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Não é surpresa para ninguém o cenário catastrófico que seria para o sector bancário português, se a austeridade fracassasse e se um segundo resgate surgisse, ou se um hair-cut inesperado arrasasse com a cotação dos títulos de dívida portuguesa.

 

Os bancos portugueses, quando o Estado está aflito para colocar os seus títulos de dívida nos mercados internacionais, compram para ajudar. Quando não é preciso fazer o favor ao Estado, porque até há investidores internacionais suficientes para assegurar a colocação, compram para ganhar dinheiro, porque as yields são bastante atractivas. E de facto a venda de dívida pública já rendeu bastantes lucros a muitos bancos. Por tudo isto os Bancos nacionais terão pelo menos entre 30 a 40 mil milhões de euros emprestados ao Tesouro, montante que tem vindo a aumentar. O Relatório do Banco de Portugal revela que no primeiro semestre deste ano os bancos aumentaram a exposição à divida soberana de Portugal pois em Junho de 2013, esta representava já 37% da carteira de títulos dos bancos e 7% do total de activos do sector bancário.

 

Parece haver alguma memória curta em todo este processo. A dívida soberana já arrasou muitos rácios de capital, já obrigou a muitos aumentos de capital e mesmo à intervenção do Estado.

Mas desta vez o Banco de Portugal não está distraído. Pois alerta que apesar de a dívida pública portuguesa contribuir para as rendibilidades dos bancos, devido as taxas de juro pagas, também "comporta alguns riscos".

 

No relatório semestral de estabilidade financeira, o Banco de Portugal deixa claro que no sentido de uma necessária "mitigação de risco deverá observar-se, no quadro da união bancária, um movimento para carteiras mais equilibradas e diversificadas em termos de exposição ao risco soberano".

 

Os novos limites à dívida nacional nos balanços dos bancos fazem parte de uma medida que deverá ser adoptada no médio prazo no âmbito do acordo Basileia III, mas de forma muito gradual e dilatada no tempo pois teria efeitos devastadores nos bancos, em especial nos portugueses, tal é o actual grau de concentração deste tipo de investimento.

O regulador do sector bancário alerta para o facto de existir "incerteza acerca do tratamento prudencial a aplicar futuramente a exposições ao risco soberano, que eventualmente se poderão traduzir quer em uma ponderação pelo risco desses activos (logo consome o capital), quer na definição de limites à concentração geográfica, em ambos os casos podendo impactar no capital regulamentar.

 

Esta alteração levará potencialmente à redução da exposição ou à sua diversificação o que afectará em qualquer dos casos a rendibilidade das instituições financeiras. Mais uma dôr de cabeça para os bancos que ainda se estão a preparar para o Asset Quality Review que está aí à porta.

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