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Novidades de 1923

por João Távora, em 12.06.13


Uma "Canção Nova" de 1923 é uma contradição de termos... esta é interpretada por uma esquecida cantora portuguesa chamada Marimélia (no entanto com reportório considerável na editora mericana Brunswick), pertence à revista Lua Nova, de Ernesto Rodrigues, F. Bermudes, João Bastos, Henrique Roldão e Alves Coelho. 

Tempo de cerejas

por João Távora, em 06.06.13

"Le Temps des Cerises" é uma canção de 1866 letra de Jean-Baptiste Clément, e música de Antoine Renard muito associada à Comuna de Paris de 1871. Este é um cilindro de cera de Edison  muito deteriorado (ouve-se melhor a partir do meio para o fim) produzido em França entre 1901 e 1905.

Souvenir

por João Távora, em 24.05.13

 

Esta é uma gravação com mais de 100 anos de "Souvenir" de Franz Drdla, um encantador solo de violino interpretado pelo então jovem talentoso Micha Elman acompanhado ao piano por Philip Gordon. O disco de primeira geração só com um lado gravado, foi manufacturado no Canadá em 1908 pela Berliner Gram-O-Phone Company - Victor Talking Machine Company. É um caso paradigmático da dificuldade que havia nos primórdios da gravação do registo acústico (mecânico) captar os sons mais delicados como do piano ou do violino.

O poder popular

por João Távora, em 17.05.13

Perfaz amanhã exactamente 125 anos sobre a invenção do disco, um tosco protótipo apresentado pelo inventor alemão naturalizado norte-americano Emile Berliner. Este suporte de gravação sonora, ainda hoje em aperfeiçoamento e preferido pelos mais criteriosos audiófilos, nasceu a 18 de Maio de 1888 para concorrer com o cilindro de cera. Apesar de possuírem mais capacidade de armazenamento (dois lados) e serem mais fáceis de guardar, os discos não se impuseram logo no mercado devido à sua extrema fragilidade. Só a partir de 1910, com a aplicação de goma-laca que facilitava a sua prensagem a partir de uma matriz, as suas vendas ultrapassaram os célebres cilindros de Thomas Edison. Foi já tarde e diante de uma falência iminência que Thomas Edison converteu a sua produção para este formato, que perdurou até ao início dos anos 1950, quando surgiram os Long Playing de 33 rpm (rotações por minuto) e os Singles de 45 rpm, gravados em vinil.

Inicialmente apenas com um dos lados gravados, os primeiros discos, pesados e rígidos, feitos para rodar entre 75 e 78 rpm, tocavam, como os cilindros, gravações de 3 a 4 minutos realizadas por métodos integralmente mecânicos e acústicos, de sensibilidade a frequências extremamente limitada: as muito baixas (sons graves) e as muito altas (sons agudos) não eram registadas. Os metais e a percussão eram, por isso, os instrumentos musicais mais adequados a acompanhar cançonetas, marchas e polcas ou até curtas árias de Ópera devidamente adaptadas. Estas limitações só foram ultrapassadas pela gravação eléctrica com microfones e amplificadores, o que se generalizou a partir do final da década de 1920.

Era só nas casas burguesas mais abastadas ou em bailaricos de paróquia que os discos eram tocados em gramofones mais ou menos sofisticados, cuja potência sonora dependia do formato e tamanho da campânula que projectava o som. Estes aparelhos funcionavam com fabulosos motores de corda, cuja precisão e força chegava a garantir a audição afinada de três discos sem novo impulso de manivela. Outra curiosidade era o consumo frequente de pontiagudas agulhas de metal (as marcas fonográficas aconselhavam a sua troca a cada audição!) e que eram vendidas às centenas em coloridas caixinhas de folha-de-flandres que hoje fazem as delícias dos coleccionadores. Foi também a partir dos anos 1920 que se popularizaram as grafonolas, máquinas portáteis em forma de mala, contendo uma pequena campânula escondida no interior. Estas eram bem menos elegantes e potentes que os gramofones, mas muito mais económicas, o que potenciou a sua popularização e a consequente expansão da indústria fonográfica.

