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A melancólica degradação

por henrique pereira dos santos, em 10.03.23

O estado do Estado, em Portugal, é muito deprimente e sem qualquer esperança de que venha a melhorar, no curto prazo.

Uma Inspecção Geral de Finanças que aceita fazer uma auditoria à medida do que o Governo sobre a indemnização de Alexandra Reis em que não só não ouve a CEO da TAP, como depois se desculpa com a economia de meios, é inqualificável.

Uma ASAE que se dispõe a fazer fiscalizações à medida da operação de intoxicação da opinião pública desencadeada pelo governo sobre os preços dos bens alimentares, difundindo a ideia de que encontrou lucros brutos inaceitáveis no mercado retalhista, é inqualificável. Não só é inqualificável pôr-se ao serviço do governo - os serviços públicos servem as pessoas e a lei, não ser servem o governo - como é inqualificável aceitar que se difunda o equívoco voluntário de chamar lucros brutos a margens brutas de comercialização, para obter o efeito de comunicação desejado.

Uma segurança social, que aceita pôr-se ao serviço da campanha de contenção de danos do governo na gestão dos gravíssimos problemas decorrentes do governo não ter nenhuma política séria para a gestão dos aspectos sociais relacionados com a velhice, é inqualificável.

Um Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana que aceita não produzir informação séria sobre habitação que permita uma discussão sobre os efeitos potenciais das medidas sobre o sector que o governo pretende adoptar, é inqualificável.

Uma administração dos serviços de saúde que aceita calada a degradação dos serviços decorrentes das opções das 35 horas de trabalho e do fim das PPP (cara Graça Freitas, e que tal se a directora geral de saúde tivesse tido a coragem de falar sobre os efeitos destas medidas na saúde do país, em vez de discutir as intoxicações com bacalhau à braz?), é inqualificável.

E poderia continuar, direcção geral a direcção geral, incluindo naturalmente aquela em que trabalho e de cujo presidente sou amigo pessoal, a dar exemplos da profunda degradação dos serviços público em Portugal, que se transformaram em meros gabinetes governamentais, em vez de orgãos de administração com autonomia, assente em compromissos para com as pessoas e a lei, em vez de dependência estrita do governo de turno.

A degradação das instituições, e dentro destas, daquelas que estão mais profundamente no perímetro do Estado, será a principal herança futura daquele a quem muitos continuam a considerar o melhor político da sua geração e um génio político: António Costa.

A dimensão dessa degradação só é possível porque reflecte a degradação dos mecanismos de controlo e escrutínio em Portugal (em que país seria admissível que os ministros responsáveis por despedir a CEO da TAP em directo, pela televisão, viessem reconhecer, umas horas depois, que na verdade ainda vão tratar de a despedir, depois de cumprir os formalismos legais que não cumpriram antes e, mesmo assim, continuassem ministros?).

Já várias vezes tenho usado esta história que, para mim, nos define enquanto sociedade.

António Costa perdeu as eleições em 2015, mas formou governo aliando-se a outros partidos.

Nada haveria a dizer se, na campanha eleitoral, essa hipótese tivesse sido clara, discutida e escrutinada, e não apenas revelada depois das eleições.

Mas o relevante não é esta chico-espertice.

O relevante é que na última semana da campanha eleitoral, numa acção de campanha, Costa convida uma jornalista para ir com ele no carro, revela-lhe que é isso que fará depois das eleições, mas impõem à jornalista que não diga qual é a fonte dessa informação.

Dois dias antes das eleições, o mais influente semanário do país faz a sua manchete dizendo que essa vai ser a opção de António Costa se perder as eleições, mas mantém o anonimato da fonte (qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe a diferença entre dizer que é António Costa que diz isso, ou deixar num limbo a origem da informação, que pode ser uma mera especulação do jornal).

O anonimato das fontes é um mecanismo que o jornalismo defende com unhas e dentes (e bem) para protecção das fontes que podem correr riscos revelando informação de interesse público (por exemplo, um mecanismo ilegal de tráfico de droga).

Não é, nem um jornalista digno desse nome deixaria que fosse, um mecanismo de tráfico de influências, como na história citada: a jornalista tem uma informação privilegiada que mais ninguém tem, que permite ao jornal fazer uma manchete bombástica, perfeitamente legítima se identificada a fonte, mas que é mera manipulação do jornal pela fonte, quando ela se mantém anónima.

