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A Noite das facas longas

por João Távora, em 02.04.12

Estou habituado a ganhar e a perder, e mais ainda a ser minoria:

durmo em paz com a minha consciência.

Mas não me conformo com este emergente CDS relativista e modernaço.

 

Quem ontem tivesse ouvido os generalizados aplausos iniciais dos participantes no Conselho Nacional do CDS, em Leiria, à apresentação pelo Gonçalo Moita da carta de 29 de Fevereiro de 2012 dirigida ao seu presidente, assinada por onze conselheiros (entre os quais eu próprio), a respeito da necessidade de clarificação do posicionamento do grupo parlamentar do partido quanto a matérias bandeira da extrema esquerda, ditas “fracturantes”, não poderia adivinhar a violência das intervenções que se lhe seguiram e consequente retumbante derrota da proposta deliberativa apresentada por aqueles signatários da carta – sobre o projecto de acção política de carácter geral, visando a urgente clarificação da estratégia do partido quanto ao assunto.

Tratou-se, contudo, de uma derrota acéfala que assinalou uma viragem do CDS como o conhecemos até hoje e cujas consequências são imprevisíveis. Continuar a ler»»»

Ao menino não nascido

por João Távora, em 05.12.11

 

A 28 de outubro de 2011, foi inaugurado na Eslováquia, o monumento ao menino não nascido, obra de um jovem escultor daquele país. O monumento expressa não só o pesar e arrependimento das mães que abortaram, mas também o perdão e o amor do menino por nascer para com a sua mãe.

A cerimónia de inauguração contou com a presença do ministro da Saúde do País. A ideia de construir um monumento aos bebés por nascer veio de grupo de mulheres jovens mães muito conscientes do valor de toda a vida humana e do mal que se inflige também à saúde da mulher.

Fracturas sempre expostas

por João Távora, em 21.11.11

 

Os receios de que um Mariano Rajoy vitorioso revisse a lei do "casamento" homossexual foram inutilmente arremessados  pelos socialistas e demais grupelhos do nicho para a campanha das legislativas em Espanha: o Partido Popular acabou conquistando uma retumbante maioria absoluta. Pensando bem, talvez não tenha sido assim inútil, mas um serviço: apesar do tema não constar do programa eleitoral do PP, o facto dessa ameaça ter sido embandeirada pela esquerda caviar e a posição do galego recém-eleito relativa ao tema ser por demais conhecida dos debates, concede-lhe uma clara legitimidade para, a seu tempo, reexaminar o assunto. Talvez que o proverbial “sangue quente” dos espanhóis se revele, em contraste com cândido fado “deixa andar” do tuga conformado ou (ou pragmático que é como o apelidam alguns venerandos comensais do sistema).

Gravatas e ironias

por João Távora, em 15.07.11

 

Em tempos remotos, quando me dedicava a assuntos fracturantes escrevi esta crónica. A Ministra Assunção Cristas, que me perdoe tais frivolos dislates produzidos por este seu leal admirador da 1ª hora

Oh leonilde is love

por João Távora, em 29.04.11

 

Estas coisas é que os teus amigos Jugulares apreciam, ó Rui. Isto sim é civilização: o "trabalho sujo” é outsourcing. 

 

Roubado daqui

Em detrimento da designação de sexo, a prosaica condição biológica diferenciadora do homem e da mulher, vem vingando a “ideologia do género”, fundamentado nos gostos sexuais, um conceito que alguns pretendem plasmado na Constituição da República: onde é consagrada a igualdade entre “homem e mulher”, passaria para igualdade dos (muitos) “géneros”. Eu bem devia ter desconfiado no que isto ia dar, quando nos anos 70 a moda do falsete chegou à música POP. A seguir urge corrigir os milénios de alienação e preconceito, fundindo ou desmultiplicando os obsoletos balneários, camaratas e WCs equivocamente divididos em femininos e masculinos segundo a nova ordem, finalmente liberta do jugo da biologia.

