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Recomendações de voto... Que votemos

por João-Afonso Machado, em 24.01.26

Nas ultimas eleições legislativas a abstenção não chegou aos 42%. Na primeira ronda das presidenciais rondou os 47%. Aparentemente, os portugueses preocupam-se mais com a escolha parlamentar/governativa do que com a chefia do Estado. No que muito bem procedem.

Entretanto, a sondagem da Univ. Católica (ontem divulgada) aponta para 70% pró Seguro versus 30% a favor de Ventura. Repetindo um dizer próximo do célebre "prognósticos só depois do jogo", escrevo "as sondagens valem o que valem". Só para não correr riscos comprometedores.

Mas a Católica prima por esses estudos, perspectivas que, geralmente, a realidade depois confirma. São as mais fiáveis, as da Univ. Católica. E de 70% para 30% decorre uma margem tão extensa que a vitória de Seguro parece incontornável.

Não sinto nem alegria nem tristeza perante o tal resultado. Não sou repubicano, não voto em qualquer candidatura e sigo o assunto à distância. Tento percebê-lo. Ventura será a derrota da malcriação; Seguro, a manutenção do status quo vigente e o discurso redondo, sem mais. Não é por aqui que a Nação se revitalizará.

Mas a mudança urge. Com a rapidez com que Portugal acolhe novas gerações e novas gentes. E, neste contexto, atrevo-me a apelar à formação do Partido do Voto Nulo (PNV). Um partido que dispensa formalidades constitutivas, listas de promotores ou de candidatos a cargos e mesmo do prévio assentimento do Tribunal Constitucional. O PNV apenas funcionará à boca das urnas. E apenas requer a ida ao posto eleitoral, se possível com uma frase no boletim de voto, do tipo - "Pela Monarquia sempre".

Algo que será contabilizado, conquanto sem quaisquer menções exteriorizadas. Mas a votação é escrutinada em cada mesa e, por essa via, a verdade saltará cá para fora. Mais tarde ou mais cedo. Quanto não seja, entre os múltiplos escrutinadores espalhados Portugal fora.

E assim, sem acintes, os portugueses darão conta de que somos - os fieis da Monarquia - muitos, muitíssimos. No caminho da maioria.

 


24 comentários

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De Figueiredo a 24.01.2026 às 15:13

O verdadeiro resultado da Abstenção tanto nas Legislativas como nas Presidenciais andará entre os 50% e os 60%, para se saber o resultado é preciso anular os votos dos estrangeiros.
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De cela.e.sela a 24.01.2026 às 16:54

o Pr pode ser eleito com menos de 20% da totalidade dos eleitores. verdadeira república representativa.
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De cela.e.sela a 24.01.2026 às 16:52

não nem monárquico nem republicano. isto não é propriamente uma democracia: a maioria dos políticos fingem que é.
a CRP adite extrema esquerda e recusa extrema direita. não sou extremista: é questão de coerência.
parecem comediantes os que apoiam os candidatos. as tvs já divulgaram o PR eleito.
só o governo parece interessado no desenvolvimento económico: os restantes preferem o ' socialismo de distribuição' para manutenção dos tachos (3 bancarrotas a partir de 1974 e dobro da dívida pública desde 1995). 
o país não suporta tanto imigrante, há demasiada miséria e mentalidades inadaptáveis, mas é assunto tabu. 
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De O apartidário a 25.01.2026 às 09:35

Em meia duzia de linhas disse bastante em relação à realidade actual. 
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De Carlos Sousa a 24.01.2026 às 17:05

Uma escola primária com cheiro a desinfetante barato e cera de chão. São 21:15. O país está a decidir entre o "Português Suave" e o "Espalha-brasas".


Tiago: (Ajustando os óculos e apontando para um boletim) Sr. Arnaldo, peço a sua atenção. Mais um. "Pela Monarquia Sempre", escrito a pena de ganso, intersectando o quadrado do candidato Seguro. De acordo com o Artigo 149.º, qualquer marca ou rasura que não expresse uma vontade clara de voto, ou que contenha mensagens externas ao ato...


Sr. Arnaldo: (Suspiro profundo, tipo pneu de trator a esvaziar) Tiago, filho... foca-te no essencial. O essencial é que são nove da noite, eu tenho uma feijoada à espera e tu estás a tentar aplicar o Direito Constitucional a um papel onde alguém desenhou uma coroa que parece um ananás. É nulo. Próximo.


Tiago: Não é "próximo", Sr. Arnaldo! Há aqui uma tendência sociológica emergente. Este é o décimo quarto boletim com referências dinásticas nesta mesa. A Univ. Católica previu 70/30, mas não previu esta insurgência orgânica do "Partido do Voto Nulo". Se extrapolarmos esta amostra para o universo eleitoral nacional...


Sr. Arnaldo: Se extrapolarmos, chegamos à conclusão que há catorze gajos nesta freguesia que acham que o D. Duarte vai aparecer aqui num cavalo branco a pagar as contas da luz. Tiago, isto não é um partido, é um desabafo. 


