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A irresponsabilidade anda muito irritada com a responsabilidade

por José Mendonça da Cruz, em 27.09.13

 

Anda muita gente iluste, muitos comentadores, muitos jornalistas, muitos políticos incomodados com o facto de Pedro Passos Coelho ter falado da terrível possibilidade de um 2.º programa de resgate para Portugal. Esse incómodo, essa irritação, é um triste retrato das nossas elites, dos nossos formadores de opinião, da nossa comunicação social, da nossa vida política.

É como zangarmo-nos com alguém que nos avisa dos riscos de ficar parado no meio da rua quando o autocarro vem direito a nós (quando seria tão mais agradável falar dos direitos dos peões).

Acontece que Passos Coelho advertiu sobre um risco iminente, e pouco interessa se o apontou ao Tribunal Constitucional. Portugal está em risco - e em risco crescente - de ter que pedir um 2.º programa de resgate. E esse programa seria mais duro, mais categórico, mais concedido como imposição. A esse programa não poderia resistir esse campeão do imobilismo que é o Tribunal Constitucional, nem esse cadáver de tempos pré-ditatoriais que é a Constituição, nem essa múmia sem ideário que é hoje o Partido Socialista, o qual teria que o subscrever (e, provavelmente, aplicá-lo).

Claro que há sempre uma outra solução: sair do euro. É a solução da irresponsabilidade dos socratistas, de um ou outro socialista chique e dos Seguros quando em campanha; é a solução dos que dizem que agora é que temos um «pacto de agressão». As brutais revelações que iriam ter...

A saída do euro, dizem uns, libertar-nos-ia da austeridade e colocar-nos-ia no caminho do «crechimento». A saída do euro, dizem outros, provocaria uma desvalorização do «novo escudo» que nos reconquistaria a competitividade. Mas são mentiras ululantes. A saída do euro provocaria uma desvalorização interna que bem poderia ultrapassar os 30%, beneficiando as exportações (que aliás, é o que está a contecer agora com a tímida desvalorização interna), mas colocando as importações 30% mais caras. E a dívida externa (denominada em euros, como é a maioria da dívida portuguesa) teria também um aumento instantâneo de 30%. Os 120% do PIB haveriam de parecer uma brincadeira sustentável.

Seguir-se-iam, provavelmente, o incumprimento, a ruína do sistema bancário (dos seus depósitos e poupanças, sim),o fecho dos mercados e do crédito, a miséria, e uma austeridade que haveria de fazer a austeridade de hoje parecer uma brincadeira muito suportável. E talvez até - à moda da América do Sul de esquerda tão incensada - o confisco de contas e bens, e o arresto de algum barco num porto africano.

Nada disto é risco remoto. Tudo isto é risco iminente. Agravado pelo enviesamento da comunicação e a sua preferência pela espuma e a polémica frouxa do diz-tu-digo-eu. Agravado pelo reaccionarismo medular do TC. Agravado pelo ridículo e a demagogia da direcção do PS quando baixa (ainda mais) à rua autárquica. Agravado pela distracção de quem tem obrigação de saber melhor.

Mas Passos Coelho adverte contra um 2.º resgate e fingem que é ele o mau. Pobre elite, pobres comentadores, pobres comunicadores, pobres de nós.  



7 comentários

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De escudo-cplp a 29.09.2013 às 19:57

Quanto a sair do euro, desculpe mas vai ter de aprender umas coisinhas... CreScer economicamente com a saída do euro da-se com uma desvalorização externa, não interna!!!! E só crescemos porque a desvalorização cambial intensiva à produção de produtos em Portugal para o mercado interno que são importados agora, esse é o primeiro e grande fenómeno, ele fará aumentar o emprego. E podemos afirmar isso com grande certeza porque o nosso maior vendedor, Espanha, vende-nos exactamente aquilo que deveríamos estar a produzir, produtos alimentares para a dieta atlântica/mediterrânea. Depois existe o fenómeno da desvalorização externa do valor do trabalho nos produtos produzidos para exportação.

É imoral que o senhor diga que os socratistas sejam a favor da saída do euro. O senhor não leu isso em lado nenhum. Os socratistas esperam recuperar a mama europeia, não rasgar o cordão umbilical infantil que os europeístas do PS e PSD criaram com essa ideia vaga de UE, o absurdo que nunca existiu.

