Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




A judicialização da política não me entusiasma

por Miguel A. Baptista, em 21.06.24

Isaltino Morais fazia umas almoçaradas de trabalho. É uma forma datada de trabalhar e de fazer política, é bom que evoluamos para práticas mais modernas e profissionais. No entanto, não me parece que se trate de um crime. 

António Costa tinha o "melhor amigo" a "vender" os seus serviços de acesso directo ao PM. Tal é politicamente criticável, mas não me parece que tal implique que Costa tenha cometido qualquer crime. 

Mesmo no caso das gêmeas, parece-me politicamente criticável toda a "agilização do processo" baseada em conhecimentos e favores pessoais, mas, ainda assim não vejo que se ganhe muito que o tratamento do caso saia do campo político para o judicial. 

A tentação de uma excessiva judicialização da política, que aliás não acontece só em Portugal, não me parece ser um bom caminho. A turba ululante por certo aplaudirá, mas, repito, não me parece ser um bom caminho. 


17 comentários

Sem imagem de perfil

De Anonimus a 21.06.2024 às 19:35

Datada? Só se for desde os tempos dos romanos...


Sim, tudo legal. Em português de Portugal e do Brasil. 
Perfil Facebook

De Henrique Tavares a 24.06.2024 às 12:11

Muito bom! o melhor é contrubuir com a palavra correcta para ajudar a quem não percebeu: "antiquada".
Sem imagem de perfil

De passante a 21.06.2024 às 19:46

Como mais ou menos disse um romano da república pré-imperial acerca dos seus três anos de governo de uma província: "o primeiro ano é para os meus amigos que me ajudaram, o segundo ano é para mim, o terceiro é para o júri do meu julgamento quando regressar".


O camarada Cícero ficou famoso pelo facto excepcional de ter conseguido a condenação de um ex-governador da Sicília.


A ética republicana não tem só um século, as raízes vão fundo.
Perfil Facebook

De Marques Aarão a 22.06.2024 às 07:04

Cedo se percebeu que a senhora estava baseada num fio condutor e que não iria sair daquele registo que pouco adiantaria no aclarar da situação. E não houve uma alma caridosa à volta daquela mesa que que propusesse a sua dispensa para ir tratar das meninas sem prejuízo de virem a ser necessárias mais explicações por outra via sem a obrigação de estar presente. Mas permitiu-se que o seu advogado em abuso inqualificável chama-se aquilo circo mediático e outros mimos da mesma natureza sem que lhe fosse mostrado cartão vermelho. Uma ofensa aos nossos representantes na nossa casa da democracia e aos cidadãos que neles votaram, sem que se levantasse uma voz em enérgico protesto.
Sem imagem de perfil

De António a 24.06.2024 às 18:18

Uma Senhora não mente daquela forma....
Sem imagem de perfil

De César a 22.06.2024 às 09:13

Claro...a "judicialização" da justiça e o "ataque cerrado" à "confiança nas instituições" só correm risco se as trafulhices forem divulgadas.
Até porque, por este ponto de vista, a ética não se aplica aos actos (já de si pouco recomendáveis) mas sim à ocultação dos mesmos ou à sua revelação.
Eu continuo a achar que o problema está nos políticos que confundem política com impunidade ou ética com privacidade. Há quem ache que o problema está na justiça e na sua " excessiva" independência e que se "judicializa" a política. Para estes, o problema não é o que se insinua nas escutas, mas sim a sua exposição mediática, mesmo com a famosa "violação" do dito segredo de justiça.Boa sorte. Já estivemos mais longe de  Pyongyang, Caracas ou Havana.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 22.06.2024 às 10:11

Nem sei para que perdem tempo a julgar o que não tem julgamento! Se eu fosse a mãe das gêmeas e as visse condenadas, eu metia cunhas até ao Papa e a Deus , directamente  - eu e todas as mães no seu lugar!! - E o Marcelo é agora o Rei de Portugal, e pronto...
Sempre com Comissões de Inquérito para tudo, a empatar a governação ! Já enjoa...
Deram muito mais dinheiro para as Madames da TAP e etcs !
Sem imagem de perfil

