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Por causa do meu post anterior, e da irritação anterior quanto à forma como se usam números do Hamas, sem verificação e contextualização nenhuma, como se de verdades reveladas se tratassem, acabei a ir ter a dois relatórios que avaliam os números de mortes reportadas pelo Hamas.
Os relatórios podem ser vistos aqui e aqui, e todos são livres de avaliar essas fontes primárias como entendem.
A minha avaliação é simples: não sendo, como não são, fontes totalmente imparciais (o que, de resto, não existe), têm a grande vantagem de explicar que números usam, como os usam, provenientes de que fontes, usando maioritariamente a fonte mais usada por todos, os números do Hamas, mas não de forma acrítica.
O mais relevante talvez seja este gráfico que demonstra, sem a menor sombra de dúvida, que a distribuição da mortalidade em Gaza, por escalões etários e sexo, é a que se pode esperar de uma guerra, não a que se poderia esperar de uma política de abate indiscriminado de uma população.

Quando há mortes indiscriminadas numa população, o mais natural é que a distribuição da mortalidade por classes estárias e sexo seja a que existe nessa população (de outra forma não seria indiscriminada).
O que se verifica não é nada disso, é uma mortalidade muito abaixo da que seria de esperar da estrutura demográfica entre crianças abaixo dos 14 anos e mulheres (o Hamas não tem um exército tendencialmente igualitário entre homens e mulheres, bem pelo contrário) e uma mortalidade acima do que seria de esperar da estrutura etária entre homens com mais de 14 anos, especialmente muito acima no homens entre os 25 e os 40 anos, isto é, o que o gráfico mostra é uma mortalidade característica de uma mortalidade que atinge, de forma muito desproporcionada, os combatentes.

O que sugere que as acções do exército israelita são muito menos indiscriminadas de que os jornalistas escrevem incessantemente, dirigindo-se, e tendo resultados, muito expressivos, na mortalidade de combatentes.
Combatentes esses que, por opção estratégica do Hamas, usam os civis como escudos humanos, se confundem deliberadamente com a população, e incluem combatentes entre os 14 e os 18 anos.
Esta absoluta indignidade do Hamas, aparentemente, não emociona os jornalistas ao ponto de os fazer ter algum cuidado no tratamento da informação que lhes chega, ao ponto de menos de 3% das notícias sobre a mortalidade em Gaza referir a morte de combatentes do Hamas, apesar de eles, aparentemente, terem um peso relativo na mortalidade que é maior que em muitas outras guerras pelo mundo.
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