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A felicidade de não ser de Esquerda permite-me, em toda a minha liberdade interior, ajuizar um pouco sobre os resultados eleitorais de ontem. A saber:

- Passámos anos e anos a gozar com o nosso Célito, mas a verdade é que ele ganhou esmagadoramente. A grande maioria dos portugueses gostou dele - e em número que, olhando para um lado e para outro, permite concluír, Marcelos foi votado à esquerda e à direita;

- Depois o banho levado por Ana Gomes, pelo PCP e pelo BE. A Esquerda toda, afinal uma minoria - mas sempre heróica, chamando logo a si o feito de ter afastado o «perigo da extrema-direita»;

- Ou seja, o Chega!, a tal extrema-direita na falácia esquerdista. O populismo, a xenofobia, uma série mais de estigmas que lhe vão lançando para cima. O tal fantasma que a Esquerda tem de agitar, porque sem encher de medo os cidadãos breve morre no marasmo político;

- Ocorre, porém, o Chega! é um partido sem ideário que apenas diz alto na rua o que as pessoas bichanam em casa. É, fatalmente, um caso passageiro, um protesto. Daí o seu sucesso no Alentejo, à frente das hostes comunistas. E daí as muitas dezenas de pessoas que ouvi, profundamente desencantadas com a inépcia do CDS e do PSD, com todos os caprichos da Geringonça, entusiasmadas agora com a alternativa Chega!

- Gente absolutamente normal, séria e educada - e como tal não especialmente veneradora de António Costa - afinal de contas, o verdadeiro pai (incógnito) do Chega! 



13 comentários

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De Olympus Mons a 25.01.2021 às 13:28

E joão Afonso... está errado.
Não perceber o que é o chega! torna-se só estranho. O partido colmata uma pecha estranha no espectro politico português. Agora sim, somo normais.
Num país de free-riders e collaborators afinal afia Punisher.  Aleluia!
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De Anónimo a 25.01.2021 às 16:41

Incluo-me nesse último grupo. E posso dar o meu testemunho. Nunca fui radical em toda a minha vida, sempre me identifiquei com a direita dita moderada, ao centro, e foi nela que sempre votei até ao dia de ontem.  Mas deixei de me rever no actual partido e na frouxa liderança dessa área política, por considerar que não soube ou não quis (por erro de cálculo, por indefinição e uma  clamorosa falta de estratégia) enfrentar e fazer oposição aos sucessivos erros desta governação e aos extremismos alimentados pelo cálculo frio de Costa para sua conveniência e proveito.
 O meu voto, ontem, no Chega foi, não apenas para marcar a minha revolta revolta e descontentamento, mas um acto reflexo, um misto de justicialismo e de "révanche", arriscando jogar o mesmo jogo com as novas e actuais regras impostas, com o uso das mesmas armas e regras do "absoluto" e "radical" que não conhece moderação nem meios-termos. Quem com ferros mata...Ficou claro que resultou ontem na implosão da esquerda radical!
Que A.Costa tome boa nota disso.
Como diz J. Nogueira Pinto, vivemos o tempo da agitação e imoderação, da denúncia e do protesto: é a fase de antítese. É necessária para que tenha efeitos e consequências e se possam corrigir os excessos e se caminhe para a fase da síntese, o período de reflexão e de acalmia de que estamos tão precisados.
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De marina a 25.01.2021 às 17:34

Costa só será pai do Chega enquanto braço direito do Zézito socras ,  que mais uma vez conseguiu que fosse outro a levar com as culpas  do que ele fez -:) 
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De Anónimo a 25.01.2021 às 17:52


Sim, voto em A. Ventura não foi voto em A. Ventura como se constatará. Tal como em 2016 voto em Mariza não foi voto em Mariza como se constatou.

E muitos outros votos de este teor quer em presidenciais quer em legislativas.

São os únicos votos contra que o sistema eleitoral permite, além da abstenção.
São votos, sim, mas essencialmente são votos não-PS e não-PSD. Afinal esta é a única forma que o eleitor atento tem de dizer não, aos que se perpetuaram e perpetuam, abusivamente e abusando, no exercício do poder político.
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De Anónimo a 25.01.2021 às 22:50

Estas eleições foram tudo menos uma verdadeira luta entre potenciais "Presidenciáveis". Porque de facto, nenhum candidato tinha dimensão, preparação e alguns nem estaleca para ocuparem tal cargo. Apenas estavam a testar-se ou a tentar fixar o eleitorado dos seus partidos. 
A excepção era realmente MRS a anos-luz de distância e por isso, não tendo adversários à altura,  não houve uma disputa entre titãs como noutros tempos.
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De Robinson Kanes a 25.01.2021 às 18:07

Sou apartidário... Não votei (eu sei que fica bem dizer que se votou, e pelos vistos toda a gente o fez, mas a abstenção foi o que foi). Além disso ainda me faz impressão que em pleno século XXI se fale em direita e em esquerda.


