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À escolha: jornalista ou papagaio

por José Mendonça da Cruz, em 23.06.21

Os jornalistas que anunciam que a DGS tem telefones de contacto deviam experimentar contactar a DGS por telefone. Se não o fizerem antes do anúncio são papagaios de propaganda, não são jornalistas.

Os jornalistas que anunciam que está disponível no site da DGS um dispositivo para marcação de vacinas deviam experimentar o dispositivo de marcação antes do anúnico. Se não o fizerem, não são jornalistas, são papagaios de propaganda.

Os jornalistas que anunciam que os vacinados com AstraZeneca terão antecipada a administração da 2.ª dose deviam contactar a DGS (para o telefone ou site que anunciaram) ou o seu centro de saúde antes do anúncio, e, ficcionando um caso real, inquirir da tal antecipação anunciada. Se não o fizerem são papagaios de propaganda, não são jornalistas.

Os jornalistas que anunciam vacinações «de porta aberta» devem tentar usar a porta (tendo as condições exigidas, ou acompanhando-se de alguém que as tenha) antes de anunciarem que está aberta. Se não o fizerem não são jornalistas, são papagaios de propaganda.

Os jornalistas que anunciam que algum serviço público, alguma repartição, alguma instituição do Estado -- seja central ou autárquica -- disponibilizou algum telefone, ou site na Net, ou endereço de email para rápida solução de algum problema, devem, antes do anúnico, tentar utilizar o telefone, o site ou o endereço para verificarem a rapidez ou as facilidades que obtêm. Se não o fizerem são papagaios de propaganda, não são jornalistas.



10 comentários

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De Anónimo a 23.06.2021 às 15:49

Caro José Mendonça da Cruz


Tomando a liberdade de reescrever o seu post em cima , eu escreveria:
"os papagaios de propaganda não devem pretender passar por jornalistas."


Parece-me mais curto, e igualmente verdadeiro.


Com os melhores cumprimentos


Vasco Silveira
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De Cecília a 23.06.2021 às 16:01

bem lembrado: papagaios... é um termo simpático... (é que eu, há muito que os chamo de "informadores"... )
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De Carlos Sousa a 23.06.2021 às 16:38

Os jornalistas que anunciam as duas ou três mortes diárias de covid e não anunciam as centenas de mortes diárias por outras doenças, não são jornalistas são papagaios de propaganda. 
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De Poizé... a 23.06.2021 às 19:04

É isto!


São os mesmos papagaios que nunca deram números relativos e andaram sempre a bombardear números absolutos, desde o início. Os que de repente deixaram de falar em valores homólogos e outros termos comparativos...
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De Carlos Sousa a 24.06.2021 às 12:50

Não interessa esclarecer as pessoas, é por isso que os números da covid continuam a somar há mais de ano e meio. 
Antigamente as constipações eram sazonais e as gripes mudavam anualmente. Havia a gripe das aves, a gripe dos porcos, a gripe normal, o H5n1e os outros, mas tudo ficava resolvido anualmente.
Agora não, agora surgiu um vírus diferente, não é de animais é geográfico e internacional.
Eu estou em casa, não viajo, não vou a festas, mas se apanhar uma corrente de ar estou sujeito a ficar infectado, não com o covid, mas com a variante do Nepal. E esta hein?
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De Poizé... a 24.06.2021 às 14:05

Claro que não interessa esclarecer!
É bem notório que desde há ano e meio o que interessa é "panicar" e coagir por pressão social usando em plenos noticiários termos qualificativos como "irresponsáveis", chegando a insinuar que são assassinos os jovens que andam a matar os avós...


Ano e meio depois, chegámos já ao lindo ponto em que "questionar" passou a ser sinónimo de "negar"! O algodão, esse, não engana...
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De Anónimo a 23.06.2021 às 22:40

mastim
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De Elvimonte a 24.06.2021 às 23:43

Os profissionais da indústria noticiosa, vulgo jornalistas e signifique isso o que significar, deveriam informar-nos - caso soubessem e nisso estivessem interessados, não sendo líquido o seu interesse ou conhecimento - de factos como estes:

"32. The resurgence in both hospitalisations and deaths is dominated by those that have received two doses of the vaccine, comprising around 60% and 70% of the wave respectively. This can be attributed to the high levels of uptake in the most at-risk age groups, such that immunisation failures account for more serious illness than unvaccinated individuals. This is discussed further in paragraphs 55 and 56."

(https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/975909/S1182_SPI-M-O_Summary_of_modelling_of_easing_roadmap_step_2_restrictions.pdf)



Mas é claro, por um lado, que é preciso "partir muita pedra" para se chegar a estes documentos e, por outro, seria necessário abdicar da filosofia "copiar-colar" - precisamente a do papagaio - que dá corpo à narrativa dominante.

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De Elvimonte a 24.06.2021 às 23:58

E, caso fossem pródigos em pesquisa bibliográfica e em bases de dados, talvez nos pudessem também transmitir a informação contida nestas referências:


"SARS-CoV-2 Spike Protein Elicits Cell Signaling in Human Host Cells: Implications for Possible Consequences of COVID-19 Vaccines"
( https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7827936/ )

"SARS-CoV-2 Spike Protein Impairs Endothelial Function via Downregulation of ACE 2"
( https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIRCRESAHA.121.318902 )

"The BNT162b2 mRNA vaccine against SARS-CoV-2 reprograms both adaptive and innate immune responses"
( https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.05.03.21256520v1 )

Relório Confidencial da Pfizer obtido do Governo Japonês
( https://www.docdroid.net/xq0Z8B0/pfizer-report-japanese-government-pdf#page=17 ) 

http://prntscr.com/167ea10 - efeitos adversos, dados extraídos da EudraVigilance



Algo que não se encontra ao alcance de meros papagaios.

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De pitosga a 27.06.2021 às 12:31

Estimado José Mendonça da Cruz,

Já repararam que nada há nas notícias acerca do S. João no Porto? Prenderam meia dúzia de tipos por beberem álcool na rua (é um desinfectante que, por isso, até é chamado de mata-bicho), e por andarem sem máscara — adonde? (em que sitio da cidade? em que local anatómico?).

Abraços

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