Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Recortes

por João Távora, em 27.05.13

(...) Um homem singular pode ser um bom pai, como uma única mulher pode ser uma boa mãe e, por isso, é razoável que um só indivíduo possa adoptar. Mas dois homens ou duas mulheres, não só não são melhores pais ou mães – na realidade, só um deles poderá ser, verdadeiramente, pai ou mãe – como, em caso algum, podem ser pai e mãe, o que só poderá ocorrer se forem, respectivamente, homem e mulher.

Por outro lado, se se entende que duas pessoas do mesmo sexo podem ser dois bons «pais» ou «mães», por que não permitir que três ou mais indivíduos do mesmo sexo, possam adoptar?! Afinal de contas, a exigência da heterossexualidade do casal é tão natural quanto a sua composição dual: se duas pessoas, do mesmo sexo, podem ser casal e família, porque não três, quatro ou cinco?! A obrigação legal de o casal serem só dois não será também preconceituosa?!

De facto é e, nisto, os defensores da co-adopção têm toda a razão. É um preconceito, como preconceituosa é também a essência heterossexual do casal. É um preconceito porque é uma realidade anterior a qualquer racionalização do amor, da família ou da geração: a natureza heterossexual da união fecunda não decorre de nenhuma ideologia, cultura ou religião, mas é uma realidade originária e natural e, apenas neste sentido, é um pré-conceito. É uma realidade aliás universal, porque 97% das uniões estáveis são constituídas, em todo o mundo, por pessoas de diferente sexo e 100% dos casais naturalmente fecundos são heterossexuais. É por isto que o casamento é matrimónio: a união que faz da mulher mãe, ou mater, em latim, porque, quando se exclui a geração, não há verdadeiro casamento, nem família. (...)

 

Padre  Gonçalo Portocarrero de Almada aqui no jornal i

 

Autoria e outros dados (tags, etc)



4 comentários

Sem imagem de perfil

De Ana a 27.05.2013 às 14:55

Este deve ser mais um dos vossos artigos "científicos" LOL
Discriminar, manipular e mentir não é nada católico.
Sem imagem de perfil

De Ricardo a 27.05.2013 às 16:51

O que significa que os casais inférteis, ou que não desejem engravidar, não podem ser considerados família. Pensamento pequenino, o vosso. Vamos lá a arredar as palas que têm no olhar e aumentar a visão periférica...
Sem imagem de perfil

De Jorge a 27.05.2013 às 17:20

Frases lindas e judiciosas - sem procriação, portanto, de acordo com o Sr. Padre, não há família. Ora bem, a tão famigerada procriação. Mas que procriação é essa que alguns tanto gostam e sem a qual nada existe? O que é gostar da procriação?
É gostar:
Da procriação (na primeira pessoa), ou seja, do acto?
Que os outros procriem, para que possam ser e fazer parte de uma família?
Ou antes do verbo procriar, e pelas possibilidades linguísticas que tal permite, para, por exemplo, ir a cantar na rua como se fosse uma melopeia para crianças?
Melhor ainda, ter uma relação idílica com a palavra / verbo / acto, híper-sonhadora, ao ponto de, sei lá, imaginar um mundo em que todas as mulheres do mundo se encontram na posição de parturientes, lado a lado, a expelir bebés directamente para os braços de papás sorridentes?
Sem imagem de perfil

De Márcia a 27.05.2013 às 18:40

A sua posição percebe-se altamente fragilizada quando as únicas pessoas que consegue arranjar para as atestar são membros da Igreja e "profissionais" seriamente descridibilizados.

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Ser de direita, tudo muito bem, para quem tem gran...

  • Anónimo

    Anónimo das 13:16 = Fernando SILVA

  • Anónimo

    Pouco apto para que fim?

  • Anónimo

    Pois ... E quem vai avaliar e decidir sobre se o "...

  • Luís Lavoura

    "irá basear-se na aptidão dos solos e no seu uso e...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2008
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2007
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2006
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D