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António Horta Osório, presidente do britânico Lloyds Bank, disse ontem aquilo que antes já Fernando Ulrich e Isabel Jonet tinham dito. A ideia de que "Temos de viver dentro das nossas posses porque o problema foi exactamente o de vivermos para além das nossas posses" e que convencer as pessoas que têm emprego em risco ajuda à mudança, são verdades de La Palice, no entanto, proferidas no passado pelo Presidente do BPI e pela Presidente do Banco Alimentar incendiaram a "esquerda unida jamais será vencida". Fernando Ulrich chegou mesmo a ser chamado ao Parlamento para responder aos deputados que o acusavam de insensibilidade social. Um país em que as guerras de classe são um vírus adormecido, sempre pronto a ser activado, Isabel Jonet e Fernando Ulrich foram transformados em Marias Antoniettas, quando disseram o óbvio. 

Claro que num Portugal que continua muito semelhante ao país descrito por Eça de Queiroz no século XIX, um português que é reconhecido no estrangeiro goza de um respeito e admiração especiais. Assim, com António Horta Osório, recentemente eleito o melhor banqueiro do mundo, ninguém se mete, ninguém se atreve a insultar e a criticar. Acho muito bem...

 

P.S. António Horta Osório também defende que a carga fiscal deve ser reduzida.



4 comentários

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De l.rodrigues a 09.05.2014 às 12:13

Vou ali rir, já venho.
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De CarmoPais a 09.05.2014 às 12:40

Quem é bom no estrangeiro? mas o menino da City, é bom para quem? Os governos indígenas não passam de teatros de fantoches rodeados de cagarras parlamentares e de um coro de corporações e sindicalistas aflitos. Ainda assim, o que o governo cada vez mais esfrangalhado de Passos Coelho se recusou a fazer, apesar das insistentes recomendações formais da Troika, foi sempre em prejuízo da população, da economia e da classe média. Exemplos: não atacou as rendas excessivas da EDP, não suspendeu o ruinoso plano nacional de barragens, não renegociou a sério dezenas de PPP, não avançou na nova rede ferroviária europeia para mercadorias e passageiros (tendo deixado em Bruxelas e Londres mais de 800 milhões de euros que nos eram destinados a custo zero) e não acabou com a subsidio dependência dos rendeiros e devoristas protegidos do regime. A nomenclatura partidária e suas organizações semi clandestinas (bancos e banksters, Opus Day, Maçonaria, União das Misericórdias, fundações obscuras, etc.) prevaleceram contra o interesse público. E os portugueses é que vivem acima das possibilidades?
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De jo a 09.05.2014 às 12:48

Estas afirmações não soariam tanto a falso se viessem de alguém que ganha o salário mínimo.
Assim não passam de alguém que vive bem à custa do sistema bancário, que provocou a bancarrota, a dizer aos outros que têm de trabalhar mais por menos dinheiro, para ajudar a resgatar bancos e a pagar prémios a "caga sentenças".
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De Kataklismo a 14.05.2014 às 23:40

La Palisse é com dois ss.

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