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A Direita?! Construam-na, porra!

por José Mendonça da Cruz, em 21.05.23

(Publicado hoje no Observador)

A Direita queria ser governo um dia. Mas só se a esquerda achar bem. Só se a esquerda deixar. Só com as alianças que a esquerda aprove. Só com o programa que a esquerda diga.

 

Vamos falar desta ruína. Quem fala do vergonhoso estado político de coisas, desta vez a propósito da TAP; mas quem fala, mais do que das tricas rascas nas salas dos ministérios, das decisões ruinosas e da destruição de valor, na TAP, outra vez, e apenas como um de um chorrilho de lamentáveis exemplos?

Quem fala da dança de corruptos; da apropriação do Estado; dos incompetentes que só conhecem o estribilho de que «estamos a trabalhar para» depois não se ver nada; do controlo dos órgãos independentes e de fiscalização?

Quem fala do estado caótico do Serviço Nacional de Saúde, do horário de 35 horas fatídico, da ruína operacional e do desastre financeiro dos melhores hospitais do país quando passaram a ser públicos por ditame ideológico? Quem fala das consultas para daqui a um ano, das intervenções cirúrgicas para daqui a dois ou três, da fuga dos que pagam seguros de saúde para os hospitais que os atendam, enquanto os pobres ficam à porta, à espera 730 dias? Quem fala da catástrofe na Educação, já nem apenas do facilitismo, dessa Escola Pública – que os socialistas sonham monopolista –que deixou de servir de elevador social, deixou sequer de atender os que dantes apenas mandava seguir adiante, ignorantes e impreparados, a fim de, quando adultos, acenarem que sim com a cabeça, e aceitarem veneradores e obrigados uns 30 euros mensais de esmola, enquanto os instruídos e aptos progridem e em muitos casos emigram?

Quem fala do desastre ferroviário que consiste na transformação deliberada da rede nacional numa ilha ao largo da Europa, sem cota europeia nem concorrência, onde os comboios sejam maus ou não andem, e a CP possa continuar a desservir em sossego?

Quem fala do estado vergonhoso e humilhante das nossas Forças Armadas, dos 3 tanques em 12 que funcionam, dos aviões canibalizados para que outros voem, dos helicópteros que não pairam, dos submarinos que não submergem não vá dar-se que vão ao fundo, dos navios que mal suportam ir e quando vão já não voltam? [Haverá espingardas para o efectivo? Haverá botas para todos?]

Quem fala do chico-espertismo das Finanças, da dívida pública que «desce em percentagem do PIB», mas, afinal aumentou 3,3 mil milhões e atingiu os 272 mil milhões em finais de 2022 (a dívida total, essa, é ainda mais aterradora); dos «crescimentos record» de 6% depois de quedas de mais de 8%; do destino das verbas e a execução (sim, ainda mais do destino do que da execução) do Plano de «Resiliência» que – honrando o real significado da palavra – nos vai deixar no exacto estado em que estávamos?

Quem fala dos 35 mil milhões enterrados nas Empresas Públicas (dados do Conselho de Finanças Públicas) entre 2014 e 2021, e quem fala das 32 empresas em falência técnica?

Quem fala da Justiça, da lenta e da prescrita, da cara e da inexistente?

Quem fala dos funcionários públicos, que eram 648 mil em 2014, quando Passos Coelho acabou de resgatar o país da bancarrota socialista, e quem fala do número de funcionários admitidos pelo governo Costa, aliado ou sozinho, (dados da DG da Administração e do Emprego Público) mais 17 941 até março de 2023, para atingirem o recorde da década: 745 642 lugares no sector público. Quem fala, apesar disso, da desorganização e do péssimo serviço de todos os serviços públicos?

Quem fala, quem critica, quem tem medidas?

A direita toda pouco, e o PSD quase nada.

 

Vamos falar da direita. Se a direita, toda a direita (antes mesmo de apresentar propostas ou planos) obteria, a crer em todas as sondagens, maioria na Assembleia da República, então a direita poderia governar em vez de e contra o destino de pobreza (e mediocridade, e avidez, e corrupção) a que a esquerda nos condena, ou não?

Sim, poderia.

E não pode porquê?

Porque a esquerda diz à direita pusilânime que só pode governar formando alianças, e que só pode formar alianças com quem a esquerda achar bem. E a direita pusilânime diz que então está bem.

