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Pelas más razões

por Francisco Almeida Leite, em 07.02.07
Paulo Portas e Luís Marques Mendes lá acabaram por entrar na campanha do referendo ao aborto. Tarde, mas entraram. Portas foi ao Algarve dizer o que pensava, depois de ter estado numa iniciativa na sua antiga escola, o Colégio São João de Brito, e não ter dito uma palavra. Mendes já fez várias "aparições", ora a título individual, ora como líder do seu partido. A verdade é que estas "aparições" de última hora só acontecem pelas más razões. Ou seja, Portas e Mendes parecem estar mais preocupados com as questões partidárias do que com o que está em causa.
Em vez da "questão estruturante" que vai a votos no dia 11 de Fevereiro, preocupam-se com o seu pequeno mundo: os partidos. Portas só surgiu depois de muitas críticas veladas ao seu apagamento desta campanha - ele que tinha sido uma das figuras mais activas do "não" no referendo de 1998. Mendes começou por dar liberdade de voto ao PSD, acrescentando que não iria participar na campanha. Assumindo-se defensor do "não", o líder do PSD fez depois saber que a sua singela contribuição para as hostilidades entretanto já abertas seriam a abertura de um colóquio de "esclarecimento" sobre o aborto e a publicação de um artigo de opinião num grande jornal nacional (no caso, no Correio da Manhã).
Mas ambos deram o dito por não dito.
Portas fez constar que ele e os seus companheiros de partido estariam a ser boicotados por Ribeiro e Castro na campanha oficial do CDS/PP (qual campanha?) e acabou por ir à iniciativa no Algarve e à caminhada do "não" que juntou milhares de pessoas em Lisboa. Mendes, de um momento para o outro, está no terreno, pelo que os resultados do próximo domingo poderão ser-lhe também atribuídos. Para o bem ou para o mal.
As razões que os levaram a ter de avançar são, como disse, de cariz partidário. Portas teme que, caso decida ir contra Ribeiro e Castro no pós-referendo - já disse, inclusive, que faria uma declaração sobre o CDS nos dias imediatamente a seguir -, lhe seja atirada à cara a sua fraca participação nesta campanha, pensando que num partido como o CDS isso possa pesar.
Marques Mendes foi obrigado a entrar no ringue depois dos vídeos de Marcelo Rebelo de Sousa, muito comentados dentro e fora do PSD, e das investidas de José Pedro Aguiar-Branco. Mendes temeu deixar o espaço do "não moderado", onde anda muito do eleitorado do PSD, só para Marcelo e para o grupo de António Borges. Por isso apareceu em jogo, tal como Portas, como se fosse um suplente de luxo. Entram em campo com o jogo a decorrer, na esperança de, mesmo jogando poucos minutos, darem nas vistas.



3 comentários

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De Anónimo a 07.02.2007 às 17:21

O Portinhas e o Mendes querem é tacho!

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