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A "legitimação"

por João-Afonso Machado, em 30.07.14

MONUMENTO GG.JPG

Ou por distracção política ou por qualquer louvável acto de penitência, a Imprensa, admitiu, recentemente, uma verdade histórica há muito interditada pela vergonha dos cerca de dez milhares de portugueses que a sofreram no corpo. Há cem anos atrás principiava a I Grande Guerra e - já demorava! - comentou-se agora, com desassombro, a nossa intervenção em tal mortandade se deveu, sobretudo, à necessidade da República «se legitimar».

legitimação vale dizer, nessa irresponsável situação, o reconhecimento, pelas grandes potências de então, do nefando Regime, aliás nascido do sangue e do crime, com que a sorte nos quis bafejar. 

Eram anos de muita instabilidade política e militar, o povo descria e desconfiava de Afonso Costa e quejandos, sofria as perseguições à Igreja, já percebera os males da República, e a Grã-Bretanha, por exemplo, podia às vezes dar uma arzinho da sua poderosa graça...

Vai daí a escova que Bernardinos, Costas e Cª quiseram passar no lombo dos Aliados, assim como quem lhes pede indulgência, uma lágrima de compreensão.

A coisa passou. Mesmo ante a proclamada contrariedade do general Alexander Haig, a quem não sobrava tempo para armar e treinar os nossos militares, cuja intervenção não era expectável acrescentasse algo ao desfecho da vitória aliada.

Sucedeu La Lys e a heróica atitude dos militares portugueses. E a derrota, não obstante. Contas feitas, a Guerra levou-nos quaisquer dez mil homens, mais os que cá vieram morrer gazeados, os pulmões em pausada destruição.

Tudo em prol da legitimação da República! Desta República onde Soares, Alegre e toda a corja maçónica pretendem beber uma suposta «ética» de ir à caça ao domingo em viatura e com motorista do Estado. Porque não, nobres tribunos republicanos, o plebiscito em vez do Corpo Expedicionário? O que temiam e temem, afinal, V. Ex.cias?

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81 comentários

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De José Menezes a 30.07.2014 às 10:50

Tens cada uma. Cada vez gosto mais de ti. Um abraço.
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De João-Afonso Machado a 30.07.2014 às 16:32

Salvo seja, Zé.
Abraço!
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De efe a 30.07.2014 às 14:29

A República nasceu do sangue e do crime, e a monarquia nasceu do quê? A República nunca se plebiscitou, e a monarquia quando o fez?
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De João-Afonso Machado a 30.07.2014 às 16:34

Do que nasceu a Monarquia, o melhor é perguntar aos do tempo de D. Afonso Henriques.
Mas parece que houve umas cortes e todos os presentes disseram, em seu nome e dos seus representados, que queriam ser portgueses e queriam um Rei.
É o que diz a história.
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De jo a 30.07.2014 às 18:03

A história não diz nada disso.
Não confunda uma sociedade feudal com uma sociedade democrática.
De qualquer modo o rei era filho de bastardos. Logo a legitimação pelo sangue não deixa de ser cómica.
Todos temos antepassados que pularam a cerca mas só os sangues azuis se gabam deles.
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De José Menezes a 30.07.2014 às 19:04

Não confunda o século XII com o século XX ou XXI. Daqui a pouco vai dizer que Viriato era um parolo porque não tinha telemóvel.
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De João-Afonso Machado a 30.07.2014 às 20:30

É isso mesmo, Zé. Mas aqui o que mais importa são atoardas. «Bocas» para a confusão.
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De Anónimo a 30.07.2014 às 21:17

Tem toda a razão. Não tem sentido nenhum invocar cortes dos séculos XII e XIII para se dizer que o povo legitimou nessas cortes o rei e monarquia. 99% do povo era analfabeto.
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De José Menezes a 31.07.2014 às 20:36

No sentido século XIX, XX, XXI, até o Rei provavelmente era analfabeto.
A escolaridade obrigatória foi decidida no reinado de D. Maria I, antecipando muitos países europeus. Curiosamente só começou a "perder terreno" relativamente à média europeia após a implantação da república. Ao contrário do que se tem afirmado.
Em relação aos "saberes" exigíveis na época não tenho muito informação, mas peço a V Ex.cia, Sr. Anónimo, o favor de mos indicar, embora tema que, neste campo, talvez seja mais iletrado do que eu.
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De Anónimo a 01.08.2014 às 11:25

José Menezes, o rei, analfabeto ou não, idiota ou inteligente, era rei de qualquer forma. Não conta para essa estatística do analfabetismo. Pelo contrário, quem tomava decisões por ele, se o rei fosse idiota chapado, ou quem se sentava nas cortes quando estas se reuniam, teria que ter um grau de literacia que o afastava da imensa maioria da população, pelo menos a literacia suficiente para conduzir os negócios correntes ou extraordinários do reino.  
O que eu lhe estava a dizer é que o povo não era tido nem achado na escolha do regime; a sua participação nas decisões do reino era, obviamente, muita escassa, precisamente porque lhe faltavam os instrumentos para tal coisa, nem tal lhe era pedido. Use o José Meneses da ironia que quiser, puxe dos galões que quiser (não sei quem seja, nem o que faz, nem o José me conhece a mim), não há volta a dar.  Portanto, invocar as cortes para esse efeito, não tem sentido. Não use o José Meneses conceitos modernos para se referir ao que acontecia na Idade Média quanto à participação do povo nas decisões do reino e na escolha do regime
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De João das Regras a 01.08.2014 às 18:21

Então, ó Anónimo, achas que eu andei lá a fazer o quê?
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De José Menezes a 01.08.2014 às 19:08

Caro Anónimo. Não percebi. Ou o caro amigo é muito inteligente e fala numa linguagem que não alcanço. Ou está a falar claro e fluente e o meu QI é baixo.
Não percebi de facto o que disse.
Proponho uma coisa, imagine que está a falar com algum analfabeto, explique cuidadosamente, sem complicar, sem complexidades, para ver se eu entendo.
Peço desculpa pelo incómodo.


