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O Sol que hoje brilha

por João Távora, em 12.02.10

 

Sempre foi ambição de José António Saraiva que o seu semanário concorresse com o Expesso. Se em relevância há muito que lhe conquistou-lhe o lugar, suspeito que esta semana, em tiragem, o Sol dá um capote: ironicamente vitoriei a obtenção do meu exemplar já sem direito a brinde nem revista Tabu. Parabéns.

 

Foto Carlos Lopes Público

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E os bébés vêm de Paris

por Tiago Moreira Ramalho, em 01.03.09

«Ó mãezinha, de onde vêm os bebés?

- De Paris, meu filho! Eu não te disse já isso vezes sem conta?

Primeiro a crise era uma coisa só para os outros. Depois, e talvez porque afinal havia crise, o nosso crescimento passava a ser apenas de 0,8% em 2009, afiançava-se a pés juntos no Parlamento, na apresentação do Orçamento de 2009.

- De Paris?

- Sim, meu querido.»

 

João Duque, no Expresso

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Por uma vez

por Tiago Moreira Ramalho, em 27.02.09

Estou de acordo com a Fernanda Câncio:

 

«Concluindo: os polícias de Braga fizeram um disparate (e a lei que para tal os mandata é outro e deve ser alterada - assim as prioridades o permitam, claro). Mas apodar o seu acto de gravíssimo atentado à liberdade de expressão e democracia e por aí fora só pode ser falta de assunto. Ou isso ou a vontade descabelada de ver fascismo em tudo o que mexe - e como la hay. Sucede que todo o barulho que se fez a este propósito contrasta com todo o barulho que se não fez quando, a 5 de Janeiro, um rapaz de 14 anos foi morto com um tiro na cabeça - ao que parece, segundo a perícia da Polícia Judiciária, à queima-roupa - por um agente da mesmíssima PSP. O rapaz, Elson Sanches - ou Kuku - era negro, vivia num dos últimos "bairros de lata" do País e, afiançou-se (com base na informação policial), um delinquente. Foi quanto bastou para que a sua morte passasse sem escândalo - quase sem perguntas, até. Não, a vida apreendida de um Kuku não vale a "censura" de um Courbet. Decerto porque o Kuku é que era pornográfico.»

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Não sei porquê

por Tiago Moreira Ramalho, em 24.02.09

Acho que o pessoal do Público Online se está a divertir à grande a publicar a Origem do Mundo na página. Normalmente não dão a mesma imagem a três (I, II, III) notícias diferentes, mas hoje lá aconteceu.

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Notícias na praia

por João Villalobos, em 25.10.08

Quase deitado numa espreguiçadeira da esplanada do Moinho, bar sobre a praia com o mesmo nome em Carcavelos, a beber o meu café duplo e na leitura dos jornais:

1. No Diário de Notícias a entrevista de José Sócrates a João Marcelino e Paulo Baldaia  (Parte 1). O primeiro-ministro cavalgando a onda da crise internacional, continuando optimisma e - mesmo tendo baixado as suas previsões anteriores - a defender para Portugal um crescimento que é o triplo da média europeia prevista pelo FMI. Sócrates recusando-se a admitir quaisquer contratempos com o sistema de avaliação dos professores, com os jornalistas - e muito bem - a não se deixarem nunca ser arrastados pelas mensagens mais demagógicas ou colocados no papel de "opositores". Uma nota crítica: Com a importância que tem a imagem numa peça como esta, parece-me que Orlando Almeida  mereceria mais do que apenas um discreto crédito na primeira fotografia.

2. No Expresso o mirabolante mistério da mão anónima que alterou o Orçamento de Estado no que respeita ao processo de financiamento dos partidos. Sócrates telefonando para o Diário Económico a desmentir a notícia, telefonando depois outra vez a confirmá-la, alguém com poder para modificar um documento como o OE mas que não se sabe quem foi. Surreal.

3. No SOL a manchete sobre o interesse do Tribunal de Contas no dossiê do contrato de alargamento do terminal de contentores em Alcântara, do qual muito oportunamente a nossa Filipa já ontem aqui falou. E também a entrevista a Passos Coelho: «O PSD tem que explicar a sua alternativa e está a ficar sem tempo». Uma evidência confirmada pela última sondagem Intercampus e que dá ao Bloco uns espantosos 12,3%.

E nas revistas: Na NS a entrevista a Rui Patrício, na Única a experiência de Isabel Lopes na lavoura, na Tabú o artigo de César Avó sobre Cardoso Pires. 

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O jornalismo hoje

por João Villalobos, em 25.03.08

 

Umas vezes dá vontade de rir e outras de chorar. Intitula-se  Tips on Keeping Your Print Journalism Job e é um brilhante texto do jornalista britânico Paul Oberjuerge, recentemente despedido do The Sun por não ter seguido os seus próprios conselhos.  