O Partido Socialista estende a armadilha com a ajuda da sua máquina de propaganda, o entusiasmo da informação amiga, e a cumplicidade dos comentadores úteis. Dá atenção e promove a propósito disto e de tudo o Partido Chega, a fim de retirar votos à direita tradicional. E, depois, a pretexto de que o Chega seria xenófobo, racista, antidemocrático, e extremista, proíbe – do alto do seu impecável cadastro de alianças com antidemocráticos e extremistas – a direita tradicional de aliar-se com o Chega. E o PSD, vergado e manso, cai na armadilha como um patinho.

«Quá-Quá, não senhor, eu nunca me aliaria, nem sequer celebraria acordos com esses extremistas que me dariam a maioria, não eu, oh superior esquerda!»

«Quá-quá, eu queria era uma revisão constitucional de parceria com o PS com o objetivo de mais facilmente impor proibições e outro modus vivendi em casos de crise grave, nós os dois de braço dado, oh esquerda divina!»

«Quá-quá, eu, que tenho medo de dizer planos ou ideias, quero é uma aliança com a esquerda para decidirmos onde fica e quanto custa o aeroporto de Lisboa, o novo aeroporto de Lisboa, um dia lá longe, oh sábia esquerda!»

«Quá-quá, oh esquerda soberbamente moral, oh solidária e social esquerda, o que eu queria mesmo era ter um governo minoritário, e depois tu, esquerda sem nódoa, apoiavas-me! Apoiavas-me, não apoiavas, esquerda querida?!»

 

Vamos falar do Chega. E eis chegada a altura para a declaração de interesses: nunca votei no Partido Chega.

Não por achar que seja xenófobo. As posições do Chega sobre imigração (está no seu programa) são tão razoáveis como as posições dos países do grupo de Visegrado (Hungria, Polónia, República Checa, e Eslováquia) de respeito pelos valores europeus («Europeus e cristãos», dizia Viktor Órban, assim transformado em besta negra da esquerda, até por ser eleito e reeleito com confortáveis maiorias). E, mais, o programa do Chega defende que seja privilegiada a imigração vinda de países com que temos laços culturais e históricos, nomeadamente Brasil, Países Africanos de Língua Portuguesa e Timor-Leste.

Não por achar que o Chega seja racista. Remeto, a esse respeito, para o parágrafo anterior. E se a crítica de racismo se deve ao facto de esse partido falar muito de ciganos, então diria assim a esses críticos que acham que os problemas ficam melhor escondidos: abençoados e ignorantes críticos que nunca tiveram um encontro de grupo num hospital, nem num centro de saúde, nem em determinados supermercados, nem em algum local famoso pelo comércio de drogas, nem visitaram terra alguma do Alentejo e muito menos Portalegre.

Não por achar que o Chega seja antidemocrático. Porque defende a liberdade de expressão, associação, política, artística, económica, religiosa, de ensino e de imprensa. Porque, ao contrário de outros que se sentam na Assembleia, nunca contestou a democracia, nunca sequestrou o Parlamento, e o seu grupo parlamentar foi eleito por portugueses livres que nele votaram livremente.

Em resumo, não voto no Chega por razões pessoais e vagas. O meu voto é diferente, talvez por tradição e/ou esperança iludida. E talvez por me desagradarem alguns comportamentos escusados do Chega (como o protesto sobre a presença de Lula na AR, que me pareceu tão detestável como o convite e a presença de Lula). Por achar também que, para bem deles, fariam melhor em convidar um Abascal em vez de um Bolsonaro, uma primeira-ministra italiana em vez de Salvini. Talvez por desconfiar de alguns impulsos estatistas, de que a defesa da TAP nacionalizada me chocou especialmente, embora esse estatismo não esteja plasmado no programa. E por reconhecer em Ventura um tribuno oportuno e notável, mas não saber nada do resto.

Não voto no Chega. Mas, sim, defendo uma aliança ou um acordo negociado de apoio ao governo com o Chega. Para afastar os socialistas, para devolver a honra e o bom funcionamento às instituições, para recuperar a economia, em resumo, para salvar a democracia.

 

Passo a basear-me no Programa Eleitoral do Chega, no Programa Eleitoral 2022-2026 do Bloco de Esquerda, e do que sabemos da fé comunista e

Vamos falar de alianças. O país beneficiaria muito de um governo de maioria absoluta de direita, composto, ou em aliança, ou em acordo entre PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS. Sim, composição, aliança ou acordo também, evidentemente, com o Chega. Pessoalmente, sentir-me-ia perfeitamente confortável com um governo assim.

