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A fobia em relação às grandes empresas

por henrique pereira dos santos, em 25.07.24

"A paisagem empresarial portuguesa permaneceu essencialmente fragmentada e dual. É verdade que se tornou mais concentrada, mas não em favor das maiores empresas e sim das de dimensão média, correspondendo apenas a uma diminuição incompleta da fragmentação e da dualidade: as pequenas unidades continuaram a marcar a paisagem empresarial, mas em menor grau do que no início do período. Quanto às empresas grandes e muito grandes, continuaram a ter um peso diminuto".

A citação é de um livro de Luciano Amaral, “O impacto do grupo CUF na economia portuguesa em 1973”, 2024, que tem um excelente prefácio de Vítor Bento, de onde retiro a segunda citação (simplificada por mim para ficar mais clara a ideia central que me interessa destacar):

"a hostilidade aos lucros, ao capital e à sua acumulação, bem como às grandes empresas ou grupos empresariais ... continua a marcar a superestrutura ideológica da vida política que subjaz às políticas públicas. Do que resulta uma estrutura empresarial assente em microempresas – que captam 44% do emprego das sociedades não financeiras, contribuindo com 22% do VAB correspondente –, onde as grandes empresas ... absorvem apenas 22% do emprego ... e contribuem com 35% do VAB do sector não financeiro. Não admira, pois, que esta estrutura empresarial não deixe descolar a produtividade ... e seja uma pesada âncora para os baixos salários".

Quando Mariana Mortágua ou Paulo Raimundo falam de lucros milionários, e se insurgem com o impacto da redução no IRC no aumento dos juros que vão para os bolsos dos accionistas, não há jornalista nenhum que lhes pergunte qual é a rendibilidade do capital que acham razoável.

As empresas, quando apresentam as suas contas, contribuem para esta conversa ao falar sistematicamente nos valores absolutos dos seus lucros, sem os relacionar com os capitais investidos.

Dizer que o sector bancário aumentou os seus lucros (Lucros dos bancos subiram 33% para 1,2 mil milhões no arranque do ano) deixando referências para a rendibilidade dos capitais próprios  para o fim das notícias, sem relação com a sua evolução, não faz o menor sentido.

O habitual saco de pancada deste populismo de esquerda, o grupo de Jerónimo Martins, tem rendibilidades de capitais próprios interessantes, mas falar dessas rendibilidades em vez de falar do valores absolutos dos lucros não dá nenhum título de jornal, nem nenhum voto, porque não são extraordinários.

Tal como comparar os ordenados e apoio social dos trabalhadores dos caixas de supermercado da grande distribuição com o dos trabalhadores das pequenas mercearias de bairro não tem qualquer interesse para os jornalistas, apesar dessa comparação ser extraordinária na demonstração de como as grandes empresas tratam muito melhor os seus trabalhadores (e também os capitais dos donos) que as pequenas e micro-empresas (para já não falar dos seus clientes).

E, no entanto, continuamos a olhar para as grandes empresas com base no mito marxista de que o lucro é o roubo da mais valia criada pelo trabalhador, em grande parte porque a imprensa e a sociedade insistem em histórias da carochinha, como dizer que os grandes grupos económicos, as sete famílias, em 1973, dominavam totalmente a economia de Portugal, quando realmente representavam cerca de 10% da economia, e o que o 25 de Abril fez foi destruir capital, de que ainda não recuperámos totalmente.

Meus caros, do que precisamos é mesmo de grandes empresas e da possibilidade de uma micro-empresa poder passar a uma pequena empresa, depois para média empresa, depois grande empresa e, se tiver unhas, vir a ser uma multinacional de sucesso.

Continuar a alimentar o mito de que o lucro é o roubo da mais valia do trabalhador, sistematicamente atacado com base no populismo de esquerda que consiste em falar de "lucros milionários", "economia de casino" e outras patetices só tem o resultado que conhecemos: baixos salários e uma economia pouco interessante, pouco criativa e pouco remuneradora de trabalho e capital.


20 comentários

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De Manuel da Rocha a 25.07.2024 às 12:30

Da JM é curioso que você não falou do mais importante, que está no relatório e contas: "Alínea 17.333.628.11 - Pagamentos para PPR/PPE de corpos gerentes, durante o ano de 2023 - 183635902 €". 
Sim, a JM pagou 183 milhões de euros para PPR e PPE dos seus dirigentes (inclui os 27 milhões do CEO e os 15 milhões do líder de marketing). Ao mesmo tempo,.nas outras despesas com pessoal, o valor é de 4,33 milhões de euros para prémios de desempenho de funcionários gerais, assim como 59,16 milhões para os dirigente. Nota a diferença? Para 21982 funcionários a empresa "ofereceu" 4,33 milhões. Para 48 dirigentes "ofereceu" 243 milhões de euros. E isto já passando por cima dos 16,53 milhões de euros que gastaram com seguros de saúde (quase totalidade para membros directivos). 
É por isso que a JM hoje afundou na bolsa. É que ninguém ouviu o CEO a explicar se os PPR e os prémios vão descer 34% ou se serão pagos como foram em 2023. É que se se mantiverem, a JM vai ver os lucros despenharem-se mais de 60%, em relação a 2023, no final do ano. 
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De henrique pereira dos santos a 25.07.2024 às 15:45

