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Ele devia seguir o exemplo dela

por Pedro Correia, em 23.08.08

Menezes devia seguir o exemplo de Manuela Ferreira Leite: calar-se. Desde logo, para honrar a promessa feita no momento em que cessou funções. Todos, dentro ou fora do PSD, podem e até devem criticar a actual líder do partido - todos, menos ele: se não fosse o péssimo desempenho do autarca de Gaia na Rua de São Caetano à Lapa, ela não estaria onde está.

Um novo estilo de oposição

por Pedro Correia, em 16.08.08

António Borges, vice-presidente do PSD, elogia o "bom resultado" da economia portuguesa, usando palavras que poderiam ser proferidas por Manuel Pinho. O Governo agradece.

No PSD "há gente capaz de tudo"

por Pedro Correia, em 15.08.08

José Pacheco Pereira dixit.

Oposinão

por Pedro Correia, em 08.08.08

Cada vez mais ensurdecedor, o pesadíssimo silêncio de Manuela Ferreira Leite. Mas haja esperança: um oráculo já avisou a plebe que talvez venha a proferir algumas palavras lá pelos idos de Setembro, à beira do cair da folha. Aguardemos, pois. Respeitando profundamente o beatífico recolhimento em que a sereníssima senhora mergulhou.

Um erro político sem dimensão

por Pedro Correia, em 06.08.08

Privatizar a Caixa Geral de Depósitos "seria um erro político sem dimensão". A frase, a meu ver acertada, é de Manuela Ferreira Leite e foi proferida a 28 de Maio, em jeito de puxão de orelhas a Pedro Passos Coelho, na campanha interna dos sociais-democratas. Menos acertado parece-me o silêncio actual da presidente do PSD face às declarações do seu vice-presidente António Borges, que em entrevista ao Diário Económico de segunda-feira defendeu também a privatização da Caixa, como Passos Coelho fizera antes dele. Diz Borges: "Não há razão nenhuma para que o maior banco português pertença ao Estado."

Manuela desta vez calou-se. Mas sabemos o que pensa, lá bem no fundo, das declarações do seu vice-presidente: trata-se de um erro político sem dimensão.

Dava um belíssimo albergue espanhol

por Pedro Correia, em 05.08.08

É o melhor retrato do PSD. Este, feito pelo Rodrigo Moita de Deus.

A quadratura do círculo

por Pedro Correia, em 05.08.08

 

António Borges, vice-presidente do Partido Social Democrata, assume-se como liberal. Não percebo como é que um liberal ocupa um lugar de tanto relevo num partido que se intitula social-democrata. Seria igual o meu espanto se visse um social-democrata à frente de um partido liberal. Ou um democrata-cristão a liderar um partido socialista.

Ora este liberal que é número dois dos sociais-democratas acaba de defender, em entrevista ao Diário Económico, a privatização da Caixa Geral de Depósitos. Diz ele, textualmente: "Não há razão nenhuma para que o maior banco português pertença ao Estado."

De um liberal, não seria de esperar outra coisa. Já de um social-democrata, ou pelo menos do vice-presidente de um partido que se diz social-democrata, seria de esperar algo bem diferente. Gostaria de saber, entretanto, se a líder dos sociais-democratas subscreve aquilo que o seu liberal vice-presidente veio agora defender. Será que ela também quer privatizar a Caixa? Será que ela também é liberal? Ou será que é social-democrata, ao contrário de António Borges? Sobrará algum social-democrata no PSD?

 

ADENDA:

Ler o que aqui escreve o Pedro Marques Lopes.

Melhor deputado do PSD

por Pedro Correia, em 05.08.08

PAULO RANGEL

Integrado naquela que é talvez a pior bancada parlamentar de sempre do PSD (onde hoje só não se senta também a escritora light Margarida Rebelo Pinto porque ela teve o bom senso de recusar o convite que na altura lhe foi dirigido), foi um dos raros deputados que sobressaíram nesta sessão legislativa. Pelo seu pensamento bem estruturado e pela sua capacidade oratória, que por vezes faz lembrar os bons tribunos de outros tempos - méritos que lhe valeram recentemente a promoção a líder parlamentar, já sob a actual direcção do partido. Irá desempenhar bem esta tarefa? É uma incógnita que não tardará a desvendar-se. De momento, fica a convicção: ele merece o destaque como melhor deputado laranja do ano.