Os Bee Gees, o relativismo e a nova ordem

por João Távora, em 05.02.11

 

Em detrimento da designação de sexo, a prosaica condição biológica diferenciadora do homem e da mulher, vem vingando a “ideologia do género”, fundamentado nos gostos sexuais, um conceito que alguns pretendem plasmado na Constituição da República: onde é consagrada a igualdade entre “homem e mulher”, passaria para igualdade dos (muitos) “géneros”. Eu bem devia ter desconfiado no que isto ia dar, quando nos anos 70 a moda do falsete chegou à música POP. A seguir urge corrigir os milénios de alienação e preconceito, fundindo ou desmultiplicando os obsoletos balneários, camaratas e WCs equivocamente divididos em femininos e masculinos segundo a nova ordem, finalmente liberta do jugo da biologia.

Moralidades

por João Távora, em 10.01.11

 

Só é tolerável um caçador se for republicano, e mais ainda se for de esquerda, poeta, ou tenha cometido suicídio.

A luta continua

por João Távora, em 25.05.10

 

Ainda a propósito da promulgação pelo Cavaco do casamento homossexual, ilude-se certa direita enfeudada, pretendendo que essa benesse legislativa centre doravante o discurso político no que é essencial para os portugueses. O que não faltam por aí são causas fracturantes para entreter o burguês e minar os alicerces da nossa civilização: os socialistas e as suas clientelas não se vão calar enquanto os homossexuais não possam (pro) criar criancinhas.

Neste mundo de pernas pró ar estamos entregues a um aparelho ideológico e burocrático que emergiu algures entre as cinzas da Cortina de Ferro e do Maio de 68, entre sonhos adiados da destruição da sociedade burguesa e uma visão psicadélica da realidade. Entregamo-nos assim, sem mais?

Resistir, resistir...

por João Távora, em 24.04.10

 

 

Hoje em dia a coragem não está do lado do ex-sacerdote que perora contra a hierarquia, do casal homossexual a reclamar um Trifório exclusivo na catedral, da mulher que protesta o seu direito ao sacerdócio: bater na Igreja constitui uma auto-estrada para a fama e glória na rádio televisão ou jornais. Com um pouco de sorte alcançam um tacho sem concurso público ou uma promissora carreira de artista subsidiado.

Heróico, heróico, por estes dias é afirmar a castidade contra o consumo, o amor contra o hedonismo, perseverança contra o instinto, a "religação" contra o relativismo. Depois é resistir à chuva de pedras e escarros dos zelotas do pensamento único. É tempo de retornamos às catacumbas.

A felicidade dos outros

por João Távora, em 25.02.10

Conheço imensas pessoas que vivem oprimidas por inusitados preconceitos ou toleimas, algumas delas que até não conseguem esconder claros sinais de infelicidade ou trejeitos de ressentimento. E como o mundo seria um local mais aprazível se todos fossemos felizes... à minha maneira! 

A História está cheia de exemplos de como, em nome de uma noção de felicidade, se podem cometer as maiores barbaridades. É neste sentido que a liberdade das pessoas, tida como último reduto civilizacional, tem de ser preservada a todo o custo como um conceito neutro, isento de opinião. É perigoso misturar as coisas: como afirma Isaiah Berlin "liberdade é liberdade, não é igualdade, nem equidade, nem justiça, nem cultura, nem felicidade humana, nem consciência tranquila". É como cristão que considero que esta liberdade, desde que não interfira com a dos outros ou que não profane a integridade física do próprio  tem que ser salvaguardada. 

Vem isto a propósito deste artigo, a respeito da discussão sobre a legitimidade da proibição em França da burca ou do xador, artefactos (sórdidos, na minha opinião) utilizados por algumas mulheres muçulmanas que interpretam de forma extremada a exigência de circunspecção por parte da mulher no Alcorão.

