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O DESESPERO DE CERTOS DESESPERADOS

por Vasco Lobo Xavier, em 04.12.13

 

 

A vida não está fácil. Os portugueses estão a sofrer — todos, uns mais, outros menos, mas todos. As perspectivas não são boas, o presente e o futuro próximo não se afigura fácil, o governo não é dos melhores que tivemos em oitocentos anos, há razões para as pessoas andarem preocupadas. Mas há um grupo de gente que anda verdadeiramente desesperada. Não me refiro aos desempregados, que tanto sofrem, não me refiro aos pensionistas, que ainda assim estão bem melhor do que estarão as gerações vindouras na sua idade, não me refiro aos funcionários públicos, que vão tendo o seu lugarzinho assegurado, não me cinjo sequer aos que labutam diariamente para tentar salvar as suas peles e as dos seus filhos ou netos. Estou a falar da oposição, incluindo aqui um lote de gente antes insuspeita, mas que o ódio tem toldado o raciocínio ou, pelo menos, o comentário: Pacheco Pereira, Ferreira Leite, Bagão Félix, António Capucho, ou ainda, mais discretamente, Marques Mendes, Rui Rio, Marcelo Rebelo de Sousa, de entre muitos outros do PSD.

Alguém alguma vez imaginaria algumas destas pessoas alinhadas com Soares, no seu pior estilo, com Jerónimo de Sousa, num estilo sempre igual, os líderes da CGTP, sempre sem estilo, ou com os irresponsáveis do BE? Ou com os reflectidos disparates que oriundos do PCP, do BE ou da CGTP, ou com os disparates irreflectidos que brotam do PS? Só mesmo em estado de desespero.

 

A coisa que mais me incomoda nestes tempos difíceis não são as medidas, boas ou más, concorde ou não com elas, doam-me e prejudiquem-me pessoalmente ou não, que este Governo vem tomando por opção, por falta dela, ou por obrigação em virtude da perda de soberania a que o PS nos trouxe. O que mais me incomoda é a irresponsabilidade da oposição, aliada à de antigos aliados, por pura insensibilidade, por irresponsabilidade pura, por ódios mesquinhos, ou até por pensarem que estamos em condições de permitir que se brinque com o País.

 

Desce a taxa de desemprego? – É mau! Conseguimos ir aos mercados? – É mau! Conseguimos ir aos mercados e adiar o pagamento de dívida para lá dos anos difíceis em que estamos intervencionados? – É mau! Tentamos pôr a RTP a viver com menos, poupando os contribuintes? – É mau! E as fundações irregulares? – É mau também! E as restantes empresas públicas? – Péssimo! Tentamos resolver aos contribuintes o problema de empresas públicas mal geridas onde têm de colocar os seus impostos, ano após ano? – É mau! Mesmo tentando manter as empresas em mãos portuguesas e segurando alguns empregos? – É mau! Tentamos resolver o problema de gastarmos mais em pagamento de salários e prestações sociais e pensões do que aquilo que temos para lhes pagar anualmente? – É mau! É mau! Mau! Mau! Mau! É tudo mau, ou pelo menos inconstitucional. O Governo legitimamente eleito para estabelecer o programa (aparentemente inconstitucional, injusto e mau) negociado e estabelecido pelo anterior Governo socialista deve ser demitido e o Presidente da República demitir-se a seguir. Ou serem ambos corridos à paulada. Não é inconstitucional levar o país à falência, mas já o será tentar tirá-lo da falência, devendo até utilizar-se um modo inconstitucional para impedir quem tente fazê-lo. É bom quem destrói e destruiu o país, e mau quem tem de o tentar salvar, ainda que com medidas negociadas na sua generalidade por quem o destruiu.  Viveremos nós num país de doidos?!?... Estará tudo tolinho?!?... Só por ódios pessoais posso aceitar — e ainda assim muito mal — que pessoas que considero, como Pacheco Pereira, Ferreira Leite ou Bagão Félix, alinhem por este diapasão.