Desde já agradeço
José Menezes
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De Anónimo a 01.08.2014 às 21:18

Vou tentar, José Meneses. Aqui vai:
O Povo não escolhia o seu rei, muito menos o regime, nem decidia nada sobre a politica do reino, nem sobre as leis, porque não sabia ler nem escrever, para além de estar muito longe dos centros de decisão. Quem fazia as leis, por exemplo, era uma pequena elite letrada. O Rei, é claro, nem tinha que saber ler para ser rei. Simplificando ainda mais: as cortes não se parecem em nada com as atuais sociedades parlamentares democráticas e por isso não tem sentido absolutamente nenhum dizer-se que o povo escolheu um rei ou outro, ou um regime. 
Não sei se percebeu agora.
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De Sócrates a 01.08.2014 às 21:27

E o que é que a democracia ateniense tem a ver com a nossa?
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De José Menezes a 03.08.2014 às 13:57

Percebi Caro Anónimo. Obrigado.
Mas então fica a saber que século XXI, nas monarquias constitucionais: Espanha, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, Suécia, Noruega, Canadá, Austrália, Nova-Zelândia e Japão (não sei se me escapou alguma), o Rei não é analfabeto, embora também não seja um meritocrata, o balanço faz-se entre a escolha pelo mérito ou pela independência da política e dos grupos económicos.
Nestes países a monarquia é reafirmada pelo parlamento e pela constitução que são sujeitas ao voto directo e universal. No Canadá, Austrália e Nova-Zelândia fazem-se referendos de 10 em 10 ao regime monárquico (coisa que a nossa democrática constituição proíbe pelo princípio material, artigo 288). A monarquia espanhola, embora por graça de Franco (e não por Graça de Deus), foi referendada a pedido do próprio Juan Carlos, e há mecanismos democráticos para ser referendada, aliás como todas as outras atrás mencionadas.


Mas se continua a fazer comparações entre o século XII e o século XXI, estamos conversados.


Cumprimentos meus
José Menezes.
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De João-Afonso Machado a 03.08.2014 às 16:07

Muito bem, Menezes!!!
Gabo-te a pachorra!!!
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De Anónimo a 04.08.2014 às 10:09

Não percebo porque foi buscar as monarquias constitucionais do século XXI, quando eu estava a falar das monarquias da Idade Média. Julgo que o José Meneses queria apenas mostrar que sabe como funcionam as atuais monarquias europeias. Mas talvez então já consiga perceber que não faz sentido dizer-se que na Idade Média o povo escolheu um regime ou um rei, como diz o João Afonso Machado. Nesse aspecto há um universo inteiro de diferença entre uma monarquia da Idade Média e uma monarquia moderna. Não havia referendos nenhuns nessa época. Quem transplantou conceitos modernos para a Idade Média foi o João Afonso Machado. Estamos esclarecidos. 
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De José Menezes a 04.08.2014 às 20:19

Estava a falar das monarquias da idade média? Pois estava. O problema era esse.
Quanto à afirmação do João Afonso Machado… Faça o favor de reler o post.
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De Anónimo a 05.08.2014 às 10:01

José Meneses, pois, obviamente, estava a falar da Idade Média. Em resposta a uma afirmação do João Afonso Machado de que o povo legitimou a monarquia na Idade Média. Isto não é uma questão que respeite à Holanda ou a Portugal no século XXI, que o José trouxe para aqui, pois não? 

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De João-Afonso Machado a 04.08.2014 às 21:18

O Anónimo não vai distorcer as coisas.
A verdade é que, à maneira própria da época, os portugueses escolheram e legitimaram a Monarquia. Quiseram a sua independência com Afonso Henriques. Olhe: leia Oliveira Martins.
E atente o episódio histórico de Leonor Teles e de D. João I de Castela e tenha a seriedade de aceitar que o Mestre de Aviz foi - há tantos séculos - a opção popular portuguesa.
Ponto final em conversas sem sentido. Não tenho a paciência do J. Menezes.
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De Anónimo a 05.08.2014 às 10:02

O João Afonso Machado está muito enfadado comigo. Paciência. Mas realmente os portugueses não escolheram e legitimaram a monarquia. Como devia saber, esse conceito pura e simplesmente não existia. Continua a transplantar conceitos do século XX e XXI para a Idade Média e ainda não entendeu isso. Episódios como o da crise 1383-85, respeitam não à escolha de um regime, mas à luta pela indendência. 

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De João-Afonso Machado a 30.07.2014 às 20:23

Desculpe, nem percebo o que quer dizer.
Logo não posso responder.
Apenas talvez seja de situar o tempo no tempo. Por exemplo, não estamos a fazer comparações com as republicas gregas ou romana. Foi há tanto tempo...
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De EMS a 30.07.2014 às 18:37

Consta que as Cortes de Lamego nunca existiram. Só começam ser faladas no seculo XVII. Foram muito provavelmente criadas pela necessidade de argumentos para legitimizar o reino recem independente do dominio Filipino.

Mesmo que tenham existido não vejo grande legitimidade democratica no sistema de Cortes já que os seus integrantes não eram eleitos. 

Ainda assim, caso insista em considerar o sistema de Cortes como um exemplo de democracia, relembro-lhe que  Filipe II Espanha foi aclamado Rei de Portugal nas Cortes de Tomar.
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De João-Afonso Machado a 30.07.2014 às 20:24

E foi destronado quando a vontade popular o quis. Não consta, aliás, que tenha aproveitado o ensejo para defender a república.
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De EMS a 31.07.2014 às 13:28

Foi destronado pelos "Conjurados" a vontade popular mais uma vez não foi tida nem achada.
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De João-Afonso Machado a 01.08.2014 às 00:41

Nada é o que vai dentro da sua cabeça. Vá ler sobre a reacção popular em Lisboa e País no dia 1 de dezembro (não vá ler em 1 de Dezembro; leia sobre o "1 de "Dezembro").
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De Nuno Ramos a 07.08.2014 às 01:57

