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Os extremos tocam-se

por João Távora, em 05.11.07
A respeito desta polémica, acho sinceramente que estão bem um para o outro, estes dois verdadeiros clowns da blogosfera (e não só).

O país real vai ao cinema

por João Távora, em 02.11.07
Hoje, no telejornal da hora do almoço, era confrangedora a amostra de povo reunido pela causa da estreia de "Corrupção", o grande evento deste coitado país. Engalanado para a soirée cultural da sua vida, sempre pronto a opinar ao primeiro microfone à vista, o povo roncou as suas sagazes opiniões sobre a virtuosa obra: "está um pouco diferente do livro", "eu não li o livro todo", uma "denúncia do país e do futebol que temos". O cinema português conquistou finalmente as massas.
Por mim, quase acabo a simpatizar com o mais bem sucedido cacique da “bola” da nossa praça.
Triste sina esta, desta gente moralista, invejosa e mexeriqueira, que descobre no espectáculo da transgressão alheia a redenção da sua mediocridade.

Halloween

por João Távora, em 01.11.07
Entristece-me intimamente a ingénua adesão dos miúdos pequenos ao estéril folclore da triunfante cultura invasora. É com ou sem a nossa conivência que os seus ritos e liturgia entram sorrateiramente pelas nossas casas adentro.
Ao mesmo tempo que a desgarrada militância laicista promove o esvaziamento das nossas ancestrais tradições cristãs, em nome do progresso e duma presumida superioridade intelectual, os fundamentos da nossa identidade colectiva são sistematicamente ameaçados.
Sem nada para lá pôr no seu lugar, o povo espoliado e confuso agarra-se em desespero às abóboras ocas, luzinhas mágicas, pais natais, pozinhos de perlimpimpim e demais “espiritualices” alternativas.
Enfim, o progresso.

Tempos modernos

por João Távora, em 27.10.07
As modernas carripanas de castanhas assadas até são “cools”, muito higiénicas e tal. Agora aqueles cartuchos vêm ditar o final de uma época: acabar de vez com a utilidade das jurássicas listas telefónicas. Cá em casa, há muito que iam direitas para o papelão.

Foto: DN, não assinada

Preliminares

por João Távora, em 11.10.07
Habilidosa a operação de marketing politico: em poucos dias o governo faz constar o anúncio dum aumento no imposto sobre os combustíveis, e seguidamente, compadecido, condescende manter o actual. Perante o magnânime sinal, o povo agradece reverente o orçamento de estado que aí vem.

Deitar os foguetes e apanhar as canas

por João Távora, em 06.10.07
Ontem, cinco de Outubro, numa entusiástica homenagem ao nosso impoluto regime, o anfitrião Cavaco afirmou à televisão e aos populares que aquele Palácio de Belém era um genuíno símbolo da república. E eu que pensava que o símbolo do regime era a rotunda ou a varanda municipal.
A seguir, na mesma reportagem televisiva, uma veneranda e obrigada testemunha do evento declarou peremptória que o Palácio de Belém, na sua experiente e viajada perspectiva, era um dos mais belos palácios do mundo... Razão tem o presidente na afirmação da emergência do ensino. O mesmo almejava D. Pedro V há cento e cinquenta anos e no entanto continuamos um país de xicos espertos e papalvos.

Diz-me o que lês...

por João Távora, em 25.09.07
Sim Cristina, lá estão os dois príncipes da III república em animada "cavaqueira", sentados nos presidenciais cadeirões. Uma lição prática do perdão e da caridade cristãs à desapiedada sociedade civil. Mas a mim, o que me salta à vista na fotografia de capa do DN, é aquele grande e fabuloso livro na mesa logo à frente de Mário Soares: Legenda Áurea de Tiago de Voragine, editado pela Civilização em 2004
Originariamente intitulado Legenda Sanctorum, esta brilhante obra sobre “o que deve ser lido dos santos” publicado em meados do Século XIII, terá sido um dos primeiros bestsellers da nossa civilização cristã, com cerca de dez mil cópias manuscritas. De resto pergunto-me se o livro (sublimemente ilustrado com obras de Giotto, Duccio, Fra Angelico, Simone Martini, Piero della Francesca, Masaccio, Masolino, Pietro Lorenzetti, Ambroggio etc.) será um mero adereço decorativo, ou se algum dos recentes inquilinos daquele palácio, se dignou a folhear o aquele histórico tesouro literário e artístico.

