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Como um gato de sete foles

por João Távora, em 29.01.15

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Luciano Amaral esteve há uns dias no Instituto Amaro da Costa, a apresentar o seu mais recente livro Rica Vida - Crise e Salvação em 10 Momentos da História de Portugal “escrito para ser lido de forma agradável por leitor exigente”. O professor, historiador  e cronista acredita que a crise da dívida que atravessamos é mais uma de várias “Crises Existenciais”, fenómeno exibe um curioso padrão de espaçamento temporal de 200 em 200 anos na nossa desgraçada História. Pegando nas palavras de Eduardo Lourenço tratar-se-á afinal de uma propensão endémica de “viver acima das usas possibilidades”, ou seja à custa do Império, dos restos do Império, das remessas dos emigrantes ou dos fundos europeus? Rica Vida - Crise e Salvação em 10 Momentos da História de Portugal conduz-nos, a começar no "faroeste mediaval" da fundação pátria, a uma revisitação dos lugares da nossa já longa História em que nos afundámos nessas “crises existenciais”, segundo o autor no sentido de uma reflexão que nos permita melhor entender o impasse do presente: “a melhor maneira de compreendermos a situação a que chegamos no contexto do Euro é colocá-la sob perspectiva histórica”, referiu. Mas, concluo eu, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal: Portugal é no final de contas uma Nação resiliente, qual gato de sete foles. Perplexidades de monta que são razões de sobra para a leitura deste livro publicado no passado mês de Outubro pela D. Quixote. 

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Como podemos falar de livros que não lemos?

por Luísa Correia, em 01.11.14

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Recomendo vivamente o muito acessível, bem-humorado e interessantíssimo ensaio de Pierre Bayard, «Comment parler des livres que l'on n'a pas lus?» Não tanto pelos truques de que dá conta sobre como falar de livros que não se leram, como por denunciar os preconceitos culturais associados à leitura - ou melhor, às leituras que, a cada momento, são tidas por «culturalmente correctas» - e o quanto esses preconceitos, fundidos com memórias traumáticas da nossa infância escolar, nos culpabilizam, diminuem e retraem.

Como escreve Pierre Bayard, (que aqui tento traduzir o melhor possível), «a cultura é, sobretudo, uma questão de orientação. Ser culto não é ter lido este ou aquele livro, mas saber orientar-se no conjunto deles; ou seja, saber que os livros formam um conjunto e ser capaz de situar cada elemento em relação aos restantes».

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Pôr já na agenda

por João Távora, em 24.10.14

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A nossa Maria Teixeira Alves, lança no dia 3 de Novembro às 19,00hs no Grémio Literário a sua obra "O Fim da Era Espírito Santo" um livro em que se expõe a cadeia de acontecimentos que levou à derrocada da mais antiga dinastia de banqueiros do país e que será apresentada pelo Professor João Duque.   


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O silêncio ensurdecedor

por Vasco M. Rosa, em 05.08.14

 

Realmente intrigante a não ser se, como o próprio diz, «houvesse milagres». João Pereira Coutinho apresenta o seu livro Conservadorismo, em Paraty (no pavilhão do seu jornal, a Folha de São Paulo, o que é um luxo...) e em São Paulo (no Museu da Imagem e do Som, que não é de somenos...), e não há duas linhas a esse respeito na imprensa portuguesa, sem sequer no «Observador» (prefere ficar mais atento a festivais!), nem no site da editora, a D Quixote, que pelos vistos prefere férias ao cuidado com os seus autores... O «Público», esse, passou ao lado, completamente, mais interessado em — who cares!

Que grande falta de profissionalismo, sentido das coisas e, como diz o outro, pluralismo democrático!

Vai João Pereira Coutinho, nunca desistas!!!!

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Conservadorismo

por João Távora, em 14.05.14

Foi lançado ontem o livro "Conservadorismo" de João Pereira Coutinho, sem dúvida uma boa notícia. O problema é quando começamos a desconfiar que a qualidade editorial da oferta historiográfica e doutrinária desse ideário é proporcionalmente inversa à capacidade da sua concretização prática em Portugal. 

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Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 22.04.14
(Costa do Castelo)

Ler a biografia de Mao escrita por Jung Chang e Jon Halliday é tomar consciência da dimensão ilimitada do cinismo, do desrespeito pela vida alheia e da sede de sangue que caracterizaram o comunismo revolucionário sino-soviético nos seus tempos de expansão e implantação. O livro derruba, de forma sistemática e fundamentada, todos os mitos que o conturbado e complexado século XX alimentou sobre a personagem. Denuncia-lhe os interesses puramente egoístas, a discreta cobardia, o indiscreto comodismo, a sabujice, a ferocidade, o gosto da intriga e toda a gama de estratégias ziguezagueantes e de armas e instrumentos de hipocrisia e terror aplicados na sua conquista do poder absoluto. O livro consegue surpreender (e confranger) mesmo quem julgue ter ganho, com algum conhecimento da História e da natureza humana, imunidade à surpresa. O livro arrepia, porque trata de acontecimentos de há menos de cem anos, que se adivinha, de ciência quase certa, que vão continuar a acontecer. Enquanto houver política... ou políticos!

