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A NASA é imoral?

por henrique pereira dos santos, em 29.09.21

"When they see billionaires joyriding to space while millions go hungry on earth…"

O Senhor Secretário Geral da ONU, no discurso de abertura da Assembleia Geral, achou que faria sentido perder tempo a dizer o que está a frase acima (fui verificar à página oficial da ONU, não acreditei que os jornalistas não estivessem a exagerar).

Devo concluir que o Senhor Secretário Geral da ONU é dos que acham que não é verdade que os americanos tenham chegado à lua e foi tudo encenado num estúdio de cinema?

Devo concluir que o Senhor Secretário Geral da ONU não sabe quem foi a Laika, o Gagarin e desconhece a estação orbital internacional?

Devo concluir que conhece a estação orbital internacional mas desconhece o envolvimento dos Estados do Canadá, União Europeia, Japão Rússia e Estados Unidos?

Ou simplesmente o Senhor Secretário Geral da ONU acha que privados terem programas espaciais é imoral enquanto houver fome na terra, mas os Estados terem progamas espaciais é um grande contributo para o fim da fome na terra?

Se fosse só ele, seria igual ao litro porque ninguém liga grande coisa ao que diz nos discursos (com excepção dos jornalistas e, pelos vistos, eu), mas a quantidade de gente que usa este argumento da treta sem reparar que o dinheiro que esses bilionários gastam na exploração espacial é incomparavelmente menos que aquilo que é gasto pelos Estados, não me deixa grandes esperanças sobre a literacia mundial em ética e em finanças públicas.



17 comentários

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De Anónimo a 29.09.2021 às 16:55

" Um homem fraco, influenciável, indeciso e superficial" ,  VPV 
"  O problema do Eng. Guterres é não ter carácter", Medina Carreira.
Eis o lacaio perfeito para fazer de S.G.  da onu.
E lá está, a ler as redacçõezinhas que lhe põem à frente...


JSP


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De Anónimo a 29.09.2021 às 17:16

Quem, aquele Senhor Secretário Geral da ONU que acumula o respectivo vencimento de secretário geral da ONU com uma subvenção mensal vitalícia por ter exercido cargos políticos em Portugal durante oito ou mais anos?
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De balio a 29.09.2021 às 17:24


O facto de Guterres somente ter explicitamente criticado os programas espaciais privados não significa que ele não considere que também os programas espaciais estatais são criticáveis.
Simplesmente, como ele é secretário-geral de uma organização de Estados, considera, muito razoavelmente, que se deve abster de criticar os membros da sua organização.
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De José Sargaço a 29.09.2021 às 21:05

Um hipócrita, portanto.
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De Anónimo a 29.09.2021 às 17:52

Enviar uma data de ricaços dentro de uma cápsula para cima e para baixo não é investigação e desenvolvimento. É gastar recursos que são finitos para se poder dizer que se é podre de rico. 

Estamos em tempos de contenção de despesas, não há nada garantido na vida dos pobres sem ser apreciar de fora o que os patrões fazem com o dinheiro que se poupa no que pagam aos seus trabalhadores. 
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De lucklucky a 29.09.2021 às 23:09

"Enviar uma data de ricaços dentro de uma cápsula para cima e para baixo não é investigação e desenvolvimento. É gastar recursos que são finitos para se poder dizer que se é podre de rico." 



Não tem mesmo a noção do que está dizer. tecnologia evoluí pelo seu uso., o maior mercados espaciais faz desenvolver tecnologia, conhecimento, baixar o custos e aumentar segurança.




"Estamos em tempos de contenção de despesas, não há nada garantido na vida dos pobres sem ser apreciar de fora o que os patrões fazem com o dinheiro que se poupa no que pagam aos seus trabalhadores."


Ou seja queres tornar os trabalhadores da industria espacial mais pobres.
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De jo a 30.09.2021 às 09:53

"Não tem mesmo a noção do que está dizer. tecnologia evoluí pelo seu uso., o maior mercados espaciais faz desenvolver tecnologia, conhecimento, baixar o custos e aumentar segurança."
Há muitos usos que se podem dar a esta tecnologia sem ser levar ricaços ao espaço. Não me parece que o desenvolvimento da técnica de beber Veuve Clicquot no espaço seja útil por aí além.


"Ou seja queres tornar os trabalhadores da industria espacial mais pobres."

Se isso acabar com a exploração dos trabalhadores da Amazon talvez não fosse má ideia. É que eles são mais.
Por essa lógica a polícia quando prende um ladrão de automóveis está a prejudicar os trabalhadores que fazem o desmantelamento dos carros roubados.
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De Tiro ao Alvo a 30.09.2021 às 18:56

Não vale a pena dar troco ao jo: ele pensa que os ricaços, ao gastaram uma pequena parte das suas fortunas para darem um passeio pelo espaço, deixaram as notas (os dólares) na estratosfera e não repararam que o dinheiro ficou todo na Terra, distribuído por muita gente que, em princípio, não passa fome. Para o jo bem faz é o Guterres ao empochar, todos os meses, uma subvenção de milhares de euros do Estado português, pois esse dinheiro não faz falta aos pobres seus compatriotas...