Outros entendem que os deputados são todos iguais. Eu não. Por isso voto nele.

Cinquenta e quatro vezes a palavra não

por Pedro Correia, em 28.07.08

Ao longo de uma entrevista em que proferiu cinquenta e quatro vezes a palavra "não", Manuela Ferreira Leite mostra-se cada vez mais igual a si própria: clara, concisa, concludente, sem ambiguidades. Uma garantia óbvia de que manterá o PSD no rumo certo.

Deixo aqui, com a devida vénia, alguns excertos desta entrevista - concedida pela presidente dos sociais-democratas à última edição do Expresso. Confessando-me rendido à agudez do seu raciocínio e à profundidade do seu discurso:

 

Continua a pensar que não compete à oposição prescrever o tratamento?

Continuo a recusar o que muitos têm feito, que é chegar ao poder e fazer o contrário do que anunciaram. E sei muitas vezes [que] isso acontece porque há um desajustamento entre o que se pensa e a situação que se encontra.

Então só quando se chega lá é que se pode dizer o que se vai fazer?

Não é quando se chega lá, mas é quando se conhecem a fundo os dossiês.

E isso será quando?

Não pergunte 'timings'. Não vou ficar pressionada e como não houve nenhuma proposta do PSD aceite pelo PS, só por folclore é que podem estar sempre a pedir-nos propostas.

É normal as pessoas quererem saber o que seria diferente consigo.

E vão saber. Eu não vou apresentar-me a eleições sem um progrmaa eleitoral e à medida que os dossiês vão sendo trabalhados, falarei, com um conhecimento profundo.

Na segurança social, irá mais longe do que Sócrates foi?

A reforma da segurança social foi feita e é positiva. Mas podia ir mais longe.

É amiga pessoal de Cavaco Silva e em alguns temas há consonância entre os dois. Como é que pensa gerir a relação com o Presidente da Republica?

(...) Eu até evito falar com ele.

Vai ter que falar com ele dos calendários eleitorais. O PS quer as europeias, as legislativas e as autárquicas separadas. Concorda?

Julgo que se houver legislativas e autárquicas em datas diferentes vai haver uma distância mínima entre as duas (cerca de 15  dias) e isso pode não ser fácil. Em nome do País admito que seja melhor não pedir datas diferentes, mas temos tempo para pensar o assunto.

Já tem nomes para as principais câmaras?

Ainda não. Mas penso ter tudo discutido até ao final do ano.

Santana Lopes e Fernando Seara são hipóteses para Lisboa?

Nunca falei com eles sobre isso e não vou falar disso agora.

Lê muitos jornais?

Claro que leio. Não todos, só alguns. E não vou dizer os que não leio.

Não perturbem, estamos em reflexão

por Pedro Correia, em 23.07.08

Alguém já ouviu uma palavra da dinâmica direcção do PSD sobre os "acontecimentos" da Quinta da Fonte?

Um rumo claro

por Pedro Correia, em 15.07.08

"A vaga avassaladora de propostas de infra-estruturas que este governo anuncia e de que o País nem sempre carece, e para as quais manifestamente não tem dinheiro, ficará para a história como um dos maiores erros políticos cometidos. (...) Passada a glória dos anúncios e das inaugurações, ficará apenas uma pequena valia e uma enorme factura a pagar pelos cidadãos e pelas empresas."

Manuela Ferreira Leite, no congresso de Guimarães

(22 de Junho)

 

"O PSD não está contra obras públicas em geral nem contra nenhuma em concreto."