Quem está a favor da saída da UE são os anti-europeístas porque sempre foram contra qualquer coisa disso da UE, muitos comunistas o PCTP/MRPP e o PNR. O CDS é por natureza eurocéptico e por isso surgem nas suas hostes muitos a questionar o futuro de Portugal dentro da zona euro. Depois aparece na ala dura do PS, do BE, e até do PSD (os pouquissimos social-democratas restantes) com diferentes razões, uns por acreditarem que só assim se salva o estado social mais ou menos como o conhecemos hoje, outros por deriva de veia patriota, pois ainda acreditam na viabilidade do país, e muitos outros por objectividade economicista.

Insensato foi ter entrado no euro, ter contado tantas mentiras à população para legitimar o insensato. Todas as uniões monetárias disolvem-se, o mesmo obviamente irá acontecer ao euro.

"Seguir-se-iam, provavelmente, o incumprimento, a ruína do sistema bancário (dos seus depósitos e poupanças, sim),o fecho dos mercados e do crédito, a miséria, e uma austeridade que haveria de fazer a austeridade de hoje parecer uma brincadeira muito suportável. E talvez até - à moda da América do Sul de esquerda tão incensada - o confisco de contas e bens, e o arresto de algum barco num porto africano." Isto é o quê? Pinhas para fogueira? Mas que raio de estima tem o senhor consigo mesmo enquanto português? Mas onde é que uma saida monetária provocou a falência dos bancos? Sim haverá fecho dos mercados durante uma semana, sim haverá limites às transferências para fora do país, mas não existe qualquer necessidade de curralito (que foi o resultado de tentar a todo o custo manter a Argentina no PEG do Dólar e a solução foi acabar com o PEG), nem sair do euro se deve à burla do Color de Melo. E as poupanças e depósitos manterão o seu valor inalterado dentro do país, embora não face ao euro e ao dolar, contudo a economia cresce, aumentam os salários e pagamos a dívida...
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De José Mendonça da Cruz a 01.10.2013 às 02:38

Obrigado pelas liçõezinhas, que, afinal, e tirando a defesa acérrima, enganadora e muito lacunar da saída do euro, foram bem pouca coisa.


Dou de barato o erro: tratar-se-ia de desvalorização externa, é claro. Errei, escrevi o que se passa hoje. E quanto ao resto:


- espanta-me a sua fé na substituição das importações - e só fala das alimentares - feita de sopetão e à bruta, quando a que estamos a fazer devagar já provoca tantas deslocações e distúrbios.


 - não é imoral dizer que socratistas e seguristas defendem a saída do euro. Pouco me interessa o que digam; o que quero significar é que a persistente defesa que fazem de mais despesa e menos receita leva exactamente a isso.


 -sei também muito bem dos «europeístas» que vêem a Europa apenas como meio de manter as ilusões ganhando quem lhes pague défices e dívidas. Não gosto deles e acho que fazem mal ao país.


- «insensato foi entrar no euro»? Não, insensato foi entrar no euro sem tirar as devidas consequências e adoptar outras políticas. Há, é claro, os que defendem que «o dinheiro aparece sempre». Não gosto deles e acho que fazem mal ao país.


- «Todas as uniões monetárias dissolvem-se». Pois é, na Europa foram três, e cada colapso desencadeou hiperinflação e miséria. Em 2010, os antigos membros da zona rublo, cujo PIB decresceu mais de 50%, ainda não tinham recuperado o nível de 1990 em paridade de poder de compra. E nem todas as uniões monetárias se dissolvem: o dólar está de saúde e recomenda-se. Mas é sustentado por uma união política.


- Que «estima (tenho comigo) mesmo enquanto português»? O que é isto, terrorismo? Fazer o elenco das graves consequências da saída do euro é falta de auto-estima e patriotismo?! Para mim, é o contrário.


- e espanta-me, por fim, que passe em claro o facto, repito, de a maior parte da dívida portuguesa estar denominada em euros, o que significa que essa facilidade de «pagávamos a dívida» está muito longe de ser verdade. E uma saída da união monetária, somada à multiplicação da dívida, somada ao facto de grande parte dela ser detida por bancos que já têm problemas de liquidez conduziria com grande probabilidade a falências bancárias (e a corridas aos bancos, antes). Donde, poupanças e depósitos podem bem esfumar-se -- ou para usar a sua expressão não «manterão o seu valor inalterado».


