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A dualidade do tempo para a esquerda

por Vasco Mina, em 18.11.15

“O tempo esse grande escultor” dizia Marguerite Yuorcenar. Assim é na vida de cada um, das famílias, das empresas, das instituições.  Ao lembrar esta reflexão tenho presente o tempo que foi necessário paras forças de esquerda chegarem não a um acordo mas sim a três tomadas de posição bilaterais. As eleições ocorreram a 4 de Outubro e as negociações entre o PS e os partidos à sua esquerda iniciaram-se três dias de pois. A assinatura dos referidos documentos aconteceu, à porta fechada, no dia 10 de Novembro. Ou seja, mais de um mês para chegarem ao que é, de facto, uma tentativa de entendimento. Recordo que logo após as eleições o PS, o BE e o PCP afirmaram que seria uma perda de tempo a indigitação de Passos Coelho para PM e a consequente tomada de posse do Governo por este chefiado. Verificou-se que, afinal, o que aconteceu foi um ganho de tempo para a esquerda. O tempo foi um grande escultor para Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. Agora que conseguiram uma escultura de péssima qualidade (com peças coladas a cuspo), exigem urgência a Cavaco Silva. O PR está, desde há uma semana, a consultar a sociedade civil e depois de amanhã reunirá com os partidos com representação parlamentar. Não sei quanto tempo irá ainda demorar com este processo mas estamos ainda muito longe de um mês que foi o tempo gasto pela esquerda.  Definitivamente é dual o tempo para a esquerda: é o que for necessário para se chegar a um entendimento mas é escasso para um PR tomar uma (complexa) decisão. Por outras palavras, o tempo é uma “escultura” para a esquerda mas, para os outros, a mesma esquerda considera que o dito tempo é uma urgência. Haja paciência!



5 comentários

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De Ali Kath a 18.11.2015 às 19:26

o pc serve-se do ps-ml para regressar 
à unicidade sindical
às nacionalizações
à reforma agrária
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De comunista a 18.11.2015 às 19:53

haja paciência para o seu comentário
essa da consulta à sociedade civil é de morrer a rir, hoje foram os banqueiros, os tais que ninguém elegeu e vivem à grande e à francesa, e ainda mandam bitaites.
e não é um acordo colado a cuspo, é o acordo possível entre três partidos que são diferentes e que precisaram de tempo para cedências entre si. Normal na Europa, mas deixa a direita louca em Portugal, porque, como sabemos, só à direita cabe governar. 
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De papaxuxas a 19.11.2015 às 10:17

Tenham calma comunas, ainda não foi desta que conseguiram o golpe de estado, mas pode ser que seja da próxima.


Entretanto vão tomando umas pastilhas para a garganta para não andarem tão esganiçados.
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De comunista a 19.11.2015 às 11:00

não respondo a fascistas
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De Slade a 19.11.2015 às 12:35

Acabou de o fazer!

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