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A Internacional Sócial do Pórtugal

por José Mendonça da Cruz, em 07.05.21

É justo que a Cimeira Social da União Europeia se realize em Portugal durante a presidência portuguesa. Não há hora nem lugar melhor para os Costa e os Sanchez fazerem as bocas redondas e as encherem das platitudes do costume: o social, o combate à desigualdade, os salários condignos. Junta-se um «clima» e dois «climáticos» (desses que as Gretas cantarolam e os papagaios repetem), três ou quatro «digitais» (sob forma de unicórnios e conferências), sete ou oito «modernidades» daquelas que só cá é que não chegam, e está feito o discurso. Mas como os socialistas não sabem produzir riqueza -- sabem apenas distribuí-la, até ao ponto de distribuirem o que já não é riqueza -- alguém vai ter que pagar as proclamações. Quem? Ora, a «solidariedade», a «coesão», ou, por outras palavras, os «frugais». Holanda e Alemanha, dois dos 3 países ausentes, não vieram ouvir «os nossos valores e o nosso modelo social» de Costa; depois os contabilizarão, para ver se há esmola disponível.

À noite, os sóciais vão discutir se roubam as patentes das farmacêuticas que investiram milhões para criar vacinas num calendário de emergência. Os portugueses que se libertaram das insuficiências do SNS com seguros de saúde (privados) -- que lhes permitem ser atendidos a tempo por hospitais eficientes (privados) -- talvez sintam alguma estranheza. Os outros, o que se habituaram a pedir «algum apoio do Estado» ao Estado que lhes retirou toda a esperança de ascensão social, talvez batam palmas. Na esperança de um dia terem vacinas gratuitas prometidas por Costa, orçamentadas por Leão (ouvido Centeno), formuladas por Graça Freitas, fabricadas por Temido, e distribuidas por Cabrita, com o beneplácito de quem em 2047 achar que as barragens não prestam porque deixam evaporar-se a água.



23 comentários

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De Anónimo a 07.05.2021 às 22:02

pm pedinte profissional sempre de mão pronta a receber esmola
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De Anónimo a 08.05.2021 às 07:35

Extraordinário texto! O retrato fidedigno dos trampolineiros que nos enganam. Parabéns..
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De Anónimo a 08.05.2021 às 09:22


Não admiram, José Mendoça da Cruz, os discursos redondinhos para "inglês ver" (já não). 
Mas lembrou o facto de a Alemanha e a Holanda não terem comparecido o que diz muito sobre a conta em que nos têm esses países "frugais". Conhecem de ginjeira estas peças e sabem ainda melhor do que é capaz esta tropa fandanga indisciplinada. A tal "bazuka" virá, mas, em troca,  exigem  saber detalhadamente e tudo muito bem explicadinho de como vai ela ser gasta. A desconfiança é grande. Foi esta a imagem que estes bonifrates conseguiram projectar de nós para o exterior. E não se pense que esta gente não tem memória... Ainda recentemente foi beliscada a nossa honorabilidade com as falsas informações sobre o curriculum do procurador europeu e os vergonhosos episódios da sua nomeação (e o Parlamento Europeu ainda não fechou o assunto.) 
O insuspeito Expresso fez, há pouco, uma manchete onde diz que "governo escondeu reformas negociadas com Bruxelas" e noticiando que António Costa as ocultou do Parlamento português!!! O plano de reformas constantes no PRR enviado para a UE não foi totalmente divulgado, foi ocultada informação e apresentada só uma parte da versão à AR, intencionalmente incompleta, para "consumo interno".
De enorme gravidade...
Isto é o que se chama cair no descrédito.