 

O governo não é bom? Os governantes actuais não serão dos melhores que já tivemos? Até poderia admitir isso, aqui e ali; mas fazer o quê? Buscar dinheiro onde? E crédito, seja de que forma for? Quais as soluções? Quais as soluções para os problemas que nos foram criando os políticos dos últimos anos? É preciso consciencializarmo-nos de que não estamos a empobrecer: nós estamos apenas a habituar-nos a viver com o que temos e produzimos, o que é bem diferente e muito difícil depois de termos andado quase 40 anos completamente embriagados com imaginária riqueza fácil, oriunda do crédito e de visitas periódicas do FMI e da UE, e os últimos 15 anos totalmente drunfados por um partido socialista, cujo líder de então considerava natural não pagar a dívida pública e mais natural ainda endividar-se alegremente (sem ocupação remunerada conhecida) em 100.000 euros, junto da Caixa Geral de Depósitos, para ir em Erasmus de luxo para Paris escrever umas patacoadas que imagina serem estudos universitários, que depois promove em cocktails provincianos, junto de pacóvios embasbacados, com um antigo Procurador-Geral e de um ex-Presidente do STJ a aplaudirem energicamente na primeira fila, todos a ouvirem atentamente uns antigos Presidentes de República, do Brasil e de Portugal, que mal conhecem o estudante e o seu verdadeiro percurso universitário (acaso tenha existido), para já não falar da sua obra, que, como obra, tem apenas um nome vernaculoso. É duro de ouvir? É o País que temos! Será isto que queremos? Este o exemplo? É isto que deixamos aos nossos filhos? O País que queremos oferecer-lhes?

 

O desespero brutal destas pessoas das oposições actuais é estarem a consciencializarem-se de que a maioria dos portugueses já não confia nelas nem nelas se revê, muito menos nas suas opiniões. Alguém ouvirá atentamente Soares sem estar a brincar no seu telefone? Ou a verificar a sua caixa de mensagens? Os portugueses sofrem, realmente, mas na sua grande maioria sabem bem que se viveram muitos anos para lá das nossas possibilidades. Anos bonitos e fáceis, mas completamente irreais. A maioria vê as auto-estradas vazias e o produto dos seus impostos desbaratado em inutilidades sem qualquer retorno, se esquecermos os votos dos políticos nas eleições seguintes. A maioria compreende também que haja necessidade de ajustar as despesas públicas às receitas, como se faz nas suas próprias casas com ordenados exíguos, quando existem, o que vai rareando. Sabe que não tem impostos para impor a terceiros que permitam pagar as prestações da casa ou as despesas dos filhos. Percebe ainda que não pode pagar mais impostos, aqueles que ainda têm como pagar alguma coisa e não estão esmagados por legislação fiscal completamente abusiva, e ainda menos admite o estado de coisas se os seus impostos forem utilizados para pagar empresas públicas sistematicamente deficitárias e onde se está permanentemente em greve, prejudicando gravemente os que tentam trabalhar onde ainda há trabalho. A maioria dos portugueses percebe que não se tomam as medidas que fazem sofrer a população por gosto, opção ou política, mas por necessidade e para corrigir erros passados (e alguns outros que se vão mantendo), tentando-se melhorar o futuro. E a maioria dos portugueses percebe que as medidas duras vão tendo algum efeito positivo, lento, moroso, difícil, mas positivo, a médio ou longo prazo. E que há luz, ténue, muito ténue, mas que há luz ao fundo do túnel e que ela vai aparecendo.

 

E essa atitude dos portugueses está a causar um desespero brutal nas oposições e nos que odeiam quem nos governa actualmente. Aquilo corrói aquela gente. A possibilidade da troika sair daqui sem mais, de Portugal poder levantar-se, de os portugueses se safarem, poderem respirar, aspirar a qualquer coisa de melhor, dizer “doeu mas safámo-nos desta”, isso destrói aquela gente. Essa esquerda e amigos de oportunidade preferem destruir o país e os portugueses, seja por tumultos, seja pela violência, seja pelo disparate de exigir a demissão do Governo ou do Presidente, ou de ambos ao mesmo tempo, com todos os efeitos negativos que isso traria, seja pelo Tribunal Constitucional, seja pelo que for: eles não podem é permitir que este Governo chegue ao fim com sucesso face ao duro trabalho que o PS negociou e lhe (e nos) deixou para cumprir, enquanto ficou de fora aos berros fáceis, bebericando calmamente nas esplanadas e clamando contra tudo aquilo a que tinha obrigado os portugueses, e possibilitar-se assim que os portugueses felicitem e premeiem nas eleições legislativas de 2015 este Governo pelo feito extraordinário que desejavelmente alcançará (esperamos) com o seu trabalho.