A grande vencedora da noite foi a abstenção. Essa é abstenção que nos deve preocupar. Essa é aquela que, um dia acordada, se pode levantar e colocar uma verdadeira extrema-direita no poder. O CHEGA existe, e não sou partidário do mesmo, mas também não sou louco de ver um Hitler em André Ventura. Aliás, Ventura adoptará agora outro discurso, mais calmo e tranquilo. Se o fizer, é aí que os grandes anti-fascistas (ou anti perda de regalias que julgavam ter para sempre?) terão de se focar e deixar as esganiçadelas. Se existe um CHEGA cada vez mais forte, os culpados somos nós, foi assim que se criou um Bolsonaro e um Trump... Regurgitamos liberdade a torto e a direito mas não sabemos realmente aproveitar a mesma... Os que a regurgitam são os que querem ilegalmente "eliminar" meio milhão de cidadãos... Estranha liberdade esta, sobretudo a deles que não tem limites... E assim vão destilando ódio e alimentando um alegado monstro que dizem existir... E parecendo todos inteligentes, se vão esquecendo que em Marcelo, em Ventura, em Trump até e outros tantos, só seguiram aquilo que lhes foi colocado à frente do televisor pelos tais que criam personagens mas também as retiram... Marcelo sobrevive, porque faz o que CS pede... nem que seja uma entrevista já cansado num telejornal ao amicíssimo José Alberto Carvalho e com uma cara de "espero que isto acabe depressa". Os favores pagam-se, e Marcelo a troco de simpatia e com pouco sentido de Estado, paga-os e bem... E o povo, por acréscimo também...


Abraço,


P.S.: também é sempre estranha a comparação com a chegada de Hitler ao poder, quando este não foi a eleições, mas foi sim nomeado. 
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De João-Afonso Machado a 25.01.2021 às 18:44

Apartidário também. E votante, mas só por amizade ao velho Tino. Senão, os republicanos que se encarregassem de votar em candidatos - eu ia no voto em branco e a essa velha aspiração minha: conseguir que os brancos/nulos sejam em nº superior aos restantes todos.
Constitucionalmente seria interessantíssimo: quala legitimidade de um partido a quem oeleitorado expressamente manifestou, em maioria, que não gosta dele?


Abraço
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De lucklucky a 25.01.2021 às 22:49


Já há algum tempo que digo que os votos nulos e abstenção deveria representar lugares vazios no parlamento.
No entanto para demonstrar melhor a vontade dos eleitores em cada boletim de voto, em cada eleição, deveria existir um espaço para por a cruz em que diz:


Nenhum
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De Anónimo a 26.01.2021 às 07:40

subscrevo.
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De Anónimo a 26.01.2021 às 14:22

ui exercer o meu direito de voto onde no boletim escrevi: Viva a Monarquia! 
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De Carlos Guerreiro a 26.01.2021 às 15:34

Hitler foi a 3 eleições com o partido nacional-socialista dos trabalhadores alemães, após ter sido candidato a presidente da república. As 2 primeiras dom 37% e 33% dos votos e a terceira com 43% dos votos.
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De Robinson Kanes a 26.01.2021 às 16:52

Obrigado pelo interesse no meu comentário, caro Carlos. 

A forma como Hitler chegou a poder, é a isso que me refiro e que muitos deturpam - a chegada a Chanceler deu-se pela mão do Sr. Papen, entre outras intrigas e da impossibilidade de se formar governo em 1932. A grande viragem dá-se com o famoso "Gesetz zur behebung der Not von Volk un Reich" e claro com a morte de um já moribundo Heidelberg.


A forma como se tenta vender, dá-nos a clara ideia de que se candidatou pelo CHEGA em modo alemão, a Saxónia votou nele em peso et voilá, depois de jurar com a Constituição na mão, fez-se Chanceler ou Presidente e toca a fazer rolar cabeças.


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De Anónimo a 26.01.2021 às 14:15


PENSO QUE O COMENTADOR NÃO COMPREENDEU O QUE SE PASSOU NESTAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS .
1.Um candidato da direita social foi eleito pelos socialistas marxistas !
2. A maioria da esquerda desapareceu e vai continuar a diminuir.
3.Quais foram as ideias apresntadas por Marceloe pelos outroscandidatos sobreo futuro de Portugal? Nenhumas . apenas AVentura formulou alguns principios.
4. Quem promoveu o enxovalho politico do Estado Português e da Nação Portuguesa a nivel Internacional ? O novo PR eleito alegremente por 60%, mas que só tem a confiança de pouco mais de 290% dos portugueses .Notável.
5.Quem abdicou da Independência d ePortugal ? O actual PR .
6. Quem destruiu a TAP e se propõe entregar aos Alemães ? MRS
7.Os próximos tempos vão ser dramáticos para o tão querido Presidente das selfies e das beijocas  e também para o seu amigo A Costa, que vai imitar o grande oráculo mundial AGuterres .

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