- e, já agora, a desconfiança dos credores institucionais e privados e a quebra dos canais comerciais não vieram a talhe de foice porquê?

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De escudo-cplp a 04.10.2013 às 18:20

Enganei-me em quê? Diga-la então como vamos sair desta crise dentro do euro e enquanto tempo? Como prevê que os Brancos voltam a ter liquidez para incentivar o crescimento económico que vai gerar emprego e aumentar as receitas do estado? Como prevê que as oscilações constantes do euro face ao dólar ajudem às exportações Portuguesas (a actual panaceia da classe dominante)?

"espanta-me a sua fé na substituição das importações - e só fala das alimentares"
São as únicas que interessam, são as mais importantes porque são as facilmente substituíveis, a curto prazo, cujo valor acrescentado depende muito pouco de importações, cujo valor total seria suficiente para criar superavit nas reservas do banco de Portugal, essencialmente obtidas nas balança comercial com exportações superiores às importações para garantir que a Balança de pagamentos se mantenha sempre equilibrada, só assim pagamos a dívida sem sobrecarregar a economia com impostos. Todos os países compram e especializam-se lá fora. Ou acredita mesmo que alguma vez o nosso país será especialista em maquinaria pesada e especializada, talvez num ou noutro sector onde formos proficientes como acontece no calçado, mas poderíamos ser grandes construtores de barcos se tivéssemos uma industria pesqueira das melhores... o ridículo é que temos a ciência mas não a aplicabilidade.

"feita de sopetão e à bruta" à bruta como? vc oferece às empresas até 25% de desvalorização cambial que representam nos sectores de reexportação algo como 7-8% de redesconto (sobre o valor do trabalho) e nos sectores primários 15 a 8% líquidos de lucro adicional, isso é um super insentivo para trabalhar, com lucro não com trabalho para aquecer. Hoje muitas empresas para compensar o desfalque no consumo interno exportam, na maioria para fora da UE, reféns do valor do euro face ao dólar, muitas vezes a preço de custo para manter os funcionários a trabalhar.

Quanto aos socristas , engana-se, uma saída do euro teria de ter um estado tb muito contido, haveria alivio financeiro, mas para liquidez interna, não para o Estado. O superhavit comercial daria apenas para premiar os depósitos e ir pagando a dívida do estado e dos bancos ao exterior. Nunca para as aventuras do Seguro. mas vc concerteza já se apercebeu que o tipo mente com todos os dentes!

"- «insensato foi entrar no euro»? Não, insensato foi entrar no euro sem tirar as devidas consequências e adoptar outras políticas. Há, é claro, os que defendem que «o dinheiro aparece sempre». Não gosto deles e acho que fazem mal ao país." - Foi insensato, está a omitir coisas tão importantes como o sistema de crédito que foi criado com o euro, a liberalização do movimento de capitais, e os poucos economistas que quiseram ver a realidade afirmaram o que aconteceria: concentração do investimento em sectores protegidos e subvencionados , perda de competitividade interna e externa, como tal desindustrialização do país, e compensação com a enorme facilidade de endividamento para obras públicas e criação de sectores económicos protegidos e subvencionados. Passamos de 70% de emissão M3 (crédito) para sectores produtivos, para 70% para sectores de actividade especulativa e apenas 30% para as industrias.

- «Todas as uniões monetárias dissolvem-se». Pois é, na Europa foram três, e cada colapso desencadeou hiperinflação e miséria.

Só conheço 2 na Europa. A união latina, 1865, França, Bélgica , Suíça, Itália, Grécia, Espanha, Venezuela, Bulgária , Suécia, Norte de África sob influência francesa; e a Corôa escaninava inspirada na União Latina. No primeiro caso um após outro país foi saindo, o último a ficar a França, já sózinha, teve uma grave crise mas apenas por se recusar a rever o padrão-ouro. O Primeiro a ser espulso a Santa Sé por cunhar moedas de prata sem o seu valor estipulado, a seguir foram os gregos com grandes embustes monetários, emissão de papel moeda sem ser suportada com real existência de ouro monetário no banco emissor. Durante a Grande Guerra a prata desapareceu de circulação, algo que tb aconteceu em Portugal e levou o escudo ao descalabro por volta de 1917. A União Latina passou então naturalmente de um sistema bimetálico para padrão-ouro simples.
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De escudo-cplp a 04.10.2013 às 18:24

