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Quadratura dos argumentos

por Maria Teixeira Alves, em 31.10.13

Pacheco Pereira critica o guião da reforma do Estado, dizendo que é vazio, que não tem nada, não tem medidas concretas, que é vago, cheio de sound bytes. O que na verdade também se pode dizer da crítica de Pacheco Pereira ao documento. É uma crítica vazia, sem ser construtiva, sem apontar motivos, sem concretizar as medidas que critica e porquê, limitou-se a ler com tom de chacota frases soltas. Não há ali uma crítica inteligente, há aquela manha de procurar incoerências aqui e ali. Bem lhe disse o António Lobo Xavier, "Isso que está a ler não é a reforma, isso é o Estado da Arte. Assim é fácil criticar qualquer documento".

 

Expulsaram 400 pessoas do PSD e deixaram o Pacheco Pereira? (Isto é apenas uma gracinha).



Mas o grande topete vem de António Costa, que faz um discurso redondo a criticar o documento de uma maneira airosa, sem grandes argumentos, mas acaba o discurso a elogiar Paulo Portas. O que levou Carlos Andrade a lhe perguntar imediatamente se o CDS-PP podia ser um bom aliado de governo do PS. António Costa, apesar da pele morena, até corou (apanhado)!

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6 comentários

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De monge silésio a 01.11.2013 às 00:43

Maria, ... é vago na atualidade, e por isso obsta à crítica, ao debate.
Tem algumas peripécias do agora presente (coisitas como o plafond da reforma ou a treta da educação autogestionária (Tito ressuscita no ...Caldas!) que a Vânia em cinco minutos foi buscar).
Pegar e concretizar o conceito "estado" de qualquer manual de ciência politica...há uns baratinhos jeitosos e que podem ser lidos enquanto se faz a barba e ajeita-se o cabelo no Luís.
Prontx, o Paulo ficou sem essa peticha, e assim à perguntelha ocasional, responde com "lê o papel".
Funções do Estado: defesa, segurança, justiça, diplomacia (o que diz? para além da "arquitetura" e da diplomacia "económica" (algo que os vendedores privados todos os dias fazem MELHOR)...NADA. Em vez de : força aérea? que marinha? que exército? Que ações prioritárias? Atlântico? Defesa da ZEE? 15 000 homens ou 30 000?que instalações? pode-se vender algumas?Tropa voluntária? Em que termos? tropa profissional?Polícia ùnica? Polícia Civil e Polícia Judiciária?Que polícia para a Justiça? que polícia para trânsito, atividades económicas?Qual o máximo de efetivos?
Funções do ESTADO "social": educação (quem paga as cooperativas, kolkhoses, kibbutzim...?)...népia. Demografia...esquecida (o grande fator de reforma e não as ações dos tiriricas). 16 universidades ou 6 universidades? Ensino secundário ... com redução de disciplinas, pago? Limitação do apoio público ao ensino privado? Preparar estudantes para o quê? Ensino Técnico dos 14 aos 18?
Algumas respostas e muitas outras tornariam o papel sujeito a debate...
...assim compreendo o PS;
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De jorge silva a 01.11.2013 às 11:45

para a maria "qualquer um que tenha a ousadia de abrir a boca para discordar" deve ser expulso, preso, calado... tudo isso para desviar a tenção do essebcial: aquela espécie de guião é uma treta, parece aqueles trabalhos copiados da net, um copy pass daqui, depois cora-se e cola-se dacolá.... nem o limitado passos coelho faria uma coisinha tão má

 
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De Maria Teixeira Alves a 01.11.2013 às 16:21

Isso não é verdade, eu própria critiquei o documento, mas não foi o corpo de letra do documento, nem as frases dos textos que contextualizam a medida. Tenham paciência.
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De murphy a 01.11.2013 às 16:00


Há mais de 20 anos que ouvimos falar da importância da Reforma do Estado… Afinal, porque ninguém a faz?!


Como na investigação de qualquer enigma, a solução para a sua compreensão, pode estar na clássica questão: “Quem beneficia e quem perde com isso?...”


http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/10/reforma-do-estado-quem-ganha-e-quem.html (http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/10/reforma-do-estado-quem-ganha-e-quem.html)

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De carlos a 01.11.2013 às 19:33


O panfleto (guião) apresentado pelo ministro Portas, com toda a pompa e circunstância, não passa disso mesmo. A reforma do estado, algo que deveria merecer o maior respeito por parte do governo, é tratada por Portas de uma forma panfletária. O panfleto é um somatório de generalidades, vago, desordenado e sem qualquer pretensão séria de abordagem de uma autêntica reforma do estado. Sendo assim, é impossível qualquer tratamento sério, qualquer início de crítica a estas 112 páginas de papel A4.

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De Anónimo a 02.11.2013 às 12:04

O que JPP preconiza vai acontecer; é a sua maior arte - ver quando ainda ninguém quer ver. Costa é um esperto de Terceira auto-moldado à medida da mediana dos portugueses que não percebem quem ele é, nada mais. O seu discurso manhoso foi exemplo disso mesmo.

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