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Na vanguarda da comunicação - Peter Gabriel

por João Távora, em 03.07.12

 

Peter Gabriel, que estará entre nós no próximo dia 7 no festival Super Bock Super Rock, foi dos primeiros músicos a apostar numa plataforma integrada de comunicação web, tendo desse modo o artista no final dos anos noventa consolidado a sua autonomia de intermediações desnecessárias. Então já com editora própria, a Real World, este artista multifacetado e pioneiro já exibia um sítio dinâmico com notícias diárias, vídeo-notícias, radio-online, galeria fotográfica, página de fórum, loja online com edições especiais, raridades e venda de bilhetes para os espectáculos.
De facto, Peter Gabriel, para lá de uma lenda viva da música contemporânea, não sendo o clássico “comunicador nato” é sem dúvida um fenómeno de “comunicação inteligente”, tanto em cima do palco como na gestão da sua carreira. Em ambos os planos, tudo é premeditado e trabalhado ao mais singelo detalhe desde o início da sua carreira nos Genesis: a prestação da banda e a pantomima do vocalista seguia um guião dum rigor impressionante, um conceito vanguardista de "espectáculo total" em que a música é ilustrada não só por aparatosos efeitos visuais, mas por surpreendentes elementos cénicos e teatrais. A mística criada à volta desses concertos subiu de patamar na sua carreira a solo. Então, e durante mais de uma década, a imagem publicada de Gabriel era limitada a uns quantos ensaios de distorção fotográfica, que pouco revelavam do artista, uma estratégia que fomentava o enigma, a desvendar em esplendor nos concertos ao vivo milimetricamente encenados, através da sua voz impar, das suas histórias e canções. Não admira que boa parte delas abordem o tema e as consequências da (falta) de comunicação entre as pessoas.
Uma lenda constrói-se principalmente através do Dom que o artista possui, mas tal não é possível sem uma boa gestão de imagem e relações públicas. Se não for através duma morte trágica e prematura, a única forma de um bom artista se afirmar e sobreviver é com boa estratégia de comunicação. Essa história do artista incompreendido e isolado do mundo passando fome, é um mito veiculado pela moda e pelos marchands.

 

Publicado originalmente aqui

Meritocracia e internet

por João Távora, em 02.05.12

Já não é a primeira vez que lemos ou ouvimos falar de “verdadeiros fenómenos” em popularidade nas redes sociais, seja no Twitter ou Facebook ou nos blogs. Tirando o caso dos famosos produzidos pelos meios de massas que depois capitalizam a sua celebridade nas redes, o sucesso na Internet é bastante democrático. Mesmo tendo em conta que nem toda a gente é dotada da mesma capacidade de gerir as ferramentas social media, ou seja, de construir uma coerente rede de relações quantitativa e qualitativamente boa, convém realçar que o suporte desse sucesso dependerá sempre da matéria-prima. Entende-se aqui “matéria-prima” como “conteúdo” ou “substância”; a qual, sem uma boa concepção, sem que reúna originalidade na ideia e pertinência na informação, em nada resultará. Isto corresponde a uma velha e incontornável máxima dos primórdios dos motores de busca web: “na Internet o conteúdo é rei”. Ou seja, na Internet, o seu sucesso depende maioritariamente do mérito, nunca de estatuto, e muito pouco da sua história. 

 

Texto editado, publicado originalmente aqui

Não aprendem porque não querem

por João Távora, em 23.03.12

 

Se pensa que não há imagem mais abominável para a cultura ocidental do que um homem bater numa mulher engana-se. Imagine que a mulher é jornalista e o homem é um polícia. Aí tem a ignomínia perfeita, o poder da imagem no seu esplendor..

 

Publicado também aqui.