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De Anónimo a 09.05.2021 às 18:57

A coisa já demora tanto a chegar que o governo passou a chamar-lhe, não bazuca, mas vitamina. Ora sucede que o tempo já vai tão adiantado que a coisa, a vitamina, já está fora de prazo. Estamos fo#i#os.  O bagulho já está todo destinado aos gestores do Novo Banco, ao Galamba, ao Cabrita, aos amigos dos amigos...
Tenho pena, porque o PR, após dois mandatos de merda, bem que merecia que lhe dessem uma casa para a velhice, na vez de, findo o 2º mandato, ter de voltar à humilde condição de inquilino.
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De Anónimo a 08.05.2021 às 10:49

A propósito do "combate à desigualdade, os salários condignos" e sobre 
"como os socialistas não sabem produzir riqueza -- sabem apenas distribuí-la, até ao ponto de distribuirem o que já não é riqueza" de que o Sr. fala, aconselho a leitura de um texto de Isabel Milu, uma gestora romena a viver em Portugal e cujo título é: 

"Não fugi da Roménia para parar nisto".


Sobre o socialismo, que viveu por dentro diz:
"Já vivi num mundo que via a propriedade privada como um roubo e a iniciativa individual como suspeita, tirando a uns para DAR a outros, nivelando a todos numa mediocridade cinzenta.

Os últimos tempos tem sido um dejá vu desse mundo, um lento e dramático retrocesso das liberdades individuais, uma intervenção agressiva do Estado na esfera privada e uma falha generalizada das instituições democráticas. É um mundo em que não gostava de voltar a viver nem deixar como herança aos meus filhos."

Para ler aqui ( é de livre acesso ):



https://observador.pt/opiniao/nao-fugi-da-romenia-para-parar-nisto/


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De Anónimo a 08.05.2021 às 15:39

Quando um governo concentra em si tal poder que é ele quem DÁ e DISTRIBUI o que tem e o que não há, devíamos pensar no corolário correspondente:  esse governo tem igual poder de RETIRAR ou DEIXAR de DAR. 
Só para lembrar como funciona o "sócial-ismo" e como costuma terminar...
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De Maria a 08.05.2021 às 14:28

Parabéns,  retratar melhor está cambada é  impossível. 
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De AVS a 08.05.2021 às 19:58

Ao longo dos anos que vou acompanhando alguns blogs, tenho percepcionado que este “polvo” corrupto que existe na política tem os seus tentáculos muito profundos. Eliminar (pelo voto, claro) os políticos que aparecem não eliminaria o problema nem numa pequena percentagem. Não passam de robots comandados por quem nem aparece nas notícias… O que me inquieta é simplesmente isto:
-Qual a atitude a tomar para impedir esta degradação continua da sociedade?
Algo que tenho claro para mim é que a culpa deste estado de coisas também é de minha responsabilidade!!!
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De Anónimo a 08.05.2021 às 20:57

Quem não conhecesse bem o país, acharia que a sua descrição era um exagero e uma caricatura da realidade. Infelizmente não é ficção, é este o marasma que se vive. Irremediavelmente.
Perguntaram a Pedro Ferraz da Costa:
_ Portugal, com os seus nove séculos, as mesmas fronteiras, uma só língua, é o quê para si?
_ Um país muito decadente. E podia não ser. _ responseu
( Expresso)
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De Anónimo a 09.05.2021 às 23:33

Pedro Ferraz da Costa? Tenho pena, mas "estragou" o seu comentário!
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De Anónimo a 09.05.2021 às 09:02


A Cimeira Social esteve muito bem, foi uma sensação e teve muitas amenidades ("solidariedade", "digital", "coesão" etc.) que ficam sempre bem e enfeitam qualquer sala.


Pena os frugais que "não vieram ouvir «os nossos valores e o nosso modelo social» de Costa ". 
Se calhar porque já sabem como termina...
Normalmente assim:
" ficámos recentemente a saber que o Governo negociou, em Bruxelas, um conjunto de medidas de austeridade severa que recairão sobre todos nós, e cuja vigência se prolongará muito para além da previsível duração desta legislatura, comprometendo a acção do próximo Governo." - Rui Albuquerque



E lá está, também não podia faltar o remake.  A saber : 
 a austeridade de hoje já tem os futuros culpados e serão, naturalmente, os suspeitos do costume. Só que agora não se vai chamar "austeridade". Isso fica para depois.  

