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A Europa começa aqui

por João Távora, em 23.05.19

eleições europa.jpg

Tem sido confrangedor assistir aos noticiários da campanha eleitoral, já para não falar dos debates televisivos que alcançaram momentos dignos de uma caricatura humorística, tal a euforia e sobreposição de vozes que definitivamente não chegaram ao céu. Nos noticiários, muito por conta da edição feita pelos jornalistas, que pela natureza do seu trabalho acabam por salientar o excesso ou a tolice que vai acentuar o picante à notícia, fica-se com a ideia que os candidatos chegam a estas duas semanas que antecedem as eleições empenhados em por à prova a fidelidade dos cidadãos que já haviam decidido votar neles, e afugentar os poucos indecisos que procuram fazer uma escolha sensata. De facto, parece que até o mais cordato e sofisticado candidato, com uma camara de televisão à frente, perde a compostura e foge-lhe o pé para a chinela dificultando assim a descodificação da racionalidade que pudesse haver no discurso.

Dito isto parece-me que os portugueses se quiserem têm do seu lado informação suficiente para escolher os 21 deputados que os vão representar no Parlamento Europeu nos próximos quatro anos. De resto, sendo realista não vou ser hipócrita exigindo que toda a gente vote no dia 26 – se é para assumir desejos, confesso que são demasiados aqueles que eu gostaria de ficassem em casa. Contente ficaria eu que aqueles que pensam mais ou menos como eu, que desejam uma Europa garante de paz, que preserve a diversidade de nações e pluralidade de culturas que a compõem no reconhecimento das suas raízes comuns, se deixassem de desculpas de mau pagador e no Domingo descalçassem as pantufas para ir votar. É a esses, que entendem a Pátria como um legado antigo que hoje nos exige fazer das tripas coração para lhe dar um futuro, que eu apelo ao voto. Porque a Europa começa aqui, e eu quero o Pedro Mota Soares no Parlamento Europeu..

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3 comentários

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De Luís Lavoura a 23.05.2019 às 18:00

Eu sigo um método muito simples para decidir em quem votar: vejo (e/ou ouço) os tempos de antena dos partidos.
Ver os noticiários não serve de nada porque, como este post bem diz, os jornalistas procuram ilustrar o picaresco e o divertido na campanha eleitoral, e não a ideologia dos candidatos. Ver os tempos de antena demora menos tempo e é muito mais instrutivo.
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De Luís Lavoura a 23.05.2019 às 18:04

Os debates televisivos têm euforia e sobreposição de vozes se e quando quem os organiza o permite. Nesta campanha vi debates organizados pela SIC e pela RTP, nos quais não houve sobreposição de vozes. Só na TVI é que (segundo ouvi dizer) ainda houve disso.
A má educação nos debates eleitorais é uma velha tradição portuguesa mas, tal como outras, tende a acabar.
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De pvnam a 24.05.2019 às 00:14

FN's, VOX's, PNR's  ABRAM OS OLHOS: É FÁCIL DEMOLIR OS PARTIDOS DO SISTEMA!
Para isso:
---» Número 1:
- quem deve pagar a ajuda aos mais pobres é a TAXA TOBIM... e não... a degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil.
---» Número 2:
- os «grupos rebeldes» não possuem fábricas de armamento... no entanto, máfias do armamento fornecem-lhes armas... para depois terem acesso a recursos naturais (petróleo, etc) ao desbarato, e para depois deslocarem refugiados para locais aonde existem investimentos interessados em mão-de-obra servil de baixo custo.
Ora em vez de incutirem um sentimento de culpa nos países que se recusam a dar cobertura às negociatas da máfia do armamento (nomeadamente, recusam receber refugiados, ou seja, recusam fornecer mão-de-obra a investimentos ávidos de mão-de-obra servil ao desbarato), os partidos do sistema devem, ISSO SIM, é chamar à responsabilidade aqueles países que estão a fornecer armas aos «grupos rebeldes» (ao daesh e a outros), ou seja, os países aonde a máfia do armamento possui as suas fábricas.
.
{nota: pululam por aí muitos investidores da mesma laia dos construtores de caravelas: reclamam que os seus investimentos precisam de muita mão-de-obra servil para poderem ser rentabilizados}
.
.
.
Os partidos do sistema pretendem transformar a vida humano num hino à hipocrisia: urge o separatismo (SEPARATISMO-50-50) desse pessoal.

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