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O legado de Álvaro

por Maria Teixeira Alves, em 23.07.13

Eu sei que tendo a simpatizar com os Ministros independentes dos partidos, mas neste caso julgo estar a ser imparcial. Álvaro Santos Pereira, que sai por causa das negociações Portas - Passos, foi um óptimo Ministro da Economia, concretizou reformas económicas estruturais importantes.  Tais como a revolução no regime de licenciamentos industriais (no sentido da simplificação e da redução de custos), que é essencial para tornar Portugal amigo dos investidores internacionais e assim criar uma dinâmica fundamental para a reindustrialização do país que leve ao aumento das exportações. As exportações pesam já 40% do PIB. O desempenho favorável das exportações ajudou a um abrandamento da queda da actividade económica. 

Depois há ainda a destacar a reforma laboral; a nova lei da concorrência; o novo código de insolvências; a reforma das empresas públicas e o seu reequilibro orçamental (em particular no sector dos transportes); o corte nas rendas excessivas nas energias ( O ministro concluiu  em Abril de 2012 o processo de renegociação dos contratos de cogeração e de garantia de potência) e PPP; a liberalização do sector da energia.

A tudo isto soma-se o acordo de concertação social com os parceiros sociais.

Foi recentemente publicada em Diário da República a legislação que põe termo às burocracias até agora necessárias para abrir empresas de animação turística, e que reduz até mais de 80% as taxas de turismo. Desta forma, o Governo quer facilitar e tornar mais barato o acesso à actividade turística, liberalizando o sector para cativar novos investimentos.

Criou medidas para combater o desemprego jovem e condições para o investimento em investigação e inovação. Portugal e a Alemanha assinaram, em Berlim, um acordo de cooperação para aumentar a mobilidade e o intercâmbio de jovens no emprego, estágios e formação profissional.


Desde a sua tomada de posse efectuou diversos cortes na gestão do seu Ministério, suspendendo a construção do TGV, chegou a acordo com um transporte de mercadorias de alta velocidade e, entre outras coisas, cortou direitos adquiridos e encerrou uma parte substancial da rede ferroviária nacional.

 Até na famosa história da sugestão da internacionalização do pastel de nata Álvaro Santos Pereira tinha razão.

Mas pronto, não é político e não é trendy...

 

Ver aqui outras notícias sobre legado de Álvaro.



6 comentários

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De Anónimo a 23.07.2013 às 23:44

Há neste país uma ideia muito badalada de que Santos Pereira não fez nada e é uma besta que quer ser tratada por "Álvaro". Tudo excelentes sinais. E repetem, repetem, repetem...
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De Anónimo a 24.07.2013 às 01:56

Desta vez, concordo totalmente. Que pena não termos mais "Álvaros" em lugares de destaque.Álvaros no trato, na seriedade intelectual, na ausência de comunhão com os interesses instalados e com os seus esquemas. Triste sina esta, de preferir sempre o "Exmº Sr. Doutor" aos "Álvaros". Mas isto muda. Ai muda, muda...
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De zé luís a 24.07.2013 às 12:10

Talvez nada disso seja palpável, ou agora ou até mais tarde, mas algumas coisas deveriam ter sido palpáveis logo e não foram. Dou um exemplo meu: sei que o Álvaro forçou o IEFP a mexer-se, a relacionar-se com os desempregados, instituiu até um "mentor" para cada inscrito e até fiquei a saber qual era o meu. Porém, não me deram o email directo dele e quando perguntei por ele não me responderam. Ou seja, neste campo ficou tudo em águas de bacalhau, passado o foguetório. Temo que nas outras áreas tenha passado o mesmo.

Só para saberem e terem alguma informação concreta.
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De Piorquemao a 26.07.2013 às 14:18

Obrigado por se ter deslocado do Canadá para nos dizer que os feriados é que eram o principio de todos os males e não as tolerâncias de ponto e as pontes de milhares de funcionários públicos , que duplicavam ou triplicavam a duração dos mesmos...??? Muito tarde vai, quem nunca cá deveria ter metidos os pés,...O que mais por cá sobra, é isso mesmo, pseudo intelectuais que nos chamam estúpidos todos os dias,...
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De pedro alves a 26.07.2013 às 15:05

Exactamente. Que estupidez querer exportar pastéis de nata. Qualquer dia recomendava a exportação de hamburgueres ou bebidas à base de cafeína. Realmente não precisamos destas pessoas, pois o bom é sermos uma espécie de marroquinos calçados e não canadianos com boa qualidade de vida. Os velhos do restelo duram, e duram, e duram...
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De Piorquemao a 26.07.2013 às 15:24

Caro Pedro, a dos Marroquinos é toda sua, eu trabalho dedicadamente todos os dias, sem baixas, muito menos faltas porque sim. Nada mais me resta, uma vez que a sua resposta em nada aborda o assunto especifico da minha intervenção.
Quanto ao flop em toda a linha do referido "luso canadiano", que de Portugal nada conhecia, ficará registado, mesmo para os que ainda estão em negação. O médio prazo, bastará,...

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