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De João Gil a 09.05.2021 às 14:13

Temos uma maioria sociológica eleitoralmente indigente. Só podia produzir o país e o governo que temos hoje. Um país atrasado em relação aos mais avançados da Europa e do mundo mas governado por vigaristas (políticos) do mais apurado que há na Europa e no mundo. Discurso por discurso e Emanuel por Emanuel, mais vale o nosso. Nós, pimba, nós pimba!..
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De Anónimo a 09.05.2021 às 16:54


A maior parte das pessoas não sabe o que signififca NWO, que estes artistas mistificam como anedótico "governo mundial" para enganar os tolos.

Não é nada disso. NWO é "administração mundial" com uns papalvos eleitos a servirem de administradores-delegados em cada país, e que servem como cortina de ofuscação do que é efectivamente um regime de "protectorado" que se quer mundial. "Ah mas somos soberanos, há eleições..."

Pretende-se o controlo e reporte de todos os recursos/bens e cadeias de valor a "recomendações" e "instituições com carácter internacional" não-eleitas, não-escrutináveis e não-imputáveis com atributos de autoridade sobre povos, e países. As pessoas, são apenas mais um recurso a administrar.

Esta gente quer brincar a fazer engenharia demográfica em larga escala como Estaline.
Já começa a fazer sentido ? Nós já lá estamos.
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De Anónimo a 10.05.2021 às 10:55

João Gil, tem toda a razão, somos a todos os níveis, um país material, cultural e intelectualmente indigente. E por isso estamos onde estamos. Esperar resultados diferentes, aplicando a mesma receita há décadas, já não é só ser pobre, é também ser destituído, ou melhor, uns asnos!!!
Diz o José Mendonça da Cruz:
"Os portugueses que se libertaram das insuficiências do SNS com seguros de saúde (privados) -- que lhes permitem ser atendidos a tempo por hospitais eficientes (privados) "

Pois é este o país que temos, terceiro-mundista e "na cauda da Europa" com um SNS medíocre e o mesmo acontecendo na Educação, na Justiça, nos transportes, nos salários, etc.
Se não fosse a nossa crónica falta de cultura democrática, a nossa obrigação era perguntar: Como é possível «isto» acontecer se Portugal é um país com uma das cargas fiscais mais elevados da Europa, com impostos estratosféricos a ombrear com os países nórdicos, entre os mais prósperos e desenvolvidos?  Seria da mais elementar justiça que a esses impostos também correspondesse um padrão de vida "nórdico" e serviços públicos com elevados padrões de qualidade. Porém, tal não acontece, não há contrapartidas em relação à nossa carga fiscal:  Instituições democráticas sólidas quase em extinção,  Serviços públicos medíocres e não há salários nórdicos (longe disso!). Veja-se o recente estudo do INE sobre a pobreza em Portugal e o desespero das pessoas que trabalham, que não estão desempregadas e mesmo assim não conseguem fazer face às despesas mínimas, indispensáveis!
 

Pergunta-se: o que faz o governo aos impostos dos portugueses?(*) Para onde vão? Como são aplicados os nossos recursos? Ninguém sabe. Não há transparência e ninguém fiscaliza, porque os "organismos" que podiam e deviam fazê-lo estão tomados pelo "poder" impedindo esse escrutínio. 
A "receita" socialista continuará. E nós também continuaremos assim, "pobretes e alegretes".
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De João Gil a 10.05.2021 às 14:33

