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A Nação espera por Gouveia e Melo

por João-Afonso Machado, em 20.09.21

A tempestade parece amainar. Longe vão os cinzentos tempos de terror, esses tempos em que só se só se saía de caso no caso extremo de prover à subsistência, todos mascarados a fugir uns dos outros, e de olhos postos na televisão, nos resultados diários da catástrofe. Falo, evidentemente dos inesquecíveis muitos meses de pandemia.

O mundo lá se conseguiu reorganizar (terá conseguido?...). Entre nós, formou-se a dita task force e chamou-se a comandá-la o Almirante Gouveia e Melo.

O Almirante não virou a cara ao desespero generalizado. Surgiu de camuflado, mangas arregaçadas, e tomou conta das tropas. Sereno, sem palavras meias, com objectivos e resultados. Jamais vestiu o fato, ou a farda principal, e a palavra enfatuada.

Seria de reparar, já não há memória de uma intervenção - sobretudo num momento grave assim - de alguém e de tanta eficácia como a por ele demonstrada. Acima de tudo, pacificante.

Tenho para mim, não ficou na História recente uma pessoa tão capaz. E tenho ainda a intuição de que o Almirante Gouveia e Melo não se identifica com a República. (Está bem, seguiu a carreira das armas, jurou servir  a Pátria. Também, como ele, o Almirante Canto e Castro, monárquico assumido e Presidente daquela desgraçada.)

É claro, no próximo 10 de Junho, senão antes, aí vem uma grã-cruz qualquer para o seu peito.De alguma Ordem antiga, que o Regime fez sua e agora distribui às mãos largas.

A dar-se o caso de Gouveia e Melo recusar a medalha - a migalha - temos caminho andado para que a República comece, finalmente, a ficar de rabo ao léu.

Oxalá!...

 



17 comentários

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De Marques Aarão a 21.09.2021 às 08:19

De tão respeitavelmente eficiente não interessa ao regime instalado. A grandeza que tem demonstrado não lhe permite continuar no seio de pigmeus insuflados.
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De Anónimo a 21.09.2021 às 08:50


Não sei o que nos fizeram e porque andamos tão esquecidos de quem somos.
Quando alguns desmemoriados afirmam que somos um "país periférico" soa-me sempre a coisa pouca sobre nós, como se nos reduzissem a uma abreviatura, para simplificar o nosso Nome antigo.  A esses "simples" eu lembro que este pequeno "pais periférico" não tem limites porque tem o mar no seu adn. Já foi (é) uma Nação ousada, insolente que se fez à vida com grande atrevimento, "de ilha em ilha" por esse mundo fora.
Terra de Homens do Mar.  De intrépidos marinheiros,  destemidos pescadores e perseverantes  navegadores!
O Almirante assenta-nos bem. 
 Foi um "homem do leme" que conseguiu levar-nos a bom porto. 


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De Anónimo a 21.09.2021 às 09:50

É um mau sinal dos tempos, quando consideramos um feito raro e uma proeza, o facto de o Almirante ter levado a cabo a sua missão, com tenacidade e, ainda por cima, com êxito! 
 Mas, quanto a mim, o seu maior mérito não está no sucesso da vacinação. Longe disso! A sua maior Virtude foi ele ter tido o condão de vir "acordar"  alguma coisa em nós que estava adormecida : veio recordar-nos que  houve um tempo em que nós  t-a-m-b-é-m   já  fomos assim. 
No fundo, veio inquietar-nos, no sentido  de nos confrontarmos com aquilo em que nos tornámos hoje. 
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De Anónimo a 21.09.2021 às 09:19

os entertainers são verdadeiros peidantes
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De Anónimo a 21.09.2021 às 10:06

V. até o faz pela boca.
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De Anónimo a 21.09.2021 às 18:14

« fácil dar peidos com o cu dos outros »
hoje em NY e não só
« a dívida continua! »
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De balio a 21.09.2021 às 09:57