 

Eles, a oposição e os amigos do contra, tentam desesperadamente e por tudo que isso não seja permitido nem possível, mesmo que com isso se lixem os portugueses e Portugal. O outro dizia que se lixassem as eleições; estes é que se lixem os portugueses e o País. Só isto bastaria para tomar posição, goste-se ou não de quem nos governa. E por isso é em completo desespero que esta gente apela tão facilmente ao Tribunal Constitucional como à violência brutal e inconstitucional, como se fossem coisas iguais. Em desespero se entregam a entrevistas desesperadas. Defendem desesperadamente o indefensável e sem soluções. Em desespero se oferecem às televisões, rádios, e a caixotes de sabão em cada esquina para berrarem o disparate desesperado. O desespero da oposição e das gentes que a ela aderiram está, para eles, muito acima dos reais interesses dos portugueses e de Portugal. Mas, por muito que não se simpatize com os governantes actuais, os verdadeiros portugueses não podem permitir que os desesperados interesses próprios dessa gente se sobreponham aos reais interesses do País. Este deve estar muito acima desta gentinha desesperada. A bem dos que vierem.



68 comentários

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De malcomparado a 04.12.2013 às 13:52

BRAVO!
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De malcomparado a 04.12.2013 às 13:53

BRAVO!
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De Maria do Carmo Froes a 04.12.2013 às 19:01

Há largos meses que penso todos os dias em tudo o que escreveu.
Este post devia ser publicado em grandes cartazes e distribuído em todo o nosso Portugal.
Obrigada
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De silva a 04.12.2013 às 19:35

É muito estranho o comportamento da sociedade politica e sindical incentivar os trabalhadores no caso do estaleiro naval de Viana do Castelo, para uma luta inglória.

Digo isto porque até hoje no despedimento coletivo do Casino Estoril, com milhões de lucro, considerado um processo urgente em tribunal, ninguém faz nada para ajudar os trabalhadores.

3 providências cautelares que não deram em nada.
12 meses para notificar 12 pessoas.
8 meses para o perito dar um parecer ao tribunal.
Substitui-se o juiz.

Neste caso para que serve o advogado?

Perante esta evidência, aonde está a classe politica, os sindicatos para onde parte do nosso salário foi descontado com a promessa de uma defesa justa.

Nada em 4 anos com o processo a arrastar em tribunal, temos a nosso favor nem direitos, ou justiça e o mesmo vai acontecer aos trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo.

Já não acredito em nada… tenho muita pena que os trabalhadores de Viana venham a passar pela mesma situação que eu de uma revolta pela podridão do País.

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De Luís Marques a 04.12.2013 às 19:43

Brilhante!
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De Flic Flac a 04.12.2013 às 21:16


Magnífico! Aplaudo de pé, mesmo sendo eu um dos muitos afectados pelos cortes, pois pelo menos tenho a consciência da sua origem. Discordo de algumas opções (e sempre dos cortes salariais) que o actual governo fez, mas reconheço que houve sacripantas anteriores que não deixaram alternativa e, pior, apresentam-se agora como alternativa, embora não tenham alternativa. Vade retro, súcios!
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De tric a 04.12.2013 às 22:08

"Mas, por muito que não se simpatize com os governantes actuais, os verdadeiros portugueses não podem permitir que os desesperados interesses próprios dessa gente se sobreponham aos reais interesses do País. Este deve estar muito acima desta gentinha desesperada."
.
antes a defesa dos interesses desses senhores do que a defesa dos banqueiros...portugueses e internacionais...
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De Vasco Lobo Xavier a 06.12.2013 às 02:17

já pensou bem o que seria se os bancos, com todas as críticas que se lhes possam fazer, não estivessem aí? No caso do governo socialista, não se teria chegado ao PEC 0...
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De Maria do Porto a 05.12.2013 às 11:13

Muito bem pensado. Muito bem escrito.
Os portugueses podem ser tudo - mas não são estúpidos!
Por isso o desespero das "oposições": esperavam conseguir capitalizar o sofrimento dos portugueses em votos fáceis... mas o povo tem mais inteligência, e mais maturidade política, do que aquilo que julgavam!
E apesar de espoliados, empobrecidos e explorados, não se deixam endrominar - e é por isso que etse governo, mesmo com muita carga ideológica pouco recomendável, e incompetênca á mistura, não vai ser o "bombo da festa" que a oposição desejava!