Muito mais confortável na companhia de um partido de direita, conservador, reformista e nacionalista, que se filia na tradição europeia e ocidental, judaico-cristã e greco-romana do que, como o PS prefere, com legítimos herdeiros do estalinismo e partidos como o Bloco que ainda rejeitam (sotto voce, claro) «a política dos pequenos passos», porque revolução é que é bom.

Muito mais confortável com a autorresponsabilidade dos cidadãos, com a presunção de que estão de boa-fé e com a subsidiariedade da ação do Estado do que – como PS, PCP e Bloco preferem – com o pastoreio asfixiante da esquerda, e a sociedade construída a partir de cima pelo Estado omnipotente.

Muito mais confortável com a proposta de um Estado que «recolhe e gere os meios financeiros e humanos (…) estritamente necessários à prossecução dos seus fins próprios» e recomenda uma taxa única de IRS, do que como o PS prefere, e o Bloco escreve: mais derrama sobre as empresas, mais um imposto sobre os serviços digitais, mais um imposto sobre o consumo de bens e serviços de luxo (como «o golfe», palavra), mais tributação das mais-valias imobiliárias, e mais imposto sobre sucessões e doações, mais imposto sobre rendimento de capitais, mais imposto sobre a riqueza global. Numa palavra, o sufoco da economia.

Sentir-me-ia muito mais confortável com um partido como o Chega que defende um ensino público universal e gratuito em convívio com o ensino privado, do que, como o PS prefere, as madrassas exclusivamente públicas sonhadas pelo Bloco, a roubarem a educação à família para a substituir por especiais ideários.

Muito mais confortável com a saúde entregue, como defende o Chega, à cooperação entre sector público e sector privado, para que o público seja bem atendido e a tempo, do que – como quer o PS e diz o Bloco – eliminar «a predação do negócio privado», esse sector privado «predador» que, depois da destruição do SNS por socialistas, comunistas e bloquistas, atende os que a ele acorrem munidos de seguro de saúde.

Muito mais confortável com o direito de propriedade e a iniciativa privada, com políticas que tornem a construção imobiliária e a venda e arrendamento atrativos, do que – como faz o PS e o Bloco recomenda – o «combate determinado à especulação», a «limitação do valor das rendas», as obras à força «quando os proprietários não queiram», a «posse administrativa» de prédios e apartamentos, e o combate aos despejos de quem não paga – as exactas políticas que provocam crises de habitação.

Muito mais confortável com um partido que defende a pertença à União Europeia e à NATO, do que com os aliados que o PS prefere, adversos ao «princípio implacável» da UE, e que dizem (a propósito da Ucrânia, por exemplo) que a UE «prolonga os interesses imperiais da Casa Branca» e «promove estratégias de tensão em todo o Mundo».

Muito mais confortável com a liberdade de expressão, do que, como o Bloco recomenda e o PS já pratica disfarçadamente, «libertar» os órgãos de comunicação social do «peso» dos anunciantes, para reforçar os serviços públicos de informação.

Estaria muito mais confortável com uma aliança ou acordo negociado entre PSD, Chega, Iniciativa Liberal (cujo liberalismo económico subscrevo, enquanto me mantenho conservador no resto) e CDS (este, de preferência em listas conjuntas, porque faz falta e assim se perdem menos votos). É para acertar e ceder nas divergências que a política serve quando há pontos comuns e uma causa maior,  a de salvar o país dos socialistas e dar-lhe decência e progresso.

Ou seja, e em resumo: a direita faz mal em olhar com respeito, ou sequer um mínimo de deferência, a teoria e prática desastrosas do PS. A direita não pode ser como a esquerda. A direita não tem que ambicionar a aprovação, ou sequer a tolerância, duma associação perniciosa com tão tristes provas de desgoverno dadas. A direita tem que organizar-se, estabelecer alianças, construir um programa, e anunciar ao que vem e o que muda – como, segundo dizem as sondagens, a maioria dos eleitores deseja.


