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A (fraca) esperança da cura medica em Abril

por Corta-fitas, em 25.03.20

A vacina contra o Covid 19 está a mais de um ano de ser uma realidade. O desenvolvimento de um novo medicamento, não deverá acontecer tão cedo.

A grande esperança para podermos contar com um medicamento que alivie a gravidade da epidemia, serão drogas já existentes e que se mostrem eficazes no combate a uma doença para a qual não foram desenhadas.

A OMS lançou há uns dias um programa a que chamou Solidariedade, em que participantes em todo o mundo integrarão um gigantesco conjunto de ensaios clínicos.

São apenas 4 os medicamentos que são considerados, como verdadeiramente promissores.

REMDISIVIR

 Um medicamento falhado para o seu alvo original (Ebola), apresenta como referencias estudos laboratoriais e em animais de 2017, que comprovou a sua valia nos coronavírus que provocam a SAERS e MERS. Existem dois relatos de cura em doentes dados como terminais. Estão já em curso 6 testes clínicos, sendo que um deles ( doentes graves) deverá apresentar conclusões no dia 3 de Abril.

CLOROQUINA E HIDROXICLORAQUINA

Incluindo neste programa sobretudo pela publicidade que recebeu por parte de Trump gerando a necessidade de esclarecer a sua real valia. Tem um elevado nível de toxicidade e para além de um estudo com aparentes bons resultados, numa amostra muito reduzida que mereceu criticas dos especialistas, já foi considerado pouco ou nada eficiente noutro pequeno estudo realizado.

RITONAVIR/LOPINAVIR

Um medicamento desenvolvido para combater a HIV, foi testado com sucesso para a MERS em Saguis, embora tenha produzido resultados ambíguos em seres humanos, quer com MERS quer com SARS. O primeiro ensaio clinico contra o Covid 19, realizado num grupo de 199 pacientes reportado em 15 de Março, não validou o seu valor, mas os médicos alertam que a alta gravidade da condição dos pacientes não descarta a possibilidade da sua eficácia em estádios menos grave da doença.

Rironavir/lopinavir e interferon-beta

Uma variante do tratamento anterior que está a ser testada na Arabia Saudita para infectados com MERS.

Quase outros 100 medicamentos, como o Avigan/favipiravir ou Kevsara, estão, também, em ensaios clínicos fora do programa da OMS.

A falta de pistas verdadeiramente promissoras (com eventual exceção do REMDISIVIR) leva ainda a olhar para o passado e repristinar técnicas medicas caídas em desuso com as vacinas, como a transfusão de sangue de pacientes que tenham anticorpos formados em doentes infectados. Não será uma solução universal, mas poderá ser potencialmente útil em casos pontuais.

Certo é que, até Maio deveremos saber se podemos (ou não) contar com ajuda medicamentosa no combate e controlo da epidemia no curto prazo.

Depois das tentativas mais auspiciosas, encontrar um medicamento que já exista e seja eficaz, tornar-se-á cada vez menos provável.

Restará sempre o milagre do sempre imprevisível génio humano (leia-se iniciativa privada).

José Miguel Roque Martins
Convidado Especial*

* As opiniões manifestadas nos textos de convidados com a assinatura "Corta-fitas" só comprometem os seus autores.



2 comentários

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De Anónimo a 25.03.2020 às 21:39


Desconhecido Convidado Especial,
Não perca tempo com Cinderellas e Lobos maus.

Há uma regra em Medicina: as grandes descobertas são, de início, coisas sem (ou com pouco) crédito.
V.g., as sulfamidas (derivadas de mordentes de tinturaria) agora são consideradas fármacos essenciais. Porque houve, no início, um trabalho médico que mostrou a cura de nove mulheres com sépsis puerperal — que ainda hoje mata que se farta. Não houve estudos estatísticos. Não houve ensaios com 20.000 doentes. Houve a Verdade.
cumprimenta,
ao
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 25.03.2020 às 23:43

HIDROXICLORAQUIN. A hidroxiclorochina com ou sem azitromicina já obteve resultados significativos em vários ensaios e em documentados casos específicos.
Nos EUA este remédio contra o paludismo não é aprovada pela autoridade de Saúde.
Por cá 10 comprimidos custam pouco mais que um Euro!.
Será que no caso de se provar ser uma droga eficaz nos casos de doentes com o virus da China -em comprovados testes clínicos- os laboratórios mudam-lhe o nome e multiplicam o preço?.  

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