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Lisboa, com as suas ruas iluminadas e praças enfeitadas, revela nesta época natalícia o pulsar de uma tradição muito portuguesa. Afinal os símbolos do Natal cristão, espalhados pela cidade, não são apenas decorações; são gestos de hospitalidade e convites ao encontro. Como anunciaram os anjos aos pastores em Belém: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade (Lucas 2:14).
Por isso é urgente e decisiva a afirmação dos símbolos cristãos na nossa cidade. A presença do presépio nas casas portuguesas e, fundamentalmente nos espaços públicos de Lisboa, representa uma mensagem universal de esperança e solidariedade, não só para os forasteiros, mas para aqueles que, rendidos ao cinismo, julgam bastar-se a si mesmos.
Num tempo marcado pelo individualismo e laicização, e pela estranheza das múltiplas culturas que vêm procurar uma vida nesta cidade, o presépio surge como um testemunho silencioso, mas eloquente, da importância do Natal. Ora, o Natal é acolhimento. O Menino Jesus convida todos, independentemente da sua etnia ou nação, a partilhar a mesa comum da humanidade, ilustrando que a tradição cristã de Lisboa não exclui, mas sim integra e valoriza a diversidade. Assim, o presépio permanece como sinal vivo de uma cultura que afirmando a centralidade do amor na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Convenhamos que cada figura do presépio relembra, afinal, que o verdadeiro espírito natalício reside na capacidade de abrir o coração ao próximo, de acolher sem distinção e de celebrar a dignidade de cada indivíduo. A esperança de um mundo onde todos têm lugar e recebem do mesmo Amor. “Não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus” (epístola de São Paulo aos Gálatas 3:28).
Num tempo em que a diversidade cultural molda o quotidiano lisboeta, é urgente afirmar de onde vimos para melhor abraçar quem chega… enquanto é tempo. É nessa perspectiva que o presépio, humilde e silencioso, ergue-se como testemunho de uma mensagem universal: o triunfo do amor sobre o egoísmo e a ganância. Por isso há que multiplicar os presépios, dentro e fora das Igrejas, nos adros e nas praças de Lisboa, ou nas montras e átrios dos Centros Comerciais. Acontece que este símbolo, é nascido de uma tradição que exalta a importância do indivíduo como criatura de Deus, única e irrepetível, reflecte uma cultura que soube construir pontes e abrir portas.
Alegram-me as luminosas decorações de Natal que nesta quadra se exibem nas ruas antigas da capital. Se servirem para afirmar a matriz cristã que formou Portugal. Que ela seja capaz de inspirar os sonhos de quem por cá procura um espaço de tolerância e de prosperidade, longe de opressões, fomes, e de guerras.
Afinal de contas os maiores inimigos da Igreja em Portugal, sejam jacobinos ou esquerdistas, sempre foram brancos, licenciados e bem-falantes, com uma pronúncia imaculada.
Na fotografia: Presépio na Cidade - iniciativa da Igreja dos Mártires
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