Paulo Rangel, no debate do estado da nação

(10 de Julho)

Da ética na política (1)

por Pedro Correia, em 09.07.08

Agostinho Branquinho, protagonista do facto que justamente levantou mais celeuma no consulado de Menezes, acaba de ser premiado com o lugar de vice-presidente da bancada parlamentar do PSD. Valeu a pena ter virado a casaca no congresso, onde liderou uma lista ao Conselho Nacional alternativa à de Pedro Passos Coelho, o candidato que apoiara poucos dias antes, nas directas, facilitando assim a tangencial vitória de Manuela Ferreira Leite em Guimarães.

Da ética na política (2)

por Pedro Correia, em 09.07.08

Apostei aqui que António Preto iria ter um lugar de destaque no "novo" PSD. Era uma aposta fácil de ganhar: ei-lo no Conselho Nacional, o principal órgão do partido entre congressos. Entrou num lugar de destaque na lista proposta por Manuela Ferreira Leite.

Treze notas sobre o congresso do PSD

por Pedro Correia, em 22.06.08

 

 

1. Manuela Ferreira Leite, antes de conquistar o País, precisaria de conquistar o partido. Não o conseguiu nas directas, não o conseguiu neste congresso de Guimarães. O seu discurso de encerramento foi vago, grave, circunspecto e conselheiral. Parece uma conselheira de Estado, não a presidente do principal partido da oposição.

2. A apatia e o desinteresse foram notas dominantes. Durante a maior parte dos trabalhos, a sala esteve às moscas - como bem mostrou a SIC Notícias em excelentes apontamentos assinados por José Manuel Mestre, Pedro Cruz e Bernardo Ferrão.

3. O melhor discurso foi o de Pedro Passos Coelho, que assegurou desde já uma posição de líder no futuro. Salvaguardadas as proporções, aconteceu o mesmo com Barack Obama, autor da melhor intervenção na convenção democrata de 2004.

4. Em Guimarães, Santana Lopes foi o mais aplaudido dos três militantes que disputaram a liderança do partido. Populismo? Nunca o PPD/PSD viveu sem populismo.

5. Manuela Ferreira Leite nunca deixou claro em que se distingue de José Sócrates. Pormenor significativo: no discurso inicial, falou em "alternância" com o PS - não em alternativa. Para quem pretendia "falar para o País", sem entrelinhas, este era um teste decisivo. Em que ela falhou.

6. Liderança feminina? Que liderança feminina? Partido de homens, com Manuela Ferreira Leite o PSD mantém esta característica. A entrada de Sofia Galvão para a Comissão Política não faz a Primavera.

7. A "renovação" nos órgãos directivos, com uma ou outra excepção, faz-se com os mesmos de sempre. Rui Rio é o primeiro vice-presidente do partido. Já o era com Santana Lopes. Convém ter memória.

8. Queriam renovação? Queriam mais mulheres em funções dirigentes? Comparem com o congresso do PP espanhol, que se realizou em Valência, precisamente nos mesmos dias. Maria Dolores de Cospedal é a nova secretária-geral do partido, Ana Mato é a nova vice-secretária-geral.

9. Outra diferença: em Valência, grande parte dos dirigentes do PP, novos e velhos, estavam sem gravata. Em Guimarães, apesar do calor sufocante e de ser fim de semana, quase ninguém abdicou da gravatinha. Este é um dos problemas do PSD: ser um partido demasiado engravatado.

10. Paulo Rangel é novidade? É. Uma boa novidade: será um eficaz líder parlamentar. Melhor que Aguiar Branco, de quem se falou muito.

11. O regressado Rui Machete é o novo presidente da Mesa do Congresso laranja. Uma escolha de Manuela Ferreira Leite. Lembremos: Machete foi vice-primeiro-ministro. No governo do bloco central.

12. A frase mais certeira foi de Ângelo Correia, presidente cessante do congresso, num empolgado discurso de despedida: "O PSD está cheio de feridas." Pois está.

13. Manuela Ferreira Leite veio para ficar? É óbvio que não. É uma "líder" tão precária e tão provisória como os "líderes" precedentes. Por muito que alguns dos seus gurus pretendam convencer-nos do contrário. O interregno começou. Mais um.

