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Estou com o Marinho

por Maria Teixeira Alves, em 28.05.13

É preciso um pai e uma mãe.

Os óvulos são das mulheres e espermatozóides são dos homens. 

Esta é uma lei fraudulenta por convida a contornar a lei que proibe a adopção por homossexuais. 

Vocês querem fazer experimentalismo social.

 

Grande Marinho Pinto!



13 comentários

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De Maria a 28.05.2013 às 10:46

Gostei de ouvir o Dr. Marinho Pinto pela clareza das suas palavras que reforçaram a minha convicção. De lastimar a leviandade dos argumentos dos que se lhe opuseram.
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De slade a 28.05.2013 às 11:07

Todas as comunidades são isso mesmo, experimentalismo social. Com umas experiências concordamos, com outras não, e é assim desde o início dos tempos. Neste caso, e esquecendo as induções da cara senhora que para aqui as expôs, reportamo-nos a um caso prático, e apenas um: uma criança que já vive com um casal homossexual, sendo filha (ou filho) biológico de um dos membros do casal, no caso de a mãe (ou pai) biológico falecer, poder manter a relação filial com o outro membro do casal.
Ah e tal, então e a ciência, e a biologia, e os óvulos, e os espermatozóides? Então e a mamã e o papá? Bom, eu tenho filhos (e mulher), e como é óbvio, são a coisa mais bela deste mundo (e do outro também, caso exista), mas não sou ideólogo da procriação – e não sou pela simples raciocínio de tal ser uma ideia estupida e desprovida de sentido a partir do momento em que me considero intelectualmente são (e com isto apenas quero dizer que me sinto confortável no livre arbítrio); não procrio porque tal é o fim em si mesmo da existência, fi-lo pela simples vontade de ter um filho. Tal como tenho sexo pela simples vontade de ter um orgasmo (mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa), não por olhar o corpo da minha mulher como fonte de bons e produtivos óvulos.
A ciência evolui e a sociedade constrói-se e reconstrói-se – tudo o mais é ideologia e autoconvencimento. Sabe lá V. Exa. e o bom do Marinho, e já agora eu, o que é melhor para a criança. A senhora apresenta muitas vezes argumentos de (eu conheço um caso em que…), ora pois bem, e eu conheço um caso contrário.
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De xico a 28.05.2013 às 14:06

Concordo com muito do que diz. Mas há sempre argumentos toscos de ambos os lados independentemente de quem tenha razão ou que ambos os lados a tenham. Agora com mais ou menos ciência, mais ou menos ideologia, o slade apeteceu-lhe ter um filho porque a natureza o condicionou a ter essa apetência. Até o prazer do orgasmo é ele próprio armadilha da natureza.
A coadopção para regular um facto consumado parece-me bem. Adoptar, com dois pais ou duas mães, para remediar uma desgraça que uma criança teve em ficar sem pais, parece-me bem e louvável. Agora alguém saudável engravidar porque lhe apetece negando logo à partida um direito da criança em saber quem é o pai (ou a mãe em caso de barrigas de aluguer), não me parece bem. É criar quase a mesma situação de um enjeitado para depois o adoptar. Parece-me egoísmo e não generosidade. Mas posso estar enganado. Pode ser só ideológico.
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De Jorge Raposo a 28.05.2013 às 18:43

É preciso isso para formar um filho biolgicamente. Para criar e educar apenas é preciso pessoas que o façam.  Ponto. Não interessa mais nada.


Experimentalismo social era o que chamavam às leis que vinham dar o direito à igualdade às mulheres e também aos pretos.
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De Abrolhos a 28.05.2013 às 21:05

Pois aqui reside a confusão! Nao existe paralelismo com os movimentos das mulheres e dos negros, porque aqui discute-se os direitos das criancas, nao os direitos dos homossexuais. Nao existe o direito de adoptar, compreende.? Mas aqui entre nos, ja todos percebemos que esta lei e' realmente encarado como um direito dos homossexuais, dos adultos, dos pais, dos projectos próprios, das ambições de um grupo..., em lado nenhum, e nem escondem, aparecem as criancas, como fica patente na sua comparação com as mulheres e negros. 
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De Jorge Raposo a 29.05.2013 às 01:04

Mas estamos a falar nos direitos das crianças. As crianças, geneticamente, são formadas por um homem e uma mulher. Se uma criança se vir privada de quem a eduque, normalmente uma privação desse homem e dessa mulher, a criança tem direito a ser entregue a outras pessoas, que a eduquem. Ponto. Essas outras pessoas, mediante aprovação por segurança social e tribunais, podem ser homem, mulher, casal heterossexual ou casal homosexual. o direito da criança a ter quem a eduque é comprido. Ponto. Qual é a duvida?
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De xico a 29.05.2013 às 11:19

E é aqui que gostam de pegar para chorarmos todos pelas crianças. A adopção de crianças abandonadas.
Mas não é aqui que está o problema.
Se entregamos para adopção crianças  que se viram privadas dos seus direitos, porque vamos entregar crianças para adopção a pessoas que deliberadamente contribuiram para que fosse negado a essa criança, logo à partida, um pai ou uma mãe, no caso de inseminações ou barrigas de aluguer, só porque se desejou não ter qualquer relação com esse pai ou essa mãe por opção?
Aqui é que está a minha dúvida. E, tal como as crianças abandonadas, estou-me nas tintas para as preferências sexuais de quem adopta.
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De Jorge Raposo a 29.05.2013 às 17:52

