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O problema do euro

por Maria Teixeira Alves, em 28.09.13

Ao ler no Expresso esta notícia: O FMI sugere eurobonds e seguro europeu de desemprego 

Uma equipa do Fundo propõe um guia para mais integração orçamental e esquemas de partilha do risco na zona euro face ao custo enorme que as soluções avulsas e a austeridade trouxeram.

Lembrei-me que até hoje ninguém assumiu politicamente, dentro da zona euro, que cada Estado tem um risco próprio e que a moeda única é menos única do que se pretendia. Não há um risco euro, há um risco Alemanha, um risco Grécia, um risco Portugal... O tempo em que todos se financiavam com risco Alemanha acabou, por causa do default da Grécia, e da falência técnica de países como a Irlanda e Portugal. Mas politicamente ninguém assume isto. Essa diferença de risco é feita pelos mercados, através da taxa de juro das dividas soberanas, atraves das yields das OT. Por isso quando oiço falar em Eurobonds desconfio. Se Portugal emitir eurobonds, quem paga se não conseguir equilibrar as contas públicas? As eurobonds endividam quem? A Europa como um todo ou apenas um país membro que as emita?

O que acontece ao juros das Eurobonds se os gregos derraparem o déficit? Quererá a Alemanha ver os juros da sua emissão subirem só porque os gregos são preguiçosos e desregrados e os Portuguese desnorteados?

Aguentará a Europa tanta solidariedade?

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6 comentários

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De Pedro Almeida a 28.09.2013 às 11:27

Essa sua xenofobia não me parece muito católica.
Ou dito de outra forma, o nível de preguiça dos gregos é inversamente proporcional ao seu nível de ignorância e preconceito.
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De Maria Teixeira Alves a 28.09.2013 às 14:16

Bem, confesso que não tenho base científica para dizer tal, mas penso que se dissesse a preguiça dos alemães soaria mais a ignorância. Passo a expressão, e garanto que não tenho esse tipo de preconceito dos gregos. E não gosto de preconceitos.
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De monge silésio a 28.09.2013 às 15:54


A Maria tem mil euros.

A amiga Carla precisa de dinheiro, e a Maria empresta a 3,75%...e a Carla aproveita pois sabe que um cash advance ou um crédito pessoal tem taxa superior.
Mais, a Maria deixa de colocar aquele dinheiro num fundo de acções do japão, ou dos eua...

A Maria fixou aquela taxa de juro à Carla porquê?
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De Maria Teixeira Alves a 28.09.2013 às 20:35

Eu não fixaria aquela taxa, nem nenhuma, porque não estou registada no BdP para emprestar dinheiro. Quem está, sabe que o indexante é a Euribor e o spread tem de reflectir o custo do dinheiro de quem empresta e o risco de quem pede emprestado. 
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De monge silésio a 29.09.2013 às 15:55

1.O caso mostra uma relação simples, privada, ocasional.Não disse que a Maria o fazia de forma comercial.Logo não venha com o Estado e o seu condicionamento. O que é proibido nas relações particulares é a usura. Mas adiante.
2. Tem razão a Maria Teixeira Alves no seu "post", só quis mostrar que já existe solidariedade e muita. O não haver solidariedade era ficarmos fora do euro.
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De Nuno a 29.09.2013 às 09:44

Nós já vamos tendo eurobonds através dos empréstimos da Troika. O que é que queremos mais?

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