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A inimputabilidade, primeiro; a negação, agora

por José Mendonça da Cruz, em 31.10.13

Foi muito esclarecedor do desespero da esquerda o debate parlamentar desta tarde sobre o Orçamento de Estado para 2014. Manuel Tiago alucinou os futuros sombrios que o PCP considera que lhe facilitam a mobilização; uma deputada do Bloco insistiu para que a ministra «admita aqui» que as coisas vão correr segundo a peculiar interpretação que o BE faz delas; e o PS, veio pela voz de João Galamba e Pedro Duarte, defender mais uma vez que a política de Sócrates era excelente e que é com gastos públicos que se faz o país crescer. Tudo isto é o costume. O que não é habitual é que todos os oradores da esquerda ignoraram deliberada e ostensivamente os múltiplos indicadores que já desmentiram as suas teses. Mantiveram, contra o Banco de Portugal e o INE, que estamos em recessão; invocaram o maior crescimento da Europa em comparação com Portugal, quando o que acontece é exactamente o contrário; falaram do aumento do desemprego, que está a recuar; esqueceram o saldo primário positivo que permite pagar a dívida; mentiram sobre as exportações que continuam a aumentar. E, evidentemente, continuaram a reclamar contra cortes na despesa do mesmo passo que protestam contra o aumento da dívida (são gente peculiar).

Eduardo Cabrita fez uma intervenção final exaltada baseada em inexactidões -- mas em Eduardo Cabrita compreende-se: desde a sua participação entusiasta na manobra dos Magalhães, a presente seriedade deve ser-lhe difícil de suportar. Quanto a Seguro, além de não ter resposta para as questões essenciais da reforma do estado, disse, de início, alguns disparates confrangedores que Passos Coelho logo corrigiu com indignação -- mas Seguro é assim. Pelo meio, a «repórter» da Sic na Assembleia, Anabela Neves, fez alguns comentários e ligações supostamente irónicos, ressentidamente parciais e absolutamente despiciendos.

Afinal, os tempos não estão fáceis para quem acha que quanto pior melhor.



4 comentários

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De carlos a 01.11.2013 às 10:33


DESEMPREGO

Quanto ao desemprego ele subiu de 7,6% em 2005 para 12,6%em Junho de 2011 e 17,4% em 2013. Subiu a uma taxa de 1p.p. ao ano na governação Sócrates para uma média de mais de 2p.p. (mais do dobro) na governação Passos/Portas.

Dívida pública

2005……..67,7%

2006……..69,4%

2007……..68,4%

2008……..71,7%

2009……..83,2%

2010……..93,5%

2011……..108,2

2012……..124,1

2013……..131,3%

Assim de Março de 2005 a Junho de 2011 a dívida passou de 67,7% para cerca de 100% (Junho de 2011) enquanto de Junho de 2011 a 2013 a dívida aumentou em 31,3p.p. (de 100% para 127%).

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De Joaquim Amado Lopes a 01.11.2013 às 21:19

Carlos,
Tem por aí os valores de dívida que estava escondida até 2011 e que agora conta para a "dívida pública oficial"?
É que aqueles quase 16% de aumento da dívida de  2011 para 2012 vieram de algum lado e quer-me parecer que o deficit público em 2012 não foi de 16% do PIB.


Já agora, os juros relativos aos cerca de 88 mil milhões de euros que a dívida pública aumentou durante os (des)governos de José Sócrates, com uma taxa média de 5%, serão 4,4 mil milhões de euros por ano, cerca de 2,7% do PIB de 2012.


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De direitrolha a 02.11.2013 às 17:15


"quer-me parecer que o deficit público em 2012 não foi de 16% do PIB."



chama-se queda do PIB ou recessão. não esteve ao corrente?aliás, é por isso que os números da divida publica apresentados vêm expressos numa percentagem. não recebeu o memorando?
ah, os juros! parece que juros iguais para todos os países da união resolvia o problema, não é? 
rai's parta os preguiçosos!
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De Anónimo a 02.11.2013 às 22:13

2011 - PIB: 171.064.800   dívida: 108,2% = 185.092.114
2012 - PIB: 165.409.200   dívida: 124,1% = 205.272.817   deficit: 6,5% = 10.751.598
De 2011 para 2012, a dívida aumenta 20.180.704, mais 9.429.106 euros do que o deficit de 2012.

Quanto aos "juros iguais para todos os países da união" resolver "o problema", vá perguntar aos ignorantes e preguiçosos do Largo do Rato como é que isso funciona porque nunca me viu defender essa imbecilidade.




 

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