Tiago: O senhor está a ser redutor. O voto nulo consciente é a Nação a revitalizar-se através da negação do status quo e da...


Sr. Arnaldo: (Interrompendo) A Nação está-se a revitalizar com o jantar, que é o que eu devia estar a fazer. Acorda. Amanhã o Seguro está a fazer um discurso redondo na TV e o Ventura está a dizer que a culpa dos votos nulos é dos imigrantes.


Tiago: Mas a verdade saltará cá para fora! Eu tenciono lavrar em ata que existe uma corrente monárquica invisível a crescer no seio da abstenção.


Sr. Arnaldo: (Levanta-se, arrasta a cadeira com um barulho estridente) Lavra o que quiseres. Põe aí que o Rei teve 14 votos. Se isso te faz sentir um revolucionário do Diário da República, força. Agora mexe os dedos, que o 70/30 não se conta sozinho e eu não quero ver o sol nascer a discutir o carisma de um gajo que usa "vossa mercê" no boletim de voto.


Tiago: A democracia morre quando o procedimento é atropelado pela pressa de comer feijão, Sr. Arnaldo.


Sr. Arnaldo: E a paciência morre quando um caloiro de Direito confunde um desvario de domingo com a queda da Bastilha. Risca o quadrado, Tiago. É nulo. Como a tua vida social se continuares a ler manuais da CNE antes de dormir.
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De João-Afonso Machado a 24.01.2026 às 17:23

AhAhAh, Carlos Sousa, vossa mercê ( se fosse rei seria V. Majestade) é um grandíssimo cromo.
Dou-lhe os parabéns por este comentário enorme e imenso.
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De Carlos Sousa a 24.01.2026 às 17:27

Fico contente por ver que o sentido de humor também é Real.
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De passante a 24.01.2026 às 21:04

Como a tua vida social se continuares a ler manuais da CNE antes de dormir.


Alguém aqui foi ao Reddit recentemente 
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De zazie a 25.01.2026 às 09:23

Só uma pergunta: a monarquia não está proibida pela Constituição?
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De João-Afonso Machado a 25.01.2026 às 09:59

Respondo com outra pergunta - e a Constituição há  de se sobrepor à (se for o caso) esmagadora maioria dos portugueses?
E recrdo que em Potugal vigoraram já as Constituições de 1822, a Carta Constitucional, as de 1911, 1933 e 1976.
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De zazie a 25.01.2026 às 10:07

O teor da pergunta não era esse.


É mesmo uma questão lógica. Não faz grande sentido defender uma coisa sem defender igualmente uma mudança naquilo que a impede. 
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De zazie a 25.01.2026 às 10:09

Coloco ainda a pergunta de outra maneira.


Pensa que uma Constituição que defende o caminho para uma sociedade socialista e que foi feita sob os efeitos de criação de uma sociedade comunista na Europa, é menos ou mais anacrónica que a monarquia?
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De João-Afonso Machado a 25.01.2026 às 11:21

No sentido que referem é muitíssimo mais anácrónica. Basta dizer que o comunismo morreu na Europa e as monarquias não.
Mas já agora acrescento, não caiamos em confusões. Uma coisa são os regimes políticos (Monarquia/República); outra os sistemas políticos (parlamentarismo/presidencialismo); e outra ainda as ideologias.

Dizem os socialistas portugueses, defensores da manutenção da Constituição actual, serem humanistas, sociais-democratas, enfim qualquer coisa como o artido rabalhista britânico... Já vê que, em tese, podem viver em monarquia e há até alguns que sãao, mas não dizem, monárquicos.


Concretamente, quanto à nossa Constituição, ela não tem de ser eterna e nada pode contra a vontade soberana do povo, se o povo um dia quiser enveredar por outros caminhos.


Por fim: o que constitui obstáculo á monarquia neste Constituiçãao é ela ser «da República» e blindar-se com a norma dos limites materiais à sua revisão. Mas já o seu "pai", o Prof. Jorge Miranda, defendia a tese da «dupla revisão», segundo a qual nada impede a adequada maioria parlamentar abolir o art 288º (limites à revisão) e, a partir daí alterar o que a competente maioria quiser.
Ora então, a actual Constituição, no que se refere a direitos, liberdades e garantias, organização económia, direitos sociais, é perfeitamente compatível com uma monarquia.
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De zazie a 25.01.2026 às 11:33

"Concretamente, quanto à nossa Constituição, ela não tem de ser eterna e nada pode contra a vontade soberana do povo, se o povo um dia quiser enveredar por outros caminhos.


Completamente de acordo. Essa vontade, dado o sistema que temos, tem de ser por coragem de propor a sua revisão. E de não ser impedida (de diversos modos) por um PR e Tribunal Constitucional.


