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A História repete-se

por Jose Miguel Roque Martins, em 24.01.22

Enquanto estamos distraídos com a Covid e as eleições, a crise da Ucrânia, continua a aprofundar-se: hoje, Os EUA e o Reino Unido, começam a repatriar as famílias dos diplomatas.

A “solução” encontrada pelo Ocidente, a ameaça da mãe de todas as sanções económicas, não parece impressionar a Rússia, que continua a fazer exigências esdrúxulas no quadro do direito internacional: a desmilitarização de vários países. Nenhuma avaliação de risco parece justificar os “receios” Russos: a única realidade conhecida ( para além dos países receosos de uma invasão directa como a Ucrânia e a Polónia) é a da relutância em aumentar os orçamentos de defesa e uma total falta de indícios que a Europa deseje a guerra com o seu vizinho Euro asiático. O argumento da histórica paranóia Russa, pode ser verdadeiro, mas não pode ser alimentado. 

A NATO, segundo consta, até recomenda o anuncio de resistência militar. Os políticos, porem, são de outra opinião, provavelmente condicionados pelo que considerem ser conflitos politicamente aceitáveis para o seu eleitorado.  A demonstração de fraqueza do Ocidente, a manifesta falta de vontade de lutar e defender um país soberano, não me parece que venha aumentar a segurança colectiva. Pelo contrario, vai promover o incentivo a novas agressões. Hoje são "eles", mas no futuro poderemos ser nós. 

Putin,  encontrou tamanha fraqueza, que já foi longe demais. Será difícil, depois de ficar evidente estarem escancaradas as portas da Ucrânia, nada fazer, se não conseguir concessões. Declarações de Biden, sugerem mesmo que a solução passe por um ataque limitado Russo. Morrem umas dezenas de milhar de pessoas, anexam-se mais uns territórios, o Ocidente perde prestigio, impõem-se umas sançõezitas, fica a ideia de que a Rússia (  a China?) pode fazer como Jack o estripador, ir resolvendo o problema por partes.

Vi este fim de semana um filme, aliás fraco, sobre a crise dos Sudetas, que apresenta Chamberlain como um visionário consciente da guerra inevitável que, com o sacrifício da Checoslováquia, apenas pretendeu com a paz de Munique, ganhar o tempo necessário para que o Reino Unido se preparasse para a Guerra.

Parece que a história se repete e que nunca se aprende nada.



5 comentários

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De Jorge a 24.01.2022 às 10:59

Putin sabe do estado de saude de joe biden e da falta de coragem da Ue e sente se a vontade. As tvs não mostram mas vejam os videos da algumas conferências imprensa nos Eua em que se vê Biden a falar, de repente esquece se do que estava a dizer, começa a balbuciar....perde se no raciocino. É triste mas Biden está doente e tudo faz conta que não se passa nada
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De balio a 24.01.2022 às 12:27


É triste mas Biden está doente


Ronald Reagan também estava e ainda hoje a sua presidência é muito louvada por alguns.
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De balio a 24.01.2022 às 11:02


a manifesta falta de vontade de lutar e defender um país soberano


Eu não tenho vontade absolutamente nenhuma de ir defender um país estrangeiro na outra ponta da Europa.


Nem vontade nem obrigação, dado que esse país não está em aliança militar com Portugal.



E ainda com menos vontade fico quando observo que esse país não se cansa de fazer desafios ao seu vizinho e potencial agressor. Em vez de procurar apaziguar a situação e promover boas relações, parece querer o mais possível agravá-la. Isso é maneira razoável de agir de um país que não deseja ser invadido?
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De Jose Miguel Roque Martins a 24.01.2022 às 12:48

nem vontade nem interesse


Eu também não tenho vontade, mas interesse parece-me ser obvio e superior á falta de vontade. 
Já para não referir que uma posição forte poderia impedir qualquer invasão. 
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De balio a 24.01.2022 às 15:11


(1) Eu não escrevi a palavra "interesse" no meu comentário.


(2) Não vejo qualquer interesse em procurar evitar uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia... entrando também nessa guerra. Se eles se querem guerrear façam-no, mas nós não temos nada que nos metermos na guerra também. Não se acaba uma guerra entrando nela.



(3) Não vejo qualquer interesse em procurar impedir uma invasão. Há neste mundo muitas fronteiras mal desenhadas e, se os países em questão quiserem redesenhar essas fronteiras através da guerra, isso é problema deles. Nós nada temos a ver com isso.

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