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A importância do Presépio

por João Távora, em 10.12.25

presepio-de-natal-em-lisboa.jpg

Lisboa, com as suas ruas iluminadas e praças enfeitadas, revela nesta época natalícia o pulsar de uma tradição muito portuguesa. Afinal os símbolos do Natal cristão, espalhados pela cidade, não são apenas decorações; são gestos de hospitalidade e convites ao encontro. Como anunciaram os anjos aos pastores em Belém: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade (Lucas 2:14).

Por isso é urgente e decisiva a afirmação dos símbolos cristãos na nossa cidade. A presença do presépio nas casas portuguesas e, fundamentalmente nos espaços públicos de Lisboa, representa uma mensagem universal de esperança e solidariedade, não só para os forasteiros, mas para aqueles que, rendidos ao cinismo, julgam bastar-se a si mesmos.

Num tempo marcado pelo individualismo e laicização, e pela estranheza das múltiplas culturas que vêm procurar uma vida nesta cidade, o presépio surge como um testemunho silencioso, mas eloquente, da importância do Natal. Ora, o Natal é acolhimento. O Menino Jesus convida todos, independentemente da sua etnia ou nação, a partilhar a mesa comum da humanidade, ilustrando que a tradição cristã de Lisboa não exclui, mas sim integra e valoriza a diversidade. Assim, o presépio permanece como sinal vivo de uma cultura que afirmando a centralidade do amor na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Convenhamos que cada figura do presépio relembra, afinal, que o verdadeiro espírito natalício reside na capacidade de abrir o coração ao próximo, de acolher sem distinção e de celebrar a dignidade de cada indivíduo. A esperança de um mundo onde todos têm lugar e recebem do mesmo Amor. “Não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus” (epístola de São Paulo aos Gálatas 3:28).

Num tempo em que a diversidade cultural molda o quotidiano lisboeta, é urgente afirmar de onde vimos para melhor abraçar quem chega… enquanto é tempo. É nessa perspectiva que o presépio, humilde e silencioso, ergue-se como testemunho de uma mensagem universal: o triunfo do amor sobre o egoísmo e a ganância. Por isso há que multiplicar os presépios, dentro e fora das Igrejas, nos adros e nas praças de Lisboa, ou nas montras e átrios dos Centros Comerciais. Acontece que este símbolo, é nascido de uma tradição que exalta a importância do indivíduo como criatura de Deus, única e irrepetível, reflecte uma cultura que soube construir pontes e abrir portas.

Alegram-me as luminosas decorações de Natal que nesta quadra se exibem nas ruas antigas da capital. Se servirem para afirmar a matriz cristã que formou Portugal. Que ela seja capaz de inspirar os sonhos de quem por cá procura um espaço de tolerância e de prosperidade, longe de opressões, fomes, e de guerras.

Afinal de contas os maiores inimigos da Igreja em Portugal, sejam jacobinos ou esquerdistas, sempre foram brancos, licenciados e bem-falantes, com uma pronúncia imaculada.

Na fotografia:  Presépio na Cidade - iniciativa da Igreja dos Mártires

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12 comentários

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De Anónimo a 11.12.2025 às 11:29

Se Jesus nascesse hoje, muito provavelmente aparecia uma (CPCJ) Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, agarravam no Menino Deus e atiravam-no para a guarda de uma  Instituição qualquer, pois num Estado de Direito(1), as crianças não podem nascer em mangedouras.


Ainda bem que Deus, Escrevendo direito por linhas tortas, só deixou que essas Comissões aparecessem bastante mais tarde.




(1) - Houve ou haverá um estado que não seja de direito (?)







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