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Nas ultimas eleições legislativas a abstenção não chegou aos 42%. Na primeira ronda das presidenciais rondou os 47%. Aparentemente, os portugueses preocupam-se mais com a escolha parlamentar/governativa do que com a chefia do Estado. No que muito bem procedem.
Entretanto, a sondagem da Univ. Católica (ontem divulgada) aponta para 70% pró Seguro versus 30% a favor de Ventura. Repetindo um dizer próximo do célebre "prognósticos só depois do jogo", escrevo "as sondagens valem o que valem". Só para não correr riscos comprometedores.
Mas a Católica prima por esses estudos, perspectivas que, geralmente, a realidade depois confirma. São as mais fiáveis, as da Univ. Católica. E de 70% para 30% decorre uma margem tão extensa que a vitória de Seguro parece incontornável.
Não sinto nem alegria nem tristeza perante o tal resultado. Não sou repubicano, não voto em qualquer candidatura e sigo o assunto à distância. Tento percebê-lo. Ventura será a derrota da malcriação; Seguro, a manutenção do status quo vigente e o discurso redondo, sem mais. Não é por aqui que a Nação se revitalizará.
Mas a mudança urge. Com a rapidez com que Portugal acolhe novas gerações e novas gentes. E, neste contexto, atrevo-me a apelar à formação do Partido do Voto Nulo (PNV). Um partido que dispensa formalidades constitutivas, listas de promotores ou de candidatos a cargos e mesmo do prévio assentimento do Tribunal Constitucional. O PNV apenas funcionará à boca das urnas. E apenas requer a ida ao posto eleitoral, se possível com uma frase no boletim de voto, do tipo - "Pela Monarquia sempre".
Algo que será contabilizado, conquanto sem quaisquer menções exteriorizadas. Mas a votação é escrutinada em cada mesa e, por essa via, a verdade saltará cá para fora. Mais tarde ou mais cedo. Quanto não seja, entre os múltiplos escrutinadores espalhados Portugal fora.
E assim, sem acintes, os portugueses darão conta de que somos - os fieis da Monarquia - muitos, muitíssimos. No caminho da maioria.
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