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A grande maioria dos médicos é contrária à prática da eutanásia e, consequentemente, não concorda com os projecto lei que irão a debate na AR no próximo dia 29. Evidência disto é a tomada de posição dos bastonários (atual e anteriores) da Ordem dos Médicos e vão pedir uma audiência ao Presidente da República para apresentar uma carta conjunta em que se manifestam contra a despenalização da eutanásia e para o sensibilizar para o tema. Ainda ontem e em entrevista à Rádio Renascença o ex-bastonário Germano de Sousa afirmava que “a eutanásia vem introduzir a capacidade de um médico de matar alguém. Mesmo que seja sob intuitos piedosos ou sob a desculpa de intuitos piedosos, a eutanásia é a morte de alguém que pede ao médico para o matar”. E acrescentou que “isso vai contra todos os alicerces da nossa profissão, independentemente de, no entender da própria Constituição Portuguesa, a vida humana ser inviolável”. Caso a legislação venha a ser aprovada será ao médico que caberá a responsabilidade de praticar o acto que levará à morte do doente e daí que a posição dos profissionais de saúde sobre esta matéria é de particular relevância. Mas para os defensores da eutanásia e em concreto para um dos seus arautos, o deputado José Manuel Pureza, os argumentos contra enfermam de terror e considera até “que eles venham de pessoas com responsabilidade institucional na área médica é motivo para especial preocupação e repúdio adicional” (afirmação em artigo da revista “Visão” esta semana publicado). Ou seja, para este deputado (e suponho que para o Bloco de Esquerda e a larga maioria dos deputados do PS) os médicos não passam de terroristas argumentativos que convém acautelar. Está tudo dito!
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