Infelizmente, meu caro, mas é isso mesmo. Estamos possivelmente 80 anos atrás do resto da Europa, dos países que participaram na II grande guerra. 
Claro que isto também é uma questão de clima...aqui faz sol a maior parte do ano, temos kms e kms das melhores praias da Europa, as nossas mulheres são lindíssimas e temos comida e vinho do melhor para acompanhar..e ainda por cima há uns países que nos mandam uma bazuca de dinheiro para estoirarmos, como de costume nas mesmas coisas de sempre.
Quem é que quer escrutinar ladroes quando a alternativa é esta? A malta anda distraída e anestesiada e percebe-se. Entre ouvir o “javali do Punjab” (sem ofensa, bem entendido) ou a Catarina Martins a reclamar prisão para os administradores das explorações agrícolas de Odemira e todas as suas famílias até à geração do tetravô ou o Dr. Rui Rio (oposição %€&#@...) e o seu representante para a economia que diz “póssamos” em vez de possamos e uma boa praia, boas vistas, boa comida e uns amigos à volta da mesa quem é que preferiria ir escrutinar ladrões. Haja para a cerveja, para um par de chinelos e uns calções e está tudo certo e na santa paz. Saudações democráticas, meu caro. Temos o que sempre quisemos como povo. Não percebo é porque raio houve uns gajos a querem tirar isso da constituição. Mais valia terem deixado lá ficar o desígnio. Rumo ao socialismo. Nós já lá chegámos e não queremos sair do sítio. 




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De Anónimo a 10.05.2021 às 10:58


(cont.)
(*)  Claro que sabemos onde e com quem é gasta a "receita":  a cevar bem as clientelas e distribuir "à socialista" pelos Votantes que se habituaram "ao apoio do Estado". E como vivemos no "socialismo" eles aumentam cada vez mais! Por isso, depois não chega para o "resto"... Para se saber para onde estão a ser canalizados os impostos dos portugueses, basta ler a última crónica da Helena Matos que ela explica com o seu desassombro habitual.


https://observador.pt/opiniao/o-socialismo-e-isto-todos-iguais-todos-pobres-todos-a-mendigar-uma-tarifa/
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De Anónimo a 10.05.2021 às 11:12


"Diz o fado que não é desgraça ser pobre. (...) desgraça é acreditar que não se pode viver doutro modo. E o modo de vida em Portugal é o socialismo mendicante, aquele em que se desistiu de viver melhor." - Helena Matos



Temos uma tributação semelhante à destes países, mas a semelhança pára aí. 
Não fomos sempre assim, mas este conformismo e esta desistência de arriscar que se apoderou de nós são a causa do nosso fracasso. 


"Países Nórdicos: melhores índices de qualidade de vida e bem-estar"

A região, que ocupa os primeiros lugares em rankings de felicidade e bem-estar, é conhecida pelo seu alto índice de desenvolvimento humano, graças ao indiscutível padrão de qualidade de vida dos seus habitantes.
Viver nos países nórdicos significa ter muita segurança e tranquilidade, ensino de altíssima qualidade, assim como nos quesitos saúde e habitação. Para sustentar tudo isso, o cidadão paga altos tributos que fazem com que o Estado garanta, do nascimento até a morte, saúde, licença maternidade, educação, renda mínima, seguro desemprego, aposentadoria e outros direitos, pelos quais se acha justo pagar caro por lá.
A prosperidade dos países nórdicos é expressa em seus números. Mais rico dentre os 5 países, a Suécia tem um PIB de US$511,4 bilhões, segundo dados do FMI de 2016, seguido da Noruega, com PIB de US$370,4 bilhões, Dinamarca com US$306,7 bilhões, Finlândia com US$236,9 bilhões e Islândia, com US$20 bilhão. Juntas, essas cinco economias somaram um PIB de US$1,445 trilhão em 2016!
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De Anónimo a 09.05.2021 às 20:27

As patentes não são roubadas pois tantos americanos como europeus investiram nessas farmacêuticas, talvez já não se lembre da corrida as vacinas iniciada pelo adorado Trump

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