As coisas nos seus lugares

por João Távora, em 14.09.07
Inveterado emocional como sou, na quarta-feira deitei-me com um amargo de boca, incomodado com a tragicomédia que foi o desfecho do Portugal vs. Sérvia. Tudo correra mal, e o pior ainda era o humilhante comportamento do treinador. Admiro quem logo no dia seguinte friamente opinou, julgou e escreveu, enquanto eu fiquei literalmente amuado. Privilégio(?) de quem não é colunista ou jornalista.
Scolari, nos dias da minha vida, foi o seleccionador que mais longe levou as cores da equipa nacional de futebol. Scolari, de facto, anteontem excedeu-se, cometendo uma argolada grave. Aborrecida para a débil imagem da minha tribo e comprometedora para os objectivos desportivos da rapaziada da bola. De caminho, a sua imagem ficou bastante chamuscada: imagino o que no dia seguinte o caçula do treinador ouviu no colégio... E compreendo que algumas marcas estejam a fazer contas de cabeça à rentabilidade da imagem do nosso ex-prazenteiro seleccionador. Ele, que afinal foi o melhor que eu conheci à frente da selecção nacional nos meus quarenta e seis anos de idade. O único que, por exemplo, com olímpica indiferença, ultrapassou os lobbies clubistas e outras máfias domésticas - com os resultados que se conhecem.
Tudo isto é uma chatice, um aborrecimento, eu sei. Mas não é mais do que isso, é futebol; e por mim, que não sou presidente da UEFA, o Sr. Scolari está mais do que perdoado. Espero que a justiça desportiva não seja severa e que ele possa voltar quanto antes a sentar-se no banco a liderar os seus rapazes. E dessa forma dar-nos mais algumas alegrias com as cores republicanas, no único uso onde ganham alguma graça. Para que no fim, seja qual for o resultado alcançado no europeu de 2008, Filipão se despeça da demanda portuguesa com merecido orgulho e dignidade.

As portas de São Bento II

por João Távora, em 13.09.07
Bob Geldof, ao contrário de Dalai Lama, não traz melindres diplomáticos a S. Bento e é um famoso ícone do moralismo Pop, “we are the world” (de esterilidade garantida) que é muito caro à esquerda "moderna".

Diana

por João Távora, em 03.09.07
Não tenho grande pachorra para "socialites" ou intriguinhas “cor de rosa”. Nunca dei muita atenção às fofocas sobre o casamento do Príncipe Carlos com Diana Spencer, assim como também não "cusco" os casamentos ou a vida privada de ninguém, pois já me entretenho o suficiente com a minha. Sobre o cansado assunto da morte da Princesa do Povo, o melhor comentário saiu ontem no DN da pena de Alberto Gonçalves na sua (divertida) rubrica semanal à laia de blogue: (...) não esquecer, comemorou-se o acidente de Diana Spencer, e o facto de um carro conduzido a 200 km/h por um ébrio não ter morto parisienses inocentes. Assunto arrumado.

New age

por João Távora, em 31.08.07
O moderníssimo aparelho do meu carro lê os CDs em MP3. Neste “formato” cabem quase vinte álbuns num simples CD de 700 megas. A fartura é tanta que o pobre desconfia. Com o ouvido atento, apercebo-me como o processo de compactação digital nos defrauda, prescindindo de tantos “bites e baites”, aparentemente redundantes. Ou eliminando os sons considerados inaudíveis ao ouvido "comum". Confesso que aquele som, redondo e de plástico, ao princípio até soa agradável. Mas ficamos com a ausência da alma, dos sombreados, dos degradés e das texturas mais subtis da peça. Desvanece-se a profundidade e o relevo, a coloração sonora impressa pelo espaço, pela sala ou pelo estúdio e os seus materiais.
Chegado a casa, cedo à urgência: ligo o amplificador, ponho a rodar o gira-discos, fecho a porta, ajusto o volume, ponho cuidadosamente o vinil a reproduzir o órgão de Tom Koopman, tocando a Tocata e Fuga BWV 565 de Bach. Respiro profundamente e deixo-me ir.
Infelizes os satisfeitos com o que os seus humanos e precários sentidos alcançam. Vendo pouco e crendo pouco. Conformados. Tantas vezes cínicos.