Perante o dilema colocado, não é sem alguma hesitação que concluo por uma opinião contra a proibição. Assim, parece-me que aos Estados civilizados, e suas boas consciências, lhes resta reforçar uma  efectiva batalha pela educação com base na assumpção da tradição cultural que lhes deu origem e por uma justiça actuante que, garanta a dignidade e o livre arbítrio de todos os cidadãos. Por muito que isso às vezes custe. 

Sensibilidades e bom senso

por João Távora, em 28.01.10

 

 

Sem intenção de desvalorizar uma séria discussão sobre o confronto entre as tecnologias de informação e a vigilância electrónica com os limites da privacidade dos indivíduos, parece-me algo exagerado o alerta hoje emitido pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (e quem não tem direito uma bela comissão?) a propósito do Dia Europeu da Protecção de Dados que é hoje. 

Por mim não vejo no que possa comprometer um pacato cidadão ser casualmente captado por uma câmara de vigilância num local em que tal se justifique como medida de prevenção ao crime. Também não reconheço que os dispositivos de pagamento electrónico de portagens e parques de estacionamento constituam por si qualquer perigo para o condutor: ele terá sempre a opção de utilizar dinheiro vivo, que como é sabido não deixa rasto, ou até pode escolher circular por estradas secundárias. A mesma regra se aplica aos cartões Multibanco ou de Crédito: no fundo quem se sentir ameaçado pelos estratos mensais na sua caixa do correio tem sempre a opção de fazer compras com dinheiro.

De resto quando abro a minha página da Amazon anoto com agrado que eles, graças a uma bem gerida base de dados, apresentam uma “montra” à minha medida e sabem do que eu gosto, o que por vezes me poupa uns bons minutos de pesquisa. 

Sobre a tão propalada questão dos scanners dos aeroportos: garantida a inexistência de significativos riscos para a saúde, acredito que eles constituem uma solução eficaz para um embarque mais cómodo e escorreito e um voo sem desagradáveis surpresas que pudessem ter sido evitadas.  Presumo que aqueles que reclamam constituir esta tecnologia "uma inadmissível invasão da privacidade do passageiro" devem viajar pouco ou nunca. Certamente nunca passaram o vexame de ser apalpados e despidos, percorrer intermináveis bichas com os sapatos, cintos e malas abertas na mão, seja em Londres, Frankfurt ou Lisboa. A mim, com este ar de terrorista façanhudo que me caracteriza, aconteceu-me já mais do que uma vez em Londres ser conduzido nesses preparos indignos para um gabinete fechado para assistir impotente a uma minuciosa análise do meu computador. Enfim, deixemo-nos de falsos puritanismos e venha de lá o bendito scanner que eu trabalho no alto duma torre das Amoreiras e vejo os aviões ameaçadores a cada minuto de frente para a minha janela. Finalmente, este parece-me mais um daqueles temas fracturantes, cuja infindável e aborrecida discussão será facilmente ultrapassada e resolvida pelos factos que como sempre superam os argumentos... com bom senso.

 

Quando os crimes afinal são "actos históricos"

por João Távora, em 26.01.10

Republicanos divididos sobre a inclusão ou não do regicídio nas comemorações dos cem anos do regime.

Tenho muita dificuldade em aceitar que o conceito de “casamento”, que define uma vetusta instituição (actualmente fragilizada, eu sei, e muito por causa da desconsideração com que tem sido tratada), seja hoje corrompido pela intenção de que este abarque a relação homossexual que, sendo respeitável,  não deixa de ser de natureza diversa. Eu temo que a soma duma precipitada revolução demográfica e de costumes perpetrada tão abrupta e radicalmente no ocidente, acabe por debilitar irremediavelmente o tecido social, de espalhar muita inadaptação e dor em muitas existências anónimas. Falo por exemplo do paradigma cada vez mais comum dos filhos únicos de famílias desmanchadas e perdidas nos grandes subúrbios por conta da prenunciada extinção das pequenas comunidades provincianas, e do modelo de família sólido e literalmente fecundo que estruturou a sociedade durante séculos, e de que eu privilegiadamente ainda usufruí. Extintas tais realidades, não haverá Estado que substitua essas redes de afecto, solidariedade e pertença. E suspeito que não serão os “Facebooks” da vida a colmatar os vazios deixados por tão profunda revolução. 