33 comentários

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De O apartidário a 21.05.2023 às 14:06

Há muito se tornou evidente que a perspectiva de o PSD vir a ter uma maioria absoluta nos próximos meses não passa de uma miragem fugidia. Luís Montenegro, se quiser chegar a primeiro-ministro, não tem mesmo outro remédio senão coligar-se com alguém. Afora esta realidade, tudo o mais é wishful thinking. Nos últimos tempos, muito acossado pela comunicação social, o líder do PSD acabou por se ver obrigado a prometer que jamais faria uma coligação com o Chega. O Chega tem peçonha. Alternativamente, Montenegro foi há dias fotografado a almoçar com Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal. Mas a IL não é alternativa. É um partido inconsistente, com muitas lutas intestinas, muitas demissões e substituições, que não oferece confiança para servir de sustentáculo parlamentar a um PSD hipoteticamente no poder. O PAN não existe e o Livre também não. Resta, portanto, o famigerado Chega.
Daqui https://sol.sapo.pt/artigo/799513/mas-porque-nao-
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De O apartidário a 21.05.2023 às 14:40

O líder do Chega, André Ventura, considerou hoje que a declaração do ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva sobre a governação socialista foi “ao mesmo tempo certeira e incompleta”, insistindo que o executivo “chegou ao fim”.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/andre-ventura-cavaco-silva-ignora-o-seu-proprio-papel-na-criacao-da-geringonca
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De balio a 22.05.2023 às 10:40


o líder do PSD acabou por se ver obrigado a prometer que jamais faria uma coligação com o Chega


Ele não disse bem isso. Ele disse que o PSD jamais faria uma coligação com um partido xenófobo ou racista. Deixou em aberto saber se o Chega pode ser considerado xenófobo ou racista. Ele pode sempre argumentar que o Chega terá dado provas de não ser xenófobo nem racista.
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De Anonimo a 21.05.2023 às 14:13

Há muito que não acredito em esquerda ou direita. No que são ideais de esquerda, ou valores de direita. Duvido que alguma vez tenham feito sentido, mas nos dias de hoje muito menos.
As posições políticas não dependem de cada um, mas sim do meio em que existem. Não é à toa que perigosos esquerdoides de ha uns anos hoje são fascizoides de direita, embora digam exactamente o mesmo.
Mas a etiquetagem faz parte da humanidade, sempre quisemos estar perto dos que nos são próximos na imagem ou no pensamento, e esse fenómeno exarcebado é pelas bolhas das redes sociais. Os actuais movimentos religiosos, sejam os Qanon ou os Woke, vivem do modelo de virtude próprio e do pecado de outrem. Daí também a superioridade suposta da auto-denominada esquerda, moral e intelectual, e recente diminuição dos fenómenos Venturas.
Aceitam Ventura como um mentiroso populista, mas não o fazem em relação a Marcelo (enquanto for útil) , Costa, Catarina e outros que tais. Porque jogam na equipa deles.
Remetem a subida de Venturas e Melonis nao a erros próprios, pois afinal são perfeitos na moral e pensamento, mas ao racismo, estupidez e crendice do povo ainda apaixonado pelo tempo da Outra Senhora.
Não me preocupa a direita, a esquerda ou o centro, mas sim a total e praticamente irreparável indigência intelectual e moral da classe dirigente, numa abrangência de 360⁰, desde Galambices a youtubers ordinários, e claro, uma completa falta de noção em relação ao país, que não pode mas é reduzido a Lisboa,  com pingos de Porto, assente num Estado assistencialista e cuja criação de riqueza vive de expedientes, desde os cheques de Bruxelas a vistos gold.
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De O apartidário a 21.05.2023 às 14:14

Paralelamente a esta questão pertinente (política, ideológica etc)deste post, temos um enorme "elefante na sala " que é ignorado,até porque não é reportado nos telejornais. 
Trate-se, ou não, de um processo conspirativo (e o secretismo de que se têm envolvido não ajuda minimamente a dissipar as dúvidas) este reduzido e selecto grupo de indivíduos no topo das hierarquias económicas, políticas e militares constituiu uma elite que dispõe de todos os meios de acesso ao poder, meios que estão muito além do alcance das pessoas comuns, pelo que não será abusivo assumir que ao longo do tempo têm procurado assegurar a sua posição de poder através da manutenção e aprofundamento da sua própria coincidência de interesses partilhados. 

A par de organizações como o Fórum Económico Mundial, a Comissão Trilateral e o Conselho Atlântico, o Grupo Bilderberg serve como rede de conhecimento das elites transnacionais, onde indivíduos com interesses compartilhados (neste caso os globalistas) podem trabalhar para promover a sua própria agenda, pois desde que a era da globalização elevou o poder político e económico acima dos limites dos estados-nação, que também estas transcenderam aqueles limites.

Pensar que instituições como o Grupo Bilderberg possam ser inconsequentes é subestimar o papel que desempenham na construção de um consenso ideológico global entre as elites, consenso que cada um dos participantes leva depois de volta para o seu país, assim permitindo que as elites interajam e adquiram uma educação compartilhada sobre como pensar o mundo em termos globalizados e, apesar do seu carácter não oficial, no sentido de que não é legalmente constituída, as ideias que veicula são posteriormente endossadas por agências oficiais como o FMI, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico) e até pelos governos ocidentais.

