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Convém não ter memória curta

por Pedro Correia, em 08.01.08
1. "No curto prazo, a prioridade do novo Governo será a de assegurar a ratificação do Tratado Constitucional. O PS entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular, amplamente informado e participado, na sequência de uma revisão constitucional que permita formular aos portugueses uma questão clara, precisa e inequívoca."
Compromisso de Governo para Portugal (2005-2009), capítulo V - Portugal na Europa e no Mundo
....................................................................................
2. "Este Governo quer honrar os seus compromissos."
José Sócrates, no discurso de investidura, a 12 de Março de 2005
....................................................................................
3. "Num curto espaço de tempo, deveremos fazer eleições autárquicas, presidenciais e temos ainda dois referendos no horizonte. Penso que podemos e devemos minimizar os custos desta sucessão de consultas populares. Nenhuma razão política séria impede que o referendo sobre o Tratado Constitucional Europeu seja realizado em conjunto com as eleições autárquicas, favorecendo a participação cívica e confiando na capacidade política dos portugueses. Por isso, com total respeito pelas competentes decisões que na matéria incumbem ao Senhor Presidente da República, empenhar-nos-emos numa revisão da Constituição que permita esta simplificação e este enriquecimento da nossa vida cívica e política."
José Sócrates, no discurso de investidura, a 12 de Março de 2005



11 comentários

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De Cristina Ribeiro a 09.01.2008 às 21:29

Pois, a memória, Pedro, ainda não se compra na farmácia...

E concordo com o Botas: óptima análise a sua, J.C., da "velha esquerda intocável, que se arroga de monopolizar certos princípios humanitários, o que, já se sabe há muito tempo, não é mais do que um mito bafiento.
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De Pedro Correia a 09.01.2008 às 14:24

Abraço, J. C.
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De botas a 09.01.2008 às 12:51

Grande post JC
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De j.c. a 09.01.2008 às 12:04

Poucos dedos abaixo, compadre, tens aquele esclarecido 'post' a que chamaste «Quantos livros se traduzem em árabe?» e no qual deixei um pequeno e modesto comentário. Intencionalmente, deixei uma coisita por dizer, à espera da oportunidade deste dia.

Refiro-me ao comentário deixado naquele mesmo 'post' por Manuel da Mata. A este comentador, aqui fica o meu lembrete: por definição histórica, a bem dizer, é na Esquerda que encontramos as preocupações e as políticas sociais, a par dos comportamentos sérios, transparentes e lineares. É? Era, talvez. Já foi. Já era!

Aquele 'post' do Pedro Correia, meu caro Manuel da Mata, era um convite à reflexão urgente sobre as mudanças no mundo e a desmistificação de certos princípios que estão hoje completamente arredados da realidade. A essa mudança e ao arquivamento desses princípios, a Esquerda não soube vacinar-se. Pelo contrário, fez parte dessa mudança e até contribuiu sobremaneira para ela, pelas piores razões.

Hoje, a velha Esquerda, rígida e de cartilha intocável, não faz qualquer sentido, porque a nova Direita, democrática e modernizada, também absorveu preocupações e políticas sociais. Porém, a Esquerda ocuparia um lugar respeitável se não tivesse abdicado dos seus princípios. Por outras palavras: era escusado assistirmos à decadência da Esquerda, enquanto assistimos à elevação da Direita.

Mais ainda: não satisfeita com a falência das gastas cartilhas, até a Esquerda mais lúcida, que tentou modernizar-se e recuperar, ela própria se vai enredando na teia que vai tecendo.

Por isso, o comentário de Manuel da Mata sugere que o seu autor também está a precisar de uma reflexão urgente. Aquela saída infeliz de achar que uma «dentadinha» na Esquerda é uma provocação evitável, além de falta de sentido, demonstra um total desfazamento.

Sócrates e o PS português constituem bom exemplo do que quero dizer. Comportamentos sérios, transparentes e lineares? Esta Esquerda, que um dia foi de compromissos razoavelmente fiáveis, perdeu o tino e cuida de se 'auto-morder'. Manuel da Mata não precisa de defendê-la de quaisquer dentadinhas: dê-lhe umas valentes mordidelas também. Ela está a pedi-las. E a merecê-las cada vez mais.