A ameaça

por João Távora, em 29.08.07
Os incêndios no Peloponeso, a que pela TV assistimos atónitos do sofá, devem preocupar-nos profundamente. Apesar daquela estranha língua, os protagonistas, a acção e os cenários são-nos demasiado familiares. Depois, suspeito que aquela catástrofe não ocorre em Portugal apenas por mero circunstancialismo meteorológico. Quando, perante a estatística dos incêndios em Portugal este Verão, as autoridades se vangloriam da eficiência alcançada, fico desconfiado. É fácil atirar “postas de pescada” quando as circunstâncias são favoráveis, e manda a prudência um pouco de modéstia. Que a floresta, quando arde, chamusca qualquer governo.

O poder na rua II

por João Távora, em 19.08.07
Fico atónito com as irresponsáveis declarações de Miguel Portas na última página do DN de hoje, relativizando e justificando o acto de vandalismo de Silves na passada sexta-feira. Pergunto-me se esse senhor, que é bom de ver, milita no Bloco de Esquerda, acharia bem que um grupo de zelosos marginais, encapuçados por razões estéticas, pegasse fogo ao seu automóvel, perigoso poluidor da comunitária atmosfera.

Imagem daqui

O poder na rua

por João Távora, em 18.08.07
O sucesso da democracia liberal depende de uma justiça independente, funcional, e de um estado “curto” mas firme. Sobre a Justiça estamos conversados, com o impune assalto à plantação de milho ontem em Silves por um grupo de malfeitores, qualquer ilusão sobre a vulnerabilidade do regime fica desfeita. E se a moda pega?

A mais bela bandeira do mundo outra vez

por João Távora, em 17.08.07

Durante o Euro 2004 fui daqueles que entraram na histeria das “bandeiras à janela”. Além de gostar de futebol sou um sentimental patriota. Este sentido prevaleceu sobre o (mau) gosto que para mim representa a bandeira republicana. E ela por lá foi ficando, a flapejar de noite e de dia, estranhamente resistente às intempéries. Esse pequeno “milagre” e a minha inércia fizeram com que durante tempo demais eu tenha propagandeado umas cores que não gosto. Até ontem. Aquela privilegiada janela há muito que merecia uma bandeira diferente e que finalmente arranjei: a mais bela bandeira do mundo.

A luta continua

por João Távora, em 05.08.07
A “soviética” revolução de Outubro, violentíssima génese do mais sanguinário regime conhecido, celebra 90 anos dentro de alguns meses, e é razão para entusiásticas celebrações na próxima festa do “Avante!”, órgão oficial do sistémico Partido Comunista. A inteligenzia apaniguada do regime fechará convenientemente os olhos à ignóbil celebração. Para tanto basta um convite para uma pública passeata no santuário do Seixal que logo o tinto carrascão e umas febras fumegantes, adormecem a sua sensibilidade democrática. A boa propaganda assim aconselha, pois afinal não é tudo tão “relativo”?
Entretanto, à conta do erário público, preparam-se os nacionalíssimos festejos do centenário da velha e caduca república do não menos passado Dr. Vital Moreira. Celebremos então a carbonária, a formiga branca e o camião da morte. Rejubilemos com as perseguições e o ressentimento sanguinário, o assassinato politico, a desregulação democrática, enfim, o completo caos.
A gananciosa fidalguia regimental, em plena posse da máquina de propaganda, rejubila com a previsível festança para o pagode iletrado. Para o povo historicamente analfabeto e acrítico, hoje alienado com as ilusões da fortuna pós-moderna: viagens enlatadas, telemóveis topo de gama, unhas de gel e outros ídolos do jet 7. Uma vertigem de prazer inusitado.
Abaixo da superfície, uma ligeira vibração é perceptível. Sinais de que a história não acaba aqui e de que a luta continua.