"Legitimidade democrática"!? :D Esta teve GRAÇA!!! Hahahaha. ;) Admira-me, os homens do poder serem TÃO DEMOCRATAS e estarem lá no poleiro, quando, nas últimas eleições, foi a ABSTENÇÃO QUEM GANHOU!!! Portanto, quem deveria estar no poder, seriam mesmo todos aqueles que não votaram, abstendo-se e que por conseguinte ganharam as eleições!!! São os legítimos vencedores. 
Democracia e outras "estórias" da carochinha, funcionaram com a geração de 1974, agora com a minha geração e as que vieram depois, receio que já não funcione assim tão bem, o povo já percebeu que a democracia É UM MITO, uma FALÁCIA, uma CRENDICE demasiado difundida. ;) Na realidade, nunca funcionou em lado algum do mundo, nem há-de funcionar!!! "Liberdade, Igualdade e Fraternidade"... ONDE??? Brincalhões. ;) Foi só uma trilogia arranjada pela Maçonaria para conquistar o poder no mundo inteiro, sem obstáculos, pois o povo acreditava nessa mesma trilogia ao principio. Agora, já vimos que não existe!!! NUNCA existiu. :)
Cordialmente,
Nuno Ramos. 
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De Nuno Ramos a 05.08.2014 às 03:32

A Monarquia plebiscitou-se nas últimas eleições antes dos Regicídio, onde o Partido Republicano teve apenas 7% dos votos meu caro senhor!!! Parece-me que, a Monarquia GANHOU por uma margem bem vasta.


Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De EMS a 30.07.2014 às 18:44

"Desta República onde Soares, Alegre e toda a corja maçónica pretendem beber uma suposta «ética» de ir à caça ao domingo em viatura e com motorista do Estado."

Dou-lhe alguma razão. Pelo menos El Rei D. Carlos tinha a decência de ir á caça de comboio.

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De João-Afonso Machado a 30.07.2014 às 20:25

Nem que pregava a ética que torna os republicanos melhores do que ele...
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De EMS a 31.07.2014 às 13:34

Talvez a minha ironia tenha sido demasiado subtil.
Tentava explicar que um carrinho com motorista é algo modesto comparado com isto: http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2014/03/comboio-real-portugues.html (http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2014/03/comboio-real-portugues.html)
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De João-Afonso Machado a 01.08.2014 às 00:44

A sua ironia é tão subtil quanto as tartarugas que Soares e a comitiva cavalgaram em bons paraísos tropicais.
A sua ignorância é tão manifesta quanto panteia a sua incapaciade de comentar o essencial insistindo no acessório.
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De João-Afonso Machado a 30.07.2014 às 20:28

Um-dois-três-quatro comentários a atirar ao lado da questão fundamental!!!
Republicano é isso!
O fundamental - 10...0 vítimas portuguesas em pleno séc. XX para «legitimar» a República passam ao lado. Interessa é «bocas».
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De José Menezes a 30.07.2014 às 21:54

104 anos de república: 48 de ditadura e 56 de corrupção, 16 das quais deram origem à referida ditadura.

A quando da sua "implantação" havia democracia e eleições livres. O Partido Republicano" era minoritário. Não se realizou qualquer referendo (até hoje).

Para cúmulo dos cúmulos, e para realçar o maniqueísmo republicano, a forma republicana de governo é um princípio material (art. 288, alínea b), logicamente incompatível com qualquer princípio democrático.
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De EMS a 31.07.2014 às 13:27

"104 anos de república: 48 de ditadura e 56 de corrupção, 16 das quais deram origem à referida ditadura."

Os ultimos 104 anos de monarquia tambem não foram brilhantes:
Uma familia real que foge covardemente perante um invasor deixando os seus subditos á sua sorte.
Portugal torna-se um protectorado Britanico.
Um principe herdeiro parte o que resta do imperio.
Outro principe que inicia uma guerra civil tornando-se um usurpador despotico.
Devorismo.
Outra guerra civil
Cabralismo.
Outra guerra civil
Finalmente algo decente: Regeneração
Fontismo (Algo semelhante ao que nos aconteceu quando entramos na CEE: Obras publicas e geração de divida)
Bancarrota e Ultimatum Ingles
Convenio da divida de 1902 onde Portugal se comprometeu a pagar as suas dividas em 99 anos. Eu paguei divida criada quando o meu bisavô andava de fraldas.

Como se pode ver, entre um e outro regime venha o diabo e escolha.
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De José Menezes a 31.07.2014 às 20:49

Não sei se consigo mostrar um gráfico da autoria do Banco de Portugal, recentemente (não mais de 5 anos) publicado no Jornal Económico, com dados económicos desde 1850 até ao presente: Dívida Pública e Saldo Orçamental.
Talvez o autor deste "post" o João Afonso Machado me facilite este intento. Ficará mais esclarecido e se desvaneça mais esse "lugar comum".
Acredite que vivemos numa República que sabe fazer "propaganda" ao regime, usando inclusivamente as escolas estatais (obrigatórias para todos os que não são ricos), escolas essas, pagas pelos contribuintes, 20% dos quais são monárquicos, segundo as últimas sondagens.
E 20%, com os esteriótipos criados pela "propaganda", até são de admirar.
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De EMS a 01.08.2014 às 14:25

José Menezes, acho que era isto:
http://oinsurgente.org/2011/01/09/evolucao-da-divida-publica-portuguesa-1850-2010/ (http://oinsurgente.org/2011/01/09/evolucao-da-divida-publica-portuguesa-1850-2010/)
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De João-Afonso Machado a 01.08.2014 às 00:45

O protectorado britânico não foi o que justificou a nossa entrada na I GG?!
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De Nuno Ramos a 05.08.2014 às 03:38

O EMS sabe tanto de história, como uma porta!!! Um Príncipe "Usurpador Despótico"!?? ONDE??? Consulte lá os documentos da época e veja lá bem se não foi O POVO quem o começou a Aclamar nas Ruas e depois de reunidas as Côrtes mais representativas de sempre, em 1828, foi Aclamado Rei de Portugal, sem margem para dúvidas!!! E, não fora a Maçonaria e o traidor do Seu irmão, também ele Maçon, terem contratado mercenários estrangeiros, nunca o Liberalismo se teria implantado em Portugal!!! E foi desde então, desde 1834 que Portugal começou a sua enorme decadência. A primeira Presidente da Republica Coroada, foi a Rainha Dona Maria II.


Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De EMS a 07.08.2014 às 13:52

Meu caro Nuno Ramos, não substime as portas, algumas velhas portas de Lisboa testemunharam o terror Miguelista.
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De Nuno Ramos a 07.08.2014 às 21:40

Já os Liberais, foram todos uns "santos" caro EMS!!! Não mataram, nem ROUBARAM nada a ninguém e sobretudo, depois da Capitulação assinada em Évoramonte, respeitaram tudo, AO CONTRÁRIO do que assinaram. Perseguindo todos os fieis Patriotas até à exaustão, matando, pilhando e roubando descaradamente património que pertencia à mesma família à várias gerações, só porque estes tinham sido fieis ao Rei e à Pátria!!! E só para terminar, convém relembrar que, o Exército Liberal, do traidor Brasileiro, era composto na sua grande maioria, por Mercenários ESTRANGEIROS, pagos com o Ouro devido a Portugal pelo Tratado Luso-Brasileiro e pelo dinheiro reunido pela Maçonaria da Quadruple-Aliança.
Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De Nuno Ramos a 05.08.2014 às 03:44

Portanto, corrija a sua afirmação de "últimos" 104 anos de "monarquia" por favor EMS!!!??? O que o Sr. queria dizer era: ÚLTIMOS 104 ANOS DE REPUBLICA COROADA!!! A Monarquia Constitucional é a ante-câmara da republica. A partir de 1834, nunca mais tivemos um Rei ou uma Rainha de verdade, mas sim, fantoches que desempenhavam o papel de chefes de estado, mas quando tentaram fazer alguma coisa pelo bem do país e interferir na política, levaram um tiro na cabeça!!! O caso de Dom carlos I.
A Monarquia Portuguesa acabou em 1834 e depois tivemos um interregno Republicano, com um Paladino da Pátria, durante o estado Novo. A partir de 1974 voltámos à corrupção e decadência do Liberalismo. Seja ele Republicano, ou Republicano Coroado, é tudo igual!!!


Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De vasco silveira a 31.07.2014 às 10:54

Caro João
A "La Lys" deve-se acrescentar as "gloriosas" campanhas em áfrica , com o objectivo de "participar no despojos a atribuir aos vencedores".
Li há tempos um livro, "os fantasmas do Rovuma", uma boa obra para futuros desenvolvimentos históricos, e fiquei arrepiado.
Como há dias apanhei o Felipe Ribeiro de Meneses a comentar o assunto na televisão, em àfrica não haviam hospitais de campanha dos nossos aliados: morria-se de doenças para as quais nada tinha sido preparado. Não eram necessários ataques dos Alemães ( o extraordinário general Von Letoff Voerbeck (?) ).
Quando chegavam ao Norte de Moçambique os soldados Portugueses ficavam ao relento... , e está tudo dito.
Morreu tanta gente em África Como na Flandres. Mas esses não têm estátuas nem são falados. Morreram , na sua maioria, de paludismo, e muitas outras doenças.
Adaptando M Thatcher, enquanto houve carne para canhão/paludismo, dos outros, a 1ª república aguentou-se.
Um abraço do
Vasco
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De João-Afonso Machado a 01.08.2014 às 00:48

Caro Vasco:
Por África só teríamos entrado na Guerra Porque Norton de Matos, Gomes da Costa e outros que lá combateram não deixariam passar os alemães em claro.
Abraço
JA
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De Pedro a 31.07.2014 às 13:05

Os monárquicos têm ainda de decidir quem querem para rei. Andam à bulha por causa do sucessor do trono. Uma confusão de familias, segundo parece. Tratem mas é disso.
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De João-Afonso Machado a 01.08.2014 às 00:46

Não Pedro. Isso foi uma tontice de alguns já há muito esquecida.
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De Pedro a 01.08.2014 às 11:28

Esquecida pelo João Afonso Machado. Não é por não se lembrar que a questão não existe.
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De João-Afonso Machado a 01.08.2014 às 18:19

Sabe mais do que eu. Conclusão final. Sem apelo.
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De Nuno Ramos a 05.08.2014 às 21:49

O Rei será aquele que o POVO português escolher e decidir Aclamar numas Côrtes Gerais da Nação Portuguesa amigo Pedro. Não há nenhum Rei actualmente, nem nenhum pretendente "oficial", pois Dom Manuel II não deixou filhos.


Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De Pedro a 06.08.2014 às 10:06

Concordo Nuno. A haver Rei, será aquele que tiver a maioria dos votos em eleição geral; nem outra coisa seria admissível. O problema é que nem eu nem ninguém sabe bem quais são os candidatos. O João parece achar que existe só um.
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De João-Afonso Machado a 06.08.2014 às 10:23

Corrija, Pedro - «Cortes Gerais» e não «eleições gerais».
E agora conjugue: existe hoje uma Família Real que tem um único e incontestado representante.
Na realidade, se a Monarquia fosse institucionalizada a nível de Estado (com todas as alterações juridico-constitucionais que isso implicaria), obviamente o Rei teria de ser aclamado em Cortes Gerais - vd. Espanha recente).
Teoricamente, seria possivel os portugueses manifestarem-se então a favor de outra pessoa. Seja ela quem for. Nada impede seja o Pedro um dia o Rei...
(Eu recusaria - prefiro uma vida calma e egoísta, confesso)
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De Pedro a 06.08.2014 às 11:30

João Afonso, mas como é que os portugueses se poderiam manifestar a favor de outra pessoa, sem haver eleições gerais para o efeito?
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De João-Afonso Machado a 07.08.2014 às 23:34

Através das Cortes Gerais. O conceito destas é que lhe escapa.
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De Nuno Ramos a 07.08.2014 às 22:25

Sr. João Afonso Machado,
Tenho com todo o respeito de lhe dizer que, NÃO EXISTE nenhuma família real portuguesa. O que existe é UMA FARSA que dura desde 1952. Altura em que o Dr. Oliveira Salazar revogou a Lei da Proscrição da republica de 1910 e aceitou que os descendentes do Rei Dom Miguel I, que estavam exilados desde 1834 voltassem ao território Nacional e lhes fosse dada a Cidadania Portuguesa.
O Rei Dom Manuel II faleceu em 1932 sem filhos. NUNCA atribuiu o título Ducal de Bragança, ou outros que Lhe pertenciam por direito a mais ninguém, por conseguinte o último Duque de Bragança foi o Príncipe Luís Filipe que morreu assassinado em 1908 com o Seu Real pai no Terreiro do Paço. Só existiria família Real se Dom Manuel II tivesse deixado descendência ou se os descendentes de Dom Miguel I tivesse sido Jurados Herdeiros presuntivos do Trono Vacante de Portugal, numas Côrtes gerais da Nação Legítimas!!! Como NADA DISSO ACONTECEU. Não temos família Real, nem Duque de Bragança, nem herdeiro legítimo do trono, nem nada de nada!!! Temos sim, um grupo de ALEGADOS monárquicos, coniventes com a Republica Franco-Maçónica e que, nenhum interesse tem em Restaurar a Monarquia em Portugal.