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Um livro especial em tempos de Europa

por João Távora, em 09.04.14

 

Foi para mim um privilégio estar presente mais uma vez numa sessão de “À Volta dos Livros” organizado pelo Instituto Amaro da Costa, uma série de encontros mensais para divulgação de obras de ciência política da sua Biblioteca. Ontem foi a vez de João Vacas no seu estilo eloquente e aficionado apresentar “Inventing the Individual - The Origins of Western Liberalism” de Larry Siedentop, uma obra que se nos afigura cativante e pertinente, sobretudo nestes dias em que a Europa se questiona não apenas acerca do seu futuro mas, também, acerca dos seus valores e das suas origens. 

O livro procura responder à pergunta “É mera coincidência que o secularismo liberal se tenha desenvolvido no Ocidente Cristão?” e demonstrar que a "revolução moral", decorrente do surgimento do cristianismo e da sua “descoberta” da igualdade ontológica do Homem, veio a determinar a revolução filosófica, política e social que conduziu à criação do Ocidente tal como o conhecemos. Nesse sentido, Larry Siedentop desafia-nos a repensar os argumentos que, recorrentemente, atribuem as origens da sociedade moderna e dos sistemas políticos contemporâneos ao Renascimento e ao pensamento Iluminista. O autor contra-argumenta que a génese do sistema “liberal democrático” surgiu muito mais cedo do que pretende a historiografia dominante: as raízes do liberalismo - a crença na liberdade individual, na igualdade moral fundamental dos indivíduos e em que esta deve conhecer materialização no plano político e institucional - são “intuições morais” nascidas com o cristianismo e maturadas durante séculos pelos pensadores e pelos políticos cristãos. Para Siedentop, “o liberalismo [contemporâneo] assenta nas considerações morais do cristianismo. Preserva a ontologia cristã sem a metafísica da salvação. (…) As fundações da Europa moderna residem no longo e difícil processo de conversão de uma reivindicação moral em estatuto social. E foi a prossecução da crença da igualdade das almas que tornou tal conversão possível. Daí brotou o compromisso com a liberdade individual.”
Decididamente um livro especial nestes tempos de pensar a Europa. 

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Na Lapa

por Luísa Correia, em 04.04.14
Estava a ler, a boa velocidade, o vencedor do Grand prix du roman de l'Academie française de 2012, La verité sur l'affaire Harry Quebert, da autoria do jovem suíço Joël Dicker, quando, subitamente, dei por que tinha entrado nas páginas do diálogo amoroso e travei para reflectir. Trouxe à memória outras páginas com outros diálogos amorosos, elaborados, elegantes, oitocentistas, pensei em Eça e Flaubert, e compreendi, no mesmo instante, do que pode privar-nos a verdura dos anos. Julgo ter compreendido também por que razão Dicker falhou o Prix Goncourt e arrebatou apenas o Prix Goncourt des lycéens.

PS: Ainda só li um terço da obra e não perdi a convicção de que serei, lá mais para diante, agradavelmente surpreendida.

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Banalidades

por Vasco M. Rosa, em 04.04.14

 

João Céu da Silva (jornalista do Diário de Notícias) faz hoje um comentário absurdo a rumores sobre a decadência financeira da editora Civilização, do Porto, misturando alhos e bugalhos, e lançando culpas a Vítor Gaspar, que «conseguiu impor uma contração económica de juízo final» (eis um jornalista que não faz as coisas por menos!!). JCS não é novo, mas escreve umas banalidades que li alhures e me deixaram a pensar que a quebra das vendas dos jornais têm múltiplos aliados e agentes... Sabe certamente muito pouco do sistema editorial, construído sobre os alicerces do monopólio do livro escolar e tendo como principais protagonistas figuras que já percorreram alternadamente quase todas as empresas do ramo, e que são as mesmas que hoje se indignam com o estado das coisas que elas paulatinamente ajudaram a construir ou que se calam, no conforto dos seus gabinetes, perante a ruína cultural.

A Civilização é a última das editoras de matriz familiar, com dinheiros próprios. Há de ter, só por isso, um lugar na história da edição portuguesa, na qual a maioria dos ditos editores usa dinheiros alheios... Mas foi, é, fez e faz muito mais do que isso!

Pedro Moura Bessa fez bem em responder que a notícia da insolvência tinha sido plantada por quem gostaria de ver Luísa Ducla Soares no seu catálogo. Acredito nisso: a forma como PE me tentou intimidar num assunto de © só não foi tornada pública porque os seus advogados me avisaram que, segundo a lei, não podia revelar correspondência recebida... Mas mereciam!!

Ingénuo, JCS acredita que a feira do livro é uma salvação, por «teimosia». 

Estamos lixados com este jornalismo!...

 

 

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Eu vou

por João Távora, em 22.03.14

Mais logo pelas 17,00hs na Fnac Chiado decorrerá o lançamento do Livro "A Flor e a Foice", de José Rentes de Carvalho com apresentação de Henrique Monteiro.