Que toda a gente conheça esta história - há até um livro escrito por duas jornalistas que a contam ao pormenor, para explicar como Costa fez a geringonça em 54 dias - e que isso seja sistematicamente apresentado como uma demonstração da habilidade política de Costa e como uma actuação legítima por parte da jornalista e do jornal, é bem o retrato de uma sociedade em que os mecanismos de escrutínio do poder estão num estado de melancólica degradação tão fundo, mas tão fundo, que nem nos damos conta de como isso é deprimente e nos condena à mediocridade, por muitos anos.


34 comentários

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De balio a 10.03.2023 às 09:47


é mera manipulação do jornal pela fonte


Não vejo qual é o espanto, Henrique Pereira dos Santos. Todos os jornais têm uma relação de manipulação com as suas fontes. Os governos manipulam os jornais. Os partidos da oposição também os manipulam. Os magistrados do Ministério Público manipulam-nos abundantemente. E muitos outros. Os jornais não teriam notícias para dar se alguém não aceitasse dar-lhas, e esse alguém que lhas dá está, tipicamente, a manipulá-los.
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De balio a 10.03.2023 às 11:04


De facto, há uma relação de simbiose, de manipulação mútua, entre os jornais e as fontes das notícias. Porque os jornais precisam das fontes para terem notícias para dar e, da mesma forma, as fontes precisam dos jornais para terem quem difunda aquilo que elas querem comunicar ou informar.
O pior castigo que um governo pode infligir a um jornal é recusar-se a recebê-lo nas suas conferências de imprensa e recusar-se a falar com ele. E o pior castigo que um jornal pode infligir a um governo, ou partido, é recusar-se a noticiar as atividades desse governo ou partido.
Dificilmente se pode esperar que os jornais denunciem algo de que, na verdade, dependem para sobreviver. Mesmo o tão famoso "escândalo Watergate" foi, na verdade, uma mera trica política entre um presidente de um partido e o partido rival - nada que afetasse o sistema bipartidário.
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De henrique pereira dos santos a 10.03.2023 às 11:17

Há uma regra básica do jornalismo: não usar fontes anónimas, a não ser quando a sua revelação acarreta perigo para a fonte.
A única coisa que queria era o que os jornalistas cumprissem esta regra básica da sua profissão.
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De entulho a 10.03.2023 às 09:48

sexa, o pior pm de sempre rodeado de caudatários do jornalixo.
o Senhor refere vários lacaios da disfunção púbica que tentam aldrabar o pagode. a culpa nunca é do desgoverno
PR mencionou ontem «maioria requentada e cansada» «um ano perdido».
estamos na fossa de ratos incapazes de criar riqueza além da sua.
«siga o enterro!» 
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De O apartidário a 10.03.2023 às 18:22

E parece que ainda falta abrir vários melões. Os comboios hoje, novamente, vão lotados. 
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De César a 10.03.2023 às 10:08

Mede-se o nível de corrupção de um povo pela aceitação da mentira e a rejeição da Verdade-Efésios 4:5

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De Anonimo a 10.03.2023 às 11:50

Pelo contrário, acho que nunca antes Portugal teve um Governo que tão bem o representasse enquanto Nação.
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De passante a 10.03.2023 às 20:18

Chiça, também não era preciso lembrar isso.


Embora seja verdade.


Meh, de qualquer modo o suícidio também já está agendado.


Siga.
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De Rodrigo Raposo a 11.03.2023 às 12:53

Absolutamente de acordo. Costa é, sem dúvida, o político que melhor representa o verdadeiro caráter português. Não é à toa que ganha eleições. 
O problema de Portugal não é Costa, são os portugueses. Por isso, nem sequer é um problema. Logo, não tem solução. E o que não tem solução, solucionado está. 
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De Luis a 10.03.2023 às 13:15

O legado deste pm, não fosse o país ter de cumprir uma série de regras vindas da UE e os fundos que de lá vêm que (ainda) vão evitando a bancarrota total, apesar das sucessivas péssimas gestões, seria o retorno à ditadura. Não há democracia que aguente uma descredibilização e manipulação tão intensa e permanente das suas instituições sem consequências desastrosas para a mesma. Nenhuma democracia pode ser sã e duradoura quando o poder político infiltra todas as instituições do Estado em seu benefício próprio sobretudo se ainda por cima tiver a CS capturada. Este sr é de longe o pior pm (juntamente com Sócrates) que este país teve nesta república. 
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De The Mole a 10.03.2023 às 16:05


Tem (infelizmente) TODA a razão - e muito mais se poderia escrever...


Tenho sempre uma dúvida quando me vêm com a conversa bloquista dos "Lucros excessivos" (que neste caso até serão Margens Brutas): o que é que é "aceitável"?
E quem é que define isso? Um cambada de palermas que nunca pôs os pés numa empresa sujeita à concorrência? Vem nos livros e cassetes de propaganda do PS, PCP e do Bloco? não sei... ( não me venham com a conversa da "moral" pois são partidos que afirmam que isso não existe... apenas "ética republicana").