O que eu penso, acerca de regimes históricos não tem grande interesse. Posso resumir que o problema é mesmo Histórico. Há uma tradição que tem milhares de anos e se vai prolongando num sentido de território e Nação (como lhe queiram chamar). Houve países em que o seu derrube não resultou. Houve outros em que resultou. 
O que segue a seguir é um curso Histórico que não volta atrás, por infinitos motivos, incluindo memórias.
Ninguém prevê o futuro, mas o ponto, em Portugal, é a linha histórica da formiga branca, mais do que o caruncho, se me permite o efeito devastador entre térmites e os outros.


Por tudo isto, considero as posições monárquicas consequentes e legítimas. E considero também que pode haver realismo mais pragmático que não está sequer dentro dessa dicotomia, pelo seu lado utópico. 
Donde resta a pergunta que coloquei- como se legitima o garante de uma sociedade cerrando fileiras num jacobinismo de tradição do PREC. 

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De João-Afonso Machado a 25.01.2026 às 15:52

Vou citar Oliveira Martins no seu Portugal Contemporâneo:
"A legitimidade de D. Miguel reside na unanimidade com foi aclamado. Tal a legitimidade do Mestre de Avis"
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De zazie a 25.01.2026 às 10:17

Diz: "a mudança urge"


A pergunta é se a mudança que urge, se faz à inglesa sem Constituição escrita ou se é feita pela eleição de um fundo jacobino que ainda anda com o "republicano e laico" como garante da boa democracia. 
Note-se que as democracias são como os tremoços, pode misturar-se com tudo. Há-as de todos os gostos e feitios e resultados totalitários também historicamente bem visíveis. 
Um entrave de base que veta o que democraticamente pode ser uma necessidade expressa socialmente em muitos aspectos, é de apoiar? 
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De Anónimo a 25.01.2026 às 11:58

Parece-me que a única resposta honesta, seria a consulta Popular sem perguntas oblíquas, e sem questões enviesadas e manhosas.


Se houver coragem e se se quiser tirar as coisas a Limpo.


Aliás já nem era sem tempo, num País onde as elites sempre  decidiram o que o Povo quer.
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De zazie a 25.01.2026 às 16:20

é uma resposta lógica a uma questão abstracta.


Em termos reais (passe o pleonasmo e eu até acho que D. Duarte faria muito melhor figura do que todos os ditos cujos e não é de agora) a questão pode ser esta:
Um sondagem ao Povo Português para se saber se preferia a monarquia, é algo  no presente mais importante que a possibilidade concreta (para muito mais, mesmo sem projectar para os tempos do Mestre de Avis (que suponho praticamente a generalidade nem sabe quem foi) de haver uma revisão constitucional.


A revisão Constitucional é precisa, não é ela garante algum de "atestado moral".
Com isto, apenas chego à conclusão, também ela lógica, que não há grande utilidade em se fazerem declarações de voto. Porque, ou são forma de "lavar a roupa limpa em público", o que é mais cretino que a suja, ou defesa perante as brigadas inquisitórias.
E essas brigadas, sim, é que são um passado mais recente que temos que não se compara com a memória que a Monarquia deixou. 
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De zazie a 25.01.2026 às 16:22

Se a sua resposta se referia a sondagem à população acerca da revisão constitucional, claro que nem sentido técnico faz. Tal como não faz sentido algum uma democracia directa a ser dirigida por andar e condomínio. 
Parto do princípio que não era a isto. 
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De João-Afonso Machado a 25.01.2026 às 16:40

Tudo o que não se apoie na vontade soberana do povo peca por ilegitmidade.
Note: como dizia um mestre integralista, Mário Saraiva, chega-se à Monarquia pelo coração e fica-se pela Razão .
Por isso, monárquico que sou, sempre fiel à Casa Real, sei que o Duque de Bragança nunca aceitaria ser Rei escolhido por 50%+1 dos portugueses.  Não,  a Monarquia exige uma maioria quase de todos.
Não temos pretensões eleitoralistas...
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De zazie a 25.01.2026 às 17:51

Correcto. Como disse, é consequente. E também é um facto que o jacobinismo se tornou outra coisa entranhada na sociedade que ultrapassa a questão de ser república ou monarquia. 
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De Anónimo a 25.01.2026 às 20:27


Este assunto é interessante posto que em certos casos seria manifestamente conveniente a maioria ser "bastante maioritaria".


Posto isto resta um questão;


Se 50+1 não expressa maioria convincente, quanto será necessário para a afirmar de forma a não restarem dúvidas ??
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De João-Afonso Machado a 25.01.2026 às 21:32

É dificil avaliar. Teria de ser uma maioria e um entusiasmo perante o qual os opositores acatariam a realidade. O que para a jacobiangem foi sempre muito difícil, detentores da verdade sobre o querer do povo com sempre se manifestaram.
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De Silva a 25.01.2026 às 20:33

"Recomendações de voto... Que votemos (https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/8653515.html)"


Eis uma recomendação muito fraca.
Uma melhor recomendação seria insultar alto e em bom som quem vai votar na 2ª volta, isso sim, seria uma excelente recomendação.

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