Cordialmente,
Nuno Ramos.
P.S. Desculpem qualquer coisinha, mas não me aguento sem dizer a VERDADE. :(
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De UOUÉ a 09.08.2014 às 14:51

Olha, este se calhar também vem com a história de que descende de alguma infanta. Com idiotice assim não chegamos lá nunca.
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De Nuno Ramos a 07.08.2014 às 01:47

Amigo Pedro, Primeiro que nada teríamos de Restaurar a Res-Publica, antes de qualquer tentativa de Restauração da Monarquia. Estamos de tal modo controlados pela Maçonaria, em todos os níveis da coisa publica e da própria sociedade, que teríamos de fazer um trabalho completo e desde o início!!! E para termos uma VERDADEIRA Monarquia e não uma Republica Coroada, ou seja, uma PALHAÇADA como a que vemos em Espanha, onde o Rei é apenas um fantoche e são os mesmos Partidos Políticos Franco-Maçons quem (des)governa a Nação, teríamos também de Reunir Côrtes à maneira antiga, com representantes do Clero, Nobreza e POVO. E, seriam esses 3 braços da Nação Lusa quem poderia escolher um Pretendente CAPAZ para subir ao trono vacante de Portugal. Ao contrário do que se diz por aí, o senhor Dom Duarte Pio de Bragança, NÃO É o legítimo NADA. É apenas primo em 6º Grau do último Rei de Portugal. E, dizem-nos as Leis Fundamentais da Monarquia Portuguesa, que é casos de interregno como o que vivemos actualmente desde 1910, só umas Côrtes gerais da Nação legítimas poderão escolher e Aclamar um Rei para o trono de Portugal. Quando a "candidatos", ou mais concretamente, Pretendentes, não se preocupe, pois temos bastantes possibilidades, começando pelos descendentes do Rei Dom Miguel I, onde está incluído o Sr. Dom Duarte, temos os descendentes da Infanta Ana de Jesus Maria, na pessoa do Duque de Loulé, temos a Casa de Cadaval, etc, etc. O que não nos faltam, são Pretendentes!!! ;)


Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De Pedro a 07.08.2014 às 15:03

Nuno, não conheço nenhum desses pretendentes que refere, à excepção do Senhor Duarte Pio, que vejo de vez em quando em jornais e revistas e que me parece ter mais publicidade e admiradores do que os outros. Um aparte para esclarecer que o tratamento por Senhor é o mais digno que conheço, é aquele que reservo para as pessoas que respeito.  No caso, mesmo não privando com a pessoa, julgo ser boa educação dar-lhe esse tratamento digno.
Não os conhecendo, eu, pelo menos, espero que me esclareçam por que motivo se acham capazes de ser Chefe de Estado. Quanto à forma de eleição ou aclamação, apenas exijo  participação activa, seja na escolha de quem me represente nas cortes ou parlamento, seja por eleições directas. 
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De Nuno Ramos a 07.08.2014 às 21:56

Amigo Pedro, eu não quero um "Chefe de Estado" como temos agora na pessoa do Presidente, ou como tem a vizinha Espanha na pessoa do rei Felipe VI. Eu quero um REI que governe a Nação juntamente com o Seu povo. E a eleição directa é a única forma de democracia, pois o actual estado de coisas é uma PALHAÇADA e uma Ditadura Partidária. Eu defendo a Monarquia Tradicional, que funcionaria assim:
Tudo o que meta a Nação nas mãos dos partidos está fora das cogitações Tradicionalistas, os partidos podem existir desde que se Auto-financiem e não tenham custos para os contribuintes. Defendemos uma organização da Nação apartidária e em total ruptura com a centralização! A Nação deve organizar-se de baixo para cima e nunca num trajecto contrário. As famílias e os municípios têm de ser, para nós, esse 1º patamar!
Achamos que deve haver duas Câmaras, uma onde estarão os representantes das famílias e dos municípios por eleição local e directa com função legislativa e de fiscalização do governo que será sempre da responsabilidade DO REI; outra onde, eleitos da mesma forma por distrito e por região, estarão os representantes dos distritos e regiões em nome das forças vivas: empresários, trabalhadores de todas as profissões, sindicatos e partidos, com função fiscalizadora em relação à outra Câmara, consultiva e ainda criadora, impulsionadora e dinamizadora de acções que possam levar ao desenvolvimento do país em termos económicos, sociais, culturais.


Em suma, defendemos a descentralização e o poder dos Municípios e das Famílias. Ou seja, a verdadeira democracia. Onde podemos decidir directamente ou eleger um membro da nossa família que fale por nós.
Quanto ao direito de ser Rei, nesta fase, até o amigo Pedro poderia ser escolhido e Aclamado como Rei de Portugal, desde que seja português e não seja criminoso, não há impedimentos. :) O Rei une a maior parte do povo à Sua volta, é um símbolo vivo da união popular e é educado de pequeno para amar e governar a Sua Pátria!!!
Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De Nuno Ramos a 07.08.2014 às 19:14

Sr. João Afonso Machado, com todo o respeito, ter uma Monarquia Constitucional, ou uma Republica Constitucional é practicamente a mesma coisa, com a única diferença de a Monarquia ter um Presidente vitalício e por conseguinte, custar muito menos dinheiro, visto não haver "Reis" reformados!!! Exceptuando este facto, tudo o resto, é exactamente a mesma coisa!!! E eu, não sou Republicano Coroado, quero um Rei que Reine de facto, que governe e Nação juntamente com o Seu povo!!! E esse, só poderá ser o Rei tradicional, que governará juntamente com o Seu povo através das Côrtes e dos Municípios. Enquanto não houver uma descentralização do poder e continuarem a ser os Partidos Políticos a dominar o país, nada mudará!!! Seja em Monarquia, seja em Republica!!! Os senhores apregoam mudança através da Monarquia!!! Mas, querem um Rei, sem poder algum. Então, como é que poderá ocorrer essa mudança, se não querem dar poder ao Rei para mudar o quer que seja!!!???
Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De João-Afonso Machado a 07.08.2014 às 23:03

Um Rei a governar também é algo para mim de impensável. Isso sim, é uma República coroada, com eleições sempre que ele caia em desagrado.
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De Nuno Ramos a 08.08.2014 às 01:39

Então se é impensável ter um Rei que governe caro João Afonso Machado, porque razão quer o senhor viver em Monarquia, posso perguntar-lhe!??


Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De João-Afonso Machado a 08.08.2014 às 07:55

Por toda a importância nacional que a Monarquia representa para a Nação, passe o pleonasmo. Não sendo eu um «nacionalista», como tive o cuidado de esclarecer num post de há semanas.
O Rei não precisa de governar, apenas de reinar o que, na sua ideia, faz chamar-lhe imediatamente de palhaço. Confesso a falta de tempo para desenvolver o porquê a diferença.
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De Pedro a 06.08.2014 às 14:09

Só para completar o meu comentário anterior, deve certamente imaginar que posso não concordar com determinado candidato ao trono e que qualquer português tem o mesmo direito de concordar ou não concordar, fazendo a sua escolha. 
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De Nuno Ramos a 07.08.2014 às 22:15

Amigo Pedro, ainda a propósito do Rei e citando o grande Hipólito Raposo, deixo-lhe aqui este excerto:
(...) "Ao invés do demagogo, do equilibrista, do ditador vulgar, o chefe por dever constante e não por usurpado direito, é o Rei. Êle é o governante que não pede a demissão, o que não ameaça abandonar os próprios esforços, pelo prazer-vingança de os ver caír, pois que a ruína desabaria sobre a sua casa e o seu sangue. Ainda quando os meios violentos o privam do exercício da sua função, êle afirma e mantém no destêrro o direito de cumprir o seu dever, como se o preservasse de efémeros acidentes, uma investidura sagrada. Chefe que não é de um bando, de uma clientela, de qualquer formação plutocrática: chefe natural da Nação, como da sua primeira família, expressão pessoal e vitalícia da unidade moral e política da Pátria, ponto de convergência da tradição e da revolução, o Rei não se lembra do começo das suas funções e não pode querer o fim da sua própria posteridade.

No Rei, as contradições e oposições acabam por fundir-se em identidade, porque, sobrevivendo a si mesmo pela Dinastia, ultrapassa os conflitos e os antagonismos que separam em rivalidade os outros homens.

Êle é também o limite a todas as ambições, às legítimas e mais ainda às ilegítimas; o estado personificado e vivo, com a certeza de renovar-se; o fiador mais interessado em todos os intentos de proveito e glória cívica; o julgador imparcial, sereno e clemente na moderação das penas.

O Rei é o único chefe que tem tempo e não tem vaidade ou vergonha de emendar os próprios êrros: se politicamente não morre, só pode ter interesse em corrigir-se para acertar."


Cordialmente,

Nuno Ramos.

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De Renato a 07.08.2014 às 20:55

Discussão interessante. Resolvam lá qual é a família que querem que reine. Parece que estou a assistir a uma novela gótica, daquelas agora na moda. O Nuno, particularmente, vive num mundo só dele, fascinante. 
Eu não me importo de viver em monarquia. Monarquia ou república, quero um bom governo. É por isso que prefiro uma republica sã a uma monarquia com um dos estados mais corruptos e ineficazes da Europa, como é a Espanha. Se querem uma monarquia, escolham o modelo inglês, com instituições sólidas e respeitadas, como nunca tivemos na nossa monarquia, que chegou a ser a chacota da Europa. Ou querem que recorde, com a transcrição de relatos de visitantes estrangeiros? 
Tenham sobretudo todos em atenção que depois de cem anos de República, mal ou bem, as pessoas habituaram-se a escolher quem querem que os representem. Bem podem proclamar que os republicanos são corruptos, etc, que não há volta. Não nos metam em querelas familiares. Se querem provar que os monárquicos têm melhor ética e estão melhor preparados do que os republicanos, dêem provas e isso não se prova através da filiação.
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De João-Afonso Machado a 07.08.2014 às 21:32

A questão não é essa. 
Propositadamente ou não, as pessoas tendem a mistificar a realidade política de um país democrático - onde a soberania reside no povo.
Ora, o povo pode muito bem decidir maioritariamente viver em Monarquia. Foi o que aconteceu em Espanha.
Se tal acontecer, a representação do Estado e nação passará a fazer-se hereditariamente - insisto: porque o povo assim quis.


Qualquer monárquico que se preze não defende as suas ideias ao estilo e campanha eleitoral. Como monárquico convicto o digo - pouco me importa viver em república. de acordo com as minas crenças, que sai prejudicado são os portugueses. Mas se eles querem...


Quando aos comentários de Nuno Ramos - discordo em muito (em muitíssimo) mas ressalvo as Cortes Gerais - isto é, a reunião de toas as forças vivas nacionais, que vai muito além da mera disputa partidária, efectivamente estafada e desacreditada.
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De Nuno Ramos a 07.08.2014 às 22:16

Posso educadamente perguntar ao Sr. João Afonso Machado EM QUE é que discorda de mim!??


Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De João-Afonso Machado a 07.08.2014 às 23:01

Como disse, em muita coisa.
Vou tentar expor resumidamente:
- Citando um grande amigo mais velho e já desaparecido, o Dr. Mário Saraiva, «cheguei à Monarquia pela razão». No meu caso não é bem assim, honro-me de pertencer a uma família sempre monárquica, mas não me desdirá que a minha argumentação radica em estudo mais do que em tradição simplesmente.
- Por aí verá também que conheço a doutrina integralista, em essência muito bem estruturada e correcta. Mas desajustada aos tempos.
- E as comunas de Rolão Preto... não serão decerto hoje aplicáveis.
- Perfilho, decorrentemente, a tese de Luís de Magalhães (por favor abstenha-se de qualquer comentário depreciativo sobre a pessoa, que não publicarei) da Carta Constitucional como um «foral nacional». Posso depois indicar o livro, que resulta de uma polémica bem ganha a Caetano Beirão.
- Voltando ao Presente e perspectivando o futuro, a organização jus-constitucional da Monarquia teria de contemplar algo mais do que o direito consuetudinário (como pretendiam os integralistas), sem esquecer que as normas plasmam o querer da sociedade e não determinam o caminho dessa sociedade.
- Finalmente, dos pactos de Dover e de paris resultou a aceitação de D. Duarte Nuno como o Chefe da Casa Real portuguesa, circunstância a que o seu casamento com uma princesa do outro ramo atribuiu um especial significado.
- Por fim, é no desterrar de velhas querelas como a que vem referindo sobre quem é ou viria a ser o Rei que eu nada me aproximo dos monárquicos pensantes e mantenho apenas congregados os da minha terra - gente simples, convicta e desinteressada.