 

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por João Távora, em 04.12.13

Para quem crê num sentido profundo a dar ao presente de Natal, símbolo de reencontro entre os Homens de Boa Vontade, estou a promover um desconto de 40% na compra online do meu livro Liberdade 232, aqui

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Lançamentos

por João Távora, em 20.11.13

«F. - Portugal é uma figura de mulher», de Pedro Arroja um dos mais revigorantes polemistas da nossa blogosfera, será hoje lançado no Porto às 18h30, na Fnac NorteShopping, Porto. Pela minha parte espero que idêntico evento aconteça em breve por Lisboa. 


O Jorge Lima está em digressão para o lançamento do mais recente volume Pensamentos do Dalai Lima (numa excelente edição da editora Abysmo de João Paulo Cotrim) que será apresentado respectivamente no Porto em Serralves Sexta feira às 18,30 pelo Padre Vasco Pinto de Magalhães e em Coimbra, Sábado às 17,00 no Museu da Ciência pelo João Paulo Barbosa de Melo. 

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Ó pessoal, afinal é no Museu do Fado!

por João Távora, em 12.11.13


É já amanhã às 18,30 no Museu do Fado o lançamento do novo volume dos Pensamentos de Dalai Lima, que contará com a apresnetação de que António Lobo Xavier.

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Realmente importante...

por João Távora, em 06.11.13

é que António Lobo Xavier apresentará o novo volume dos Pensamentos de Dalai Lima de hoje a oito dias, Quarta feira dia 13 de Novembro às 18:30, no restaurante Mercearia Vencedora – Docas de Alcântara. Lá estaremos, Jorge.

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Sugestão de leitura para férias

por João Távora, em 20.07.13


(...) "E recordo com saudade as vezes que passeava orgulhoso ao lado do meu pai no seu Volkswagen aos abanões pelo meio das dunas dos Aivados. E havia o nosso guia Jacinto, um pescador autóctone que o auxiliava em façanhas piscatórias, e que nos acompanhava no Canal à lota do peixe. No último ano que passámos juntos em Milfontes, meu pai comprou uma velha barca que deixou à guarda do Jacinto, para um imprescindível restauro. Depois do 25 de Abril, ele não voltou a Vila Nova, e eu nunca mais soube o que se passara com o nosso barco, com o qual tenho a certeza ambos sonhámos divertidas aventuras e passeios numas férias que jamais aconteceram. Talvez por mero pudor, nunca falámos do assunto."


Liberdade 232 - pp. 143 Livro à venda na FNAC e aqui:http://www.liberdade232.com/



Foto 1 - Barco à beira do rio Mira, autor e data desconhecidos. 


Foto 2 - Milfontes 1965: Jacinto em frente à antiga "Casa do pijama" - actual Restaurante Portal da Vila - foto de Joao Folque gentilmente cedida por Filipe de Menezes.


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Aos meus amigos benfiquistas

por João Távora, em 27.05.13

"Com o futebol vivem-se tão vertiginosas quanto efémeras alegrias e tristezas, euforias e desilusões que se curam depressa, com uma boa noite de sono e um pouco de juízo."

"Liberdade 232" pp. 153. 
À venda aqui: http://www.liberdade232.com/

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por João Távora, em 18.05.13

 

"(...) as estruturas familiares mais sólidas potenciam uma resistência inteligente à massificação e à submissão dos indivíduos aos despóticos mecanismos de controlo do Estado."
Liberdade 232 pp. 144. À venda aqui



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por Corta-fitas, em 14.05.13

"Há muitos patriotas, muitos católicos, muitos defensores da Monarquia Constitucional, mas poucos têm a coragem de assumir a narrativa das suas memórias em redor destes temas, poucos assumem as histórias que dão uma luminosidade concreta às causas em questão." 
Henrique Raposo no prefácio ao "Liberdade 232", livro para conhecer melhor e comprar aqui.



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Um livro, uma causa

por Corta-fitas, em 12.05.13

 

«A entrada em vigor do Acordo Ortográfico é um crime de lesa-cultura. O jornalista Pedro Correia foi ao fundo dos motivos, da congeminação e execução desse crime. Em 160 páginas acutilantes, «Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico» mostra que o processo de construção do Acordo Ortográfico é uma estrada pejada de cadáveres: triunfou uma atrabiliária vontade política, ignoraram-se os alertas da comunidade científica, desprezou-se o mínimo consenso social.

Neste livro, Pedro Correia, numa prosa clara e directa, investiga e expõe, de forma rigorosa, todo o processo político de fabricação do Acordo e mostra-nos os seus clamorosos erros técnicos. "O Acordo – diz Pedro Correia – é tecnicamente insustentável, juridicamente inválido, politicamente inepto e materialmente impraticável"»

 

In Diário Digital

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1º de Maio

por João Távora, em 01.05.13

 

"Uma democracia de carroceiros resulta inevitavelmente numa barbárie de canalhas. Eu sonho pertencer a um povo mais culto, mais sofisticado e exigente no que diz respeito aos valores da liberdade, do mérito e da justiça. Por isso sou democrata e monárquico." 

"Liberdade 232" pp 105 à venda aqui: http://www.liberdade232.com/

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