Obrigado por demonstrar o que está escrito no post
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De Anonimus a 26.07.2024 às 00:19

Que é...
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De Silva a 25.07.2024 às 12:54

"Meus caros, do que precisamos é mesmo de grandes empresas e da possibilidade de uma micro-empresa poder passar a uma pequena empresa, depois para média empresa, depois grande empresa e, se tiver unhas, vir a ser uma multinacional de sucesso."


Isso é muito fácil de ser dito ou escrito, já empreender legalmente, repito, legalmente, torna-se cada vez mais difícil devido às múltiplas restrições existentes e que tenderão a aumentar no futuro e que deverão continuar a bloquear o futuro das pessoas e do país.
Insisto, é necessário implementar, rapidamente e em força, reformas estruturais a começar, repito, a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais.
É extraordinariamente difícil uma micro-empresa crescer, já se houver menos restrições, tornar-se-á extraordinariamente acessível potenciar milhões de micro-empreendedores que obterão lucros que serão aplicados em novos reinvestimentos nos mesmos negócios e/ou novos negócios e empresas de maior dimensão e assim sucessivamente, formando uma pirâmide de empresas, ou seja, para haver multinacionais e grandes empresas é necessário haver uma base de sustentação enorme de pico, nano, micro, mini, pequenas, médias empresas abaixo delas. Só assim haverá suficiente capital próprio para ser aplicado; o capital alheio (geralmente com recurso a financiamento bancário é útil mas impossível de chegar a todo o lado sem haver aumento dos riscos para os bancos e consequentemente para todo o sistema bancário, financeiro e económico de todo o país.

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De Silva a 25.07.2024 às 13:05

"o grupo de Jerónimo Martins, tem rendibilidades de capitais próprios interessantes"
O grupo JM (assim como outros similares) é altamente beneficiado pelas restrições existentes que criam elevadas barreiras à entrada de novos empreendedores, ou seja, pagar o salário mínimo é relativamente acessível para a JM, mas para uma PME torna-se extremamente difícil.
Assim, é mais fácil obter boas rendibilidades com a pouca concorrência existente. 

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De henrique pereira dos santos a 25.07.2024 às 15:46

A Jerónimo Martins não paga o salário mínimo a ninguém
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De Silva a 25.07.2024 às 18:49

Obrigado por reforçar o meu ponto de vista.
A JM consegue mesmo pagar mais que o salário mínimo e a sua rendibilidade não se ressente.
Uma PME terá muitas dificuldades e os que querem iniciar negócio ainda terão muito mais porque essa barreira à entrada é cada vez maior à medida que os anos passam e o salário mínimo aumenta nominalmente.
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De henrique pereira dos santos a 26.07.2024 às 08:20

Confesso que não entendo a sua questão. Se uma empresa paga melhor, tem preços mais baixos e cumpre as suas obrigações sociais, qual é o problema de outras empresas, que pagam pior, não tem melhor serviço e foge às suas obrigações sociais, ir à falência?
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De Silva a 26.07.2024 às 11:22

Presumo que não entenda de economia, por isso, tem dificuldades de raciocínio lógico na área da economia que depois não consegue interligar convenientemente com as outras  áreas da sociedade. Eu também não entendo de medicina "avançada", por isso, não consigo raciocinar como o Dr. House nessa área.
A JM emprega à volta de pouco mais de 35 mil pessoas em Portugal, ora o país tem 10 milhões de pessoas, aí umas 6 milhões se considerarmos a população activa, ou seja, é preciso que haja centenas de milhar de empresas senão mesmo mais para absorver toda a mão-de-obra existente (sejam elas como empreendedores ou trabalhadores por conta de outrem).
Não esquecer, que muitos tiveram que emigrar e muitos estão na função pública porque não há vontade/coragem política de implementar reformas estruturais que os ponham fora. Também existem muitos que não são funcionários públicos formalmente mas que na prática são: trabalham em associações, fundações, institutos, observatórios, misericórdias, etc.
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De Anonimus a 26.07.2024 às 11:36


É preciso avaliar, em termos de mão de obra, não só quantas pessoas o grupo JM emprega directamente, mas também quantos empregos gera através de empresas subcontratadas. A importância da JM irá para lá dos seu empregados.


"Uma PME terá muitas dificuldades e os que querem iniciar negócio ainda terão muito mais porque essa barreira à entrada é cada vez maior à medida que os anos passam e o salário mínimo aumenta nominalmente."