De Francisco Almeida a 22.06.2024 às 10:25

 O problema é de fundo. Da mesma maneira que o português (genérico) não se tenta organizar e espera que o Estado venha resolver o problema, também não se entende para reagir à falta de ética na política e espera que o poder judicial venha resolver o problema.
Não sendo possível mudar os portugueses - em liberdade e democracia - caberia a estadistas governar para a realidade. Só que neste 50 anos, só me lembro de um que talvez merecesse a denominação de estadista. E já faleceu.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.06.2024 às 11:43


"Falta de ética na política!" A falta de ética das pessoas nada tem a ver com as classes a que pertencem. Se há falta de ética na política é porque há falta de ética no povo em geral. Mas até diz bem. "Não sendo possível mudar os portugueses". E os blogs são bons para vermos como são alguns portugueses. Alguns só se interessam em escrever para os outros lerem.
Sem imagem de perfil

De Francisco Almeida a 24.06.2024 às 11:28

Gostava de saber quem são os que escrevem para os outros não lerem. 
Da falta de ética na política não se pode concluir que há falta de ética no povo em geral. O "povo em geral" ainda é maioritariamente rural, e vive em pequenas vilas, aldeias e lugares com tudo o que isso implica. A interacção com vizinhanças próximas dificulta a falta de ética.
Acresce que pessoas com falta de ética são atraídas pela política. Basta ver o que se passa nas jotas, em particular na presidência da do PS, onde, antes de Sérgio Sousa Pinto encontram-se pessoas válidas e depois daquele, não há um que se aproveite. Se soubesse alguma coisa de teoria do poder saberia que esse é um efeito quase inevitável no envelhecimento dos regimes. A atracção pelo poder não é neutra. É muito mais intensa em pessoas que não têm sólidos princípios anteriores.
Não é demonstrável mas o senso comum indica que o contrário é também verdade e está em crescimento. Isto é, pessoas com ética evitam a política.
P.S. - Espero bem que outras pessoa leiam o que escrevi pois, para o Anónimo, é pura perda de tempo.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 22.06.2024 às 12:52

Comentário apagado.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.06.2024 às 11:15


Não serve só para alimentar jornais pois tem consequências e devia saber isto.
E vários assuntos fúteis e de humor servem para alimentar blogs, manter o povo inculto e "anestesiado", e desviar a atenção do que é importante. Não será isto uma forma de enganar o povo?
Mas o povo é parte do problema pois dá audiências e certos assuntos. Outros andam ao mando de outros. "Queremos que vejam isto. Vamos já ver!".
Sem imagem de perfil

De João a 23.06.2024 às 13:08

Faz se necessário definir o conceito de crime. É importante perceber também que a plasticidade da democracia requerer fronteiras mais apertadas no que concerne à responsabilidade do exercício. 
Imagem de perfil

De Vagueando a 23.06.2024 às 15:09

A judicialização da política serve para alimentar jornais que por sua vez ajudam a enganar o povo.
Sem imagem de perfil

De s o s a 24.06.2024 às 00:34

deve estar muito bem (o post) ... ainda assim a turba terá dificuldades em ler o que está escrito. 

Comentar post


Pág. 1/2



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com



Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anonimus

    Concordo.

  • lucklucky

    "poder económico" !?Está a gozar... não há maior p...

  • Silva

    Conversa da treta sobre estudos da treta.O que há ...

  • P. Fernandes

    Não nesse caso. O armazenamento de semente nas pin...

  • cela.e.sela

    podiam aproveitar os 'calitros' para fabricar meta...


Links

Muito nossos

  •  
  • Outros blogs

  •  
  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2024
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2023
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2022
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2021
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2020
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2019
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2018
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2017
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2016
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2015
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2014
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2013
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2012
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2011
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2010
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2009
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D
    209. 2008
    210. J
    211. F
    212. M
    213. A
    214. M
    215. J
    216. J
    217. A
    218. S
    219. O
    220. N
    221. D
    222. 2007
    223. J
    224. F
    225. M
    226. A
    227. M
    228. J
    229. J
    230. A
    231. S
    232. O
    233. N
    234. D
    235. 2006
    236. J
    237. F
    238. M
    239. A
    240. M
    241. J
    242. J
    243. A
    244. S
    245. O
    246. N
    247. D