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Dívida pública desce pela primeira vez desde 2011

por Maria Teixeira Alves, em 11.12.13

No já longínquo ano de 2011, reinava então o Monsieur Sócrates, Portugal atingia um pico de dívida descontrolada. Ao ponto de termos de ser resgatados pelo FMI, Comissão Europeia e BCE. A austeridade arrasa o país, mas finalmente começa a dar frutos. A dívida pública portuguesa desceu este ano pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2011. "A dívida pública portuguesa diminuiu, pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2011, de acordo com os dados disponibilizados pelo Banco de Portugal. A dívida pública portuguesa, na óptica de Maastricht – que é a usada pela troika - , diminuiu de 131,4% do produto interno bruto (PIB), no segundo trimestre do ano, para 128,8% entre Julho e Setembro deste ano, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal através do Boletim Estatístico. Esta é a primeira queda desde o quarto trimestre de 2011". E as previsões do Banco de Portugal apontam ainda para um crescimento de 1 pct do PIB em 2014.


6 comentários

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De Luis Moreira a 11.12.2013 às 10:39

O BdP aderiu à campanha, segundo o PS e é anémico o PCP...
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De José Manuel Faria a 11.12.2013 às 11:08

Milhares de milhões de euros retirados ao rendimento de trabalho e, a divida só baixou, 2,6%!
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De p D s a 11.12.2013 às 15:40

Maria, 


segundo o grafico que apresenta, a divida apresenta os seguintes valores:


    Setembro de 2011 -   110% do PIB.


passados 2 anos temos:


    Setembro de 2013 - 128,8% do PIB




Portanto a divida é hoje muito maior : 128% do PIB : que em Set. de 2011: 110% do PIB.


de 110% passamos a 128%....portanto, a "festança" é por isto, certo ?
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De Maria Teixeira Alves a 12.12.2013 às 13:44

Não. A dívida pública continuou a aumentar porque o país entrou na chamada espiral da dívida. Assim que a dívida pública passou para 80 pct do PIB, ainda sem os juros galopantes, o país ficou refém da espiral do rácio de dívida pública sobre o PIB. Porque a partir daí, não se consegue controlar a dívida sem comprometer o PIB e por isso o rácio não pára de aumentar. Daí o saldo estrutural primário muito negativo. Porque o PIB está comprometido, logo os gastos do Estado sobre o PIB aumentam. Entretanto, e porque os investidores sabem isto, assim que o país atingiu os 80% da dívida sobre o PIB o que aconteceu? Ou não compravam as OT ou cobravam um juro muito alto equivalente ao prémio de risco, crescente. Portanto isso foi agravar a dívida e o défice (incluindo os juros da dívida).
É por isso que a austeridade é inevitável, e pode não chegar.
O Estado tem de controlar as despesas ao máximo e cobrar as receitas ao máximo, para conter o saldo estrutural primário, porque só assim é que a dívida, que é um stock, para de aumentar. É isso que está a acontecer agora, o saldo estrutural primário (déficit sem os juros da dívida) está a ficar positivo, logo as necessidades de utilizar a dívida que se emite diminui.
Há ainda a ter em conta que o rácio de dívida pública sobre o PIB inclui uma almofada que já foi emitida e colocada, mas cujo dinheiro ficou depositado para poder usar quando for preciso. 
Espero ter sido clara.
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De Anónimo a 12.12.2013 às 00:01

Maria, o país estava "arrasado" com a dívida em 110% do PIB e agora com 128% faz-se um post de elogio?!


Faz todo o sentido. Isso e a Lagarde a mandar a teoria da "austeridade" massiva às malvas em público
ora toma.


Acreditar que do nada vai crescer, como que por milagre, um crescimento regenerador, é só isso mesmo. Uma crença. Estúpida, mas apenas uma crença.
As banalidades chegam a assustar:"reformas estruturais", "flexibilidade".
Tudo eficiências a aplicar à classe média e média baixa.
Faz sentido, de facto. Foram esses que nos trouxeram até aqui.




Somos o único país que vais sair do ajustamento com menos pessoas.
Temos a 2º mais baixa taxa de natalidade da EU-27
Andamos a discutir se devemos subir o SMN, que anda pela enormidade de ...475 euros.
E entretanto, a parcela da riqueza nacional nas mãos dos 20 mais ricos aumentou dois digitos. Também faz sentido.

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