Os reis da gazeta

por Pedro Correia, em 27.05.08

Leio na imprensa que os deputados mais faltosos, atendendo à relação entre o número de parlamentares e o número de faltas contabilizadas, são os do PSD. Nada que me espante. Basta ver as imagens do hemiciclo nos telejornais: é sempre na bancada laranja que se registam as maiores clareiras. Mesmo em tardes marcadas por iniciativas políticas do partido que se diz "o mais português de Portugal" - o que, se fosse verdade, daria dos portugueses uma péssima imagem. Em menos de um ano, a Mesa da Assembleia da República registou 426 faltas dos sociais-democratas, destacando-se neste quadro nada honroso os deputados José Freire Antunes (27 faltas), Mário David (23), José Cesário (20), Paulo Pereira Coelho (19) e Sérgio Vieira (19), recordistas absolutos de ausências. É bom que estas coisas se saibam. Para que em próximas eleições sirvam também de critério de escolha. Imaginem só se o PSD - que tanto fala em valorizar as empresas - fosse uma empresa com "trabalhadores" assim...

A inteligência e a estupidez

por Pedro Correia, em 08.05.08

A propósito da situação no PSD, sucedem-se as análises e os comentários daqueles que, aparentando isenção, são afinal parte interessada na contenda. Alguns são de uma inteligência arrasadora. Lembram-me aquela frase que uma personagem da Montanha Mágica, de Thomas Mann, dizia a outra: "Desejava assinalar-lhe as enormes dificuldades com que deparamos ao discernir a estupidez da inteligência. É tão difícil porque uma se confunde com a outra..."

Um pequeno teste

por Pedro Correia, em 07.05.08

Faça-se um pequeno teste: dos cinco militantes que concorrem à presidência do PPD/PSD, há um - apenas um - elogiado por todos os comentadores de esquerda, designadamente pela sua "credibilidade" (certa esquerda comentarista, ao contrário do que eu pensava, vive apaixonada pela "credibilidade"). É como o algodão, que não engana: assim ainda se torna mais fácil saber quem os socialistas desejariam enfrentar nas eleições de 2009.

Imparável

por Pedro Correia, em 06.05.08

Decorridos nove dias, surge enfim o sítio da candidatura de Manuela Ferreira Leite. Eis os três principais destaques:

- Manuela Ferreira Leite apresenta candidatura

- Aguiar Branco apoia candidatura

- Rui Rio apoia Ferreira Leite

Uau. Já fiquei fã.

 

Léxico cunhalista no PSD

por Pedro Correia, em 06.05.08

Ao ouvir na TV Manuela Ferreira Leite bradar contra os "divisionistas" no PSD, não pude deixar de sorrir. Por dois motivos. Primeiro: desde o PREC que não me lembrava de escutar esta palavra - quem costumava usá-la com frequência era o doutor Cunhal. Segundo: quando assumiu a sua candidatura, há poucos dias, a ex-ministra das Finanças surgiu na sede do partido rodeada de alguns dos mais notórios "divisionistas" e não pareceu repudiar tal companhia, antes pelo contrário.

Os portugueses adoram derrotados

por Pedro Correia, em 04.05.08

Por ironia, Luís Filipe Menezes foi o político que mais subiu na sondagem ontem divulgada pelo Expresso. Isto só confirma que os portugueses adoram os derrotados: se voltasse às funções onde não foi feliz, o presidente demissionário do PSD era recebido de braços abertos. Infelizmente, não demonstrou estrutura psicológica para exercer as funções - na linha, aliás, do congresso social-democrata de 1995, em que abandonou o Coliseu dos Recreios lavado em lágrimas. Mas a verdade objectiva dos factos é esta: mal foi eleito, em 29 de Setembro de 2007, começou a ser bombardeado - não pelo PS mas pelos próprios "companheiros" que jamais digeriram a sua eleição directa pelas bases, como de resto antecipei aqui, ainda em Setembro, e aqui, durante o congresso de Outubro. Razão tinha Churchill: "Os adversários políticos estão nos outros partidos, os inimigos estão dentro do nosso próprio partido."



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