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O Syriza - uma memória a preservar

por João-Afonso Machado, em 23.10.20

IMG_3725.JPG

Devo confessar, já não me lembrava do Syriza e da tragédia grega de 2015. Foi necessário um passeio por essas bandas para recordar Tsipras, & Varoufakis, II (Irresponsabiliade Ilimitada), porque, para os esquecer, por cá se mantém os Jerónimos e as Catarinas, às pazadas de areia sobre a experiência helénica de extrema-esquerda.

Mas, enfim, chegado lá, olhando tanto de um país ainda por refazer, como não rebobinar esse período de loucura, entre manifestações de rua, braço-de-ferro com a UE e racionamento dos ATM's?

Foi quando me disseram, melhor seria não abordar o tema em conversa, tão traumatizante a realidade se abatera sobre as pessoas.

Não - adiantaram - por causa da propriamente dita bancarrota iminente, ou do juízo que deles faria o mundo inteiro. Antes em resultado de um generalizado sentimento de culpa pela entrega do Poder a semelhantes figurões. Os gregos, parece, digerem com a maior dificuldade a sua própria ingenuidade, e por isso lhes custa expiar as suas responsabilidades eleitorais na calamitosa passagem do Syriza pelo Governo.

São, nas grandes cidades e no meio rural visto pela janela do comboio, evidentes ainda os sinais do tufão. Conquanto seja perceptível a natural despreocupação de hoje - mesmo em tempo de pandemia - e a usual movimentação das gentes.

Quanto a nós... estaremos sempre condenados à propaganda esquerdista, jamais os méritos serão reconhecidos pelas II's nossas à Nova Democracia de Mitsotakis, e tudo não passou de uma planetária conspiração dos ricos contra os pobres... Resta-nos, para consolação, a certeza de que, se Costa vai afagando com a mão esquerda os seus parceiros parlamentares, é com a outra, com a dextra, que conta para se alapar à Europa e assim se manter no poleiro.

 



5 comentários

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De Robinson Kanes a 23.10.2020 às 18:41

A Grécia... Que sonho, que terra... 


Por lá, o Syriza é passado, todavia por cá pulula e pulula, calado mas eficaz. Vai ser interessante apreciar, porque as coisas mudam, qual a reacção. Voltaremos a ver abstenções e aprovações (no Parlamento é a mesma coisa) de OE? Voltaremos a não ouvir o "esganiçamento" habitual de alguns grandes defensores dos direitos, liberdades e garantias? Veremos... Assim veremos.


O grande sonho helénico segue dentro de momentos, e o nosso pesadelo também... Embora admita que a falta de alternativas em PT também é gritante.
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De João-Afonso Machado a 23.10.2020 às 22:13

O OE é uma bela representação tragico-cómica. Vai ser aprovado de certeza.
O melhor é continuar passeando, enquanto se pode.
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De Anónimo a 23.10.2020 às 18:44

tó milhões, a grande bazuca
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De Anónimo a 23.10.2020 às 19:49


Ainda bem que trouxe um assunto que convém seja lembrado.
Já toda a gente se esqueceu do nosso período de resgate durante a Troika, quando, nessa época, estávamos de olhos postos nos acontecimentos da Grécia, mergulhada no caos absoluto. Quem se lembra? Seguíamos avidamente os noticiários e o que se passava com as multidões nas ruas e com o governo! O braço-de-ferro com a Europa. A esquerda de lá a perder a face e a ter de se render à realidade! Era tão assustadora a ingovernabilidade daquele país sem lei,  que recusámos semelhante exemplo, fazendo o oposto e seguindo a única via possível que nos podia "salvar": o da responsabilidade com os sacrifícios inerentes, mas com o espírito de missão que teve Passos Coelho.Embora a memória seja curta... convém avivá-la às vezes, para nos recordarmos do contexto internacional em que estávamos imersos. O nosso maior imperativo era que não fôssemos  "colados" ou confundidos com a Grécia e o objectivo era diferenciarmo-nos dela e focarmo-nos num objectivo:  sair da situação de resgate tão cedo quanto possível. Fizémo-lo em metade do tempo da Grécia. Uma saída limpa. Fomos elogiados. 
 
(A Coligação venceu as eleições. Porque  seria? Alguém se lembra?)


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De Anónimo a 25.10.2020 às 10:03

Seguíamos os acontecimentos da Grécia nessa altura, para tentar perceber com alguma antecipação quais os desenvolvimentos para daí extrairmos qual seria o desfecho daquela tragédia e "loucura" como o JAM diz. Tentávamos antever e talvez aprender como evitar que calamidade idêntica se abatesse sobre nós. E o governo, que tínhamos então, esteve à altura e, sem desnortes, concentrou-se e fez o que era possível dentro das limitações que tinha  _ e eram imensas como sabemos. 
E sempre, sempre, com o ruído de fundo da poderosa máquina trituradora da propaganda esquerdista, escorada por uma afeiçoada CS a quem incumbiram de fazer o resto, coadjuvada pelas encenações de figuras gradas à esquerda. Onde estarão elas agora? É caso para perguntar.

Exactamente o mesmo comportamento tivémos no início da pandemia, quando seguíamos com a mesma preocupação e ânsia os acontecimentos em Itália tentando, também, antecipar como nos precavermos. Se algum mérito houve, no sucesso inicial, deveu-se a nós, cidadãos, como hoje está demonstrado. Mas o governo, esse, não tem estado à altura, anda aos papéis, sem plano, ou cheios de contradições nas suas medidas injustas e desiguais, sem estratégia, sem visão e, se tudo falhar, prepara-se para culpar os próprios portugueses. É a diferença...


(Peço desculpa por este "lençol", mas aconselho a leitura do último artigo de opinião da Helena Matos onde faz um apanhado de alguns dos "movimentos" de contestação e de protesto de "personalidades" durante a Troika, comparando-os com a actualidade):


https://observador.pt/opiniao/o-meu-bem-haja/



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