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Até ia tendo uma coisa

por Corta-fitas, em 09.01.08
Foi demasiada emoção, pouco depois de acordar, para o meu enfraquecido coração. Não é que hoje, quando cheguei à banca, os jornais estavam todos cor de laranja?
Nota: A propósito, dei por mim em frente às capas todas iguais a recordar este fragmento de «Yes Minister».

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Em ca(u)sa própria

por Corta-fitas, em 06.12.07

Leio hoje no Jornal de Negócios que a Assembleia-geral da Casa da Imprensa vai debater no próximo dia 12 uma proposta de alargamento dos seus associados. Faz sentido. Sem a comparticipação do Estado, a CI encontra-se financeiramente estrangulada e alguma coisa tinha que ser feita e depressa para impedir o descalabro das contas e garantir a prestação dos serviços.
Entre as classes profissionais que poderão passar a integrar a Casa, encontram-se «todos os trabalhadores das empresas de comunicação social» incluindo os meios audiovisuais e ainda os consultores em agências que o pretendem. Nunca entendi por que razão todos aqueles que também contribuem para a existência dos meios de comunicação estavam classificados como profissionais de 2ª e sem direito a entrada. Com esta proposta, paginadores, infográficos, administrativos e comerciais, passam a poder também pagar a sua quota e aceder às correspondentes consultas. Uma boa e democrática medida que já poderia ter sido adoptada mais cedo.

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Nem 8 nem 80

por Corta-fitas, em 04.12.07
Esteve muito bem hoje a direcção do Público, no seu pedido de desculpas aos leitores pelo título da manchete de ontem. Mas nem tanto ao mar nem tanto à terra, meus senhores. O mea culpa pela excessiva assertividade não pode dar em legendas como esta: «A que se deveu a derrota de Chávez? À sua tentativa de reforçar o poder pessoal? Talvez...». Caramba! Para acompanhar uma fotografia daquelas não se pedia tanta dúvida existencial. Assim o leitor fica um bocadinho angustiado. Ou não ficará? Sei lá...Talvez não fique.

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E agora uma coisa completamente diferente

por Corta-fitas, em 14.10.07
Dizem-me que o negócio de entrada da Cofina no capital do SOL está por dias.

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Capelinhas

por João Távora, em 05.10.07
Não bastam à Fernanda Câncio os generosos espaços de opinião no Diário de Noticias e seus suplementos, para a senhora destilar a sua ressentida malignidade para com a Igreja e outros seus patológicos fantasmas? Como se pode entender, a não ser como gratuita (?) provocação do editor, que uma vez mais lhe seja atribuída uma reportagem a respeito da Igreja e o serviço espiritual aos doentes nos hospitais do Estado? E desculpem-me o desabafo, mas às vezes até o mais empedernido conservador altera os seus hábitos e muda de jornal.

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Às páginas tantas...

por João Távora, em 25.07.07
Ao contrário do que se possa pensar não sou um puritano, muito menos um moralista. Mulheres bonitas, maminhas, rabos e pernocas, quando justificadas pelo seu contexto, são graças com as quais convivo prazenteiramente, na medida possível a um comprometido marido e chefe de família.
Vem isto a (des)propósito das secções de classificados, “de RELAX” publicadas nalguns jornais chamados “de referência”. De há uns tempos para cá, estas páginas têm-se progressivamente transformado numa obscena montra da miséria humana, um profusamente ilustrado catálogo de prostituição. A diversidade de órgãos e membros femininos expostos é inúmera e a cores. A carne exposta como no talho.
Se bem me lembro, este tipo de publicidade surge ciclicamente como uma praga (lembram-se da publicidade às chamadas de valor acrescentado?) em resposta a um anónimo e vasto mercado de frustrados sexuais.
Por ora, aguarda-se que o legislador acorde um dia destes e decrete a regulação desta emergente(?) oferta publicitária. Até ver. Entretanto, é melhor preparar uma explicação de “bom gosto” para dar às minhas criancinhas, quando um dia destes, às páginas tantas, encontrarem os deprimentes anúncios ilustrados num qualquer diário generalista... de referência.

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Organizem-se!

por Corta-fitas, em 18.07.07
«Marques Mendes conta com apoio de cavaquistas». Título do JN.
«Cavaquistas querem Rui Rio a liderar o PSD». Título do Público.
Confusos? «You won't be, after the next episode of...Soap»!

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Eu já, mas não consegui

por Corta-fitas, em 12.07.07
«Já tentou hoje?». Título do artigo de Pedro Lomba, no DN.

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E ele? Como é que ficou?

por Corta-fitas, em 12.07.07
«Costa levou Goucha às mulheres e elas ficaram felizes». Título do Público, pág. 10.