A morte dos blogs, um manifesto exagero

por João Távora, em 17.02.12

 

O enorme sucesso e popularização do Twitter e Facebook vieram criar o mito da decadência dos Blogs. Ao contrário do que possa parecer, os números provam que este formato de publicação, enrolado numa sequência cronológica e disposto na web em redes de afinidades ou interesses, se vem consolidando e renovando-se diariamente com novos projectos, colectivos, profissionais, individuais, mais ou menos analíticos, intimistas ou institucionais, justamente potenciados pelas Redes Sociais, onde os seus conteúdos (posts) são disseminados de forma exponencial. Curiosa é a inversão de perspectiva de como foram dantes considerados os blogs e de como o são hoje. Há uns anos a sua fórmula era criticada pelo imediatismo irreflectido e inconsequente, hoje um estereótipo transposto para as Redes Sociais, dos “estados” de alma e “sound bites” de 140 caracteres. Tirando o caso de Pacheco Pereira que exacerba a exclusividade, a blogosfera é hoje genericamente apreciada como um privilegiado espaço de análise e reflexão plurais. Finalmente quanto ao Facebook, uma coisa parece-me evidente: se a plataforma adicionasse às cronologias alguma versatilidade na edição e formatação dos textos, talvez não fosse má ideia. 

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texto adaptado, originalmente publicado aqui

A mensagem e o mensageiro

por João Távora, em 25.01.12

 

Ainda a respeito das desgraçadas declarações de Cavaco Silva sobre as suas reformas, Ricardo Costa assumido céptico das novas plataformas de comunicação, ontem na SIC Notícias atribuía a profusão de vitupérios publicados nas redes ao lado perverso da utilização do Facebook. Compreende-se e respeita-se o seu conservadorismo, mas o director do semanário Expresso incorre no erro vulgar de confundir a mensagem com o mensageiro, o conteúdo com a ferramenta que afinal não é um fim em si mesma. O problema do presidente ou do seu gabinete, nunca foi, antes pelo contrário, o da utilização da popular rede social como veículo de proximidade com os cidadãos, mas o conteúdo da sua intervenção por sinal feita e em directo para as camaras e microfones dos media tradicionais. Julgo até que Belém, definitivamente beneficia do fenómeno Facebook que permite a ilusão de proximidade a mais de dois milhões dos seus utilizadores activos ao desabafarem, manifestarem as suas razões e emoções ao mais alto magistrado da nação na respectiva página pessoal, esvaziando assim "a rua", essa sim um palco tradicionalmente determinante na estabilidade dos regimes. De resto o problema foi a extraordinária aselhice com que Cavaco comprou uma ruidosa e evitável borrasca... virtual.

 

Publicado originalmente aqui

Atraso de vida

por João Távora, em 12.01.12

 

Há quase vinte anos que se sabe (e a realidade comprova-o) que o palco da competição dos negócios cada vez mais se dará na Internet, mas a maior parte dos empresários portugueses na verdade continua a menosprezar este paradigma. Ler mais»»»

Sementes de violência

por João Távora, em 17.11.11

 

 

Suspeito que a mais recente campanha da Benetton relegará definitivamente a marca para um obscuro nicho comercial. Duvido desta violenta estratégia de “chocar” o mundo inteiro, com uma pesunçosa campanha pelo fim do ódio entre todos… os outros. O mundo está cheio destes moralistas pós-modernos, prontos a apedrejar os seus semelhantes, por valores que julgam abstractos, mas que dependem em primeiro lugar de cada uma das suas próprias atitudes. Difícil, não é?

 

Publicado também aqui

Comunicação rasca

por João Távora, em 30.08.11

 

Mas porquê "Park", meu Deus?! Que misterioso conceito transmitirá esta palavra que não lhe chegue o português? (O Duarte Calvão explica-nos em breve no número de Setembro da revista "The Printed Blog").

Comunicação é Poder?

por João Távora, em 22.08.11

 

É pena que alguns políticos tão empenhados na utilização das redes sociais, passada a refrega eleitoral, desinvistam no diálogo com os eleitores. O meu amigo Leonardo Melo Gonçalves há tempos abordou aqui o assunto dando o exemplo da Secretária de Estado Hillary Clinton, que ainda hoje se apresenta no perfil do Linkedin como candidata presidencial. É irónico o mau aspeto que pode gerar uma plataforma de gestão da boa imagem.
Pela parte que me toca não me choca que uma figura pública opte por um estilo de comunicação tradicional, sem “redes” nem modernices. O que já me soa estranho é quando a estratégia se altera subitamente sem uma explicação aparente que não seja “já consegui aquilo que queria, não tenho mais tempo para conversas ou amigos virtuais”.
Por isso é que me surpreendi que Paulo Portas, um exímio comunicador tão bem rodeado de bons profissionais, tenha deixado ao abandono a sua página no facebook. Certo é que na matéria Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas também não se vêm destinguindo pela exuberância. Entende-se a dificuldade na gestão de protagonismos que possam vulnerar a coligação governativa. Entende-se perfeitamente que é mais fácil comunicar o protesto, fazer oposição. Mas nada disso justifica: o grande desafio da boa Comunicação e das boas Relações Públicas põe-se verdadeiramente na instável “cadeira do poder”. É que a história dos governantes está cheia de maus finais por causa de boas ações mal compreendidas.