Confesso que não percebo a ligação desta frase com a resposta "qual é o problema de outras empresas, que pagam pior, não tem melhor serviço e foge às suas obrigações sociais, ir à falência?". Assume-se que a PME terá dificuldades porque tem mau serviço e foge às obrigações?
As PME têm dificuldades iniciais porque, à partida não terão mercado, e têm dificuldades de acesso a capital, algo que não aflige os grandes empresários (mesmo os Vieiras) do burgo. Algo que se torna mais grave com uma justiça ineficiente no que toca a cobrança de dívidas, e com uma banca relutante (depois inventam os bancos de fomento) em emprestar a quem não tem garantias próprias (a não ser que sejam palheiros... sendo que créditos por cobrar não contam, a não ser por alguns).
Mas isto sou eu que não creio a 100% na mão invisível, nem tenho conhecimentos extensos de economia e gestão empresarial, deixo a refutação para quem domina
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De Silva a 26.07.2024 às 12:47

Falências, insolvências ou mesmo fecho voluntário das empresas sempre haverá todos os dias. Criar novas empresas também haverá todos os dias. Isso é o normal em qualquer economia "normal".
Passa a haver problema quando fecham muito mais empresas do que abrem, ou seja, é uma das razões porque o interior está despovoado, simplesmente não há condições de para as pessoas permanecerem por lá, principalmente se tiverem alguns objectivos de vida tanto a nível de constituir família como ao nível económico-financeiro.
O principal promotor do "encerramento do país" são os governos/políticas socialistas que conseguem causar um elevado nível de destruição muito rapidamente.
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De Silva a 26.07.2024 às 12:45

Falências, insolvências ou mesmo fecho voluntário das empresas sempre haverá todos os dias. Criar novas empresas também haverá todos os dias. Isso é o normal em qualquer economia "normal".
Passa a haver problema quando fecham muito mais empresas do que abrem, ou seja, é uma das razões porque o interior está despovoado, simplesmente não há condições de para as pessoas permanecerem por lá, principalmente se tiverem alguns objectivos de vida tanto a nível de constituir família como ao nível económico-financeiro.
O principal promotor do "encerramento do país" são os governos/políticas socialistas que conseguem causar um elevado nível de destruição muito rapidamente.
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De Silva a 26.07.2024 às 13:02

"Se uma empresa paga melhor, tem preços mais baixos e cumpre as suas obrigações sociais"
As "obrigações sociais" , os tais descontos para a Segurança Social, são imposições do Estado, são impostos.
A verdadeira obrigação social das empresas é o de obter um lucro suficiente (rendibilidade acima do custo do capital), para poder ter mais chances de sobrevivência e assim poder disponibilizar produtos e serviços, gerar empregos e oportunidades, produzir inovação e conhecimento, seja tecnológico ou de qualquer outro nível.
Convém que o lucro suficiente, tenha que ser "conquistado" e não "atribuído", ou seja, é preciso que haja uma verdadeira concorrência empresarial e para isso é preciso eliminar as barreiras à entrada de novas empresas.




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De Anonimo a 26.07.2024 às 00:12

Não?
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De Anonimus a 26.07.2024 às 11:38


Desconheço a política salarial da JM. Nem se é homogénea a nível nacional.

 Nunca para lá mandei CV, nem participo em reuniões de accionistas. Se a conhece, e a divulga, ainda nem que assim é, é bom ver quem paga acima do SMN.
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De Silva a 25.07.2024 às 13:21

"não há jornalista nenhum que lhes pergunte qual é a rendibilidade do capital que acham razoável."
A comunicação social e os jornalistas simplesmente ocultam e manipulam informação. Já há décadas que deixou de ter credibilidade.
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De Silva a 25.07.2024 às 14:20

"não há jornalista nenhum que lhes pergunte qual é a rendibilidade do capital que acham razoável."
A rendibilidade do capital tem que ser superior ao custo do capital.

Mas, na minha opinião não chega, pois lucros contabilísticos são uma coisa, já lucros "reais, verdadeiros ou morais" são outros.

Vejamos:
Vender armas a um inimigo que nos queira matar é simplesmente idiota, ou seja, os lucros contabilísticos não nos serviriam para nada.
O mesmo se aplica a fazer negócios com os inimigos, ou seja, vender produtos e serviços a inimigos como Mortáguas, Raimundos, Costas, etc. não nos proporcionam lucros "reais, verdadeiros ou morais", pois permite-se a sobrevivência dos inimigos que não terão nenhum problema em nos atacar.

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De Filipe Costa a 25.07.2024 às 15:36

Off the record. Podia comentar este comentário?
https://observador.pt/opiniao/as-politicas-de-prevencao-de-incendios-florestais-na-ue/



Obrigado.
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De Anonimus a 27.07.2024 às 11:55

A JM perdeu 16٪ do seu valor em bolsa. Mesmo com lucros, dividendos, etc.0p Existirá uma explicação científica. 

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