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28 – Jardim da Estrela

por Vasco Mina, em 03.11.13

 

O Jardim da Estrela foi o meu jardim de infância. Vivíamos em Campo de Ourique e juntamente com os meus irmãos e guiados pela minha mãe ou pelas minhas avós, aí passámos longas tardes. Mais tarde e já aluno do Pedro Nunes por aqui também vivi bons momentos e posteriormente aqui voltei com os meus filhos pois quase em frente vivemos deste mui agradável Jardim de Lisboa. Tem espaço infantil, dois cafés com esplanadas, vários lagos com muitos cisnes e patos, vegetação abundante e variada, um miradouro (que já teve vistas mais alargadas), numerosas estátuas, um belo “chalet” em madeira pintada (que é creche da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa) e ainda um Coreto que é como que um ex-libris do Jardim da Estrela. Também podemos observar várias aves desde os populosos pombos até um bando de papagaios.

O Jardim foi ideia e iniciativa do Marquês de Tomar e o terreno (que era de cultivo e tinha alguns casebres) pertencia a um António José Rodrigues. Da Estrela pois fica junto ao Hospital da Estrela (que foi inicialmente Convento de Nossa Senhora da Estrela, ou da Estrelinha, dos frades da Ordem de S. Bento, de Tibães).  Graças a um donativo do benemérito Barão de Barcelinhos (Manuel José de Oliveira) os terrenos foram adquiridos e passaram para o erário público. Os trabalhos de transformação dos terrenos para Jardim terão tido início em 1842 mas foram interrompidos. Foram retomados em 1852 e contaram com outro donativo, agora de um português que vivia no Brasil - Joaquim Manuel Monteiro (que mais tarde recebeu o título de Visconde e depois Conde da Estrela). Este espaço foi também conheciso como “Jardim Guerra Junqueiro”

Este Jardim Romântico, que oficialmente é designado por “Jardim Guerra Junqueiro”, tem um traçado típico à inglesa e teve como arquitecto Pedro José Pezerat.  As plantações foram orientadas pelos jardineiros João Francisco e o francês Jean Bonard. Durante a segunda metade do sec. XIX este local local era conhecido como sendo o “Passeio da Estrela”. Entre as várias estátuas salientam-se a de Antero de Quental (do escultor Barata Feyo), o “Cavador” (de Costa Mota, sobrinho) e “A Filha do rei guardando patos” (de Costa Mota, tio) e um Neptuno (ou Tejo de longas barbas) que deita águas para o lago maior.

 

 

O belíssimo coreto foi projectado pelo Mestre José Luís Monteiro em 1893-94 e foi trazido (em 1936) do Passeio Público. Único no seu género tem escadaria dupla em ferradura e um desenho que lhe confere um estilo algo exótico. Hoje, tal como o foi no seu início, é palco de diversos espectáculos.

Uma história curiosa tem a ver com a oferta (na década de 70 do sec. XIX) de um leão pelo africanista e colonial Paiva Raposo e que teve direito a jaula em pleno jardim; ficou conhecido pelo “Leão da Estrela” e mais tarde referência para um famoso filme rodado em 1947 e que teve António Silva como protagonista.

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