Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




A ética republicana

por João Távora, em 18.12.15

socrates_040215.jpg

Nestes dias de surda acalmia, assimilada que está a nova ordem dos socialistas, sobressai com alarido o epifenómeno José Sócrates que com o patrocínio de uma estação de TV se exibe como que num circo de horrores.

O primeiro-ministro da despesa pública, parques escolares, magnânimas PPP e consequente bancarrota, acha-se injustiçado não só pelo Ministério Público mas com o prudente distanciamento usado pelo partido aquando da sua detenção - como se fora um activo tóxico. 

Faz bem José Sócrates em reclamar a lealdade dos seus companheiros de estrada, boa parte deles hoje reciclados no governo de António Costa. O seu partido, que se confunde com o regime, será afinal um bom palco para trabalhar a sua defesa. Relembrando-nos que as patifarias que devastam a harmonia e a paz entre as pessoas nem sempre são ilegais. Ou de como é possível numa vida pôr um povo à mingua e ir viver à grande e à francesa com milhões “emprestados” por um amigo. Uma narrativa esclarecedora do sentido último e primeiro dessa coisa chamada “ética republicana” tão proclamada pela descendência de Afonso Costa de que somos reféns. Maldita sina.

 

Publicado originalmente no Diário Económico



6 comentários

Sem imagem de perfil

De Ali Kath a 18.12.2015 às 11:31

na chafarica maçónica a que pertenci
havia um obreiro neto de AC.
andava há muitos anos a tentar comprar um penico de louça
com o retrato do avô no fundo.
Sem imagem de perfil

De jo a 18.12.2015 às 11:37

Grande parte da política económica de Sócrates foi feita com o apoio expresso do PSD e do PP.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 18.12.2015 às 14:59

É a ética dos grunhos. Fica muito bem ao piésse.
Sem imagem de perfil

De ainda a 18.12.2015 às 15:08

«Fui preso e foi uma decisão unilateral da justiça», José Sócrates no seu tempo de antena, 2.ª feira na TVI.
Tinham que lhe perguntar se estava de acordo...
Sem imagem de perfil

De ainda a 18.12.2015 às 15:13

Reza a história que em visita à Suécia em 1975 Otelo terá dito a Olof Palme que em Portugal queriam acabar com os ricos, ao que o segundo respondeu que na Suécia queriam era acabar com os pobres.
Sem imagem de perfil

De gato a 18.12.2015 às 17:51

Mas tendo em conta que José Sócrates era Primeiro-Ministro quando se fez uma alteração ao Código do Processo Penal, e assinou de cruz a manutenção da legislação que permite que uma pessoa fique presa sem ter sido sequer acusada, Sócrates é a última pessoa a ter autoridade moral para dizer o que disse.

Não se lembrará do que assinou em conselho de ministros a propósito dos diplomas que possibilitaram a divulgação de actos processuais e factos neles contidos, para além do que seria necessário. Mas alguém lho deveria lembrar e frisar que é vítima daquilo que engendrou. Só isso desmonta a cabala que agora matraqueia como meio de defesa em desespero de causa.

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Ana Pereira

    Subscrevo muito do que escreveu. Pergunto: Que se ...

  • Carlos

    Deviam era fechar o bairro, que de bairro tem pouc...

  • Anónimo

    este estado de coisas é versão social-fascista de ...

  • Anónimo

    «o medo é que guarda a vinha»

  • Anónimo

    Que palermice!


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2008
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2007
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2006
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D