A Cruz da Europa

por João Távora, em 04.11.09

 

 

Lamento profundamente uma Europa que  renegou a sua génese cristã, inspiradora de valores inalienáveis como o do livre arbítrio e o da compaixão entre os homens, em troca dum fundamentalismo laico hedonista e estéril. A quem favorece a cultura niilista que há mais de duzentos anos emerge imparável da velha cristandade? Da inevitável disputa do Estado moderno com a Igreja, que durante séculos estruturou as nações latinas e não só, acabámos deitando fora o bebé com a água do banho. 

Eu, por mim, não me revejo na iconografia do espectáculo de consumo que tomou o lugar da simbologia e mensagem de Cristo hoje paradoxalmente diabolizada: é assim que o Povo definha, substituído por um insaciável público, que prolifera nos estudos de mercado e sondagens, sôfrego por mais entretenimento. Para não se deprimir quando acidentalmente se perscutar afogado num oceano de vazio. 

Lamentavelmente os crucifixos há muito saíram das salas de aula, e em muitas, de facto, nunca verdadeiramente entraram: disso é prova tanta ausência de esperança.

À atenção dos seus zelosos herdeiros

por João Távora, em 06.10.09

Os velhos republicanos de 1910 eram profundamente patriotas, machistas e homofóbicos. Foi a I República que, em 1922-1923, proibiu e mandou apreender a ‘Sodoma Divinizada’ de Raul Leal e as ‘Canções’ de António Botto, das primeiras defesas abertas da homossexualidade em Portugal. Que diriam os déspotas do PRP se soubessem que a comissão do centenário pensou em comemorá-los com o casamento gay? Saberiam apreciar a ironia da História? 

 

Por Rui Ramos - na integra aqui

Do preconceito e xenofobia

por João Távora, em 24.09.09

A respeito desta brincadeira do Tiago, apetece-me dizer que também eu tenho os meus preconceitos sobre a estética, usos e costumes, dos mais variados nichos sócio-culturais coexistentes na nossa sociedade. Acontece que não me orgulho deles, nem faço disso alarde: reconheço que por uma questão de insegurança todos tendemos para uma certa xenofobia à qual a minha educação cristã se opõe radicalmente. Além disso a vida ensinou-me a descobrir que as pessoas são muito mais complexas e ricas do que os nossos rótulos e chavões. Mais uma vez, é o medo que sentimos pelo desconhecido que nos condiciona, diminui ou até... inspira ao ódio.

Tive o privilegio de crescer no seio de uma família lisboeta católica e tradicionalista (e culta, convém ressalvar), que nunca me protegeu “do mundo”: desde cedo tive bastante autonomia para enfrentar a rua e fiz a escolaridade integralmente em escolas publicas. Com isso hoje reconheço que ganhei uma privilegiada perspectiva de vida: aprendi que o preconceito e os constrangimentos sociais só nos impedem de ver mais longe, de sermos mais livres. Estou em condições de garantir ao Tiago que uma pessoa é muito mais do que os seus trejeitos e sinais exteriores, e que somos todos muito mais iguais do que aparentamos à vista desarmada. Aprendi isto em casa, com os meus pais e avós, e depois com a vida. 

 

 

Deplorável...

por João Távora, em 15.09.09

é a linguagem de João Soares, o príncipe consorte da nossa república,  a desqualificar Manuela Ferreira Leite como “a outra senhora”.  A retórica politica não precisa ser tão suja. 

 

Para fazer história

por João Távora, em 29.08.09

Miguel Castelo Branco é sem dúvida nenhuma um grande reforço!

Nas colunas

por João Villalobos, em 23.08.09

Isto será a favor ou contra a Monarquia? Não entendo pevide do que ele diz...



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