É nos anos 1940 que surge na revista norte-americana Bilboard a primeira lista dos discos mais vendidos. O mundo jamais foi o mesmo. A democratização do consumo da música teve definitivamente origem no disco de Berliner, que trouxe consigo, entre tantas virtualidades, um dos mais marcantes fenómenos do século XX: a música Pop.

 

Texto adpatado de "Liberdade 232" publicado hoje no jornal i

 

Heav'n Heav'n (I got a robe) Marion Anderson 1923 

I got a robe, you got a robe,
All of God's children got a robe;
When I get to Heaven goin' to put on my robe,
Goin' to shout all over God's Heav'n.
Heav'n, Heav'n,
Ev'rybody talkin' 'bout heav'n ain't goin' there,
Heav'n, Heav'n,
Goin' to shout all over God's Heav'n.
I got a shoes, you got a shoes,
All of God's children got a shoes;
When I get to Heaven goin' to put on my shoes,
Goin' to walk all over God's Heav'n.
Heav'n, Heav'n,
Ev'rybody talkin' 'bout heav'n ain't goin' there;
Heav'n, Heav'n,
Goin' to shout all over God's Heav'n.
I got a harp, you got a harp,
All of God's children got a harp;
When I get to Heaven, goin' to play on my harp,
Goin' to play all over God's Heav'n.
Heav'n, Heav'n,
Ev'rybody talkin' 'bout heav'n ain't goin' there,
Heav'n, Heav'n,
Goin' to shout all over God's Heav'n.

"Canna Verde" -  Canção popular portuguesa cantado por Assaltada - Porto. Disco de baquelite anterior a 1920 (ainda a 76 rpm e não 78 rpm como se tornou regra a partir dos anos 20). Para ouvir aqui.

Arqueologia sonora

por João Távora, em 30.04.13

Eis a voz de Graham Bell, o inventor do telefone, numa gravação em disco de cera com 128 anos recentemente restaurada digitalmente.

Picolinette

por João Távora, em 27.04.13

Às voltas com as minhas velharias sonoras. Oiçam este disco muito antigo, no máximo dos anos 1910 com um animado dueto de clarinetes de Jules Pillevestre, do qual ainda não descobri referências.


----//----


Entretanto, a revista do Expresso traz esta semana um pequeno artigo sobre os 125 anos da invenção por Emil Berliner do disco como suporte de gravação (16 de Maio 1888), cheio de disparates e equívocos, nomeadamente que os cilindros de Edison tinham que ser gravados um a um, e que o material utilizado para os discos começou por ser vidro (?) e depois passaram a ser feitos de plástico, quando na verdade foram experimentados em zinco, ebonite  e o seu fabrico estabilizado numa liga que se designou goma-laca. Como em tempos referi nesta crónica, a utilização do plástico para o fabrico dos discos (muito mais resistente e maior capacidade) só surge nos anos 195O num composto que chamamos usualmente vinil. De resto num paragrafo dedicado à pintura que celebrizou "A Voz do Dono" de Francis Barraud pouco nos conta sobre a comovente história do cão Nipper.

Top of the pops

por João Távora, em 12.04.13

Esta é a versão original de Los piconeros (os carvoeiros), com letra de Ramón Perelló e música de Juan Mostazo. Cantada por de Imperio Argentina celebriza-se em plena Guerra Civil espanhola quando a cantora protagonizou uma versão cinematográfica da Carmen, de Prosper Mérimée. O filme, de índole tradicionalista, veicula os valores da espanholidade defendidos por Franco e pela Falange. Existem muitas versões desta bela canção, inclusivamente uma cantada por Amália.

 

I' ve Found a New Baby - Harry Parry and his radio sextet

Parlophone R 2786 - The 1941 Super Rhithm Style Series, no 20

Para desanuviar...

por João Távora, em 21.02.13

Comprei um frasco de tinta e uma caneta...

mas quando tentei escrever o que ando a pensar... bloqueei!

Na, na, o que hei-de eu escrever!

Top of the pops

por João Távora, em 17.02.13

 

Todas as guerras são demasiado longas, mas a II Grande Guerra fora certamente demasiado longa para demasiadas pessoas ao mesmo tempo. É neste contexto que no final de 1945 Bing Crosby leva a sua segunda versão do tema "It's Been A Long, Long Time" desta feita com o trio de Les Paul, um dos melhores guitarristas de sempre, ao nº 1 da tabela de vendas da Billboard. 