Às páginas tantas...

por João Távora, em 25.07.07
Ao contrário do que se possa pensar não sou um puritano, muito menos um moralista. Mulheres bonitas, maminhas, rabos e pernocas, quando justificadas pelo seu contexto, são graças com as quais convivo prazenteiramente, na medida possível a um comprometido marido e chefe de família.
Vem isto a (des)propósito das secções de classificados, “de RELAX” publicadas nalguns jornais chamados “de referência”. De há uns tempos para cá, estas páginas têm-se progressivamente transformado numa obscena montra da miséria humana, um profusamente ilustrado catálogo de prostituição. A diversidade de órgãos e membros femininos expostos é inúmera e a cores. A carne exposta como no talho.
Se bem me lembro, este tipo de publicidade surge ciclicamente como uma praga (lembram-se da publicidade às chamadas de valor acrescentado?) em resposta a um anónimo e vasto mercado de frustrados sexuais.
Por ora, aguarda-se que o legislador acorde um dia destes e decrete a regulação desta emergente(?) oferta publicitária. Até ver. Entretanto, é melhor preparar uma explicação de “bom gosto” para dar às minhas criancinhas, quando um dia destes, às páginas tantas, encontrarem os deprimentes anúncios ilustrados num qualquer diário generalista... de referência.

Show Business

por João Távora, em 24.07.07
Antigamente, bem ensinados, levavam-nos de autocarro e vestidinhos de branco para o Estádio Nacional. Para venerar o regime. Agora, paga-se a uma agencia de comunicação, ou de casting e cria-se o “acontecimento à medida. Sinal dos tempos!

Liberdade e má conduta

por João Távora, em 24.07.07
Caro Pedro Sales

A respeito do seu acintoso texto que me mereceu a maior atenção, permita-me três observações:

1 - Na minha modesta opinião, as caricaturas a Maomé foram um nítido abuso da liberdade de expressão. Coisa de gente malcriada e blasé, de quem herdou a liberdade sem esforço, para quem a paz e a sopa na mesa é um dado adquirido.
2 – Não percebo com que sentido é que o Pedro mistura homossexuais com republicanos ou monárquicos. Há-os com certeza proporcionalmente nas duas facções politicas. Volto a afirmar que não julgo ninguém pelas suas inclinações sexuais. (Confesso que em termos meramente abstractos me irrita um pouco a imagem do republicano à antiga, todo engomado, de bigode e chapéu, mas isso passa depressa com um “passou bem”).
3 – Finalmente, acredito que a liberdade de expressão é um bem demasiado precioso, e por tal devemo-nos sempre indignar quando são cometidos abusos. Nada mais.

Com consideração,

Libertinagens de conveniência

por João Távora, em 22.07.07
Eu por mim até já estou calejado. Em nome da sacro-santa liberdade de expressão alheia, desde sempre e sob o patrocínio do regime, testemunhei conformado, nos media, às mais impunes e gratuitas provocações à minha fé e outras causas desalinhadas. E diz-me a experiência que qualquer reacção piora sempre as coisas, é melhor nem ligar. Há muito que conheço o valor da minha liberdade em confronto com a das vozes do regime. Mas com o tempo ganhei imunidade e indiferença. Valem-me as minhas convicções, e também o exemplo de Cristo.
Vem isto a propósito do caso das infames caricaturas dos Príncipes Filipe e Letícia publicadas em Espanha. E não é que a fecunda liberdade de expressão de nuestros hermanos comoveu desde logo alguns nossos tolerantes e laicos republicanos? Foi o caso de Ferreira Fernandes com a sua ironia ao lado de quem, no mesmo DN, o caricaturista porno Vilhena (sem link) quase se revela um sensível conservador.
Mas cá no quintal só se promove a respeitabilidade num sentido: o devido aos senhores do regime e seus venerandos símbolos. Experimentem só xingar da bandeira da república, ou gozar com a licenciatura do nosso primeiro ministro...
De resto, imagine-se a indignação da "inteligenzia regimental", se uma perversa publicação doméstica parodiasse os nossos estimados Aníbal e Maria naqueles realíssimos preparos... Não tinha mesmo graça nenhuma, pois não?!



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