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De O apartidário a 21.05.2023 às 14:34

Não consta nos telejornais. E se não dá nos telejornais é porque não acontece(ou então é uma  teoria da  conspiração)dizem os ingénuos e os alienados (submergidos num tsunami de distrações.) :  Costa e Marcelo participam na reunião do grupo Bilderberg
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/costa-e-marcelo-participam-na-reuniao-do-grupo-bilderberg
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De Anónimo a 21.05.2023 às 14:27

Excepional. E ainda por cima divertido.
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De Anónimo a 21.05.2023 às 16:13

Excelente análise, parabéns.
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De Zé raiano a 21.05.2023 às 19:01

'' voltem para a barriga da mãe ''
aos 84 Cavaco escacou a rataria
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De O apartidário a 23.05.2023 às 17:32

Orwell não pensou que esses bichos teriam tanto sucesso quando escreveu O Triunfo dos Porcos. 
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De lucklucky a 24.05.2023 às 15:42


A confusão da direita continua...Salazar matou mesmo a direita portuguesa. Tirou-lhe o cérebro.


Qual diferença entre Cavaco, Guterres ou Sócrates em termos de ideologia?
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De Carlos Sousa a 21.05.2023 às 19:42

A ganância de ir ao pote é tão grande que já vale tudo, até a encomendar a alma ao diabo.
Ainda não meteram na cabeça que enquanto houver a peste grisalha não têm hipóteses. Devem pensar que as pessoas são estúpidas e que se esquecem das trafulhices passadas.
Acabaram com as pescas e com a agricultura em tempos de vacas gordas e agora estão a criticar uma gestão feita em tempos de guerra e depois de uma pandemia.
Ó Mendonça, por favor...
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De Anonimo a 22.05.2023 às 21:55

"Devem pensar que as pessoas são estúpidas e que se esquecem das trafulhices passadas."


Sim, tanto esqueceram o Sócrates e o seu PS que votaram novamente neles.

"Acabaram com as pescas e com a agricultura em tempos de vacas gordas e agora estão a criticar uma gestão feita em tempos de guerra e depois de uma pandemia."



Pobre PS, que apenas governou em guerra e pandemia...
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De Anónimo a 23.05.2023 às 13:40

Em vez de dizer "trafulhices passadas, porque não fala antes em "ganâncias presentes"? Quando alguém resolver explicar tim-tim-por-tim à "peste grisalha" o porquê da eutanásia, pode ser que o socialismo se "quilhe".  O confisco da vida de pessoas "sem préstimo" e sem validade é próprio de regimes socialistas. Não tem outro objectivo senão  gerar lucros e aliviarem-se do peso das despesas "com gente inútil" e fora de prazo. O slogan pérfido, amoral e hipócrita das "vidas dignas e da morte digna " diz tudo. Mas você, claro,  não percebeu patavina do que eu disse. 
Bem-haja o Costa que destruiu as vacas gordas de outras eras e inaugurou as vacas-voadoras. Voou a Tap, voou a Saúde, voou a Educação, voou quase tudo... mas afocinhou aqui, de vez, a Indedência e a falta de vergonha.
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De Carlos Sousa a 23.05.2023 às 17:00

E no tempo das trafulhices passadas voou o quê?
Voou a agricultura, voaram as pescas, voou a industria. Só não voou foi o BPN, esse aterrou e com toda a força. 
Veja se se lembra das frases?
Ai aguenta aguenta.
Temos de empobrecer.
Os portugueses vivem acima das possibilidades.
Não sejam piegas.


Enquanto houver memória duvido que a direita ganhe seja o que for.
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De Anónimo a 24.05.2023 às 12:00

É preciso ser muito ignorante para ainda não saber passadas estas décadas, que Portugal para aderir à UE, teve, em contrapartida, de se submeter às condições da "Política Agrícola Comum" a todos os Estados-Membros, e teve de aderir aos ditames de Bruxelas (sublinhado!!!). Por isso foi imposto sistemas de quotas na produção, limites às pescas, à agricultura, etc.  
Se esta parte é a menos boa e eu concordo consigo,  por outro lado sabem-nos bem os apoios vidos de Bruxelas e estarmos protegidos pelos fundos europeus, nomeadamente, nos casos de calamidades na agricultura.
Mas  você queria tudo, queria ter o melhor dos dois mundos. Mas não é possível ter ao mesmo tempo "sol na eira, e chuva no nabal".



