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Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 12.04.14
(Bairro Alto)

 

De tanto pensar na morte

Mais de cem vezes morri.

De tanto chamar a sorte

A sorte chamou-me a si.

 

Deu-me frutos duradoiros

A paz, a fortuna, o amor.

As musas vieram pôr

Na minha fronte os seus loiros...

 

Hoje o meu sonho procura

Com saudade a poesia

Dos tempos em que eu sofria...

— Que triste coisa a ventura!

 

Pedro Homem de Mello, Ironia

Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 11.04.14
(Amoreiras)

Every time I see an adult on a bicycle I no longer despair for the future of the human race. (H.G. Wells)

Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 10.04.14
(Da Costa do Castelo)

 

devagar, o tempo transforma tudo em tempo. 
o ódio transforma-se em tempo, o amor 
transforma-se em tempo, a dor transforma-se 
em tempo. 

os assuntos que julgámos mais profundos, 
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, 
transformam-se devagar em tempo. 

por si só, o tempo não é nada. 
a idade de nada é nada. 
a eternidade não existe. 
no entanto, a eternidade existe. 

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos. 
os instantes do teu sorriso eram eternos.
[...]
 
José Luís Peixoto, Explicação da eternidade

Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 09.04.14

Não foram essas porém as razões por que «As Farpas» se calaram durante a estação calmosa. Os nossos motivos são inteiramente pessoais. Nós adoecemos... [...] O nosso mal foi simplesmente uma afecção na laringe. Apanhámos isto no Chiado. Tivemos na mucosa da garganta as mesmas granulações de que padecem os beduínos na mucosa das pálpebras por efeito do pó nas peregrinações do deserto. O Chiado pegou-nos o péssimo gosto burguês, especieiro, indigno, abominável, de o frequentar, dando-nos esta doença climatérica e local. (Ramalho Ortigão, As Farpas)

Foto-fitas do dia *

por Luísa Correia, em 08.04.14

(Tapada das Necessidades)


Não convém perder o Quai d'Orsay, filme que, entre nós, tomou o nome de Palácio das Necessidades. É uma espécie de Yes, Minister à francesa, muito revelador da importância que, na política local, assumem as palavras, a forma e a imagem de «animal feroz». A substância é de somenos. Lembremos que, na opinião avisada de Eça de Queiroz, Portugal é um país traduzido do francês em vernáculo... 


* Este título não pretende ser uma imitação, mas apenas uma disciplina.

Foto do dia

por João Távora, em 19.10.13


 

No Público

A foto do dia

por Pedro Quartin Graça, em 16.06.10


Obs: A foto não é de minha autoria

A foto do dia

por Pedro Quartin Graça, em 10.06.10


Foto do dia

por Luísa Correia, em 20.05.10

 

Do alto do frontão triangular do Teatro D. Maria II, Gil Vicente, entre o riso de Tália e o choro de Melpomene, observa as barracas do Rossio.

Foto do dia

por Luísa Correia, em 19.05.10

(Na Calçada do Galvão...)

Foto do dia

por Luísa Correia, em 18.05.10

(Da Alameda dos Pinheiros...)

Foto do dia

por Luísa Correia, em 17.05.10

(Do Arco do Bandeira...)

 

«Sobre uma coluna de dezoito metros, o rei de pé, uniforme de general, uma capa cobrindo-lhe os ombros, a fronte coroada de louros.

Um boato duradouro afirma que, na realidade, a estátua é a de Maximiliano, que se encontrava em Lisboa encaixotada para partir para o México, quando o pelotão de Juarez tornara a viagem inútil. Para não se perder tudo, iça-se a estátua sobre a coluna do Rossio, ainda desocupada. Ambos os imperadores têm suíças, capa e na mão uma constituição. A semelhança é suficiente. Ninguém olha para tão alto». (Suzanne Chantal, A caravela e os corvos).

Foto do dia

por Luísa Correia, em 16.05.10

 

Proposta de evasão: Serpa, no Alentejo profundo...

Foto do dia

por Luísa Correia, em 14.05.10

(No Alto do Longo...)

Foto do dia

por Luísa Correia, em 13.05.10

(No Castelo...)

 

«[...] um povo, que deixa de saber qual é a sua verdade, fica perdido nos labirintos do tempo e da História, sem valores claramente definidos, sem objectivos grandiosos claramente enunciados.» (Bento XVI)

Foto do dia

por Luísa Correia, em 12.05.10

 

«Nesta costa ocidental, os fenícios não encontram somente um porto de escala, mas também um país rico em minerais, florestas de eucaliptos e de cedros. Fixam-se aí, e fundam no estuário do Tejo, no lugar das antigas choças celtiberas, uma cidade a que chamam Alis-Ubbo, isto é, enseada calma.

Tal foi a verdadeira origem de Lisboa e o seu primeiro nome, 1.200 anos antes de Cristo». (Suzanne Chantal, A caravela e os corvos).

Foto do dia

por Luísa Correia, em 11.05.10

(Na Rua do Paraíso...)

Foto do dia

por Luísa Correia, em 10.05.10

(Na Rua do Século...)

Foto do dia

por Luísa Correia, em 09.05.10

 

Proposta de evasão pelos caminhos de Santiago...

Foto do dia

por Luísa Correia, em 08.05.10

 

«Ergueu-se em S. Pedro de Alcântara um monumento a Eduardo Coelho. É justo que o busto do fundador do primeiro grande jornal esteja acompanhado dum rapazinho de bronze: sacola, pés descalços, boca aberta num grito: o ardina, esse pardal faminto de Lisboa...» (Suzanne Chantal, A Caravela e os Corvos).



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