 

Publicado originalmente aqui.

Falando de trabalho...

por João Távora, em 06.07.11

 

O escritório novo no coração de Cascais. Convido-vos a uma visita!

Falando de trabalho...

por João Távora, em 24.06.11

 

Aceitem este convite.

Agir local, pensar nacional

por João Távora, em 24.05.11

Há pouco no carro, a uma hora em que pouca gente a escuta, vinha eu a ouvir um interessante debate dirigido pela Maria Flor Pedroso na Antena 1 entre os cabeças de lista de Braga ao parlamento, em que os argumentos eram esgrimidos em função da realidade do distrito. Esta boa experiência vem reforçar a minha ideia da importância regeneradora das “campanhas localizadas” que decorrem à margem do “grande público” para os diversos círculos eleitorais e que põem os candidatos a deputados, a sua inteligência, acutilância e imaginação, em contacto directo com os seus eleitores. Para um parlamentarista como eu, é especialmente grato constatar uma focagem assim alternativa às inevitáveis campanhas dos líderes nacionais, cujo estilo e guião a duas semanas das eleições já se vão tornando num ruido estafado. 

De resto, em termos de Comunicação, atraem-me estratégias elaboradas sob esse princípio democrático da proximidade, como aqui referi, com base no excelente exemplo da campanha do círculo de Leiria do CDS, tão bem testemunhado no seu diário eficazmente difundido pelas redes. Acredito que uma boa parte dos candidatos à Casa da Democracia, por mérito próprio mereceriam muito mais atenção dos seus eleitores. Mas para que se promovesse no eleitorado uma perspectiva assim revitalizante da política, era necessário que a Comunicação Social emendasse alguns critérios editoriais, coisa infelizmente pouco provável tendo em conta a sua matriz conservadora, para não dizer outra coisa.

 

Em estéreo 

Falando de trabalho...

por João Távora, em 19.05.11

 

Soluções para propaganda eficaz.

Poluição e outdoors para quê?!?

por João Távora, em 19.05.11

 

A campanha eleitoral do CDS tem-se revelado muito interessante do ponto de vista da racionalidade do aproveitamento dos recursos em rede, reais e virtuais, nomeadamente com a web social, com exibição de bons conteúdos, bom grafismo, bons vídeos e uma mensagem extremamente simples e convincente. Bom exemplo disso é o site do CDS Leiria, onde podemos acompanhar o dia-a-dia da campanha com Assunção Cristas, e que pela sua concepção vem sendo amplamente divulgado na web e nas redes sociais: uma verdadeira lição de eficácia. 

Velhas lutas, novas armas

por João Távora, em 17.05.11

Se é certo que a perda de influência dos meios tradicionais de informação, em paralelo com o advento das novas tecnologias, da web 2.0 e toda a sorte de redes de comunicação não mediada, nos aponta para um aparente caos, ou no mínimo para caminhos desconhecidos, certo é que a oligarquia instalada vem perdendo poder de manipular, de doutrinar: os jovens, por exemplo, pouco vêem telejornais, não ouvem telefonia e muito menos lêem os jornais de referência. Fazem pesquisa de conteúdos na Internet e servem-se de downloads, de rubricas escritas ou audiovisuais, lúdicos ou informativos, com proveniência diversa, de produtores oficiais ou independentes, a seu belo prazer, e numa lógica que escapa à grande distribuição, comercial ou institucional. Por exemplo, se fosse há vinte anos, teria sido impossível a grande parte desse público escapar a uma estrondosa e unanimista campanha de propaganda relativa ao centenário da república, promovida pelo monopólio da televisão e rádios “oficiais”. Para mais, uma progressiva desagregação dos Meios tradicionais, desmultiplicados em múltiplos canais para nichos ou “segmentos de mercado”, hoje desguarnece o “Grande Irmão” que assim vai perdendo capacidade de amestrar o “seu povo”.