O Tratado de Lisboa? Querem que vos diga? Pois bem: confesso que não sei. Fico até irritado, porque não consegui decidir se quero o novo tratado ou não, nem se quero referendo ou ratificação parlamentar. E só não me irrito mais comigo mesmo porque agora sei que nem sequer sou convocado à decisão. O que me entristece, agora, é que o 'marketing' eleitoral e o 'marketing' político não passam de publicidade enganosa. A diferença é que Manuel da Mata também anda a ser enganado, mas deixa-se embalar...
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De Pedro Barbosa Pinto a 09.01.2008 às 10:49

"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra"
José Sócrates

NOJO!

Independentemente das melhores razões que possa ter, este homem é incapaz de admitir que erra.

Compreende-se que a Reforma do Ensino e o Programa Novas Oportunidades pareçam apenas querer garantir que o povo, ainda que com canudo, continue analfabeto para engolir baboseiras como esta.
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De Cicuta a 09.01.2008 às 09:53

Alguém tem dúvidas de que se fosse a referendo o tratado era chumbado em Portugal? Não por ser o tratado que é, que para esse peditório a malta já deu e nem quer ouvir falar, mas por maldade pura do povo, que iria aproveitar para se vingar das patifarias que o amigo Sócrates que vindo a fazer à sorrelfa e à socapa. Os resultados de um referendo ao tratado na Anadia, Barcelos e outros sítios onde fecharam urgências, maternidades, etc, iriam ser muito dificeis de explicar à senhora Merckl e ao senhor Sarkozy. O povo também não havia de deixar de ir às urnas agradecer a benesse dos 68 cêntimos em catorze suaves prestações com que os reformados foram contemplados, retroactivamente. O povo, sempre ele, não havia de deixar de ir também às urnas agradecer os 19.274 empregos líquidos que o país perdeu desde a chegada de Sócrates ao poder. O povo, o de sempre, não havia de deixar de ir às urnas agradecer o previlégio de comprar a gasolina quase trinta cêntimos mais cara que os espanhóis já aqui ao lado, só por causa da taxa de imposto que este governo faz questão de não baixar.
O povo, estúpido como é, não havia de deixar de ir às urnas agradecer o ensino miserável que é prestado aos seus filhos, onde tudo é mau, a começar nos manuais escolares e a acabar na ministra, passando pelo bando de pseudopedagogos que faz campismo selvagem nos corredores do ME desde 75. O povo, reverente, não havia de deixar de ir às urnas, agradecer os salários de miséria que se praticam em Portugal os fantásticos últimos lugares nas listas do pib. O povo, na sua imensa sabedoria, não havia de deixar de ir às urnas agradecer poder pagar 21% de IVA na maioria das suas compras deixando, nesta matéria, os espanhós a largos cinco pontos de distância.

"Eles" vergonha não têm, mas têm medo. Têm muito medo. É que o povo pode até ser estúpido, mas não é parvo.
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De Anónimo a 09.01.2008 às 09:05

Boa Pedro.
Não sou anti-Sócrates, esclareço, sou a favor da ratificação do Tratado sem referendo e, na maioria das vezes, aprecio as suas opiniões sobre os diversos assuntos. Mas opiniões são opiniões, enquanto os factos são factos e contra esses não há argumentos. Gostei, como diz a fonte próxima, de ver aqui escarrapachadinhas as declarações do Primeiro. E tudo o que se disser depois é absolutamente dispiciendo e não terá o dom de apagar a violação dos compromissos assumidos com o povo português. Quanto ao mais, retirem-se as devidas ilações.
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De av a 09.01.2008 às 02:32

Tudo sempre tão previsível, não é? Assim até nem tem graça...
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De António de Almeida a 09.01.2008 às 00:42

-George Bush (pai), prometeu não aumentar impostos, e foi o que se viu. Muito justamente os americanos varreram-no. Gostaria que os portugueses fizessem o mesmo a Socrates. Mas, e o PSD? Irá votar como na moção de censura que o BE já anunciou ir apresentar? Só poderá votar a favor, pois Socrates atendeu a pretensão de Menezes não referendar o tratado. Ou teremos dois saltos mortais em lugar de apenas um?
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De Fonte próxima a 08.01.2008 às 23:54

Todos sabemos que ele prometeu o referendo, mas naturalmente já não sabíamos em que termos exactos o fez. Por isso adorei que me tivesses agora refrescado a memória! Sim, senhor, muito divertido!

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