Há muita gente de vistas curtas.

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De Anónimo a 29.09.2021 às 18:16

Caro Sr


Que belo puxão de orelhas deu ao brilhante aluno que apenas teve dois empregos a sério:
1º_ Gabinete da área de Sines ( 6meses ), em extinção   - década de 70
2º_Professor no IST ( um ano ?), em cadeira "inventada" especialmente para ele pelo primeiro ministro à época, que o tinha atirado ao "pântano".


Tudo o mais foi pequena, ou grande, política, e funcionário de instituições. 
Como poderá ele perceber que são as grandes empresas, cujos empreendedores são bilionários, que fazem a riqueza dos países que têm programas nacionais espaciais que ele admira.


O grande problema dos dirigentes políticos actuais é esse mesmo: nunca tiveram uma vida profissional, para além do partido e do estado; nunca criaram riqueza: apenas a consomem.


Melhores cumprimentos


Vasco Silveira
 
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De lucklucky a 29.09.2021 às 23:11

Não deve haver só limites ao cargos políticos, devem também existir limites ao tempo que alguém é empregado do Estado. Afinal cada português deve ter direito a trabalhar para o Estado.
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De Anónimo a 29.09.2021 às 19:26

Este tipo de comentários justiceiros sobre os gastos milionários só revela uma incompreensão de um principio básico de economia: de que os perdulários apenas estão a cumprir o seu papel na redistribuição da riqueza pelo que, em limite, devíamos celebrar esta corrida ao espaço pelo seu papel no combate à desigualdade na Terra, pelo menos enquanto as pessoas que lhes vendem os recursos envolvidos no turismo espacial (sobretudo tempo) não forem marcianas.
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De PG a 29.09.2021 às 22:45

Absolutamente. Mas explicar o óbvio a mentecaptos políticos jornalistas e papa tudos não é fácil. Bom contributo
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De Anónimo a 30.09.2021 às 07:46

O eng. Guterres foi uma insignificância que por aqui passou e nos deixou um pântano. Duas décadas depois, importaria mais saber onde se encontra Portugal e como evoluiu. Mas, enfim, temos este talento natural para darmos muita importância a questões de lana caprina, perdendo tempo com as inanidades do "diz-que-disse" o eng. Guterres. Aliás, o homem tem um rol de vacuidades atrás!

Entretanto, devíamos estar preocupados, isso sim,  com o retrato lúcido e bastante inquietante que traça de Portugal o economista dinamarquês Steen Jakobsen ( chief investment officer do Saxo Bank) :


 "o país precisa de ir além dos “slogans políticos” e tomar medidas concretas para transformar a economia. E nem é preciso inventar nada: “Por exemplo, se querem aplicar um conjunto de medidas que comprovadamente fizeram dos países escandinavos aquilo que são hoje, basta roubar as ideias. Ninguém leva a mal”.                             “Em Portugal, tudo parece acontecer em câmara lenta” e, à falta de uma boa explicação para que assim continue a ser, o economista diz “suspeitar que possa existir algum interesse político, escondido, interessado em ‘abrandar’ as coisas”.

sempre que critico o país é porque continuo a achar, sinceramente, que podiam estar muito, muito melhor do que estão. A realidade é que Portugal continua a ter pouco mais de 70% do PIB per capita em relação à média europeia"


 
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De Anónimo a 30.09.2021 às 07:50

 (cont.)
"um extraterrestre que chegue à Terra e queira perceber quais são os países mais ricos, basta-lhe olhar para a bolsa de valores de cada país. E uma coisa que me choca é que em Portugal, quando se olha para a bolsa de valores, vê-se uma empresa elétrica, uma cadeia de retalho… Pouco mais. No total, é uma bolsa onde as maiores empresas valem uns 20 mil milhões de euros – isto é dinheiro do Rato Mickey, é uma piada… Na Dinamarca temos 5 milhões de pessoas, metade de Portugal, e temos a maior empresa de sistemas eólicos, algumas das maiores farmacêuticas do mundo, temos a Lego, que faz os brinquedos mais populares do mundo… Tem de haver uma explicação para Portugal não ter nada disso – e a dimensão do país não pode ser uma explicação".



Uma entrevista a ler na íntegra aqui:


https://observador.pt/especiais/em-portugal-tudo-parece-acontecer-em-camara-lenta-diz-economista-dinamarques-steen-jakobsen/


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De Anónimo a 30.09.2021 às 09:11

Nariz de cão e cu de gente, nunca está quente.
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De Anónimo a 01.10.2021 às 17:23

Cão não tem nariz:é focinho.
E senhora não tem cu : é rabo!


Nunca é tarde para aprendermos/civilizarmos.

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