Já são muitos anos nisto e é por causa disto (o seu discuso, por exemplo) que prefiro continuar em república do que ver a Monarquia arrastada pela lama dos desentendimentos que já a liuidaram.
De outro modo: eu vivo em Monarquia: tenho um rei e uma fielidade. O resto (afora os impostos) é-me rigorosamente indiferente.




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De Nuno Ramos a 08.08.2014 às 01:33

Senhor João Afonso Machado,


Os seus muitos anos "nisto" não o deixaram a saber mais do que sabia, antes de "andar nisto". Dos pactos de Dover e de paris, não saiu absolutamente nada, a não ser que, qualquer um dos ramos, reconheceria o Rei que saísse Aclamado dumas Côrtes Gerais da Nação legítimas. E posso prova-lo aqui, pois tenho cópias de excertos dos 2 Pactos. Portanto, é completamente falso o que diz acerca da aceitação de Dom Duarte Nuno. Além disso, mesmo que um tal pacto tivesse sido firmado, não teria valor algum, pois nenhum Rei tem poder para escolher o Seu sucessor. Essa decisão, apenas em Côrtes Gerais poderá ser tomada. O casamento de Dom Duarte Nuno, com um descendente do traidor Franco-Maçon, Pedro I do Brasil, não teve influência alguma na sucessão ao trono, nem reconciliou coisa alguma entre Tradicionalistas e Liberais.
Acerca da Monarquia Tradicional e do Integralismo, são perfeitamente aplicáveis hoje em dia, nada têm de incompatível com a actualidade, a não ser para os políticos e gente que vive à conta da Republica.
E para terminar, o Sr. não vive em Monarquia, nem tem Rei, vive numa Republica e gostaria de viver numa Republica Coroada. 
E, desinteressado sou eu, que não apoio ninguém, nem defendo pretensão alguma, a não ser aquela que o POVO português reconhecer e que seja a melhor para a Nação Portuguesa. E faço das suas, minhas palavras: "... Já são muitos anos nisto e é por causa disto (o seu discurso, por exemplo) que prefiro continuar em república do que ver a Monarquia arrastada pela lama dos desentendimentos que já a liquidaram...". 
Quem liquidou a Monarquia, foram os senhores. A Monarquia Constitucional é a ante-câmara da Republica!!! Só concordamos numa coisa, para ter um Rei fantoche, mais vale continuarmos em Republica.


Cordialmente,
Nuno de Almeida Ramos.
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De João-Afonso Machado a 08.08.2014 às 08:05

Quando me diz onde eu vivo - eu declaro finda a conversa aqui porque não posso admitir interferências dessas nas minhas convicções e na minha liberdade de viver à margem do Regime e fora do Estado.
Apenas um pormenor: Filipe VI já se sabia o sucessor no trono mas ainda assim teve de ser aclamado em Cortes. Por redobradas razões, em Portugal a aclamação do Rei é um passo inevitável numa Restauração e em cada posterior sucessão que ocorresse.
Mas a boa cepa portuguesa, gente sempre original, era bem capaz de em cada uma descobrir motivos de contestação....
Por isso deixo a Monarquia no meu reino que é, aproximadamente, a minha casa e o meu raio de acção (escrita e vivida).
Na esteira do velho Camossa. Libertariamente e de costas voltadas para o Regime. Lendo os integralistas com olhos de hoje.
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De Sardinha viva a 08.08.2014 às 23:49

São palhaços estes que põem toa a gente a rir da Monarquia.
Por que no te callas?
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De Nuno Ramos a 08.08.2014 às 01:45

Caro João Afonso Machado,
A única coisa que saiu dos Pactos de Dover e paris, foi isto:
(...) Ainda sobre a questão da sucessão e de quem tinha poderes para a determinar, passamos a fazer três citações bem significativas:


1ª citação (de uma personalidade liberal) 
"A sucessão da Coroa (...) só [pelas Cortes Gerais] pode ser resolvida em plena liberdade e sem a menor insinuação, pois só à Nação pode, em tão grave matéria, interpretar e decidir o que convenha ao interesse nacional. Esta prerogativa é, de resto, um direito tradicional da Nação, que sempre, através dos séculos, lhe foi atribuido e reconhecido. Nenhum outro poder, nenhum outro organismo da Causa (...) tem faculdades para intervir oficial, ou mesmo oficiosamente, neste assunto." 
(Luiz de Magalhães, A Crise Monárquica, pp 57-58)


2ª citação (de uma personalidade miguelista) 
"A ordem de sucessão à Coroa estabelecida no projecto [do acordo de Dover] também não pode ser considerada sem desaprovação. A admitir que na Monarquia a restaurar e pela aceitação dos princípios nacionais viesse a cingir de novo a Coroa o Senhor Dom Manuel e não havendo o Monarca Filhos, às Cortes e só a elas competia indicar a sucessão. A designação expressa do Senhor Infante Dom Duarte como sucessor é naquele momento além de disparatada, inconveniente (...)". 
(Manuel de Bettencourt e Galvão, Dom Miguel II e o seu Tempo, p 185)


3ª citação (dos representantes de D. Duarte Nuno e de D. Manuel II)

"Ouvidos os seus Augustos Mandantes e por Elles devidamente auctorizados, declaram:

O primeiro signatario:


a) que o seu Augusto Mandante [D. Manuel II], na falta de herdeiro directo, acceitará o Successor indicado pelas Côrtes Geraes da Nação Portugueza." 
(Do texto do Pacto de Paris, subscrito por Ayres de Ornellas e pelo Conde de Almada, em representação de D. Manuel II e de D. Duarte Nuno)


Estas três citações, para além dos documentos referentes ao encontro de Dover, serão mais do que suficientes para se constatar que, de acordo com a tradição portuguesa e as leis da Monarquia, só as Cortes têm poder para designar a pessoa que deverá desempenhar a função régia, numa Monarquia restaurada. Qualquer outra posição será ilegítima e ilegal. 