 

 

A forma e o conteúdo

por João Távora, em 08.04.11

Pacheco Pereira sintetizava ontem na Quadratura do Circulo com um pessimismo cortante o drama do impasse português que as eleições não resolvem: a convergência duma incapacidade endógena para a mudança, com a submissão da política à lógica mediática, refém de artifícios comunicacionais em detrimento dos atributos substantivos. Em defesa das disciplinas do Marketing e da Comunicação de que sou profissional e aficionado, simultaneamente endeusadas e diabolizadas, convém afiançar que por mais sofisticadas que forem as estratégias ou técnicas aplicadas, o sucesso da propaganda dependerá inevitavelmente da qualidade substantiva do “produto” ou protagonista. Sendo verdade que uma boa estratégia de comunicação opera milagres na percepção pública duma mensagem, a longo termo, a mentira em confronto com a essência, tem sempre as pernas curtas. Como profissional comunicação sei muito bem que antes da imagem está a substância, elemento preponderante para o sucesso de qualquer acção. Citando Kant de memória, “as formas sem conteúdos são vazias e os conteúdos sem formas são cegos”.

 

Publicado originalmente aqui

 

O custo da dívida portuguesa há muito que deixou de ser um problema de comunicação; ao contrário, trata-se duma indisfarçável questão de facto, de substância. Por ora parece-me gratuita demasiada preocupação com os “discursos”, venham do ministro das finanças, venham de Angela Merkel, que digam uma coisa ou o seu contrário, nada disso comove os mercados. Nas empresas como na política as relações públicas, por mais competentes que sejam não dispensam uma realidade cooperante, um produto sólido ou ideia coerente.

 

Originalmente publicado aqui

As contas fazem-se no fim

por João Távora, em 12.02.10

 

Independentemente de considerar que iniciativa de ontem Todos Pela Liberdade cumpriu o seu desígnio, a fraca mobilização das pessoas para a rua confirmou aquilo que sempre afirmei sobre os limites da influencia dos blogues no mundo real. Não desmerecendo as suas obvias virtualidades, principalmente na democratização da escrita em geral e da opinião em particular; esta plataforma em termos imediatos funciona para um circuito fechado, em grande parte constituído pelos próprios intervenientes. É de forma indirecta que o que dela transpira chega ao país real. Devagar, mas chega; coisa que lhe retira competência para per si mobilizar acções de rua.  Estas para serem bem sucedidas, necessitam de, além doutras ferramentas comunicacionais complementares, recursos logísticos e financeiros apenas acessíveis às instituições bem implantadas, sindicatos ou partidos. Claro está que uns autocarros, umas bifanas e umas cervejas serão sempre um selo de garantia para o sucesso. 

«Picante» é o caril do Cantinho da Paz

por João Villalobos, em 03.03.08

Alguém no Diário de Notícias escreveu uma pequena nota a propósito do debate de amanhã sobre «O marketing político e as agências de comunicação» e «para o qual foram convidados António Cunha Vaz, da Cunha Vaz & Associados e o ex-dirigente socialista Jorge Coelho,  devidamente moderados por Francisco Almeida Leite, no Auditório 1, pelas 21.00».  
Para quem escreveu a "breve", «o verdadeiro picante deste acontecimento é o facto de a agência de comunicação ipsis, que trabalha nessa área para a universidade, ter tido que promover a rival».   
Francamente, não estou a ver nisso «picante» algum. A ipsis já tinha colaborado na divulgação do debate anterior que reuniu Pacheco Pereira e Luís Paixão Martins. E continuará a divulgar os próximos enquanto a Universidade entender continuar com os nossos serviços. Grande falta de profissionalismo seria proceder de outro modo e na ipsis ninguém engoliu um sapo. Pelo contrário, temos o maior gosto em colaborar em tudo o que possa ajudar a remover teias da aranha da cabeça das pessoas e ajudá-las a compreender melhor o sector.  

No lugar do rato...

por Corta-fitas, em 12.12.07
...imaginem alguns assessores.


Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com



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