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Quem me acompanha sabe que não me revejo nas alternativas da direita populista. Ainda que muitas delas identifiquem problemas reais e concretos, as respostas que oferecem não os resolvem: limitam-se a explorar a frustração, o ressentimento e o medo, sem apresentar soluções consistentes ou responsáveis.
Mas rejeitar a direita populista não me aproxima, automaticamente, de uma esquerda que considero hoje moralmente falida. Pelo contrário.
A atitude, ou, mais precisamente, a ausência dela, face aos acontecimentos recentes no Irão é talvez a demonstração mais clara dessa falência. Se existisse uma esquerda minimamente decente, o Irão seria uma causa óbvia e inescapável: um povo que, sob risco real de prisão, tortura ou morte, luta pela liberdade, pelos direitos das mulheres e contra uma teocracia violenta que não só oprime internamente como procura exportar o seu modelo através do terror.
No entanto, essa esquerda prefere o silêncio cúmplice. Os ativistas das flotilhas simbólicas ou dos tapetes vermelhos de Los Angeles revelam-se incapazes de se comprometer com uma causa que exige coragem moral e coerência intelectual. A cegueira ideológica e um ódio profundo à sociedade aberta, da qual paradoxalmente beneficiam, tornam-nos incapazes de reconhecer vítimas reais quando estas não se encaixam no seu mapa mental do mundo.
Não é apenas hipocrisia. É degradação moral em estado puro.
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