Não será lucro excessivo o que os nosso "governantes" ganham para enterrar (mais) o país? Claramente!
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De mariam a 10.03.2023 às 19:18

Costa é o 1º ministro mais nocivo que  Portugal já teve.
Foi à India e como resultado é o que se vê, indianos apinhados por aí sem qq condições de vida, muitos sentados nos bancos e arcadas com uns chinelitos nos pés com este frio.
Não me admira que venham forjas deles, pois a India tem 1,4 biliões.
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De henrique pereira dos santos a 11.03.2023 às 09:15

Que comentário mais sem sentido
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De mariam a 11.03.2023 às 19:37

Se V.Exª tem medo e não quer a realidade é outra coisa.
Frequente os transportes e vá à zona do Martin  Moniz e Intendente.
A mim incomoda-me ver o sofrimento.
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De henrique pereira dos santos a 11.03.2023 às 21:02

Em que é que eu ir ao Intendente demonstra que Costa ter ido à índia é a origem do que eu vir?
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De Anónimo a 11.03.2023 às 19:45


"Uma administração dos serviços de saúde que aceita calada a degradação dos serviços decorrentes das opções das 35 horas de trabalho"

Quem acha que os profissionais de saúde trabalham apenas 35 horas por semana só pode viver noutro país! Mentir é feio! Escumalha!
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De henrique pereira dos santos a 11.03.2023 às 21:01

Sugiro que se informe sobre os horários de trabalho dos enfermeiros, técnicos de saúde, auxiliares, etc..
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De Anónimo a 12.03.2023 às 01:09

Sugiro que se desloque a um centro de saúde ou a um hospital público (o que duvido que os escritores deste blog alguma vez façam) e veja bem todas as horas extraordinárias que os profissionais de saúde fazem, muitas das quais não remuneradas.
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De henrique pereira dos santos a 12.03.2023 às 09:17

Esteja descansado: frequento um hospital público numa base semanal, quando não diária.
Obrigado por confirmar que o horário de trabalho são 35 horas semanais e que a redução de 40 para 35 não se traduziu em menos trabalho para os trabalhadores, mas em mais rendimento sob a forma de horas extraordinárias, ou seja, maiores custos para o contribuinte, pelo mesmo trabalho.
Se acha que esses maiores custos não se traduzem na degradação do serviço prestado, é porque realmente não frequenta os serviços de saúde do Estado.
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De Anónimo a 12.03.2023 às 12:16


"mas em mais rendimento sob a forma de horas extraordinárias"
Só mesmo a direitalha para reclamar de aumentos salariais (se é que estes existem, e se existirem já foram engolidos pela inflação). A direitalha acha que os trabalhadores são demasiado caros. Escumalha!
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De henrique pereira dos santos a 13.03.2023 às 15:24

Não estou a reclamar de aumentos de rendimento, estou a reclamar da degradação dos serviços públicos
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De Carlos a 11.03.2023 às 22:04

Trabalham  35 horas no SNS e depois, para além de muitas horas extras, trabalham muitas mais outras ao serviço de entidades privadas, ou seja, trabalham muito para ganharem muito. Mas querem mais.
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De Anónimo a 12.03.2023 às 12:15

Então a direita agora é contra as pessoas trabalharem?
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De Paula Dias a 12.03.2023 às 10:09

Resumindo este texto do Henrique Pereira dos Santos:


- Os lucros das empresas nunca são excessivos, são apenas o merecido retorno do seu árduo trabalho... 


Porque não se fala dos mais variados expedientes, lícitos e ilícitos, encontrados por essas empresas para "fugir" ao pagamento de impostos e defraudar o erário público, de forma escandalosa e absolutamente injusta para todos os cidadãos a quem são cobrados impostos, sem qualquer possibilidade de "fuga" ou de encobrimento de lucros? 


- Os Serviços Públicos, onde trabalham uns putativos "malandros", que pouco fazem, deveriam ter um horário de trabalho semanal para além do estipulado legalmente e deveriam abdicar de ter vida própria, em prol dos restantes cidadãos... E, já agora, esses putativos "malandros" costumam pagar todos os impostos devidos e não têm a possibilidade de "fugir" ao Fisco, mas isso, como alguém diria, "também não interessa nada"... 


Lamento, Caro Henrique, o azedume destas minhas palavras e o sarcasmo presente, mas, enquanto Funcionária Pública, que efetivamente trabalha mais do que 35 horas semanais, sem qualquer ressarcimento monetário, não posso aceitar o viés do seu pensamento...