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De Renato a 08.08.2014 às 11:37

João, a questão é essa, sim; é exatamente a vida de um povo, nada mais e, como lhe disse, pode viver-se bem em república e mal em monarquia e vice-versa. Perceba que no fim do dia o que interessa às pessoas é se dormem descansadas, assegurando o bem-estar e o futuro dos seus filhos. Não lhes interessa nada as imensas e inesgotáveis subtilezas do integralismo lusitano e outras variantes e correntes da monarquia e questões legitimárias. O João conhece Espanha? Eu sou da Idanha, na zona raiana e desde pequeno que vejo mais televisão espanhola do que portuguesa e é mais fácil sentir-me estrangeiro quando vou a Lisboa ou ao Porto, do que quando vou a Espanha, que conheço bastante bem. Acredite, se quiser, que existe uma indiferença cada vez maior do povo comum em relação à Zarzuela e que isso é cada vez mais patente nas gerações mais novas. Havia alguma simpatia, não confundir com respeito, pelo Juan Carlos, um tipo que até dava as suas escapadelas, hombre, mas com o seu filho a coisa vai esfriar. Injusto ou não, as coisas são como são. Os espanhóis estão sobretudo preocupados com o desemprego dos filhos e as hipotecas das casas.

Dito isto, não me oponho a que haja uma monarquia em Portugal. Para isso acontecer, os monárquicos deviam abandonar a pose aristocrática de que campanhas eleitorais não interessam. O que assistismos agora são cortejos atrás do Dom Duarte, em missas e jantares e sessões de fado e entronização em confrarias, com algum povo do lado de fora de boca aberta a ver tão luzidio cortejo. Como vivo agora em Coimbra, convido-o a vir assistir a uma daquelas visitas que de tempos a tempos faz a corte de Dom Duarte à Igreja de Santa Cruz, para ver como é ridiculo. Eu não tenho motivo nenhum para dizer que o  Dom Duarte não é boa pessoa, atenção, não é isso que está em causa.

Podem achar que sujam as mãos em campanhas eleitorais, essa diabólica invenção republicana, mas enquanto isto não acontecer, não há referendo coisa nenhuma, nem alterações à constituição, porque não existe movimento de fundo genuinamente popular que o motive. Eu tenho até a impressão de que os monárquicos, no fundo, estão muito bem assim… 

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De João-Afonso Machado a 08.08.2014 às 12:07

Renato, eu estou muito bem assim.
Já fui a essas manifestações em Coimbra. Vi lá muito entusiasmo,conquanto não tenha visto muita gente.
Diz muitas coisas com acerto. Mas elas não abalam a Monarquia em que vivo: eu tenho um rei, uma fé e a minha vida - vivida com a gente da minha terra, comentada com os monárquicos da minha terra (gente simples, desinteressada e de convicções), sem querer catequizar ninguém, suportando a república que - agora - só mente, mas não persegue, e tentando pagar-lhe o mínimo possivel de impostos.
Não consigo dar-lhe um retrato melhor do que se passa. Ah! Cargos políticos, jamais. Um anarquista que se preze não os aceita. Além do Rei, símbolo nacional, apenas a nossa comunidade.
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De Renato a 08.08.2014 às 12:44

João, com todo o respeito, que está bem assim, sei eu; nem eu conclui outra coisa. Não esperem é que se leve muito a sério a conversa e as queixas àcerca da escolha do regime e que o povo queria, lá isso queria, mas não pode escolher, etc. Os monárquicos já têm o seu rei privativo, este exerce com gosto e alguma pompa essa função, à sua escala, e pronto. Bom proveito. É preciso é que cada um seja feliz à sua maneira.
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De João-Afonso Machado a 08.08.2014 às 14:14

De acordo.
Mas não pense que os monárquicos são esse «grupinho».
Entre a minha gente eles correm quase todos os partidos. Têm é de trabalhar, não vivem da política.
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De Renato a 08.08.2014 às 15:36

João, eu não penso nada disso; nunca faço juízos sobre os que os outros fazem ou deixam de fazer, se trabalham, se não trabalham, sobretudo em relação àqueles que não conheço. Em princípio, toda a gente tem de trabalhar, republicanos e monárquicos, e também muitos republicanos e monárquicos vivem de heranças e rendimentos, favores políticos, etc. Isso não tem nada a ver com a discussão sobre republica/monarquia.

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De Nuno Ramos a 07.08.2014 às 22:12

Eu vivo num mundo só meu Renato!?? A sério??? E dizes isso porquê, por seres pouco inteligente, ou por também seres "aventaleiro"!??
Passa bem e gasta pouco. Farto de corruptos e ladrões, ando eu e o país fartos desde 1834. Exceptuando o interregno do Estado Novo, claro.
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De João-Afonso Machado a 08.08.2014 às 08:07

Uma pequena intromissão, só para lembrar que todos os mestres integralistas foram opositores ao e perseguidos pelo Estado Novo. Ou melhor dizendo, a II República.
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De Renato a 08.08.2014 às 11:42

Nuno, menos. Você não está num palanque a arengar à sua milicia, poupe no fogo de artifício da pontuação e nas acusações. Eu entendo a posição do João Afonso Machado. Quer um rei que represente o país. Já a posição do Nuno, é fantasiosa. Um rei que governa está obviamente sujeito a escrutínio do povo, a não ser que se viva em ditadura. Ora, isso, garanto-lhe, não vai acontecer, coloque o Nuno os pontos de exclamação que quiser e faça os gestos que quiser, como se fosse um Rolão Preto ou um Condestável da blogosfera, aí a metralhar o teclado. Melhor do que isso fazem aqueles pregadores que estão de vez em quando no Rossio. Poupe-se ao ridículo. 

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