A União Monetária Escandinava (1873-1914) acabou com a impossibilidade da coroa Suécia garantir o padrão ouro

"Em 2010, os antigos membros da zona rublo, cujo PIB decresceu mais de 50%, ainda não tinham recuperado o nível de 1990 em paridade de poder de compra." - vai me desculpar o colapso dá-se em 1992 as razões são muitas e muitos dos países que saírem conseguiram recuperar logo a seguir. A Rússia inflaciona o rublo. A Ucrânia e outros inflacionam ainda mais devido ao abuso de criação de dinheiro escriturário com créditos abusivos. Os países que menos inflacionaram viram-se obrigados a carimbar os rublos para impedir que os habitantes dos países vizinhos esvaziassem as prateleiras dos produtos essenciais. Face à perda de valor geral do dinheiro, as notas em circulação perdem valor e não chegam para as necessidades internas, emitem-se os kupon . Apenas o banco central russo podia emitir numerário, mas não o faz, ou os países deficitários à Rússia não o recebem. A Lituânia é o primeiro a emitir moeda própria, e os Kupons da Ucrânia não valem nada em lado nenhum. A Turqueménia saída de uma guerra civil precisava de estabilidade e sai oficialmente da zona rublo para se esquivar à inflação. O mote final entre falsas paridades e emissões privativas dá-se porque a Rússia precisava de se libertar da indesejada quase criminosa emissão monetária ucraniana, emite novas notas para a Rússia e não as distribui pelos países participantes, em termos práticos expulso-os a todos. Nada nos garante qual era o PIB real dos países da antiga URSS. E o fim do rublo significou uma desvalorização acentuada, a mesma que levou ao seu colapso, mas na maioria dos países à excepção da Rússia a recuperação foram dois anos.

"E nem todas as uniões monetárias se dissolvem: o dólar está de saúde e recomenda-se. Mas é sustentado por uma união política." Mais uma vez discordo profundamente, não é nenhuma união monetária, o padrão monetário está definido na constituição americana, cuja reserva está no Fort Knox , têm é um sistema de bancos emissores , a que geralmente chamamos Reserva Federal Americana. O dólar é uma moeda única, controlada apenas por uma entidade política e emitida por bancos privados com licença para tal, mas agindo sempre a uníssono geridos pelo Sistema de Reserva Federal, que detêm um contrato para gerir a Reserva Federal Americana, e cujos proprietários são bancos privados.

Pergunto pela sua estima, porque você coloca em questão a capacidade de nós como Portugueses sermos ou não capazes de organizar uma saída monetária de forma ordeira, programada e organizada. E tudo indica que seremos capazes.

a) Não existe fuga de depósitos, algo que aconteceu em Espanha, Grécia, algo em Itália e França, não faz sentido a um português, pois Portugal é o país onde vivemos e se saímos é para onde queremos voltar.
b) As crises portugueses nunca foram fundamentadas em questões monetárias de fundo, a tal ponto que o real/escudo durou de 1480 a 1999.
c) Portugal é tão homogéneo que os problemas nacionais não se colocam em termos de subidentidades internas, mas em termos de grupagem política
d) Os problemas do país por não terem a roupagem ridícula de essencialismos nacionais, são tão evidentes que é difícil descortinar que estão a ser vestidos de aparências partidárias. Os problemas são todos repensados na redistribuição dos recursos por grupagens de nomenclatura política.
f) será fácil organizar uma saída do euro, organizada num aparente esquema de missão nacional, porque as grupagens querem é agregar-se aos recursos disponíveis do estado, não do dinheiro.

Existe uma questão quase semântica que poucos se atrevem a discutir. Não existe um euro, mas tantos quantos os bancos centrais que os emitem segundo os activos reconhecidos pelo BCE para emitir euros, são muito variados e é muito discutível o seu valor real dos activos de cada banco central. Portugal emite euro M0 ) 98,5% baseados nas suas reservas de ouro, o M3 português, a emissão privada dos Bancos Portugueses é sustentável com o nosso PIB, o problema é a dívida externa Portuguesa. Em que euros foi ela emitida? Eu digo-lhe, em Portugueses! Decidi faze-lo, unilateralmente! Num fim de semana alargado de 4 dias, declaro o fim da paridade forçada do BCE do euro Português sobre o euro dos outros b

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