Especial S. Valentim

por João Távora, em 14.02.13

Fred Astaire em 1931 ouvia-se assim:

por João Távora, em 31.01.13

 

Fred Astaire em 1931 no principio da sua fulgurante ascensão, grava esta pequena pérola: "Maybe I Love You Too Much" de Irvin Berlin para a His Master Voice - Victor Talking Machine Company, aqui reproduzido num aparelho da mesma marca.

O que vale uma boa melodia?

por João Távora, em 29.01.13

 

A revisitação dos antigos processos de reprodução sonora, além de nos conceder o privilégio de experienciar sensações e vivências dos nossos antepassados, obriga-nos a focar-nos num aspecto fundamental da música, que aqui encontramos despida de toda a gulosa parafernália de timbres, matizes e texturas sonoras proporcionadas pela tecnologia moderna: uma boa melodia.

Acção de Graças

por João Távora, em 26.01.13

Ave Maria - Schubert por Tino Rossi 1938 a tocar num HMV "modelo 7" de 1920. 

Catita, mesmo!

por João Távora, em 10.01.13

Acompanhado pela banda filarmónica de Edison, Billy Murray canta a canção cómica “Forty-five minutes from Broadway” tema principal do musical com o mesmo nome da autoria de George M. Cohan estreada a 1 de Janeiro de 1906.


Banda Filarmónica de Edison no Estúdio de Gravação em Nova Iorque 1906.

No Natal de 1906, a família Wall canta dois temas alusivos

 

Quem acompanha as insignificâncias a que dedico a minha escrita, entende o fascínio que sobre mim exerce este artigo do Daly Mail sobre um avô que resgatou do seu sótão o fonógrafo e uma série de cilindros com as mais antigas gravações sonoras “feitas em casa” até hoje conhecidas. Cerca de 24 minutos de registos diversos, feitos pelos seus antepassados e que inclui impressionante “retrato” duma longínqua festa de Natal de 1902 que aqui reproduzo, foram doados ao museu de Londres. (Para ouvir os ficheiros, clicar na ligação em baixo da respectiva imagem)
 

No Natal de 1904, o Senhor Wall e alguns convivas endereçam votos de Boas Festas

 

Da minha experiência com uma série de cilindros com que este ano fui presenteado - e que aqui deixei testemunho em devida altura - nenhum dos "gravados em casa", (cujas caixas referenciam a anedotas, fados e cantigas) está em condições mínimas de audibilidade, afectados por um fungo que ataca a cera. Em dois deles devidamente assinalados, consegue-se adivinhar cantorias e monólogos, mas para conseguir uma nitidez razoável será necessário investir um dia num sofisticado trabalho de filtragem sonora, com meios e técnicas que não são muito acessíveis. Um projecto que espero cumprir, porque o som é um precioso complemento da imagem... e porque se nos orgulhamos de exibir na sala o retrato do nosso avô, como seria fascinante possuirmos um seu “postal” sonoro como recordação, não vos parece?

 

Nota: 
Agradeço a Victor Santos Carvalho que me fez chegar a "notícia" do Daily Mail

Outras cantorias

por João Távora, em 22.12.12

 H-A-S-H, Dat am The World I Love - Arthur Collins 1909

 