O sucesso da missão do almirante tem mais a ver com o desejo da maior parte dos portugueses de serem vacinados do que propriamente com a grande capacidade logística do almirante.
Se hoje em dia Portugal tem mais gente vacinada do que a maior parte dos outros países, isso deve-se principalmente a que nos outros países há muitas pessoas que recusam ser vacinadas.
Se os méritos do almirante são assim tão excecionais, devemos questionar como raio conseguiram tantos outros países montar operações de vacinação que funcionaram mais ou menos tão bem como a portuguesa.
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De Anónimo a 21.09.2021 às 13:30

A grande maioria dos outros países funciona bem e por isso são bem sucedidos em quase tudo. É que sabe, dr. Balio, por lá, a Regra é escolherem os melhores e por isso têm muitos "almirantes".

Por cá, pessoas capazes de desempenhar tarefas com competência, com eficácia _e sem deslizes!_ são coisa rara.  Não estávamos habituados!  Pois é exactamente por isso que o Almirante é para nós (e para os nossos padrões) "uma" excepção à regra. Não devia ser assim. Mas as coisas são o que são, neste país de habilidosos oportunistas sem préstimo algum.
 E note que esta necessidade de se insistir nas qualidades do Almirante, sem dúvida ímpares, são um sintoma do falhanço deste país. Foi o bom desempenho do Almirante que tornou tudo mais claro: comprovou-se  que afinal o nosso proverbial mau funcionamento não se deve a uma fatalidade, mas antes à persistência de medíocres instalados no país.   Por isso incomoda tanta gente que _ não podendo "medir-se" com ele _ o desvaloriza.


V. diz que outros países conseguiram que a sua campanha de vacinação funcionasse tão bem como (!) a portuguesa. Mas colocou ao contrário os termos e pôs mal a questão :  Portugal é que funcionou tão bem "como" outros países. E só desta vez! Já se interrogou porquê?  (Ou quer que se lhe faça o desenho?)
Eu ajudo, dr. Balio: toda a gente se lembra das partes gagas do sujeito que "puseram" inicialmente à frente da Task Force. Pergunto: se a ministra da Saúde é a mesma e a DGS também e tudo se manteve, então o que veio fazer a diferença e fez mudar o rumo das "coisas"?
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De Anónimo a 21.09.2021 às 13:18

Boa tarde
Só para lembrar os mais distraídos, o vice-almirante foi já, e há bem pouco tempo, condecorado pelo Presidente da República, ainda a "missão" vacinação não está concluída. Agora, é só tentar perceber porquê a meio da missão e não quando o processo for dado por concluído (2ª dose).
António Cabral
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De Anónimo a 21.09.2021 às 16:29




Alguém sabe qual é a última palavra, com que terminam "Os Lusíadas"?Anda aí uma campanha a tentar tirar o mérito ao almirante Gouveia e Melo. Sabemos muito bem como se andou à deriva, a titubear, sem qualquer plano. 
_  «Ah! mas isto e aquilo e Ai! que seria se não fossem os ovos (perdão, as vacinas) que a ministra pôs à disposição! »  Mal era! Só essa nos faltava.
Isso só prova que não basta ter os ovos. É preciso depois quem saiba fazer omeletes com eles. 


O Almirante, com muita serenidade, soube desde o começo fazer-se respeitar e isso pôs toda esta gente em sentido. Como não é homem de meias-tintas, foi directo ao assunto para  que se percebesse com muita clareza ao que vinha e como era a sua forma de trabalhar.  Tratou, portanto, de pôr os pontos nos "iis" em relação às fintas dos favorecimentos e um travão nos casos de corrupção que ainda se tentaram no início. Ora Isso deu-nos logo a confiança de sabermos que estávamos diante um homem que não cede a certas "pressões" torpes. É tão pouco habitual este sentido do dever e de honra que para mim, estas qualidades bastam para o considerar um homem admirável.


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De pitosga a 22.09.2021 às 13:43


João-Afonso Machado,
« ... já não há memória de uma intervenção de alguém e de tanta eficácia como a por ele demonstrada. Acima de tudo, pacificante.»

