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A festa de anos da República

por João-Afonso Machado, em 05.10.20

VÁRIAS BANDEIRAS.jpg

Neste momento, estão eles amorosamente festejando-se para dentro. Com uma dúzia de convidados oficiais e a banda da GNR. Este ano até o Covid lhes deu o pretexto para justificarem umas comemorações sempre desprovidas de populares.

E tentam explicar-se: que a República veio para corrigir os desacertos económicos e financeiros do País... Como se vê, cento e dez anos depois.

A República - assim sustentava Vasco Pulido Valente - veio para satisfazer as ambições da grande burguesia citadina. Ante a apatia das gentes campesinas. Veio - porque às tropas de Lisboa, profundamente infiltradas, importou sobretudo o medo. E chegou mas nunca parou de se destruir, a si própria, tantos os desastres ocorridos neste último infeliz século.

Assim a II República (48 anos) quis autocraticamente pôr cobro à ditadura parlamentar e ao terrorismo de rua da I Républica (16 anos). Assim a III República (quase 47 anos) quis descolonizar, democratizar e desenvolver.

Os resultados vão estando à vista. Para não continuar, actualmente há que julgar (eventualmente condenar) os magistrados que nos julgam a nós... Isto, exemplificando apenas, é claro.



6 comentários

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De Vasco Silveira a 05.10.2020 às 12:54

caro João


Apreciei muito o que escreveste, com a sempre perspicaz leitura de VPV, mas , vendo as tendências que os números geralmente apresentam, fico desanimado:
_ A república jacobina (I) durou 16 anos
_ A república nacional (II) durou 48 anos
_A república sem história, se a progressão se mantiver em três vezes a duração da anterior, durará ...144 anos! Mais 97 anos!
Pobres dos nossos filhos, netos,... Pobre Portugal


um abraço, de um maníaco das progressões geométricas


Vasco 
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De João-Afonso Machado a 05.10.2020 às 12:57

Um abraço Vasco.
Aplica essas progressões à continuidade do Ideal....


João-Afonso
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De Anónimo a 05.10.2020 às 13:02

Não desanime, Vasco! Olhe que esta república (com miníscula) de pigmeus tem os dias contados.
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De Anónimo a 05.10.2020 às 13:09

E acrescento este extracto de um poema de Joaquim Paço d'Arcos (sobre esta lll república)

Legais a vossos filhos um Portugal pigmeu,
Um Portugal em miniatura,
Um Portugal de escravos
Enterrado num caixão d’apodrecidos cravos!
Ó tristes capitães ufanos da derrota,
Ó herdeiros anões de Aljubarrota,
Para vossa vergonha e maldição
Vossos filhos mais tarde ocultarão
Os vossos apelidos d'ignomínia...
Ó bastardos duma raça de heróis(...)








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De Anónimo a 05.10.2020 às 14:38

a república por Manuel Brito Camacho
« a merda é a mesma, mudaram as moscas »
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De José Carlos Menezes a 06.10.2020 às 21:00


Falemos de um reino que em 1215 propôs ao Rei uma Carta que limitava os poderes reais e dava garantias de liberdade aos cidadãos, incluindo a presunção de inocência.
Este mesmo reino aboliu os privilégios aristocráticos aí por 1640 durante um reinado conflituoso de um Rei de nome Carlos II que sucedeu a uma república sangrenta de Cromwell.
Fez pela primeira vez, em 1689 (100 anos antes da Revolução Francesa), um parlamento onde todos os homens votavam, por acaso por círculos uninominais e por maioria relativa que ainda hoje se mantém.
Um reino que por duas vezes interveio em guerras na Europa Continental, justamente para a libertar de ditadores imperialistas: Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler.
Um reino que se afastou de uma União Europeia porque esta tinha um parlamento eleito sem poderes legislativos, sendo esse poder entregue a uma nomenklatura de líderes sem representação democrática.
Esse reino não é com certeza Portugal nem França. É o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte onde existe um monarca que tem o apoio de 90% da população. Representa aquele sentimento ecológico de olharmos para o passado e para o futuro, representados pela linha sucessória. Dá aos cidadãos o sentimento de que o futuro existe e é necessário protege-lo.
Não importa que haja uma família com direitos e deveres especiais do resto dos cidadãos. É apenas uma. Mas garante a união e preserva o futuro.

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