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A criar monstros todos os dias

por Jose Miguel Roque Martins, em 26.05.22

Já todos ouvimos histórias de como a actual geração de jovens estava estragada por mimos materiais de pais que lhes dão o que têm e não têm e de como existe uma geração “perdida” por falta de educação e valores. Nunca liguei muito a estas previsões, tão constantes como desmentidas pela evolução, ao longo de séculos .

A noticia de ontem no Observador, de uma filha de 21 anos que sai de casa, pela sua pobreza, e consegue uma pensão até aos 25 anos da mãe que vive com um salário mínimo, deixou-me de boca aberta. Tenho a esperança que haja qualquer motivo não relatado que possa explicar o inexplicável. 

Existirem monstros, é uma constante da vida, mas que  sejam apadrinhados pela sociedade e a sua justiça, parece-me francamente demais.

 



7 comentários

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De balio a 26.05.2022 às 11:57


Eu não vejo na situação relatada nada de monstruoso.
Parece-me razoável que os pais sejam obrigados a sustentar os filhos até eles terem 25 anos de idade, ou até terem concluído um curso.
Neste caso, a mãe fica desobrigada de sustentar a filha com alimentos mas, em conpensação, tem que lhe dar uma pensão - que até é pequena em relação ao valor dos alimentos. Ou seja, a mãe por um lado gasta, mas pelo outro poupa - e nada tem que se queixar.

O que é chocante não é os pais terem que sustentar os filhos até eles terem 25 anos. O que é chocante é haver muitos pais que têm que continuar a sustentá-los depois disso, por eles não conseguirem (ou não quererem) sustentar-se.
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De AVS a 26.05.2022 às 14:05

Balio, já tinha percebido que algo se passava consigo mas hoje fiquei com a certeza de que você necessita de urgente de apoio de psiquiatra. Desejo-lhe boa sorte. 


António Santos 




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De Anónimo a 26.05.2022 às 15:51

Longe vao os tempos em que os filhos ajudavam os pais a ter uma vida um pouco melhor. Coitada da mãe que já sabe que quando for mais velha e precisar de ajuda não poderá contar com apoio da filha. 
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De balio a 26.05.2022 às 16:10


Coitada da mãe que já sabe que quando for mais velha e precisar de ajuda não poderá contar com apoio da filha.


Nada lhe diz que assim será. Possivelmente a filha apoiará a mãe quando esta necessitar no futuro.


A situação presente é que era indevida: a mãe não dava à filha as condições adequadas. A filha queixava-se de que até a alimentação que recebia era inadequada ou insuficiente. Isso é que não pode ser. Os pais, neste caso a mãe, têm a obrigação de dar aos filhos um mínimo. Pelo menos, não os fazer passar fome.
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De AVS a 26.05.2022 às 14:10

Prefiro acreditar que faltam peças do puzzle pois a ser exactamente isto que aconteceu, em primeiro lugar fico estupefacto com a decisão do tribunal e relativamente à jovem nem vou emitir opinião. Creio que será fácil prever a opinião sobre este acontecimento a alguém que começou a trabalhar aos 12 anos e nunca necessitou de utilizar o fundo de desemprego passados 45 anos. 


António Santos
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De balio a 26.05.2022 às 15:37


De facto, tal como relatado no jornal, parece-me que as três protagonistas desta história ficaram todas a ganhar.
A jovem foi viver para uma casa mais desafogada financeiramente.
A madrinha da jovem fica com companhia em casa.
A mãe da jovem gasta menos com a pensão de alimentos que lhe paga do que gastava com os alimentos que lhe dava.
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De Anónimo 78 a 27.05.2022 às 10:01

Há aqui uma contradição profunda. Adquirem-se direitos à sexualidade e à decisão de mudança de sexo, com 16 anos (e menos) adquirem-se direitos políticos com a maioridade aos 18 mas aceita-se a dependência paterna até aos 25 (ou mesmo mais de 30 como aconteceu num caso também judicial em França).
Já sei que posso ser acusado de retrógrado, bota-de-elástico ou mesmo reaccionário e fascista mas isto parecem-me sintomas de uma sociedade doente que vai acabar ou em morte ou em cirurgia.

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