Acontece que tudo isto coincidiu com a governação de Cavaco Silva. E daí???  Acontecia de qualquer forma,  com qualquer governante que estivesse em funções em 1986, porque foi  a data marcada para a adesão de Portugal à UE.  Lembro que todas estas regras europeias  eram conhecidas por Mário Soares, foram negociadas por ele, pois foi ele que iniciou o processo da adesão de Portugal. Cavaco Silva, estando em funções governativas, coube-lhe a ele cumprir os tratados que estavam estabelecidos e limitou-se a pôr tudo em marcha esses acordos, nomeadamente nos sectores que referiu.    
Sumariamente foi isto que se passou. 
No entanto, anos depois, ainda há pessoas ignorantes e pouco informadas que engoliram uma "gravação" enviesada pela propaganda socialista e repetem-na como papagaios acéfalos. 
Não acredite em tudo o que lhe enfiaram na cabeça.  Lembre-se que a "Mentira" faz parte do adn socialista. Procure informar-se para pensar pela própria cabeça.
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De Carlos Sousa a 24.05.2023 às 15:05

A gente viu na pandemia quem é que pensa pela própria cabeça e quem é que foram os papagaios acéfalos. O comportamento do führer da Madeira disse tudo.
Você gosta d instabilidade, é? Quer andar em eleições de seis em seis meses?
Você ainda não viu que isto acontece porque a economia começa a dar frutos?
Tenha calma, aguarde serenamente.
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De Anonimo a 24.05.2023 às 16:32


Preferia o Candidato Vieira, esse prometia um Ferrari para cada português.
O Costa dá um cabaz, e vá lá vai.
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De Anónimo a 25.05.2023 às 09:59

" começa a dar frutos?"

Bem, que sorte a sua! A maioria das pessoas ainda não "colheu"... que azar!
Quanto ao führer da Madeira, tomáramos! Parece que dá cartas!
Mas pode entreter-se a ler o texto que se segue, sempre ficará mais informado para fundamentar as suas "tiradas" pavlovianas:


https://observador.pt/opiniao/ar-atlantico/
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De lucklucky a 21.05.2023 às 21:06

Um bom texto mas.... duvido é que o PSD seja aquilo que o autor quer que seja. 
Quando um suposto partido da "direita" diz que deve continuar na Constituição o "caminho para o Socialismo" ficamos a perceber o que é o PSD.
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De passante a 21.05.2023 às 23:27

A existência de partidos, como estrutura permanente, subsidiada e com direitos exclusivos de participação em eleições é questionável.


E a divisão esquerda-direita herdade da revolução francesa também. Aliás, muitas premissas então assumidas precisavam de ser repensadas.


Depois é urgente estabelecer um ramo de "estudos Gengis Cã" nas faculdades que se dedicam a essas coisas. Seria muito útil termos dirigentes capazes de saber "o que faria o Gengis Cã nesta situação?", por exemplo a TAP.



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De Ricardo A a 22.05.2023 às 18:15

O ramo de estudos a entrar nas faculdades actualmente é mais o wokismo.A narrativa woke (do capítulo 21 do Manual do Bom Cidadão)
https://velhomundo111.blogs.sapo.pt/a-narrativa-woke-do-capitulo-21-do-9311
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De Anónimo a 22.05.2023 às 10:15

SE o André Ventura mantiver aquela pose serena,  institucional e com sentido de Estado que demonstrou na Comissão de Inquérito Parlamentar
 e SE a bancada do Chega abandonar as pateadas e o tom trauliteiro  que tanto lembram o estilo baixo e chocarreiro do António Costa... Então aí sim, estou de acordo consigo.
Mas para que o Chega adquira a credibilidade necessária para aspirar aproximar-se dos outros partidos de direita, terá de abandonar de vez algumas das suas controversas "bandeiras" (embora muito longe de se assemelharem às controversas agendas fracturantes dos socialistas!).   Também é fundamental que o Chega não pareça _como parece às vezes_ uma claque ruidosa de football a apoiar o club, que tanto lembram  os "yes, man" acéfalos das bancadas socialistas.


Que mantenham, contudo, como é seu timbre, debates acesos, vivos, assertivos, com uma chalaça ou outra _ desde que com elevação_ para nos animar (e livrar) do "cinzentismo" daquela maioria socialista que nunca contradiz a voz do dono.  

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