E, sim, esta "malandra", não pode deixar o trabalho no trabalho (desculpe-se a redundância) e é frequentemente "incomodada" pelo trabalho, nas horas e nos dias em que supostamente deveria estar a gozar do merecido descanso... E também não foge a um cêntimo que seja devido ao erário público...


Recomenda-se uma análise séria e honesta, por exemplo, aos Sectores da Saúde e da Educação, onde praticamente todos são mal pagos e trabalham, muitas vezes, abnegadamente, em prol de um verdadeiro serviço público...


Não fosse isso, e já há muito tempo teria deixado de existir Saúde Pública e Escola Pública em Portugal.


Claro que existirão sempre esses serviços no Sector Privado, para quem os possa pagar...
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De Anónimo a 12.03.2023 às 16:25

Esqueceu-se de um pequeno pormenor.
Do que diz deduzo que não tem  ADSE e portanto utiliza o SNS ou tem ADSE mas não usufrui disso e utiliza o SNS.
É isso?
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De Paula Dias a 13.03.2023 às 09:07

Tenho ADSE e pago, mensalmente, uma fortuna para a ter, provavelmente mais do que pagaria por um qualquer Seguro de Saúde... 


E esse "pequeno pormenor" serve-lhe para quê?




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De Anónimo a 13.03.2023 às 20:35

E esse "pequeno pormenor" serve-me para confirmar que a Paula Dias vai ao "privado", com um prémio de "seguro" da ADSE a uma taxa fixa indexada, agora ao seu vencimento e mais tarde à sua reforma.
Neste momento é suportada integralmente pelas contribuições dos trabalhadores e pensionistas, o que só acontece há relativamente pouco tempo, o que não se sabe é se será suficiente daqui a 10 anos e não acontecerá como nos "Privados" em que há atualizações anuais a partir de determinadas idades, aquelas em que a saúde começa a avariar.
Por aqui estamos a pagar 6.5% para não ter sequer as coberturas da ADSE no plano oncológico, que tem sido o mais complicado, mas felizmente somos dos que "podemos".
Portanto desejo-lhe muita saúde e que o mundo continue a funcionar a seu contento, ainda que as dúvidas sejam legítimas nestes tempos de incerteza.


Como nota final digo-lhe que não sei a sua idade nem o seu vencimento, nem quero evidentemente saber, mas se calhar também tinha possibilidade de ter um seguro "privado" mais vantajoso por essa "fortuna".
A chatice é que não era indexado àquela taxa simpática até ao fim da vida.


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De Anónimo a 12.03.2023 às 16:48

A comentadora Paula tem toda a razão e calou muito bem o escritor do post, que gosta de mandar postas de pescada sobre o que não sabe. Os trabalhadores são "muito caros" mas pelos vistos os lucros nunca são excessivos... Logo se vê bem a mentalidade desta corja.
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De Tiro ao Alvo a 12.03.2023 às 17:04

A Paula nunca ouviu falar de professores e médicos, uns dando explicações, outras consultas, estabelecerem preços diferentes, com recibo passado e sem recibo?
Eu também nunca fugi aos impostos, mas sei de muitos que fogem.
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De Anónimo a 12.03.2023 às 19:48


"A Paula nunca ouviu falar de professores e médicos, uns dando explicações, outras consultas, estabelecerem preços diferentes, com recibo passado e sem recibo?"

Se fazem isso, não é no seu trabalho enquanto funcionários públicos mas sim como trabalhadores independentes.
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De Anónimo a 12.03.2023 às 22:48

"...não é no seu trabalho enquanto funcionários públicos mas sim como trabalhadores independentes"


Eu tive explicadores, os meus filhos tiveram explicadores, os meus netos tiveram explicadores, toda a gente que pôde teve e tem explicadores.


Claro que não é no seu trabalho como FP, isso é tão óbvio que até é muito pouco inteligente mencioná-lo.
Mas também não é como "trabalhadores independentes" que esses têm legislação própria e são obrigados a emitir recibos.

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De Tiro ao Alvo a 13.03.2023 às 12:16

Obrigado pelo esclarecimento que deu, mas a Paula não merece tanta atenção: pela afirmação que fez, vê-se que não tem mundo e que defende a função pública apenas por que sim. Discutir com esta gente não nos leva a lado nenhum. 

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De henrique pereira dos santos a 13.03.2023 às 15:25

Tenciono responder-lhe num post, quando tiver oportunidade para isso
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De Paula Dias a 13.03.2023 às 18:01

Muito bem, Caro Henrique. Agradeço a gentileza.

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