O maior problema nas pessoas contra estas medidas, acho que é o chamar pai ou mãe a quem não é. As crianças não têm direito a um pai ou a uma mãe. As crianças nascem de um processo biologico entre os orgãos de um homem e de uma mulher. seja insseminação, ou por coito. O que as crianças têm direito é a uma educação e estabilidade emocional e familiar. Esta educação é providenciada tanto por pais ssingulares, mães singulares, casais hetero, casais homo, ou até mesmo por casais poligamicos, se quisermos ser mais polemicos. A criança tem direito a educação e a ser formada por pessoas responsa´veis. cabe aos tribunais avaliarem se as familias a que estão a dar as crianças para adopção são capazes de proporcionar essa estabilidade que as crianças têm direito. se é mãe e pai, pai e pai ou mãe e mãe, não interessa para nada. são terminologias. se não qusierem chamar pai ao marido do pai biológico, perante a lei, chamem-lhe outra coisa qualquer. o que interessa é que ele esteja legalmente, ligado à criança, e a criança ligada a este. só assim ha a estabilidade que a criança tem direito. no final, a criança chamará sempre pai aos dois, como já tantas fazem.
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De Anónimo a 28.05.2013 às 19:23

Gostei bastante do debate. Gostei muito dos argumentos (inteligentes) de Marinho Pinto, que hoje a bicharada anda a insultar na blogosfera. Gostei de ver lá o presidente do Refúgio Aboim Ascenção (um exemplo de uma instituição que é melhor do que muitos pais; para dar razão à colaboradora deste post - e eu também sou jornalista).
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De João Volkmar a 28.05.2013 às 22:44

argumentos inteligentes? pode elencá-los, por favor? argumentos usou apenas dois: a afirmação de que para a educação de uma criança são precisos um pai e uma mãe (completamente refutado pelas evidências empíricas); a existência de uma suposta conspiração gay para dominar o mundo (ridículo)... no tempo do macartismo dizia-se que os comunistas comiam criancinhas ao pequeno almoço, só falta dizerem (com ar muito compungido) que agora são os gays que o fazem; ... os nazis vociferavam que os Judeus eram uma aberração da Natureza e que, portanto, deviam ser eliminados... e foi o que se viu.
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De MRC a 04.06.2013 às 00:07

Quer argumento mais básico e elementar e, por isso, evidente que qualquer criança é feito pela natureza e precisa de um pai e de uma mãe ? São estas as afirmações que são refutadas pelas "evidências empíricas" ? Em que mundo é que o João Volkmar vive ?
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De Anónimo a 04.06.2013 às 09:38


Deve ser no mesmo mundo que eu, que fui criado só por uma mãe e sou uma pessoa sã.
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De Abrolhos a 28.05.2013 às 20:14

Todos ja' percebemos que a questão da co-adopção esta' relacionada com os casos de inseminações e barrigas de aluguer, isto e', com filhos biológicos de um dos parceiros, como ficou exemplificado com a senhora gravida, a mulher e avó. O número de adopções por pessoas singulares é muito reduzido, e destes, apenas um punhado será homossexual. A origem das criancas visadas nesta lei, e' essencialmente da procriação artificial. 
O fito, nao é dar um lar as criancas institucionalizadas, ate porque as que estao disponíveis para adopção são poucas, e as listas de espera extensas. Famílias para as adoptar ja existem e sobejam. Restam as criancas que sendo adoptáveis, possuem deficiência ou doença e que são dificilmente adoptadas. Nao penso que o cenário se alteraria se os homossexuais pudessem adoptar. Como tal, o argumento de que as criancas estao melhor com uma familia homossexual do que numa instituição, nao colhe! 
Depois, o argumento do exercício do poder paternal, no medico, escola,..., eu que sou casada, passo autorizações ao meu marido, pai dos meus filhos, para viajar, e ele vice- versa. Irritante, sem duvida, enfim....,! E no caso de casais com filhos de casamentos anteriores, nunca vi alguém ter problemas com as escolas ou médicos, e se existir, uma procuração resolve o problema. Nunca houve aí problema! 
No caso de morte do progenitor biológico, o dr. Marinho Pinto disse e Bem que isso resolve- se com a adopção sucessiva da criança órfã. Alias, no caso do segundo casamento de um viuvo com filhos ocorrendo a sua morte, o tribunal reconhece a ligação de padrasto, madrasta desse membro do casal. Como tal, nao existe uma total desprotecção das criancas como querem fazer crer. Aqui esta' mais um argumento, ladainha, que nao colhe. Temos vivido situações destas ha séculos e a urgência de regular estes casos nunca existiu. 
A razão essencial de toda esta discussão foi dita pela mulher da senhora gravida : "quem e' o senhor para dizer que eu nao tenho. (Hesitou).... Que eu nao posso aumentar a minha familia? " Essa e' a questão, a convicção de que ha direitos de adoptar, de procriar, direitos dos adultos homossexuais e nao direitos das criancas. A argumentação sobre as pobres criancas abandonadas a sua sorte,  e ' uma falácia, uma historia para sossegar o coração das "boas mães portuguesas" , apenas um meio para atingir outros fins. A saga continua nos proximos episodios. (Escrito com teclado incompleto). 

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