a evidência da opção por Moedas.

Nunca é de mais lembrar que a eleição do executivo camarário se rege de acordo com procedimentos específicos. Ou seja, o Presidente da CML será sempre, em qualquer cenário, o primeiro da lista mais votada. Que fique claro que este cargo não resultará, em caso algum, de uma qualquer geringonça. Dada a proximidade (feeling meu) entre os dois principais candidatos, todos os votos contam. Não confio nem me guio por sondagens, mas tendo por certo que Moedas é muito melhor que Medina não correrei o risco de o meu voto cair noutras (respeitadas) candidaturas. Confesso que nunca percebi a opção da IL (cujo primeiro candidato desistiu após 3 dias de uma aparatosa apresentação frente à fachada do edifício da CML) em não se associar à candidatura de Carlos Moedas. Tem sido defendida, pelos próprios, a importância de um vereador liberal no executivo camarário; talvez estejam a querer comparar um vereador com um deputado, o que é um erro analítico de todo o tamanho. Um vereador de oposição que não se coligue com o Presidente de Câmara nunca terá um pelouro atribuído e (ao contrário de um deputado) nunca será tido em conta e dele nunca se ouvirá falar na comunicação social. Caso Carlos Moedas ganhe (como desejo) admito que se coligue com outro partido. Mas, para que tal aconteça, é necessário que ganhe as eleições. No cenário de vitória de Fernando Medina, este fará sempre coligação com o BE (como atualmente já acontece) e /ou o PCP. O entendimento entre Medina e a IL nunca acontecerá (com exceção do assunto prostituição em que Bruno Horta Soares e Beatriz Gomes Dias defendem a profissionalização). Nunca, nunca mesmo, Medina se coligará com a IL e por isso o hipotético vereador liberal sempre um “não vereador”. E os vereadores da coligação liderada por Moedas em caso de vitória de Medina? Sendo em muito maior número e tendo em atenção a projeção mediática deste candidato, terão sempre algum eco na comunicação social.



12 comentários

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De PPG a 24.09.2021 às 20:10



Sabem se o Costa já deu a tal lição à Galp
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De Anónimo a 25.09.2021 às 12:44

"Estamos a viver tempos de hegemonia socialista que a todos sufoca."



Veja-se apenas UM exemplo: a estratégia de ataque concertada e a perseguição movida a Raquel Varela na tentativa de a descredibilizar, apenas porque
“Reivindicou de forma muito clara e de forma pública a liberdade de criticar e de estar em desacordo não só com as instituições universitárias, mas também em relação a algumas posições do Governo”, acrescentando que, “de uma forma geral, assume uma posição intelectual crítica, reivindicando muito essa liberdade de criticar. E no contexto atual, pelos vistos, é uma coisa que não é aceite."

“é uma forma de desacreditar e descredibilizar a Raquel Varela”, uma técnica que, no seu entender, é muito usada na política.
 A verdadeira questão não é a integridade moral ou a verdade ou a mentira sobre o seu CV. A verdadeira questão são as posições políticas e sociais que está a defender enquanto intelectual pública”.  

( texto integral aqui):
https://ionline.sapo.pt/artigo/747124/raquel-varela-academicos-falam-de-tentativa-de-descredibilizacao-e-inveja-?seccao=Portugal_i
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De Anónimo a 25.09.2021 às 17:17

Raquel Varela "atreveu-se" a assinar um manifesto, conjuntamente com outras personalidades, pela liberdade de expressão e contra a Censura do jornal o Público. Por coincidência, a partir daí, o curriculum da RV foi passado a pente fino por jornalista(s) do referido jornal que lhe detectaram "erros". E estalou a polémica. Perseguição? Cada um tire as suas ilacções.
Eis o editorial do Público como resposta ao referido Manifesto:


https://www.publico.pt/2021/09/23/politica/editorial/manifesto-defesa-
jornalismo-1978561
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De Anónimo a 25.09.2021 às 17:22

 A Raquel Varela ficou a saber como é a "superioridade moral" de certa esquerda e provou-lhe o veneno e  o seu "modus operandi".
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De Anónimo a 25.09.2021 às 17:24

Quetem isto a haver com Carlos Moedas?!
Tem tudo.
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De lucklucky a 26.09.2021 às 01:04

É significativo no entendimento civilizacional do Publico que uma critica que lhe é feita é considerada  “sanha intimidatória”.
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De Marques Aarão a 25.09.2021 às 13:27


INDIGNAÇÃO DE CIDADANIA 
No dia da oficial reflexão estrangulada cabe perguntar: 
Por quanto tempo mais vou ter que suportar o desaforo de Costa e Marcelo a entrarem-me em casa a todo o tempo sem folgas, pelo caixote retangular de engodos cuja taxa sou eu a pagar.
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De Anónimo a 25.09.2021 às 13:45

Nestas Eleições, o que está em causa em Lisboa é só isto:
A boa Moeda e a má moeda
Digníssimos Eleitores escolham!
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De Anónimo a 25.09.2021 às 21:00

https://blasfemias.net/2021/09/23/arroios-o-futuro-do-portugal-socialista/
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De balio a 25.09.2021 às 22:02

Não percebo porque se queixa Vasco Mina de a Iniciativa Liberal não se ter coligado ao PSD e ao CDS. Porque é que haveria de se ter coligado? O PCP também não aparece coligado com o PS! E o Bloco também não se apresenta coligado nem com o PCP nem com o PS! É naturalíssimo que partidos diferentes, que têm ideologias diferentes e opiniões diferentes, não se apresentem coligados. A Iniciativa Liberal não é nem o PSD nem o CDS, é diferente deles, e portanto é normal que se apresente a eleições sem ser coligada com eles.
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De lucklucky a 26.09.2021 às 01:07

A única razão para votar Moedas é negar o poder ao PS. 
Nada mais, porque Moedas vai continuar o caminho Socialista do regime para decadência.
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De Anónimo a 28.09.2021 às 10:48

Olá Vasco, viva! Obrigada pela oportunidade do texto e pelo apelo. Resultiou e valeu. Parabéns, Lisboa, e Pt. Pessoalmente voto em Coimbra. Tudo de muito bom, para ti e toda a família. Bjinhos. Madalena CC

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