 
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De José Horta a 05.12.2013 às 11:49

"carga ideológica pouco recomendável, e incompetênca á mistura"



Como? É com este tipo de comentário, de lobo com pele de cordeiro, que se mina os interesses do pais e o trabalho do governo.
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De Maria do Porto a 05.12.2013 às 14:33


Caro senhor, eu esclareço melhor ao que me refiro - e é claro que se trata só e apneas de apreciações pessoais...
Quando escrevi "carga ideológica pouco recomendável", estava a pensar concretamente no assessor político Bruno Maçães, que considera Sara Palin do Tea Party "o melhor da democracia americana"... Enfim... Considero isto demasiado, uma vez que a senhora em questão  revela  um radicalismo que me desconcerta.
Quando escrevi "incompetência à mistura", estava a pensar especificamente em erros de "casting" como Miguel Relvas...

É claro que o espaço lmitado de um comentário num blogg não permietem esplanar melhor o meu pensamento e as minhas razões: mas permita-me então( para que não me acuse de ser um "lobo") que reforce a minha posição: apesar de estar a ser fortemente penalizada a título pessoal nomeadamente através de cortes sérios no vencimento e perda de subsídios, sem sequer ter contrato em funções públicas!), reconheço o enorme esforço em prol do país feito por este governo; admiro a resiliência do primeiro ministro, e acredito firmemente que a determinação que tem  orientado as opções feitas nos vai levar a bom porto. Penso que estão fortemnte motivados pelo objectivo enunciado por Paulo Portas (um só resgate!!!) - e que isso deveria  ser o desínio de todos os portugueses...
Renovo   a apreciação deste seu post: cheio de acerto e de verdade!
Abraço.
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De Vasco Lobo Xavier a 05.12.2013 às 18:16

Muito obrigado. Espero que esses seus problemas pessoais se resolvam rapidamente. Cumprimentos, vlx
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De Maria do Porto a 06.12.2013 às 17:01


Não agradeça palavras...
Neste momento, o que nós devemos uns aos outros é um enorme "OBRIGADO, PORTUGUESES!", por todos os esforços que estamos a fazer...
Obrigado a todos os desempregados...
Obrigado a todos os que emigraram...
Obrigado a todos os que escolhem comparecer no emprego em vez de fazerem greve...
Obrigado a todos os que empregam os seus tostões e suam a camisa em pequennos projectos de empreendedorismo, para criarem 1 ou 2 postos de trabalho...
Obrigado a todos que pagam os seus impostos, sem falhas nem fugas...
Garanto-lhe que se eu fosse assessor político deste Governo, era nesta tecla que eu faria os ministros bater, sempre que fizessem uma aparição pública. Sempre, em toda a parte, um imenso OBRIGADO áqueles que o país estão a fazer o Esforço.
Creio que o clima social mudava!
Cumprimentos!
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De Vasco Lobo Xavier a 08.12.2013 às 00:53

Temo toda a razão.
vlx
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De Vasco Lobo Xavier a 08.12.2013 às 01:57

Corrigindo, "tem toda a razão"
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De José a 05.12.2013 às 19:47

Qual trabalho do governo? O que não tem solucionado os problemas ou o que os tem vindo sistematicamente a agravar?
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De Vasco Lobo Xavier a 08.12.2013 às 00:55

Não lê muita informação, pois não?
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De Anónimo a 05.12.2013 às 11:35

Que texto mais imparcial! E o povo deixa-se levar tao facilmente por bla blas de pseudo intlectuais! Portugal vai afundar-se e os unicos que ficaram a rir-se sao os politicos, quer sejam de esquerda ou direita ou o raio que os partam! Estam todos no mesmo barco e nem um se preocupa se a Maria ou o Jose tem o que por na boca do Joaozinho e da Ritinha! Desde que os bolsos deles estejam cheios e tenham o suficiente para levar para a cova, os outros que se lixem. A ultima geracao que poderia lutar ja envelheceu e a de agora nao levanta o dedo para nada, estao todos a merce dos ladroes! 
Com este meu comentario conto receber muitos "elogios" como e habito dos porteguezitos. Para aqueles que gostam de realcar os erros ortograficos e de gramatica espero que tenham um orgasmo ao lerem este comentario sem pontuacao ;) 
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De fernando tavares a 05.12.2013 às 11:41

Excelente POST
(vou colocar no Portugal Glorioso com a devida referencia da origem)

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