A grande conclusão: pacificante.
Como sempre fará um bom soldado, este Homem obedeceu aos seus superiores, apesar de saber que lhe são inferiores.
Discordo de toda a lógica que apoia com uma falsa pandemia. Não discordo de Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo.

Abraço
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De João-Afonso Machado a 22.09.2021 às 13:49

Obrigado  caro Pitosga.
GMelo é  um cometa que ... daqui  quantos anos volta a  ser  visto?


Abraço 
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De Anónimo a 23.09.2021 às 15:27

João-Afonso Machado, sobretudo espero bem que o Almirante Gouveia e Melo não cometa o erro de se deixe aliciar pelo PS.  Seria uma enorme decepção!  Mas parece que esses oportunistas lhe andam a arrastar a asa para exibirem o sucesso do Almirante, como seu também. Não tardaria muito a apropriarem-se da sua imagem de competência, de serenidade e eficácia, para fins políticos.  
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De Elvimonte a 22.09.2021 às 20:15

Eis uma das possíveis razões para o tal sucesso:


"
What’s more, the paper found that in the first five months of 2021, the largest decrease in hesitancy was among the least educated — those with a high school education or less. Meanwhile, hesitancy held constant in the most educated group; by May, those with Ph.Ds were the most hesitant group. 



So not only are the most educated people most sceptical of taking the Covid vaccine, they are also the least likely the change their minds about it… "

(https://unherd.com/thepost/the-most-vaccine-hesitant-education-group-of-all-phds/)


Atendendo ao grau médio de instrução dos portugueses, parece-me que o tal sucesso lhe deve muito. Fica também explicado porque na EU as taxas de vacinação são menores



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De Q Portugal a 23.09.2021 às 21:28

Como se podem congratular com um "genocida" que anda a distribuir veneno aos Portugueses!!! Por acaso sabem o que contem a vacina experimental? Quanto mais vacinados mais vamos ficar reduzidos a meia dúzia de gatos, sendo que os jovens vacinados estão a ficar estéreis! Mas claro os negacionistas que somente estão a tentar acordar o povo é que são maus... O tempo dirá quem teve razão...
Pelo menos oiçam o Arcebispo Vigano!
Para verem alguns estudos cientificos: https://www.laquintacolumna.net/
https://qactus.fr/2021/09/21/project-veritas-partie-1-un-denonciateur-de-hhs-rend-public-le-vaccin-est-plein-de-merde/

https://infovf.com/video/les-preuves-efficacite-ivermectine-pour-covid--10343.html

https://infovf.com/video/depeuplement-fda-savait-avance-pour-les-effets-secondaires--10350.html

https://infovf.com/video/archeveque-carlo-maria-vigano-est-prelude-fin-des-temps--10358.html



Que Deus vos abençoe


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De Anónimo a 28.09.2021 às 10:42

Pessoalmente, não apenas gostei do título, como gostei e concordo  com o autor e todo o seu texto (e não precisaria comentar, pois cada um pode, e deve, ter as suas opiniões e entendimento da realidade). 
Na oportunidade, conciso, na assertividade quanto ao essencial, a saber a figura e a n/ Nação. E, no vocabulário, tal como alguém já acima comentou, na palavra precisa da sua ação, nestes tempos que vivemos tão incertos e longos: "pacificante". 
Sem dúvida. Obrigada a ambos.


"Honrai a Pátria, que a Pátria vos contempla" !!! - Divisa da Marinha 
C/ a qual o Almirante concluiu a sua entrevista mais pessoal na RTP, que muito prezo e sempre c/ o mar como pano de fundo
(um pouco suspeita, pois tb tenho um "avô", v-almirante, capitão de Mar e Guerra).


Aqui fica o link:
https://www.rtp.pt/play/p8971/e567451/primeira-pessoa (https://www.rtp.pt/play/p8971/e567451/primeira-pessoa)
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De Anónimo a 28.09.2021 às 11:31

"que muito prezo", gosto, ie, da divisa da Marinha . Era isto. 

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