Os meus mais de cinquenta anos, muito brio e algum suor permitiram-me gradualmente juntar, além de um sistema estereofónico bastante competente, umas valentes centenas de discos, compactos e vinis, numa criteriosa colecção erigida com gozo e empenho de que me orgulho. É curioso como, através de meios informáticos, tenho-os quase todos convertidos em mp4 ocupando cerca de cinquenta gigabits numa pequena geringonça japonesa, a qual, de modo aleatório, por autor, por faixa, por género ou por álbum, consegue reproduzir integral e interruptamente por mais de uma semana. Chama-se a isto “desmaterialização”, é bom para a “portabilidade” (posso ouvir tudo no carro, por exemplo) e serve de cópia de segurança (não sei bem de quê).
Mas o que ultimamente me seduz, mais do que o som analógico ou a amplificação a válvulas, é a gravação mecânica, que funciona sempre, seja na praia, no campo ou no deserto, sem pilhas nem corrente eléctrica, sem software nem hardware, só com umas voltas à manivela e uma variedade de valsas, marchas e cantorias literalmente do outro mundo. Reconheço que a amplitude das frequências sonoras resulta bastante limitada, mas até isso tem o seu fascínio, quando ganhamos uma perspectiva mais ampla da efémera música popular, devolvendo à  vida a uma gravação com cem anos, por exemplo de Arthur Collins, um popular barítono americano do princípio do século XX, o "rei do Ragtime". Ou nos deliciamos a escutar Fred Astaire, a cantarolar "Maybe I Love You Too Much" de Irvin Berlin em 1931, antes de se celebrizar como actor e dançarino. E afinal de contas, não é deplorável a qualidade sonora debitada pelos modernos computadores portáteis, com que tanta gente se deleita a explorar músicas no Youtube?

Maybe I Love You Too Much - Vocal: Fred Astaire

O encantamento do coleccionador de borboletas

por João Távora, em 09.12.12


Uma das primeiras gravações em disco (só com um lado gravado),

produzido a 1 de Fevereiro de 1908 (!) pela Victor Talking Machine,

o popular tema "National Emblem March".

 

Se crescemos a vida inteira orgulhosos da ilusão de que somos senhores da nossa construção, dos nossos gostos, das escolhas, políticas, estéticas, literárias e artísticas; é sempre uma renovada surpresa o prazer quase infantil de usufruir a contingência do que nos é simplesmente oferecido. Como os artefactos encontrados no sótão dos avós, ou as descobertas numa (legítima) incursão na biblioteca de um estranho com os seus bibelots, fotografias, livros e músicas.
Era assim no início antes de ganhar manias e armar aos cucos com critérios musicais, preconceitos literários, mais rebeldes ou conservadores. Quando eu era pequeno, pelos meus cinco ou seis anos, na altura em que o meu padrinho me ofereceu um pequeno transístor que trouxe a telefonia para a minha vida, na casa dos meus avós na Avenida da Liberdade era-me concedido o privilégio de explorar muitas dezenas de discos que eu espalhava pelo chão e escutava num gira-discos “mala” que a minha tia Isabel me deixava “tocar”, como que hipnotizado pelo indolente rodopiar do rótulo colado sobre o vinil. Isso acontecia por tardes inteiras, entre livros do Tintim e antigas encadernações da revista juvenil “Fagulha”, com muitos bonecos e historinhas que se entendiam quase sem saber ler. De resto, havia Adriano Correia de Oliveira, Rita Olivais, Jacques Brel, José Afonso, Música no Coração, My Fair Lady, Oliver Twist, France Gall, Beatles, Bee Gees, e muitos outros “singles” pop, que os discos de música clássica estavam fechados no armário.
Estas doces memórias vêm a propósito das experiências que o Fonógrafo e a Grafonola recentemente resgatados ao esquecimento num sótão da família me vêm proporcionado. Acontece que os cilindros e os discos antigos que possuo não foram escolhidos por mim em escaparates da FNAC ou dos catálogos da Amazon. São espólios proporcionam uma acriançada experiência de descoberta e puro encantamento… Dentro deste universo de escolhas para as quais não fui tido nem achado, sobra-me o gozo de explorar esta dádiva, um património que revisito, de novo esparramado na carpete, com a indiscrição dum voyeur que embala num progressivo processo de selecção, conversão e… encantamento.
O que vos garanto é que usufruo um indizível prazer na exploração destas gravações fora de uso e sem valor comercial, para, como o coleccionador de borboletas, pacientemente as identificar, admirar e classificar, devolvendo-as à existência, mesmo num som estridente e afunilado, tal qual como soava há cem anos quando, pôr a tocar um disco de 78 rpm, incluía dar à manivela e substituir a agulha, ritual capaz de encantar um salão que por três minutos vibrava em festa. 

Nunca escondi que tenho uma veia audiófila, apenas condicionada pelo bom senso e obvias limitações financeiras. Mas a montante desses caprichos e manias sempre esteve um enorme gosto pela música, por uma eterna sinfonia ou efémera canção.



Corta-fitas

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