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Fora de série (4)

por Maria Inês de Almeida, em 20.09.07
O idílico Barco do Amor

A sua fórmula de sucesso era simples mas eficaz. Entrada dos passageiros no barco com a tripulação a saudar as pessoas, enredo amoroso, beijo na proa do barco (com ou sem pôr-do-sol), fim da viagem, e tripulação faz as despedidas.
Criada e produzida por Aaron Spelling – falecido o ano passado e mentor de outros grandes sucessos, como Os Anjos de Charlie e Beverly Hills 90210 –, O Barco do Amor inspirou-se no bestseller autobiográfico escrito por Jeraldine Saunders, que focava as proezas românticas da tripulação de um navio. Mas, The Love Boat ia mais longe, pois contava as aventuras e desventuras vividas no cruzeiro, não só pelos membros da tripulação – alguns eram frescos… –, como pelos passageiros. A série americana, que começou a ser transmitida no final dos anos 70 e que se prolongou até 1986, tinha os condimentos necessários: romance, comédia, mistério e a magia e glamour que, quem já embarcou na experiência, diz ser própria dos cruzeiros.
O Barco do Amor era uma das séries que muitas vezes estava presente no magazine Agora Escolha, apresentado por Vera Roquette, que nos apresentava duas opções de visionamento. Nós éramos os seus “amiguinhos”. Enquanto os telespectadores votavam – eu nunca senti o apelo de pegar no telefone e ligar – entre Os Três Duques e o Barco do Amor ou Um Anjo na Terra contra O Barco do Amor, ou O Barco do Amor contra Soldados da Fortuna – eram múltiplas as combinações – assistia ao “Boi Bocas” ou à “Ana dos Cabelos Ruivos” e ia controlando a votação no canto superior esquerdo do ecrã. Quase sempre torcia pelo Barco do Amor. Não sei se pelo fascínio que era imaginar que também podia fechar os olhos e ser transportada a bordo do Pacific Princess, ou se pelo lado mais romântico de ver finais felizes – todos os passageiros, apesar de problemas que tivessem tido, saíam com um sorriso na cara. Enterrada no sofá, a lanchar, ficava a imaginar se, também eu, um dia iria viver um amor a bordo de um navio. Em criança, são sempre muitas as nossas divagações, enquanto mastigamos o pão com qualquer coisa e bebemos o leite.
E porque a memória é selectiva, as caras que num primeiro momento logo me vêm à memória são sempre as mesmas. A do comandante Merrill Stubing (Gavin MacLeod) – já sabia apreciar e entender qual o significado da palavra “charmoso” –, a simpatia e o sorriso de Julie McCoy (Lauren Tewes) e a do Dr. Adam Bricker (Bernie Kopell), o médico do navio que encontrava algumas das suas ex. Mas depois vem o barman de serviço e os seus conselhos, Isaac Washington (Ted Lange); Burl “Gopher” Smith (Fred Grandy), com tendência para atrair situações mais problemáticas e Vicki Stubing (Jill Whelan), a filha de 12 anos do comandante. Resumindo: “Love, exciting, and new”.


8 comentários

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De Pedro Correia a 23.09.2007 às 15:20

Óptimo!
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De Maria Inês a 23.09.2007 às 12:11

No próximo jantar levo a bela música interpretada por Jack Jones ;)
Bjs
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De Anónimo a 21.09.2007 às 13:30

Era mesmo uma boa m***a
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De teresa ribeiro a 21.09.2007 às 11:31

Inês: gostei muito!
Cristina: irrelevante ou mesmo um tudo nada irritante (a Inês que me desculpe)
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De MANHENTE a 21.09.2007 às 01:27

Ao contrário de cfa, considero o tema-genérico do Love Boat adequadíssimo à série. Aliás, são indissociáveis na memória de todos aqueles que a viram há 20-30 anos atrás - também ele (o tema)contribui para o sentimento de "leveza" descrito pela Maria Inês de Almeida.
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De cfa a 21.09.2007 às 00:23

Parabéns, Inês, Teresa, Luís, Miss Pearls. Estou a adorar esta série. Deixem-me só acrescentar que acho a música do genérico do Love Boat a canção mais irrelevante da história da humanidade.
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De Maria Inês de Almeida a 20.09.2007 às 20:45

Obrigada Pedro :)
Bjs
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De Pedro Correia a 20.09.2007 às 19:54

Que bela evocação, Inês!

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