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Até que enfim

por Corta-fitas, em 26.06.07

Desejo sinceramente um grande sucesso a João Cepeda e a João Miguel Tavares, os responsáveis por a partir de Setembro Lisboa ter, finalmente, uma edição da Time Out. Como afirma Cepeda hoje no Público, a Time Out Lisboa «já podia ter nascido há mais tempo». Pois podia. E houve várias pessoas tentadas a fazê-lo. Assim de repente, lembro-me de uma conversa que tive sobre o assunto com Paulo Ferreira, antes de ele lançar as suas revistas Blue.
A ideia da dupla - que reconhecem como ambiciosa - é a de fazer uma edição semanal. Mas não é no maior esforço editorial de fecho que está o risco e, isso sim, no perfil comercial do projecto. O modelo da Time Out vive muito dos pequenos anúncios: Concertos, bares, galerias, restaurantes...Um tipo de publicidade que em Portugal tem tabelas publicitárias muito baixas e uma elevada percentagem de incobráveis. Ou seja, a malta entrega os anúncios mas depois não os paga. Por isso, entre nós o êxito da revista dependerá de uma lógica de marketing associada a publicidade de qualidade, promoções e grandes campanhas, que salvaguarde as receitas e assente em comerciais experientes com conhecimento do público e do mercado a que se dirigem. Dito isto (assim de forma algo paternalista) parabéns aos Joões. Lisboa só tem a ganhar.

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Leitura recomendada

por Corta-fitas, em 04.06.07
«Que fazer com o aeroporto da Portela?» de Adelino Gomes no P2. Um artigo pormenorizado sobre as propostas para os 500 hectares do aeroporto apresentadas na Trienal de Arquitectura.
«O regresso dos admiráveis matraquilhos», de Alfredo Mendes no DN. Duas páginas sobre um jogo criado por galegos durante a Guerra Civil e que já tem direito a um campeonato nacional entre nós.
Dois exemplos de como, mantendo a actualidade da agenda, se escapa à formatação e se conseguem abordagens originais, interessantes e bem escritas.

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Jogo semântico

por Corta-fitas, em 04.06.07
Saúdo a distribuição de um cupão de desconto que o SOL passará a incluir, equivalente a 2 euros a menos na compra de um bilhete em qualquer sala Lusomundo. Coincidência das coincidências, 2 euros é também o preço de capa do SOL. O efeito psicológico pretendido, suponho, é o de um jornal a custo zero. Ora, dado que o semanário mantém a teimosia de que não oferece brindes nem faz promoções, só posso deduzir que esta iniciativa seja «uma oferta» (a demagogia lexical, aqui, é importante). Saúdo, como disse, esta «oferta», que muito jeito me dará como espectador assíduo de cinema. Agora a teimosia birrenta do «jornal que vale por si» em negar a evidência, essa é que não me parece de todo saudável para a imagem do jornal. Aos leitores, esses, já só nos dá vontade de rir.

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Não é que precisem que os defenda, mas...

por Corta-fitas, em 23.05.07
Considero discutível a chamada de capa do DN com os Gato Fedorento, com o destaque que teve. Não acho que, independentemente das audiências, um país inteiro tenha a originalidade dos rapazes à cabeça da lista das suas prioridades informativas, da forma como está o país e o mundo em geral. Não considero, sequer, que a adaptação do genérico seja «o» tema. Quem observar os sketches com atenção, repara em diversas imitações de séries cómicas da BBC, por exemplo, como aliás também o fazia Herman no passado. No entanto, não considero que isso esteja errado. Aprendemos com os melhores e inevitavelmente imitamo-los e incorporamo-los, a sua linguagem e a sua criatividade. Na comédia como na música, na publicidade, na literatura. Se o que se pretende é dizer que os rapazes não são génios, penso que era desnecessário. São excelentes profissionais. São os melhores que por enquanto visivelmente temos. E para mim chega.

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Mon coeur balance

por Corta-fitas, em 04.05.07
Como, para além de atraente e sexy, sou muito muito culto, descobri através da leitura do Le Monde que a campanha presidencial francesa está ser seguida em moldes muito originais aqui. Chama-se o blogue «Quel Candidat» e inclui um teste de perfil psicológico aos leitores, com o intuito de saberem com qual dos dois, Ségo ou Sarko, mais se identificam. E ainda «journalisme citoyen», uma urna de voto no Second Life e outras coisas mais. A seguir e a copiar (ou fazer o benchmark como se diz agora) para as eleições aqui em Lisboa. Pourquoi pas?
Ainda após a leitura do Le Monde, como não simpatizar com uma candidata que apela com tanta expressividade a que nos amemos uns aos outros? E como não copiar e afixar a entrevista a Alastair Campbell?, para quem não sabe o ex-director de comunicação e estratégia de Tony Blair, master spin doctor cum laude. E o artigo de André Glucksmann? E..? É incrível como se consegue, em apenas 32 páginas, ter tanto para ler e nem um bocadinho de palha.

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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